A mais emblemática caricatura de Alfredo Astiz, “o anjo loiro da morte” ou “o corvo”. A ilustração é do genial Alfredo Sábat, filho do supimpa Hermengildo Sábat. Mais caricaturas e informações sobre Sábat filho, no site wwww.alfredosabat.com
O tribunal oral federal número 5 da capital argentina anunciou nesta quarta-feira à noite as sentenças de 18 militares acusados de 86 casos de crimes contra a Humanidade realizados na Escola de Mecânica da Armada (ESMA), o maior centro clandestino de detenção da ditadura militar argentina (1976-83). A condenação mais esperada era a do ex-capitão Alfredo Astiz – apelidado de “o anjo loiro da morte” – uma das figuras mais emblemáticas do regime militar. Os parentes das vítimas de Astiz – que completará 60 anos no próximo dia 8 de novembro – celebraram quando ouviram que os juízes federais condenavam o ex-capitão à prisão perpétua.
Do lado de fora do edifício do tribunal, no bairro portenho de Retiro, representantes de organismos de defesa dos direitos humanos, ex-prisioneiros sobreviventes também festejaram. “Acabaram 30 anos de impunidade”, gritavam exultantes. No entanto, duas dezenas de pessoas, simpatizantes dos militares, protestaram contra a condenação dentro do tribunal.
Estimativas de ONG argentinas e de organismos internacionais como a Anistia Internacional indicam que a ditadura argentina assassinou 30 mil civis. Destes, 5 mil teriam passado pela ESMA. Menos de 150 sobreviveram às torturas e os fuzilamentos feitos pelos oficiais da Marinha.
O tribunal também condenou perpétua o capitão de corveta Jorge ‘Tigre’ Acosta, famoso pelos requintes de crueldade que aplicava aos civis detidos na ESMA. Segundo testemunhas, o capitão de corveta falava sozinho à noite, em delírio místico. O próprio Acosta explicava que conversava com “Jesucito” (O pequeno Jesus), ao qual “perguntava” qual dos prisioneiros deveria torturar no dia seguinte.
Acosta foi um dos criadores dos “voos da morte” (voos sobre o rio da Prata ou o mar, desde os quais eram jogados os prisioneiros, ainda vivos), uma das modalidades preferidas do grupo de tarefas da ESMA para eliminar vestígios dos corpos. Durante o julgamento no tribunal número 5, Acosta afirmou que havia “lutado como um soldado em uma guerra”.
Entre os outros ex-militares julgados estão Alfredo Donda Tigel, que sequestrou seu próprio irmão e a cunhada – militantes da esquerda – os assassinou e ficou com suas filhas. Donda foi condenado a prisão perpétua.
A Justiça determinou perpétua para os oficiais Oscar Montes, Antonio Pernías, Raúl Scheller, Ricardo Cavallo, Jorge Rádice, Alberto González, Julio César Coronel e Ernesto Weber. Este era apelidado de “220” pelos colegas militares pelo prazer que sentia em aplicar essa voltagem nas torturas.
Além deles, Juan Carlos “Lobo” Fotea Daneri foi condenado a 25 anos de prisão. Manuel Tallada recebeu 25 anos; Carlos Capdevilla, que realizou os partos clandestinos na ESMA, foi condenado a 20 anos de prisão. Um dos mais ferozes torturadores, Juan Antonio “Piranha” Azic, recebeu a pena de 18 anos.
A longa lista de sequestros, torturas e assassinatos de civis – além do roubo de bebês e o ocultamento da identidade dessas crianças – implicou em quase dois anos de audiências. No total, prestaram depoimento de 160 testemunhas, incluídos um grupo de 79 sobreviventes do centro de detenção clandestino.
A ESMA, segundo o jornalista Eduardo Aliverti, era “um clube de perversão”. Ali, afirma, “a tortura e os assassinatos tiveram características diferentes dos outros centros de detenção da ditadura”.
BEBÊS - O sequestro de bebês foi uma das marcas desse centro clandestino. Diversas estimativas calculam que ali teriam nascido entre 150 e 250 bebês. Suas mães, as prisioneiras, eram assassinadas poucos dias após os partos. Na sequência, as crianças eram entregues a famílias de militares ou policiais estéreis.
Outra das marcas da ESMA foram os negócios realizados no “El Pañol” (O Paiol), um armazém no qual acumulavam-se eletrodomésticos, móveis e obras de arte roubadas das pessoas sequestradas. Os apartamentos e casas dos desaparecidos eram vendidas por uma imobiliária montada pelo almirante Emilio Massera, um dos três integrantes da primeira junta militar que governou a Argentina após o golpe de 1976. Massera morreu há quase um ano, depois de uma década em estado vegetativo.
A capa do jornal Página 12 quando Massera pegou o ferry boat de Caronte
HITLER E NATAL - Nas salas de torturas da ESMA os militares colocavam a todo volume marchas militares alemãs e discursos de Adolf Hitler para abafar os gritos de prisioneiros cujas unhas eram arrancadas, seus testículos apertados com alicates, os mamilos queimados com brasas de cigarro e os lábios vaginais eletrocutados.
Segundo os sobreviventes, nas celas da ESMA, que acumulavam dezenas de prisioneiros, ninguém podia conversar, sob o risco de ser espancado. Os depoimentos indicam que esta era uma forma dos carcereiros eliminar qualquer noção de tempo e espaço dos detidos, que boa parte do tempo tinham um capuz cobrindo sua cabeça.
Antes das sessões de tortura os prisioneiros recebiam uma boa refeição – chamada de a “última ceia” – servida pelos oficiais com um sorriso sarcástico. Depois, eram levados pela “Avenida da Felicidade”, denominação do corredor que ligava as celas com as salas de torturas. Ali, a longa sequência de torturas começava com choques elétricos. As fortes descargas causavam apagões no resto das instalações da Esma. Para que a condução elétrica fosse melhor, os homens de Massera molhavam os corpos dos torturados.
Os moradores do bairro de Núñez acreditavam que a ESMA era um quartel comum. Poucos sabiam sobre o cotidiano dantesco que transcorria nesses edifícios, localizados sobre a movimentada Avenida Libertador. No Natal, tal como nos edifícios residenciais vizinhos, a Esma ostentava um frondoso pinheiro com luzes coloridas. Massera dizia que orgulhava-se de ser “um bom cristão”.
ASTIZ, O “ANJO LOIRO DA MORTE”
Oficial autor de torturas e assassinatos foi o “garoto mimado” da ditadura
“É o mais sinistro paradigma do terrorismo de Estado”. Com esta frase, o escritor e jornalista Jorge Camarasa, definiu ao Estado a personalidade do ex-capitão Alfredo Astiz, um dos mais famosos integrantes da ditadura argentina (1976-83), apelidado de “O anjo loiro da morte” por suas vítimas e “O Corvo” por seus amigos (por seu ar sempre sombrio). Camarasa é o autor de “O Verdugo – Astiz, um soldado do terrorismo de Estado”, biografia não-autorizada do frio torturador que foi a estrela da ESMA.
“Astiz possuía várias patologias. Ele costumava lembrar dos aniversários de prisioneiros, aos quais levava presentes na ESMA. Astiz era capaz de retirar um prisioneiro da cela, levá-lo a um restaurante e depois transportá-lo de volta para uma sessão de torturas na ESMA. E por incrível que pareça, ele pretendia que fosse uma espécie de relação na qual todos seriam amigos!”
“Garoto mimado” da ditadura, a alta hierarquia militar encomendava a Astiz as missões mais complexas. Entre seus assassinatos mais famosos de Astiz estão os das freiras francesas Alice Domon e Leonie Duqueta, além de três fundadoras das Mães da Praça de Mayo, entre elas, Azucena Villaflor.
Durante uma operação para sequestrar militantes de esquerda, Astiz e seu grupo entraram na casa de uma estudante. Ali estava Dagmar Hagelin, uma jovem sueca, sem atividades políticas, amiga da jovem procurada. A adolescente, assustada, fugiu e – a 100 metros de distância – foi derrubada com um tiro certeiro de Astiz na nuca. O oficial, ao comprovar sua pontaria, soltou uma gargalhada.
Astiz foi recompensado por seus serviços com o cargo de governador das ilhas Geórgias durante a Guerra das Malvinas, em 1982. No entanto, essas ilhas foram o primeiro ponto recuperado pelos britânicos durante o conflito. Após um único tiro de bazuca disparado pelos britânicos, Astiz desistiu de resistir “até a morte”, como havia prometido. Com com um copo cheio de whisky em uma das mãos, assinou a rendição incondicional.
Astiz foi beneficiado em 1987 pelas leis de Perdão aos Militares e recuperou a liberdade. Durante doze anos era visto frequentemente em discotecas acompanhado de belas mulheres. No entanto, nunca mais pode sair do país, já que a Justiça da França o condenou à revelia pelo assassinato das freiras francesas e pediu sua captura internacional. As Justiças da Itália, Espanha e Suécia também pediram sua captura pelo sequestro e morte de cidadãos desses países.
Em 1998 foi detido por um mês e expulso da Marinha por declarar à revista Trespuntos que era “o homem melhor preparado no país para matar um presidente”. Em 2003, foi novamente processado graças à anulação das leis de Ponto Final e Obediência Devida (as leis de perdão aos militares) e colocado em prisão preventiva. Há poucos dias, na reta final de seu julgamento, afirmou no tribunal que considerava-se um “perseguido político”.
DELÍRIOS - Miriam Lewin, uma das sobreviventes da ESMA e ex-prisioneira de Astiz, analisou para o Estado os delírios de grandeza de Astiz: “ele tinha absoluta certeza que estava destinado a grandes missões em sua vida e acreditava que era um cavaleiro nas Cruzadas!”. Autora de “Esse inferno” – livro que relata a passagem de várias prisioneiras mulheres nesse centro de torturas – Lewin sustenta que “Astiz é o ex-integrante da ditadura com o perfil psicológico mais intrincado”.
Leopoldo Fortunato Galtieri, ditador com intenso approach pelos destilados
MODALIDADES DE TORTURAS DA DITADURA
- Picana elétrica: criada nos anos 30 na Argentina por Leopoldo Lugones Hijo, filho do escritor Leopoldo Lugones. Era o instrumento para assustar o gado com choques elétricos. Aplicado a seres humanos, tornou-se no instrumento preferido de tortura na Argentina.
- Submarino molhado: afundar a cabeça de uma pessoa em uma tina d’água. Ocasionalmente a tina também estava cheia de excrementos humanos.
- Submarino seco: colocar a cabeça de uma pessoa dentro de um saco de plástico e esperar que ela ficasse quase asfixiada.
- O rato no cólon: colocação de um rato, faminto, no cólon de um homem. Nas mulheres, o rato era colocado na vagina.
Diversas testemunhas indicam que os torturadores argentinos ouviam marchas militares do Terceiro Reich e discursos de Adolf Hitler enquanto torturavam.
FRACASSOS ECONÔMICOS E MILITARES: Além de ter sido a mais sanguinária Ditadura foi um fracasso tanto na área militar como na esfera econômica.
Fiascos Militares:
- Entre 1976 e 1978 a Ditadura colocou quase a totalidade das Forças Armadas para perseguir uma guerrilha que já estava praticamente desmantelada desde antes do golpe, em 1975. Analistas militares destacam que este desvio das Forças Armadas argentinas (que havia iniciado no final dos anos 60 mas intensificou-se a partir do golpe) reduziu drásticamente o profissionalismo dos militares.
- Em 1978, a Junta Militar argentina levou o país a uma escalada armamentista contra o Chile. Em dezembro daquele ano, a invasão argentina do território chileno foi detida graças à intermediação papal. O custo da corrida armamentista colocou o país em graves problemas financeiros.
- Em 1982, perante uma crise social, perda de sustentabilidade política e problemas econômicos, o então ditador Leopoldo Fortunato Galtieri – famoso por seu intenso approach ao scotch – decidiu invadir as ilhas Malvinas para distrair a atenção da população. Resultado: após um breve período de combate, os oficiais do ditador renderam-se às tropas britânicas.
Desastres econômicos:
- Em sete anos de Ditadura, a dívida externa subiu de US$ 8 bilhões para US$ 45 bilhões.
- A inflação do governo civil derrubado pela Ditadura, que era considerada um índice “absurdo alto” pelos militares havia sido de 182% anual. Mas, este índice foi superado pela política econômica caótica da Ditadura, que encerrou sua administração com 343% anual.
- A pobreza disparou de 5% da população argentina para 28%
- A participação da indústria no PIB caiu de 37,5% para 25%, o que equivaleu a um retrocesso dos níveis dos anos 60.
- Além disso, a Ditadura criou uma ciranda financeira, conhecida como “la plata dulce”, ou, “o doce dinheiro”.
- Ao mesmo tempo em que tomavam medidas neoliberais, como a abertura irrestrita das importações, os militares continuavam mantendo imensas estruturas nas empresas estatais, que transformaram-se em cabides de emprego de generais, coronéis e seus parentes.
- Os militares também estatizaram US$ 15 bilhões de dívidas das principais empresas privadas do país (além das filiais argentinas de empresas estrangeiras).
- No meio desse caos econômico, os militares provocaram um déficit fiscal de 15% do PIB.
- A repressão provocou um êxodo de centenas de milhares de profissionais do país. Os militares, em cargos burocráticos, exacerbaram a corrupção na máquina estatal.
‘GUERRA’ OU REBELIÃO LOCALIZADA? – Os militares deram o golpe e instauraram a ditadura mais sanguinária da História da América do Sul (América do Sul, não América Latina) com o argumento (um dos vários) de que a guerrilha controlava grande parte do país. Segundo os ex-integrantes da ditadura, os militares argentinos implementaram uma “guerra”.
No entanto, trata-se de um exagero para justificar os massacres cometidos durante a ditadura.
A pequena guerrilha argentina, mais especificamente o ERP, dominava às duras penas uma pequena porcentagem da província de Tucumán, a menor província da Argentina (Tucumán inteirinha equivale a 0,81% da área geográfica do país).
A magnificação da guerrilha foi útil para os militares e também para o prestígio dos guerrilheiros. A nenhum dos dois lados era conveniente admitir a realidade, de que a área controlada pela guerrilha era ínfima.
Os militares e os setores civis que apoiaram o golpe (e os saudosistas daqueles tempos) afirmavam (e ainda afirmam) que o país estava em guerra civil nos nos 70.
Mas, “guerra civil”, rigorosamente, seriam conflitos de proporções mais substanciais, tais como a Guerra da Secessão dos EUA, a Guerra Civil Espanhola, a Guerra Civil Russa logo após a proclamação do Estado Soviético, a Guerra das Duas Rosas (Lancasters versus Yorks, na Inglaterra) ou a Guerra Civil da Grécia após o fim da Segunda Guerra Mundial.
Ainda: a Guerra Civil da Nicarágua, e a de El Salvador. Isto é: bombardeios de cidades, grandes êxodos de refugiados, centenas de milhares de mortos, uma boa parte de um país controlado por um dos lados, e outra parte controlada por outro lado. Isso não ocorreu na Argentina nos anos 70.
PERFIL: Ariel Palacios fez o Master de Jornalismo do jornal El País (Madri) em 1993. Desde 1995 é o correspondente de O Estado de S.Paulo em Buenos Aires. Além da Argentina, também cobre o Uruguai, Paraguai e Chile. Ele foi correspondente da rádio CBN (1996-1997) e da rádio Eldorado (1997-2005). Ariel também é correspondente do canal de notícias Globo News desde 1996.
Em 2009 “Os Hermanos“ recebeu o prêmio de melhor blog do Estadão (prêmio compartilhado com o blogueiro Gustavo Chacra).
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Caro Max,
Sem dúvida, um triunfo da Justiça, do trabalho árduo dos promotores, e da paciência e trabalho das organizações de defesa dos direitos humanos.
E da imensa maioria da imprensa argentina, que deu amplo espaço aos crimes da ditadura desde a volta da democracia.
Abraços,
Ariel
Felizmente na Argentina deu tempo de punir os militares assassinos. Chile e Argentina tiveram as piores ditaduras já conhecidas e tudo com apoio de alguns bispos e padres que os jornais não gostam de anunciar. No Brasil a maioria dos religiosos não apoiarvam os assassinos militares mas na Argentina foi ao contrário, igreja e criminosos andavam de mãos dadas. Hoje, aqui no Brasil estão querendo remexer com os acontecimentos da época da ditadura e tenho certeza que é pura perda de tempo, a maioria dos assassinos militares já partiram para junto do Pinochet,Massera Stroessner e outros criminosos.
Melhor não esquecer, prezado Ingo, que a Igreja apoiou o golpe. Isso já é uma mácula irremovível!
responder este comentário denunciar abusoSó mais uma observação, Ingo: o que mais vale na Comissão da Verdade é o esclarecimento histórico. Isso é fundamental apesar de que nós brasileiros somos dados a dar tapinhas nas costas e esquecer de nossas misérias.
responder este comentário denunciar abusoEu sei que a igreja deu apôio no golpe aqui no Brasil, mas foram poucos os religiosos que apoiaram, bem como nem todos os militares eram favoráveis ao golpe ou praticaram torturas, eu servi em plena ditadura e dentro do quartel que servi nunca presenciei qualquer irregularidade, apenas alguns zuns zuns mas nada de grave.
responder este comentário denunciar abusoIngo e José Benedito: num primeiro momento houve apoio sim, considerando-se que a instabilidade política após a renúncia de Jânio só parecia crescer. Depois, antes mesmo de 1968, a igreja já havia quase toda mudado de lado e apoiaram a insurgência, armada ou não.
Não consigo compreender que forças militares se voltem contra o seu próprio povo, como aconteceu na America latina. Os assassinatos foram em massa e a ditadura brasileira não foi menos violenta. Aqui o acovardamento falou mais alto que a razão e os criminosos estão ainda soltos. Por isso que se diz que o Brasil é o país da impunidade, se o STF referenda uma lei absurda como a da anistia, nada mais sobra do arremedo de estado de direito que somos. Passa a não fazer mais sentido punir as torturas policiais e as chacinas. Passa a não fazer mais sentido o combate a violência. Não há alicerce que sustente a instituição da justiça.
Caro Ingo,
Pois é… uns anos mais de demora e os envolvidos nos crimes da ditadura iam estar todos mortos, ou quase todos.
Abraços,
Ariel
Histórico
Três dias depois da vitória de Cristina
Na véspera do primeiro aniversário do falecimento de Néstor Kirchner, estadista que acabou com as infames leis de “punto final” e “obediencia debida”, abrindo assim as portas para que a Justiça pudesse ser feita.
Argentina, um país admirável
Seis Sete Oito Brasil
Deve-se punir também militantes da esquerda criminosa que queriam implantar em toda America doSul uma ditadura comunista, pois eles mataram, assalataram e torturaram.
responder este comentário denunciar abusoCaro Seis,
Pois é! E diria mais…9,.512 dias depois do Nuremberg Argentino, isto é, o corajoso julgamento das juntas em 1985 e 29,6902 dias depois (fiz os cálculos) do pérfido golpe que iniciou todos os golpes militares argentinos, o de 1930, quando o general Uriburu – o von Pepe – com ajuda do então capitão Perón (juan domingo) derrubaram o governo civil de H.Yrigoyen.
Um trabalho brilhante, o desta 4afeira, resultado do suor dos promotores e lágrimas e suor dos organismos de dd.hh.
Abraços,
Ariel
Veja bem, os militares estavam lutando contra comunistas. Pelo jeito vc é de esquerda. Sabia que o maior assassino de todos os tempos foi um socialista, Stalin?
responder este comentário denunciar abusoAriel, por favor elimine o comentário igual a este que mandei lá no final. Obrigado
________________________
Iria ainda mais longe, Ariel
2764 anos desde a fundação de Roma, berço do direito romano!
195 anos desde o nascimento de Augusto Teixeira de Freitas, jurisconsulto brasileiro cuja obra exerceu notável influência sobre o direito argentino e latinoamericano.
http://jusvi.com/artigos/13789
http://es.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_Civil_de_la_Rep%C3%BAblica_Argentina
Grande abraço
Seis Sete Oito Brasil
responder este comentário denunciar abusoBom dia, Ariel,
achei interessantes estas observações do Mauro Santayana:
“Esvaziou-se a Cúpula Ibero-Americana, que se realiza a partir de hoje em Assunção. Essas reuniões têm sido uma tentativa de nova colonização política e econômica da América Latina pelos espanhóis, com a cumplicidade dos portugueses.
Desde a reunião de Santiago do Chile, que a reunião tem perdido fôlego. Naquele encontro, sua majestade Juan Carlos — talvez tomado da ilusão mediúnica de que reencarnava Carlos V ou seu filho, Felipe II — grosseiramente mandou que Hugo Chávez se calasse, quando o presidente venezuelano considerava, e com razão, José Maria Aznar um fascista.
Em razão disso, a reunião, que se inicia hoje, não terá a presença dos chefes de Estado do Mercosul, como Dilma, Cristina e Mujica. Ninguém quer fazer desfeita a Fernando Lugo, e há razões adicionais e oportunas para a ausência. Os três governos enviaram seus chanceleres ao encontro, mas a cúpula é nominalmente de chefes de Estado.
Se Juan Carlos não tivesse sido tão insolente, talvez o convescote amável continuasse por algum tempo. Na verdade, a América do Sul, que está criando seus próprios organismos regionais, não tem por que ouvir as antigas metrópoles, em nada. Elas não são exemplo de humanismo, nem mesmo de gestão do Estado, são vorazes, mas estão em decadência.
Do que precisamos, e com urgência, é tratar com mais rigor as empresas espanholas que atuam no Brasil, e não lhes conceder empréstimos bilionários, como o de 3 bilhões de reais, outorgado pelo BNDES à Vivo, o nome brasileiro da Telefónica de España. Esse dinheiro serviria melhor se usado para a recuperação da Telebrás e a construção da necessária rede estatal de banda larga.”
Coisas da Política
Jornal do Brasil
Mauro Santayana
Seis Sete Oito Brasil
responder este comentário denunciar abusoÉ o mínimo que se espera de tamanha atrocidade cometida: expelir os carrascos do convívio social.
Um dia, quem sabe, poderemos regozijar de tais feitos…
Mas, que barbaridade!!! Ainda bem que os torturadores daqui eram muito mais gentis e por isso não serão punidos!
Caro Lucke,
Pois é, alguns usariam o termo “ditabranda”….tem cada um…
Abraços,
Ariel
Que inveja da Argentina e de seu povo! Estão colocando sua história em pratos limpos, sem essa balela de “revanchismo” . Não existe revanchismo, existe justiça.
A ditadura argentina foi crudelíssima e muitas vezes certas histórias me lembram as Guerras de Argélia, os cárceres da Gestapo e p or aí vai.
Os argentinos podem dormir um pouco mais em paz. Nós não temos a mesma sorte.
Abraços, Ariel!
Caro José,
Concordo: Justiça não é revanchismo. É justiça, simplesmente.
Abraços,
Ariel
Não esqueça da KGB socialista
responder este comentário denunciar abusoOs mentores dos argentinos foram da SS e da Gestapo, não da KGB
responder este comentário denunciar abusoEu sou brasileiro porque nasci aqui, mas sou Argentino de coração…
Caro Igor,
Interessante definição.
Abraços,
Ariel
Vamos com calma nessa questão do julgamento dos militares argentinos. Se eles exageraram, que sejam punidos. Mas não nos esqueçamos que os maiores de seus patrocinadores foram os movimentos armados de esquerda que permitiram a geração desses monstros. Os vermelhos não cometiam atentados? Não matavam pessoas também? Plantaram uma reação que deu no que deu, até em guerra das Malvinas… Que não se apresentem como santinhos!!!
Celso Silva, xxxxxx?? Quem inventou a guerra das Malvinas foi o Galtieri, já condenado. Viu a ditadura se esfacelar e inventou essa guerra insana para voltar os ânimos dos argentinos contra um inimigo externo. Isso é típico de ditadura, um governante sem qualquer representação resolve entrar numa aventura e desgraçar toda uma nação. Por que você não vai agora lá na Síria defender o Bashar Al Assad? Os que protestam nas ruas de Damasco são criminosos?
responder este comentário denunciar abusoCaro Celso,
O primeiro governo militar começou em 1930 e não havia movimento algum de esquerda que estivesse perturbando a ordem pública…
Nos anos 60 os militares derrubaram dois governos civis, sem esquerda no meio.
E nos anos 70, sim havia guerrilhas… mas estas eram, como disse no pé da postagem, minúsculas e não implicavam em uma reação de tal magnitude por parte das forças armadas.
Além disso, não sei o que crimes de pessoas da guerrilha tem a ver com civis que sequer participavam desses grupos armados. Os civis não-guerrilheiros foram a maioria dos 30 mil desaparecidos. Velhos e crianças foram massacrados.
E, o fato é que os guerrilheiros foram quase todos mortos pela ditadura, e sem julgamento, nem direito à advogado.
Portanto, os defensores da ditadura não podem pedir julgamento aos guerrilheiros agora, pois quem esteve mesmo no comando da guerrrilha já foi preso, torturado e morreu. Uns poucos desses guerrilheiros restam por aí. … mas não vi, exceto em dois casos, que os parentes das v´timas abram processos contra eles.
E além do mais, quem dá um golpe de estado está violando a constituição. E pior ainda se trata-se de um funcionário público…,é que os militares são funcionários públicos.
Ora, o cara quebra a lei e ainda por cima os contribuintes tem que pagar os salários deles??? E suas loucuras nas Malvinas???
Abraços,
Ariel
Deveria acontecer o mesmo aqui no Brasil.
Caro Fernando,
Falou e disse.
Abraços,
Ariel
A Argentina está dando um exemplo que o Brasil deveria seguir.
Caro Antonio,
No que concerne ao julgamento dos militares, pelo menos aí sim.
Abraços,
Ariel
Foi terrível,a ditadura por lá.Estão fazendo o que acham certo as autoridades argentinas,Parabeni
zo-os pelo fato.Nada melhor que nós cidadãos exercer a liberdade pois é um direto inalienável.
Nem Deus é contra esse direito,nascemos livres.Foi cruel de mais,sem palavras.
Caro Anthytezes,
Foi mesmo uma coisa dantesca.
Abraços,
Ariel
Argentina como sempre,é um exemplo em ddhh para todos os país do mundoO! Aplausos para a justiça e o Brasil como sempre numa posição vergonhosa, que só se preocupa por violencia atual e parece que esqueceu uma grande parte de sua história…Viva Néstor!
Viva a ação de alguns juízes argentinos (nem todos são bons… vide os que engavetam os casos de corrupçao)!!!
Viva a ação de alguns juízes que começaram este caminho de colocar os militares criminosos na cadeia há muito tempo, em 1985, no julgamento das juntas militares, tempos no qual era preciso ter coragem pra peitar os milicos (que ainda tinham poder de fogo… não que nem hoje, que são inofensivos que uma mosca, eles nem tem pólvora pra disparar um canhão)!!!
Vi esta postagem do ano passado do Ariel, muito boa sobre o Nuremberg argentino, época na qual os peronistas deixaram o governo civil na mão, sozinho, pra enfrentar os milicos do Aldo Rico e Cia.
http://blogs.estadao.com.br/ariel-palacios/ha-25-anos-comecava-o-%E2%80%98nuremberg%E2%80%99-argentino/
Depois será necessário (e porque não já?) que a justiça também bote na cadeia os civis que protagonizaram uma montanha de casos de corrupção nos últimos tempos.
Vivam os juízes independentes!
Abaixo os juízes que protegem Menem e seus todos seus sucessores na presidência: De La Rúa, Duhalde, Néstor Kirchner e Cristina Fernández.
Abs
Denis
Vejam essas noticias de hoje, “bem discretas” também:
Uruguai aprova lei que permite julgar crimes da ditadura
Câmara uruguaia aprova lei que anula anistia a militares
Caro Lucke,
Pois é! Se bem que o caso uruguaio é bastante complexo.
Abraços,
Ariel
Muy bien!
Ahora es necesario hacer una limpieza de los politicos y economistas que apoyaron dictaduras.
Para empezar, saquen a Aldo Ferrer, colocado en el luxo de la embajada argentina en Paris por este gobierno.
Aldo Ferrer fué ministro de dos dictadores: Levingston y Lanusse
En el gobierno de Lanusse ocurrió el masacre de Trelew.
Fuera Ferrer!!!
Limpieza, limpieza total de los que estuvieron con cualquier gobierno milico!
Saludos
Marquitos
Bem lembrado, Marquitos, o fato de que os homens do segundo escalão permaneceram intocados e provavelmente permanecerão. Esse fato acontece o tempo todo, no mundo inteiro. Entre fatos recentes de impunidade, há a dos americanos que destruiram o Iraque e o Afganistão. Uma limpeza total seria um sonho. A humanidade capaz de realizar este sonho nunca verá a luz do dia neste planeta dominado por descendentes de primatas organizados em clãs de diversas dimensões e poder (nesta ótica, os conservadores americanos são um clã também).
responder este comentário denunciar abusoCaro Marquitos,
Tem toda razão. Aldo Ferrer esteve no comando da política econômica dos generais Levingston e Lanusse.
E ninguém fala nada sobre ele.
Nunca fez um mea culpa.
O cara está protegido, evidentemente.
E tem razão, no governo Lanusse foi o massacre de Trelew.
Mas, já viu… há umas pessoas que conseguem fazer que esqueçam seus passados…
Pelo visto, existem “colaboradores” e “colaboradores” de ditadura. Quando são aliados, passam por uma espécie de “limpeza de curriculum vitae”…
Abraços,
Ariel
Uma lição de nossos hermanos.
Caro Luther,
Pois é!
Abraços,
Ariel
O STF mais conhecido por legalizar as coisas para deixa-las como estão ou de uma forma que não haja mudanças tudo em nome da paz KKKKKK, vejam só agora o que fizeram com a OAB lergalizando o exame de ordem, cada dia que passa fica mais nítida a inutilidade do STF para o povo, legalizar a anistia.
Caro Cícero,
Muitas vezes as coisas na área jurídica entram em um labirinto kafkiano…infelizmente.
Abraços,
Ariel
Caro Abraao
Será dificil punir o punhado de guerrilheiros de esquerda que cometeram crimes nos anos 70…
Sabe porquê?
É que os militares mataram quase todos!
A dedução é simples: não dá pra levar os guerrilheiros pro banco dos réus porque a ditadura se encarregou de matar todos sem julgamento prévio..
Pergunta simples, explicação simplíssima.
Abs
Denis
Certíssimo sr. Denis, a diferença entre eles está na ação: os militares matavam mesmo e não deixavam rastro, enterravam em locais escondidos e não identificavam. Enquanto os militares lutavam com armas pesadas, a contra-revolução usava as armas que tinham: sequestros para trocas e assaltos em bancos para “angariar fundos”. Sobraram poucas provas a favor dos guerrilheiros. Depois de tantos anos não acredito e é até impossível punir alguém, e mais ainda, muito dos apoiadores da ditadura hoje estão no govêrno, aliás, nunca deixaram o podêr!!!
responder este comentário denunciar abusoCaro Denis,
Falou e disse.
Abraços,
Ariel
Ariel, me encanta tu blog.
Perdón que te escriba en castellano pero mi portunhol es tremendo.
Muy buen relato del juicio y genial la lista de desastres de la dictadura.
Lo que falta ahora es que los politicos de turno expliquen porqué se omitieron durante la dictadura y no hicieron nada por los desaparecidos y porqué apoyaron el indulto de Menem
Entre estos hay muchos hoy en la Casa Rosada.
Y muy buen el recuerdo de otro comentarista allí arriba sobre Aldo Ferrer.
Ese es un tipo como dicen en Brasil “ensaboado” que consiguió cargos y cargos en los gobiernos civiles.
Es una verguenza que ese señor que estuvo con Lanusse y Levingston sea el embajador en Francia.
Francia no se merece la presencia de esa basura que apoyó los milicos y que ahora hace de cuenta que no hizo nada.
Besos!
Marcela Boni
Hola Marcela. Para los brasileños que hablan español es muy bueno ver a los textos así publicados. Son mucho bienvenidos.
responder este comentário denunciar abusoCara Marcela,
Muito obrigado!
Pois é… o caso dos Kirchners é emblemático em matéria de omissão durante os anos de ditadura e depois, quando era prefeito (o Néstor) e governador de Sta Cruz. Não há registros de qualquer espécie de ato pelos desaparecidos em Sta Cruz até 2003.
Inclusive, não criticaram o indulto de Menem de 1991. Pouco depois, inclusive, Kirchner diria que Menem havia sido o melhor presidente da História…
E concordo com o caso da França e do Aldo Ferrer.
Abraços,
Ariel
Prezado Ariel:
Antes tarde do que nunca! De parabéns o povo argentino por seu empenho e sua determinação em fazer justiça. Uma barbaridade assim impune apequena a honradez e o orgulho de um povo. Pena que a justiça seja tão lenta (não tanto quanto a nossa) que quase chega depois do apagar das luzes. Parabéns pela excelente matéria!
Caro Xavier,
Muito obrigado!
Pena mesmo que a Justiça seja lenta..quase 30 anos!!!!
Mas, pelo menos nessa área, dos crimes da ditadura, houve avanços.
No entanto, quanto se trata da Justiça fazer algo sobre desvios de fundos e casos de corrupção… aí ela é cega mesmo ou anda em cima de uma tartaruga…
Abraços,
Ariel
A Argentina dá exemplo de civilidade, patriotismo e justiça.
No Brasil, a Folha chama a Ditadura de “Ditabranda”.
Caro Noir,
Pois é! Uma data histórica na região.
Abraços,
Ariel
Tomara que nessa reviravolta, a sociedade argentina recupere um pouco da honra que perdeu em virtude do que se passou ali. A perda da honra começou com as derivas de suas forças militares que ao invês de contribuir para a construção do país, praticaram um genocídio com seus próprios cidadãos, numa atitude das mais perversa e covarde que possa existir. A perda da honra continuou com manobras sujas para impedir que a justiça fosse feita. Parece que os Kirchner tem algo a ver com essa reviravolta e merecem ser parabenizados.
Caro Roland,
O esforço dos promotores de justiça foi mesmo admirável.
E, de uma classe política que tentava desde 1999 acabar com as leis do perdão.
Abraços,
Ariel
Parabéns Ariel,
É com este tipo de informação que podemos ir tecendo, pouco a pouco, uma barreira de repúdio a essas condutas, que seriam injuriosas aos mais terríveis animais. É necessário a criação de um ambiente político sustentado em legalidades morais, para que se possa avançar e alcançar com punições exemplares essas criaturas de baixíssimos instintos. A Argentina está, há tempos, dando esses exemplos. Quiçá os ecos destas necessárias medidas, cheguem ao Brasil e não permitam a impunidades desses tipos, na banda lusa do continente. A civilização agradeceria em coro com centenas de famílias brasileiras, que não puderam ainda, ter acesso ao mais sagrado dos direitos: enterrar seus mortos.
Mais uma vez, Parabéns, Ariel!
Caro Alfredo,
Tem toda a razão… 100%!!
Abraços,
Ariel
Galtieri já morreu?
Caro José,
Sim Galtieri morreu há poucos anos.
Não foi preso na cadeia, infelizmente.
Abraços,
Ariel
Ariel, tua sínteses do que foi esse processo é incrível!!! Parabéns por essa lucidez!
Mesmo acho que seria bom que vc repensara alguns preconceitos teus sobre os Kirchner e as politicas desenvolvidas desde o 2003…, de outro jeito o 54% dos votos teria sido um ato esquizofrênico. Não é pouco olhar para a evolução do pib per capita, ou do IDH que com as sucessivas crises /desdobramentos que se viveram na ARG, que ainda seja dos mais elevados da região….
Caro Felmo,
Obrigado sobre o caso da ditadura!
Sobre os tais “preconceitos” sobre os Kirchners, hehehe… lhe comento que ouço o mesmo tipo de comentário por parte dos partidários do Menem, do Videla e do De la Rúa… todos detestavam quando eu escrevia os fatos sobre esses presidentes.
Agora os presidentes são outros, seus militantes são outros, mas a reclamação é a mesma: é que eles não suportam ouvir opiniões diferentes…
É aquela coisa da obediência ao pensamento único, como se todo mundo tivesse que fazer continência e dar “heils” aos presidentes, seja lá de que partido for.
Se, por acaso, não posso contar os fatos negativos de um presidente que tem, como a Cristina, 53,9% dos votos, não posso tampouco contar sobre o Menem, que teve 50%?
Vamos ver… Collor de Mello foi eleito com 53,04% dos votos!!! Não posso fazer comentários críticos sobre sua gestão só porque mais da metade dos eleitores votaram no gajo?
Eram todos esquizofrênicos esses votos? Ou não eram?
Mas, se por acaso, um presidente tiver 49% dos votos, isto é, menos da metade, aí já posso criticar?
Desta forma, levando em conta que Cristina Kirchner foi eleita em 2007 com 45% dos votos, mandato que termina dia 10 de dezembro, tenho permissão para fazer comentários sobre fatos negativos (ou que eles “acham” negativos…) sobre a CFK até dia 9 de dezembro, véspera da posse do novo mandato dela, eleita com 53,9%?
Eu diria, na contra-mão, que há muitas pessoas menemistas, kirchneristas, fãs da ditadura militar, etc, etc. que possuem preconceitos contra a imprensa livre e contra o pensamento livre. Fica claro que eles querem que a gente sempre aplauda de pezinho os feitos dos presidentes de plantão.
Abraços,
Ariel
Que pena, a Argentina dá liçoes ao Brasil, isso graças ao povo que tem, um povo destemido temos que considerar; Hoje, jovens da geração playstation não sabem que houve golpe no Brasil apoiado pelos endemoniados americanos e listam o EUA como a terra da promessa. Aqui, a elite golpista se safou junto com os militares e ainda falam mal daqueles que lutaram e tombaram como se fosse realmente terroristas. Tenho nojo dos jovens de hoje, só pensam em tecnologia sem olhar o passado, pares de seus pais morreram inutilmente como Rubens Paiva no governo golpista e Olga Benário na era Getúlio a unica pessoa neste país que foi dada a Hitler para ser queimada nas camaras de gás. Parabéns Argentina… e toma vergonha na cara elite brasileira.
Caro Ciccero,
Interessante lembrança sobre os crimes do Getúlio Vargas…
Geralmente o pessoal esquece o lado sinistro do defunto ditador de 1930-45.
Abraços,
Ariel
Parabéns, Ariel, pelo post de hoje: uma muito completa história das atrocidades cometidas pelos genocidas e do castigo exemplar que estão começando a ter.
Márcia
Cara Márcia,
Obrigado!
Esperemos que continue este processo iniciado com o Nuremberg argentino de 1985, detido depois e reiniciado a duras penas a partir de 1998 com a detenção de Videla pelo sequestro de crianças, que posteriormente acelerou-se em 1999, 2003 e 2005.
Faltam vários pra sentar ainda no banco dos réus.
E, como dizia ontem no twitter, “longa vida” para aqueles que ficarão em cadeia perpétua… longa vida mesmo, pois assim o merecem.
Imagine o Astiz, que tem 59 anos, preso até seus 80, 90!
Abraços,
Ariel
Parabéns à Argentina e ao Uruguai pelo belo exemplo. Enquanto aqui, no Brasil, a justiça tarda e, quando acontece, falha. “Comissão da Verdade” a passos de tartaruga.
Cara Karla,
Vamos ver no que vai dar essa comissão…
Hehhehe..Perón dizia que criava comissões quando queria que as coisas não fossem pra frente…esperemos que este não seja o caso!
Abraços,
Ariel
Não vejo meu comentário.
Falhou?
SeisSete Oito Brasil
Foi naquela época que deixei de acreditar no meu país. Em meu livro-blog “Lo que Dios Unió” escrevi alguns capítulos do que vivi naquele tempo. http://loquediosunio.blogspot.com/2009/03/capitulo-10-cualquier-projimo-podia-ser.html (em Castelhano).
Lembro no Mundial 78 as pessoas saindo em massa para as ruas. De casa todos foram festejar. Eu fiquei sozinho observando aquela loucura. Naquele dia deixei de acreditar e assistir futebol.
Esses senhores tiraram meus sonhos, minha esperança no país…cada post que tu, caro Ariel, colocas me serve para exorcizar meus fantasmas. Não desejo a ninguém aos 20 anos viver um inferno social como aquele. Devo esclarecer que eu era apenas um estudante, um garoto ferido pela tragedia que nos rodeava. “Nunca Mais” é o nome do documento da comissão que investigou essa barbaridade…Nunca mais eu consegui acreditar na Argentina. Esses homens tem uma grande parcela de culpa disto.
Jorge , creo que acciones como esta , del juicio y castigo , pueden hacer que vuelvas a creer en el pais.
Abrazos
responder este comentário denunciar abusoEspero que neste sentido a Argentina seja exemplo para o mundo. O Uruguai nesta madrugada aprovou lei no mesmo sentido. É justo que os torturadores paguem pelos seus crimes, e para todos tiranos totalitarios, de direita e de esquerda.
Aqueles que viveram intensamente a embriaguez do poder na argentina recebem a punição social. Há uma outra reservada, de natureza perene. Então, compreenderão que a ressaca é eterna. Deus seja com eles conforme a Justiça que lhes é reservada, assim como a todos esses loucos furiosos que atentam contra a vida de outrem. Recomendo, para aplacar ou pouco a sede de Justiça dos argentinos, que se reduza a pó a ESMA e sobre ela se atire sal para que nada mais ali nasça ou cresça, em cerimônica solene no qual a presença de todos os militares seja obrigatória, de todos os escalões e armas, para que reflitam sobre as ações assassinas ali praticadas.
Excelente materia Ariel
Alem de todo o mal que fizeram moralmente ao pais , estava lendo os fiascos economicos da ditadura que voce cita e lamentavelmente fez com que o pais retroceda muitos anos , custó e esta custando muito levantar o pais.
A divida do setor privado que foi perdoada , o pior de todo es que os empresarios se endividaron sabendo que a divida ia ser perdoada , sem palavras.
Grande abrazo.
Um off topic(se vc me permite é claro). O PAMI acaba de emprestar a bagatela de 500mi para o Governo Nacional e Popular, parece que a “caja” já não possui mais os agro-recursos abundantes de alguns anos atrás……….
Sim, João. E agora o governo acabou de impor restrições duríssimas para a compra de dólares, uma atitude completamente irracional: longe de diminuir a demanda pela moeda estadunidense, os argentinos agora vão correr mais desesperados do que nunca para comprá-la.
Com grande tristeza (moro na Argentina há 7 anos, mas estive de visita em 2001/2002 e vi pessoalmente a tremenda crise) vejo que outro colapso econômico está a ponto de acontecer novamente.
Me hizo bien leer tu comentario. ¡Gracias Andrés!
Sr. Ariel, parabéns pela postagem. Infelizmente, essa notícia não é muito veiculada no Brasil, e é sempre salutar a atuação de jornalistas como o senhor. No que concerne aos julgamentos, considerei muito interessante que tenha sido determinada a aplicação de punição daqueles que instituíram o terrorismo de Estado na Argentina, sem que se pudessem esquivar por meio da “lógica” da “obediência devida”.
Entretanto, algo me chamou a atenção: a absolvição de Rolón, que reconheceu, conjuntamente com Pernías – que foi condenado – a participação em atos de violência repressiva. Devo admitir que não pesquisei os argumentos jurídicos para que se chegasse a tal conclusão, mas gostaria de que o senhor fornecesse a sua opinião, caso fosse possível.
A esquerda na América Latina deve também ser processada por divulgação de uma ideologia que se mostrou historicamente um fracasso. Cuba, União Soviética, Camboja, Coréia do Norte, e outras estão para servir de documento. Tenho um irmão professor universitário aposentado que em toda vida propagou os valores da esquerda tipo marxista. Hoje o crettino sem um pingo de vergonha na cara deita e rola com uma bolsona ditadura de R$ 1 milhão; e ainda não pediu desculpa para ninguém por ser pitonista da desgraça tipo cubana à nação brasileira.
Podem condenar quem matou e torturou, o azar é dele, mas o julgamento da esquerda tem que vir junto. Áulicos do fim das liberdades individuais, da perseguição das organizações religiosas, dos assassinatos em massa (muito pior que a Argentina), e outras desgraceiras não podem pousar de herói premiados com pensões de dinheiro público.
Passar a limpo só uma lado da roupa é lambança. Cada crime da esquerda brasileira, por exemplo, tem que ser divulgado com nomes, partido polítioco, organização, data, vítimas, etc..
Quero ver a imprensa brasileira pegar no pé de Cuba. Isso. Quero que os crimes do Fidelão sejam denunciados, bem como os seus comparsas nos partidos de esquerda na América Latina. Urgente. Quero que seja divulgado os políticos brasileiros do PDT, do PMDB, do PT, dos PCs, que viviam na pensão do Fidel Castro.
Ariel,
Parabéns por este blog fantástico, que quanto mais se lê mais se quer ler!
Infelizmente, o período de 76-83 entrará para a história como o mais obscuro da história argentina e um dos mais tristes dos últimos tempos. Para os histéricos de direita que vem azucrinar a paciência de outrem por aqui, peço que meçam as suas palavras antes de escrever diatribes. A ditadura cubana ( e é uma ditadura, reafirmo ) é fichinha perto da brutalidade e bestialidade dos milicos na Argentina. Só o fato de ter existido uma coisa tão abjeta como a ESMA deveria fazer os defensores dos militares, tanto de lá como de cá, ruborizarem-se. É lógico que existe a “indústria da indenização”, ou “bolsa-ditadura” como queiram, mas quem são os culpados por esta deturpação em última instância? São os próprios milicos, ora essa! Foram eles quem causaram todo este estrago. E no caso da Argentina, que estrago!
A Argentina era um país que tinha tudo para dar certo em meio à eterna pobreza latino-americana, mas a estupidez e bandidagem ( Massera que o diga ) desenfreadas de uma classe política e militar arruinou – oxalá, apenas temporariamente – as pretensões primeiro-mundistas de um povo altamente escolarizado, capaz e merecedor de figurar entre os mais desenvolvidos do mundo.
Abs,
Felipe
Tem que fazer a mesma coisa por aqui. Na hora de encarar presos desarmados, esse pessoal era uma fera. Na hora de encarar gente armada, saíam todos correndo. Uma vez, no sequestro do Von Hollemberg, uma Veraneio da repressão cruzou com uma kombi dentro do Túnel Rebouças, cheia de militantes der esquerda pesadamente armados ? Sabem o que o pessoal da Veraneio fez ? Pisou no freio e deixou o pessoal ir embora. Muito machos !!!!!
Esse pessoal merece estar na cadeia mesmo. quantos crimes, meu deus!
otima postagem!
abra~çao
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