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Fiquei três dias atrás de uma entrevista com Anderson Silva. Depois de muitas ligações, consegui falar com o campeão dos médios do UFC durante o almoço dele na quinta-feira, direto da Filadélfia, onde se preparava para o duelo de hoje contra Forrest Griffin, no UFC 101.

Depois de mais de 20 anos de profissão, cheguei a uma conclusão. A grande maioria dos campeões são pessoas humildes e educadas. Anderson é mais um deles. Simpático, respondeu a todas as perguntas, mesmo com a péssima ligação do celular.

Durante a conversa de meia hora, Anderson falou da sua vontade de lutar em um edição do UFC no Brasil. Apontado por Dana White, o presidente do UFC, como o melhor lutador do momento, Anderson tentou esquivar-se dos elogios, assim como faz com maestria dentro do octógono. “A única coisa que penso quando entro para lutar é fazer um grande combate, independentemente do resultado.”

Anderson tem um contrato de mais seis lutas para fazer pelo UFC. Mas ele mantém o sonho de encarar o lendário Roy Jones Jr. “Esse é um projeto que ainda espero realizar. Seria uma realização profissional poder enfrentar Jones.”

Quanto ao duelo com Griffin, que será entre os meio-pesados, Anderson se mostra confiante. “Lutar entre os médios (83 quilos) ou meio-pesados (93) não é problema para mim.” Segundo Anderson, só são precisos alguns “acertos” no treinamento. “É necessário mais força, sem perder a agilidade e a mobilidade.”

Sobre seu futuro, uma ameaça aos grande nomes do UFC. “Luto contra qualquer um. Mas quero que seja um dos melhores. Só quero fazer grandes lutas.”

Boa sorte, campeão.

O Canal Combate transmite toda a noitada de hoje na Filadélfia, a partir das 23 horas. Confira todas as lutas:

BJ Penn x Kenny Florian

Anderson Silva x Forrest Griffin

Amir Sadollah x Johnny Hendricks

Kendall Grove x Ricardo Almeida

Josh Neer x Kurt Pellegrino

Shane Nelson x Aaron Riley

Tamdan McCrory x John Howard

Thales Leite x Alessio Sakara

Matthew Riddle x Dan Cramer

George Sotiropoulos x George Roop

Jesse Lennox x Danillo Villefort

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21.julho.2009 00:08:21

A volta de um nocauteador

O experiente empresário Gary Shaw anunciou o retorno aos ringues do peso médio Tyrone Brunson, de 24 anos, que somou 19 vitórias por nocaute no primeiro assalto de 2006 a 2008.

Em seu último combate, em agosto do ano passado, Brunson empatou, após seis assaltos e teria perdido o ânimo de lutar.

Vamos aguardar a data e o adversário de Brunson em sua volta aos ringues.

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31.maio.2009 22:24:51

Um cientista político

Juan Diaz e seus cinturões - Frank Polich/Reuters - 13/10/2007 Acelino Popó Freitas encerrou a carreira, após perder, no oitavo assalto, para o norte-americano Juan Diaz (foto), em abril de 2007.

Na época, Diaz treinava dois períodos e à noite estudava Ciências Políticas, na Universidade de Houston, onde mora. Pois, desde o último dia 17, o Baby Bull se formou e virou doutor.

Os críticos dizem que as provas o teriam prejudicado nas derrotas para Nate Campbell e Juan Manuel Marquez, as únicas em um cartel com 34 vitórias (17 nocautes).

Com o diploma na mão, Diaz volta aos ringues, dia 22 de agosto. Antes ele vai refrescar a cabeça e gozar férias merecidas.

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Odlanier Solis com a medalha de ouro de Atenas - Steve Marcus/Reuters - 28/8/2004 Odlanier Solis escolheu abandonar Cuba, em 2006, e ir tentar a carreira profissional na Alemanha. Deixou para trás a responsabilidade de substituir lendas como Felix Savón e Teófilo Stevenson. Chegou a ser campeão olímpico em Atenas/2004, mas optou por encerrar sua promissora carreira amadora.

Como profissional já disputou 13 lutas, venceu todas (9 por nocaute). “La Sombra”, como é conhecido, ganhou peso (109 quilos), perdeu velocidade e suas fracas atuações contra os inexpressivos Kevin Burnett e Chauncy Welliver (vitórias por nocaute técnico no oitavo e nono assalto, (respectivamente) o fizeram a recorrer ao técnico cubano Pedro Luis Dias Benitez com quem trabalhou no início de carreira.

Com uma contusão na mão, Solis teve seu duelo contra Fres Oquendo – que seria o mais interessante de seu cartel até agora – adiado. Uma pena. Mas ao que tudo indica Solis não deverá ter entre os profissionais o sucesso garantido que teria entre os amadores.

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Tyson Fury em ação - Reprodução Ele tem 2,01 metros, 108 quilos, 20 anos de idade, ocupa o 11º lugar no ranking britânico dos pesos pesados e atende pelo nome Tyson. Além de não ter o mesmo potencial esportivo da lenda norte-americana, ele é branco. John Fury, pai do rapaz inglês, era fã declarado do ex-campeão mundial dos pesos pesados a ponto de batizar o filho do meio de Tyson.

“Sei que será quase impossível atingir o mesmo nível de Mike, mas luto para honrar o nome do grande ídolo na minha família”, disse Luke Tyson Fury, neto de pugilistas, que nasceu em Wilmslow, perto de Manchester.

Tyson é mais um representante da família Fury que busca sucesso no boxe. Além dos avós e dos tios, o pai, John, também foi peso pesado. Lutou de 1987 a 1995, mas nunca passou de um pugilista esforçado. Em seu cartel de 13 lutas, John ostenta um duelo contra Henry Akinwande, que mais tarde chegaria ao título mundial. A derrota por no 3º round não deixa saudades. “Tyson é um orgulho para todos nós. Temos certeza de que vai alcançar um patamar de destaque no boxe internacional”, diz John.

Em seus primeiros cinco combates profissionais, Tyson, que foi bronze no Mundial Amador em 2006, não deu chances para seus adversários (é verdade que todos somam mais derrotas do que vitórias em seus cartéis). Foram 11 roundes no total e cinco nocautes. Era para Tyson ter estado em ação no sábado, mas seu adversário, Scott Belshaw, se machucou e o combate foi adiado. “Não faz mal. Ele só adiou sua derrota.”

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Martin Rogan atinge Sam Sexton na luta, em BelfastO irlandês Martin Rogan (esquerda, na foto) sempre quis lutar boxe, mas sua mãe nunca autorizou. Em vez de calçar as luvas, Rogan virou motorista de táxi em Belfast. Grandalhão e bom de briga, suportou até os 33 anos, quando resolveu contrariar os desejos da mãe. Entrou para o boxe profissional.

Após 11 lutas, com direito a uma vitória, por pontos, sobre o campeão olímpico de 2000, Audley Harrison, Rogan virou sensação no Reino Unido. Seus combates conseguiam reunir em um mesmo local – e sem briga – católicos e protestantes. Mas sexta-feira, ele perdeu, por nocaute técnico para o desconhecido Sam Sexton.

O empresário Fran Warren já pensa em uma revanche para o fim do ano. A mãe de Rogan torce para que o filho volte para o táxi o mais rápido possível.

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Guillermo Rogondeaux em ação na Olimpíada de Atenas, em 2004O cubano Guillermo Rigondeaux dará início ao seu sonho de conquistar um título mundial no boxe profissional, dia 22, no ringue do Hotel Fontainbleau, em Miami, Estados Unidos, quando terá pela frente o dominicano Augusto Jimenez.

Bicampeão olímpico (2000 e 2004), bicampeão mundial (2001 e 2005) e sete vezes o melhor peso galo de Cuba (2000 a 2006), Rigondeaux desertou da equipe cubana nos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007. Acabou preso pela polícia carioca e deportado para Cuba. Apesar do líder Fidel Castro negar qualquer punição a Rigondeaux, o fato é que o pugilista nunca mais pôde lutar em seu país. Com graves problemas financeiros, casado e pai de uma criança de sete anos, Rigondeaux voltou a fugir em fevereiro, depois de dizer para a mulher que iria visitar a mãe. Nunca mais retornou e uma semana depois apareceu em Berlim, na Alemanha.

Rigondeaux assinou contrato com a Arena Box-Promotion, famosa empresa alemã, que já seduzira outros grandes boxeadores cubanos como Odlanier Solis, Yuriorkis Gamboa e Yan Barthelemy, que deixaram a delegação cubana durante uma excursão à Venezuela em 2006. Outro que também está com os cartolas alemães é Erislandy Lara, que fugiu com Rigondeaux durante o Pan do Rio.

Todos eles estão com suas carreiras bem programadas e possuem grandes chances de conquistar um título mundial em breve.

Rigondeaux, de 28 anos, sabe que terá de acelerar seu projeto. Se conseguir repetir o que fez como amador, o cubano não vai demorar para acumular cinturões. Foram 475 vitórias e apenas 12 derrotas em mais de 15 anos. Segundo seus empresários, Rigondeaux deve fazer uma luta a cada 20 dias. Na programação prévia, um combate pelo cinturão pode ocorrer dentro de 18 meses, caso nenhuma derrota adie os sonhos do pugilista.

A debandada cubana nos últimos anos causou sérios problemas no desempenho do país nos Jogos Olímpicos de Pequim, no ano passado. Nenhuma medalha de ouro foi conquistada. Apenas quatro de prata e quatro de bronze. O que fez a Ilha ficar apenas na 28ª lugar no quadro de medalhas.

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13.maio.2009 00:03:57

O melhor do mundo

Manny Pacquiao volta às Filipinas com festaÍdolo para 90 milhões de filipinos, ele é capaz de suspender temporariamente a guerrilha do ilegal partido comunista contra o governo das Filipinas, que já dura várias décadas. Os seus combates aumentam em cerca de 2% o gasto de energia elétrica do país asiático. Esse é Manny Pacquiao, o Pacman, o Mini-Tyson, o melhor boxeador da atualidade, em todos os pesos.

“Quando entro no ringue, busco levar felicidade para o meu povo”, afirma o pugilista de 30 anos, que já conquistou o título mundial em quatro categorias (mosca, supergalo, superpena e leve). “Se todas as vezes que eu lutar as armas silenciarem em meu país, lutarei todos os dias”, diz o pequeno lutador, de 1,69 metro, que sonha com a presidência das Filipinas. Há dois anos tentou uma vaga no Senado, mas não foi eleito. “Tudo na vida acontece na hora certa, quando se faz com amor. Sei esperar a minha vez”, comenta.

Eleito nos últimos três anos o melhor boxeador do mundo pela lendária revista norte-americana The Ring, Pacquiao foi festejar sua espetacular vitória sobre o britânico Rick Hatton, por nocaute no segundo assalto, em General Santos, cidade onde mora. “Ele nunca perdeu suas origens. Fez parte de uma família que passou fome, mas, apesar de todo o dinheiro que recebe, jamais virou as costas para seus amigos e parentes”, diz o experiente empresário Bob Arum. Só para derrubar Hatton, Pacquiao recebeu US$ 12 milhões (cerca de R$ 24 milhões).

O interesse do público filipino por Pacquiao causa problemas para o governo daquele país, que enfrenta dificuldades com a pirataria de DVDs de seus combates. No último dia 3, menos de 24 horas depois da empolgante vitória sobre Hatton, os policiais de Manila deram duro para confiscar as milhares de cópias do duelo, que podia ser visto com a narração em inglês e espanhol.

Além da idolatria em seu país, Pacquiao já tem o respeito dos norte-americanos. O sonho dos “donos do boxe” é ver o canhoto filipino contra o invicto Floyd Mayweather, de 31 anos, que voltará da aposentadoria prematura em julho, quando pegará o mexicano Juan Manuel Marquez. “Todos os recordes de bilheteria e de pay per view serão quebrados”, afirma Oscar De La Hoya, presidente do Golden Boy Promotion, que sentiu na pele a força de Pacquiao em dezembro passado, ao ser nocauteado no oitavo assalto. De La Hoya, que vai organizar Pacquiao x Mayweather, espera que mais de 2,5 milhões de assinaturas sejam vendidas no sistema pay per view, com bolsa de até US$ 30 milhões para cada pugilista.

Números que até pouco tempo atrás só poderiam ser atingidos pela categoria dos pesos pesados, xodó do boxe, mas que anda em baixa com seus lutadores sem técnica e carisma. Tanto que os irmãos ucranianos Wladimir e Vitali Klitschko sequer realizam seus combates em território norte-americano. Preferem se apresentar na Europa, de preferência em ringues da Alemanha.

O estilo do filipino agrada aos norte-americanos. Com grande resistência aos golpes, Pacman parte para o ataque desde o início, aplicando mais de mil socos nos duelos de 12 rounds. “Seus combates são eletrizantes”, diz o mexicano Jose Sulaymán, presidente do Conselho Mundial de Boxe (CMB). Após bater Hatton, Pacquiao disse que só se aposentará em cinco ou seis anos. Até lá, os filipinos terão agradáveis manhãs de domingo diante da TV.

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