Como sempre, espetacular o documentário do canal Showtime sobre Floyd Mayweather. Mostra os dias que antecederam a prisão do boxeador norte-americano no ano passado. Imperdível! Veja a primeira parte. Vale a pena!
Tags: Floyd Mayweather, Showtime
Com a ajuda do amigo Edmundo Leite e do acervo do Estadão, relembro texto de 50 anos atrás:
Há 50 anos, papa João XXIII condenava o boxe após coma e morte do pugilista Davey Moore
O Estado de S. Paulo – 26/3/1963
Davey Moore, ex-campeão mundial do pesos pena, morreu ontem,
às 2 e 20, no White Memorial Hospital de Los Angeles, onde
tinha sido internado aos 30 minutos de sexta-feira, em consequência dos ferimentos recebidos uma hora antes, na luta em que perdeu o titulo para o cubano Urtimio “Sugar” Ramos, por nocaute no 1º assalto.
A noticia de sua morte aumentou o clamor mundial que se erguera desde que caíra em estado de coma.
Num comentário intitulado “A morte de um pugilista”, a Radio do Vaticano reforçou ontem á noite a condenação ao pugifismo profissional proferida anteontem pelo
Papa João XXIII em Ostia. Depois de um ato religioso naquela cidade o Sumo Pontífice aludindo ao estado de Moore, declarara que o boxe profissional é um esporte bárbaro e “contrário aos princípios naturais”.
Em seu comentário, a emissora afirmou que “o pugilismo profissional é imoral” e fez um apelo a todos os povos para que expressem sua condenação a essa atividade, a fim de que as autoridades se vejam obrigadas imediatamente a reformar os regulamentos.
Tags: Davey Moore, papa, Urtimio "Sugar" Ramos
Eder Jofre completa 77 anos de idade. Vida longa ao maior peso galo da história.
Foto: Acervo/Estadão, 1962
http://migre.me/dQUrO
Tags: Eder Jofre
A trilogia entre Micky Ward e Arturo Gatti, que comemora dez anos em junho, vai fazer parte da estreia do programa “Noites Lendárias” pelo canal norte-americano HBO.
A edição vai relembrar os três duelos, as entrevistas, treinamentos, tudo que envolveu um dos momentos mais sensacionai do boxe em todos os tempos.
Vamos torcer para que o programa venha para o Brasil.
Tags: Arturo gatti, HBO, Micky Ward
Os canais ESPN estão passando três documentários imperdíveis. Os personagens são Dewey Bozella, Joe Frazier e Sugar Ray Robinson. Um melhor que o outro. Sensacionais! As imagens são incríveis e os textos maravilhosos.
Veja o trailer do documentário de Bozella.
Tags: Dewey Bozella, ESPN, Joe Frazier, Sugar Ray Robinson
Reproduzo um texto meu de dois anos atrás, quando o histórico duelo Ali x Frazier completava quatro décadas. Confira também o compacto do grande combate.
Wilson Baldini Jr. – O Estado de S.Paulo
São muitas as “lutas do século” no boxe. Um duelo que está sempre em qualquer lista dos melhores é o primeiro entre Muhammad Ali e Joe Frazier, em 8 de março de 1971. Com Frank Sinatra como fotógrafo da revista Life, juntamente com 20.748 espectadores, que deixaram US$ 1.053.688,00 nas bilheterias, o lendário ginásio do Madison Square Garden pegou fogo, apesar do intenso frio do lado de fora nas ruas de Nova York.
Os dois pugilistas estavam em grande forma. Invictos. Frazier, o campeão, somava 26 vitórias, com 23 nocautes, aos 27 anos. Ali, com 29 anos, tinha 31 triunfos, com 25 nocautes. Para cada um, uma bolsa recorde: US$ 2,5 milhões. Para muitos críticos, a luta estava três anos atrasada. Tempo em que Ali ficou de fora dos ringues por ter se negado a integrar o exército norte-americano na Guerra do Vietnã. Mas Frazier e Ali se superaram. Colocaram em prática o que havia de melhor na técnica e no físico.
Resultado: 45 minutos de um combate intenso, honesto, sem agarrões ou golpes irregulares. O atarracado Frazier, de 1,82 metro e 93 quilos, não deu um passo para trás durante todo o tempo. Com cruzados de esquerda violentíssimos e muito bem direcionados, acertou por dezenas de vezes o lado esquerdo do queixo de Ali. Ao contrário do campeão, o desafiante, de 1,90 metro e 97 quilos, que buscava a reconquista do título pela primeira vez, lutou quase que o tempo todo encostado nas cordas. Nos contra-ataques e com uma esquiva abusada. Ali utilizou o jab de esquerda amplamente e acertou de forma cirúrgica o rosto de Frazier, que inchava a cada round. O direto de direita também explodiu por inúmeras vezes.
O ritmo da luta era alucinante, mas sem agarrões, o que transformou o lendário juiz Arthur Mercante em um espectador privilegiado. Ele só foi requisitado nos finais dos rounds para separar os pugilistas, que insistiam em trocar socos.
A cada golpe o público festejou como se fosse um gol. E o principal momento ocorreu no 14.º round, quando o cruzado de esquerda de Frazier acertou em cheio o queixo de Ali, que foi à lona. Determinado, levantou, sofreu castigo, mas se manteve em pé para perder por pontos, em decisão unânime dos jurados, que determinavam o vencedor de cada round: 9 a 6, 11 a 4 e 8 a 6 (com um empate) deixaram Frazier com o cinturão de campeão.
Ele teve o braço levantado por Mercante, mas, com problemas de hipertensão e infecção renal, passou vários dias internado no hospital. Ali também teve de se submeter a um raio X no queixo, mas nada de mais grave foi constatado. “Eu venci a luta. Quero revanche”, disse Ali, sempre falastrão. “Todas as vezes que lutar com ele irei vencer”, devolver Frazier, que seguiu campeão até 1973, quando foi massacrado por George Foreman.
Os dois voltaram a lutar mais duas vezes. Em 1974, em uma eliminatória, Ali venceu por pontos e se credenciou para encarar Foreman. Em 1975, em Manila, em um duelo memorável (para muitos o maior da história), Ali voltou a vencer, desta vez por nocaute técnico no 14.º assalto.
Frazier, depois de Foreman, nunca mais voltou a ser campeão. Fez sua última luta em 1981. Mesmo ano de Ali, que se sagrou campeão mais duas vezes. Em 1974, diante de Foreman, no Zaire, e em 1978, ao bater Leon Spinks.
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Há 20 anos, no Thomas & Mack Center, em Las Vegas, Evander Holyfield e Riddick Bowe davam início a uma das maiores trilogias do boxe. Em um combate sensacional, após 12 rounds disputadíssimos, os três jurados deram a vitória para Bowe: 117 a 110 (duas vezes) e 115 a 112. A principal categoria tinha um novo campeão. Eles lutariam mais duas vezes.
Acompanhe o round 10.
Carmen Basílio foi sinônimo de lutador, guerreiro…sinônimo de boxe. Feroz sobre o ringue, jamais se entregava, apesar de franzino (1,69 metro). Fez combates memoráveis com Sugar Ray Robinson, Gene Fullmer, Ike Williams e tantos outros. Ele morreu ontem, aos 85 anos. O boxe perde um de seus pilares. Basilio foi campeão dos meio-médios e dos médios na década de 50.
Em 13 de novembro de 1982, o norte-americano Ray Mancini colocou em jogo o cinturão da Associação Mundial de Boxe em jogo contra o sul-coreano Deuk-Koo Kim. O combate foi violentíssimo e Kim acabou nocauteado no 14º round. O corenao morreu quatro dias depois. Sua mãe e o juiz do combate, Richard Greene, cometeram suicídio. A mulher de Kim estava grávida.
Pois 30 anos depois o documentário “The Good Son” coloca os dois frente a frente. O filme é uma das atrações de amanhã no Festival da Filadélfia.
Confira momentos da luta e o trailler do documentário:
Faz uma semana que o cubano Teófilo Stevenson morreu. Em uma recente entrevista. George Foreman foi perguntado se Stevenson faria frente a Muhammad Ali, Joe Frazier e a ele próprio. A resposta surpreendeu: “Ele era melhor que todos nós. Se fosse para o boxe profissional, dominaria a categoria dos pesados, assim como fez no amador.”
Tags: Ali, Foreman, George, Joe Frazier, Muhammad, Stevenson, Teófilo
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