Não gosto de analisar lutas pelos números. Mas para quem gosta aqui estão os números de Pacquiao x Marquez:
Total de golpes disparados:
Pacquiao – 578
Marquez – 436
Total de golpes que acertaram:
Pacquiao – 176
Marquez – 138
Porcentagem:
Pacquiao – 30%
Marquez: 32%
Total de jabs:
Pacquiao – 304
Marquez – 182
Jabs que acertaram:
Pacquiao – 59
Marquez – 38
Porcentagem:
Pacquiao – 19%
Marquez – 21%
Total de golpes fortes:
Pacquiao – 274
Marquez – 254
Golpes fortes que acertaram:
Pacquiao – 117
Marquez – 100
Porcentagem:
Pacquiao – 43%
Marquez – 39%
Pela preparação física, mudança de tática e pelo melhor desempenho no ringue, acho que Juan Manuel Marquez merecia a vitória. “Foi uma luta muito equilibrada”, disse Bob Arum. Concordo. Equilibrada demais, mas os melhores golpes foram de Marquez. Pacquiao demorou mais de duas horas para ir à sala de imprensa. E quando lá chegou, com um curativo no supercílio direito, não conseguia parar o sangue que saía de seu lábio inferior. Arum até resolveu parar logo a entrevista coletiva, na terceira pergunta, incomodado que estava com o pugilista colocando papel para segurar o sangue.
Ex-empresario do brasileiro nao acha bom o pugilista voltar aos ringues: “Eu sou contra e ja disse isso a ele“, afirmou Arthuer Pellullo, que esta em Las Vegas para ver manny Pacquiao x Juan Manuel Marquez. “O Popo nao precisa mais do boxe“.
O clima no Hotel MGM para o combate entre Manny Pacquiao e Juan Manuel Marquez está mais para jogo de futebol do que para luta de boxe. Mexicanos e filipinos não param de gritar o nome de seus lutadores pelas alamedas do enorme cassino. Por enquanto, nenhum caso de violência. A expectativa é enorme para saber como será dentro do ginásio. Na pesagem, sexta-feira à tarde, a disputa já foi muito intensa.
Os 94 milhões de habitantes das mais de 7 mil ilhas que formam o arquipélago das Filipinas estarão grudados na televisão para assistir ao seu maior ídolo. O boxeador Manny Pacquiao coloca o título mundial dos meio-médios (até 66,678 quilos), versão Organização Mundial de Boxe, diante do mexicano Juan Manuel Marquez, no MGM Hotel, em Las Vegas. O duelo está previsto para começar às 20h30 locais, 2h30 do domingo em Brasília e 12h30 horário de Manila, capital filipina.
Dono de uma cadeira no Congresso de seu país, Pacquiao sonha com a presidência. Para isso, o pugilista sabe que deverá disputar as eleições de 2016, quando estará com 38 anos. A constituição filipina não permite que um candidato tenha mais de 40 anos. Então, Pacquiao usa cada luta como um grande cabo eleitoral. Pretende lutar mais meia dúzia de vezes antes de pendurar as luvas.
Mas, ao contrário da maioria dos políticos, Pacman não ilude seus eleitores. Boa parte dos US$ 30 milhões que ganhará de bolsa hoje será revertido para benefícios da população pobre de seus país. Em maio, após vencer Shane Mosley, o boxeador injetou US$ 4,5 milhões na construção de um moderno hospital. Desta vez, ele quer investir em fábricas para empregar mais de 100 mil funcionários.
A preocupação de Pacquiao com os compatriotas menos favorecidos aumentou quando ele foi impedido de se tornar sócio do sofisticado clube de polo e golfe de Manila. “Isso foi importante para eu entender por tudo que passa meu povo e por quem somos dominados.”
Será a terceira luta entre Pacquiao e Marquez. Na primeira, em 2004, houve empate. A segunda Pacquiao venceu em decisão dividida. Sempre depois de 12 roundes. E Pacquiao promete estar na melhor forma física e técnica de seus 16 anos de boxe. “Sinto-me com 24, 25 anos”, disse o filipino, que se motivou para mais um duelo com Marquez, após as declarações do rival de que não perdera os duelos anteriores. “Quero acabar com todas as dúvidas”, disse Pacquiao, de 32 anos, que soma 53 vitórias (38 nocautes), três derrotas e dois empates. Ele soma dez cinturões mundiais em oito categorias. Segundo seu técnico, Freddie Roach, nos últimos oito meses foram 1.400 roundes em treinos.
Aos 38 anos, Marquez diz estar pronto para vingar as derrotas de seus compatriotas para o rival filipino, que soma dez vitórias sobre mexicanos, um empate e uma derrota. “Não luto só por mim. Esta vitória será de todo o povo mexicano, que vive o boxe diariamente e merece que eu leve este cinturão para casa”, disse Marquez, que acumula 53 vitórias (39 nocautes), cinco derrotas e um empate, foi campeão dos penas e leves. Vai ganhar US$ 5 milhões.
O ginásio do MGM Hotel estará lotado. Os mais de 17 mil ingressos foram vendidos há semanas. O ingresso mais barato custou US$ 200 e o mais caro, US$1,2 mil. Nos Estados Unidos, o evento só poderá ser visto pelo sistema pay-per-view e custa US$ 54,99. Mais de um milhão de assinaturas devem ser negociadas. Oito hotéis em Las Vegas anunciam a transmissão em cabines para cerca de três mil pessoas. Não há mais ingresso. No Brasil, o canal SporTV anuncia a transmissão do evento.
A maioria no ginásio deverá ser de mexicanos, mas os norte-americanos vão torcer para Pacquiao, afinal querem o duelo contra Floyd Mayweather para o ano que vem.
Alguns dos técnicos mais renomados do futebol brasileiro teriam pelo menos uma coisa a aprender com Freddie Roach e Ignacio Beristáin, treinadores de Manny Pacquiao e Juan Manuel Marquez: humildade. Suas carreiras já produziram 50 campeões mundiais, mas não os tornaram protagonistas nas lutas de seus pupilos. “Eu não entendo o porquê de tanta gente (jornalistas) aqui, afinal não darei e não receberei nenhum soco sábado à noite (hoje)”, disse, sem falsa modéstia, Beristáin, de 68 anos, que trabalhou com lendas mexicanas como Ricardo Lopez, Daniel Zaragoza, Humberto Gonzalez, além de Oscar De La Hoya.
Com voz muito baixa, sem mexer as mãos ou levantar a cabeça, o mexicano Beristáin atendeu a imprensa por 45 minutos na quinta-feira. Os jornalistas mais distraídos passavam ao lado e nem percebiam a sua presença. Sem um gravador ou microfone seria impossível saber o que o técnico de Juan Manuel Marquez estava dizendo. “Todo lutador precisa subir no ringue com um plano de luta. Sabendo cada passo que seu adversário pode dar. Em caso de surpresas, um plano B precisa ser acionado. Marquez está preparado para vencer Pacquiao”.
Marquez, cujo irmão Rafael Marquez também é treinado por Berisntáin, não economiza elogios ao “mestre”. “Tudo que sei no boxe devo a ele”, disse o pugilista, de 38 anos.
Descendentes de irlandeses, canadenses e franceses, Roach, de 51 anos, também tem a fala pausada. Quando fala, parece estar pedindo desculpas. Coloca uma mão na cabeça, outra na boca e jamais interrompe uma pergunta. Eleito o melhor técnico de boxe nos últimos quatro anos pela Associação dos Escritores de Boxe dos Estados Unidos, Roach, um ex-peso leve sem sucesso da década de 80, espalhou seu conhecimento pelo mundo. Entre os mais de 50 pugilistas com quem já trabalhou, destaque para os norte-americanos Mike Tyson, Bernard Hopkins e Oscar De La Hoya, o inglês Amir Khan, o mexicano Julio Cesar Chavez, o nigeriano Wale Omotoso, o russo Dimitri Kirilov, além da boxeadora Lucia Rijkjer.
“Não é necessário gritar com o atleta. É importante conhecer o limite de cada um e saber explorar o que cada pugilista tem de melhor. A dedicação do técnico no treinamento deve ser maior do que do lutador. E é preciso também conhecer o seu boxeador fora do ringue”, disse Roach, que deu sua contribuição ao cinema, ao cuidar da preparação do ator Mark Wahlbergnnas filmagens do filme “O Vencedor”.
“Se Freddie Roach não estivesse em meu córner, tenho certeza de que não seria considerado o melhor lutador do mundo”, afirmou Pacquiao.
Desde maio, Roach acumula a responsabilidade de orientar as equipes olímpicas de boxe dos Estados Unidos para os Jogos de Londres ano que vem.
O canal HBO apresentou alguns números dos dois combates anteriores entre Pacquiao e Marquez. Das 72 análises dos três jurados sobre os 24 assaltos disputados, o mexicano venceu 41. Foi de Marquez também o maior número de golpes aplicados e os golpes de força. Mas Pacquiao aparece na preferência do público que acessou o site do canal norte-americano para vencer o combate: 66% acreditam que Pacman vence e por nocaute.
Só vendo a produção do programa 24/7 de Pacquiao x Marquez feito pelo canal HBO. O último capítulo que vai ao ar hoje foi apresentado ontem na sala de imprensa do MGM Hotel. Uma aula de jornalismo esportivo. Imagens do México, das Filipinas, treinos dos dois, entrevistas, tudo que se possa imaginar. Pena que no Brasil a HBO não passa.
Michael Oliveira venceu mais uma e agora deve enfrentar Acelino Popó Freitas. Caso o ex-campeão não consiga entrar em forma até janeiro, gostaria de dar uma sugestão. Enfrente um rival brasileiro e busque ganhar também o nosso cinturão. Não seria uma boa, Michael? Ficaria ainda mais conhecido em nosso País.
O duelo entre Manny Pacquiao e Juan Manuel Marquez vale o cinturao dos meio-medios,cujo limite de peso e 66,678 quilos. Mas por um acerto das partes o limite para amanha a noite sera de 64,800 quilos.
Pacquiao acabou de pesar no MGM Hotel, em Las Vegas: 64,350 quilos.
Marquez acusou na balanca: 63,900 quilos.
Fisicamente os dois aparentam estar em plena forma. Resta saber se estarao tambem tecnicamente.
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