Boxe – Wilson Baldini Jr. - Estadao.com.br
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Eles não são os mais altos, os mais fortes ou os mais rápidos, mas são os melhores pugilistas da atualidade. A categoria dos meio-médios domina o boxe atual e repete o sucesso de lendas do passado como Henry Armstrong, Sugar Ray Robinson, Kid Gavilan, Carmen Basilio, Emile Griffith, José Nápoles, Sugar Ray Leonard Roberto Durán e Pernell Whitaker. Os nomes do momento: Manny Pacquiao, Floyd Mayweather, Miguel Cotto, Shane Mosley, Antonio Margarito e Andre Berto.

Com a falta de renovação entre os pesos pesados (ler abaixo), a atenção do público se voltou completamente para aqueles superatletas de no máximo 66,678 quilos e de 1,75 metro de altura em média. O sucesso deles pode se notar na venda de pontos pay per view, antes dominada totalmente pelos grandalhões Mike Tyson e Evander Holyfield. E não é de hoje.

Oscar De La Hoya encerrou a carreira e é o dono da Golden Boy Promotions, empresa com o maior número de lutadores no mundo. É dele o recorde de vendas no pay per view. Suas lutas venderam 12,8 milhões de pontos e renderam US$ 612 milhões (R$ 1,113 bilhão), superando Mike Tyson (12,4 milhões de pontos e US$ 545 milhões) e Evander Holyfield (12,6 milhões e US$ 543 milhões).

O nome da atualidade é Manny Pacquiao. Com três vitórias contundentes sobre Oscar De La Hoya (8º assalto), Rick Hatton (2º) e Miguel Cotto (12º). O filipino é apontado como o mini-Tyson por causa de sua agressividade imposta nos combates. Em sua última apresentação, 15.930 espectadores se acotovelaram no ginásio do MGM Hotel, em Las Vegas, proporcionando uma arrecadação de US$ 8,8 milhões só na venda de ingressos. Pacquiao ficou com a bolsa milionária de US$ 22 milhões – igualando o que Mike Tyson embolsou em 1988 para derrotar Michael Spinks no primeiro assalto. Miguel Cotto perdeu a luta, mas se consolou com US$ 12 milhões. Um dinheiro impensável para categorias “pequenas” há alguns anos.

Dia 13, Pacquiao enfrenta Joshua Clottey no Cowboys Stadium, no Texas, mesmo local do último Jogo das Estrelas da NBA, que reuniu mais de 108 mil torcedores. “Não duvido que Pacquiao possa levar sozinho o mesmo público que dezenas de jogadores de basquete levaram”, afirmou o experiente empresário Bob Arum.

O combate mais esperado para Pacquiao é com Floyd Mayweather. O americano exigiu exames antidoping para Pacquiao, insinuando que o astro se utiliza de anabolizantes. As negociações não andaram e Mayweather sobe no ringue dia 1º de maio para encarar o veterano Shane Mosley. “O vencedor vai encarar Pacquiao em novembro”, afirmou Arum, confiante na vitória de seu pupilo diante de Clottey. Pacquiao e Mayweather terão bolsas de US$ 40 milhões.

Mas os duelos entre os meio-médios estão longe de terminar. Miguel Cotto nem pensa em aposentadoria e já tem retorno marcado para 6 de maio, no Yankee Stadium, em Nova York. A expectativa é de que o porto-riquenho reúna 60 mil fãs diante de Yuri Foreman. O norte-americano Andre Berto e o mexicano Antonio Margarito correm por fora. Pacquiao surge como favorito para permanecer no topo, mas ele sabe que não pode bobear. Todos os “baixinhos” são bons de briga.

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Os promotores de Vitali Klitschko não aceitaram as exigências de Don King para um duelo contra Nikolay Valuev. King foi até chamado de “louco”. O pessoal do Klitschko foi educado. Agora surge o nome do cubano Odlanier Solis para encarar o gigante ucraniano.

Solis foi programado para herdar o reinado de Felix Savón no boxe amador, mas preferiu abandonar a Ilha, assim como muitos outros atletas. Como profissional, está mais para Ronaldo Fenômeno. Tem um baita potencial, mas, como o craque do Corinthians, não consegue entrar em forma. Uma pena, pois é mais lutador do que todos estes horrorosos que estão em ação.

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23.fevereiro.2010 09:37:15

MMA é MMA. Boxe é boxe

Quando vejo as lutas de MMA espero ver o MMA em ação. Sábado na luta do Minotauro com o Velazquez o que vi foi uma luta muito ruim de boxe. Não sei o motivo do Minotauro ter mudado o estilo de lutar. Ele é um fenômeno no chão.

Quando os atletas do MMA se metem a lutar boxe fica um negócio feio de se ver. Eles não tem jogo de cintura, de pernas, esquivas, vira uma luta de rua, entre dois valentões. Coisa de briga de bairro, como tinha no Bom Retiro, onde nasci, ou na Barra Funda, onde cresci.

Não quero vr o Anderson Silva, que é um craque do MMA, lutar boxe com o Roy Jones. Mesmo velho e uma sombra do que foi, o Jones derruba o Anderson.

Uma vez me disseram que para lutar MMA é preciso seis meses de treinos. Já para se tornar um grande astro do boxe é preciso nascer para isso.

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20.fevereiro.2010 16:48:06

Meu ídolo no UFC

Hoje tem UFC ao vivo no SporTV. Na programação direto da Austrália, vou poder ver o meu ídolo no UFC: Wanderley Silva. Já tive o prazer de entrevistá-lo várias vezes e trata-se de uma figura muita simpática.

Sempre gostei do estilo dele. Alguns mais chatos podem dizer “mas ele tem perdido muito”. Não faz mal. Hoje estarei mais uma vez grudado e na torcida pelo Wanderley diante de Michael Bisping. Osso duro de roer! Outro que não vai ter moleza é o Minotauro diante de Cain Velasquez.

Gosto muito do Mirko “Cro Cop”, que não está em boa fase, mas também estará em ação. Ele precisava de umas aulas com o Ademir da Costa, do Karatê Seiwakai, para aprimorar o mawashi gueri.

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19.fevereiro.2010 20:53:30

Michael Phelps no boxe

Descobrimos um dos motivos pelos quais o norte-americano Michael Phelps é um dos astros da atualidade do esporte mundial.

Para melhorar seu desempenho nas piscinas, Phelps usa o boxe.

Não é de hoje que todo mundo sabe que o pugilismo é ótimo para a preparação física.

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16.fevereiro.2010 00:00:19

Um carnaval inesquecível

Não sou de curtir o carnaval. Ainda mais quando estou trabalhando. Mas este ano o período da folia foi muito bom. Por três motivos. Primeiro: recebi do meu amigo Milton Pazzi um DVD direto de Londres, com o documentário “Tyson” (que eu já havia visto no cinema) e mais quatro horas de gravação com o melhor do velho Iron Man em ação. Mais do que um presente, trata-se de uma jóia.

Segundo: a entrevista de Galvão Bueno com Popó. Emocionante e reveladora. Deverá ser reprisada no SporTV. Estava com saudades de nosso campeão. E em terceiro: um documentário sensacional da luta entre Muhammad Ali e Larry Holmes de 1980, que passou na ESPN Brasil. Vários grandes comentaristas de boxe se reúnem para falar daquele período.

Foi um carnaval inesquecível. E eu nem precisei aprender a sambar.

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O MMA vai ter um desafio brasileiro. Não será mais entre Vitor Belfort e Anderson Silva, dia 3 de abril, em Abu Dhabi. Belfort sofreu uma lesão no ombro e o combate foi adiado. O Brasil será representado por dois lutadores em 8 de maio, quando Lyoto Machida e Mauricio Shogun farão a esperada revanche dos meio-pesados, em Montreal, Canadá, no UFC 113.

Em outubro, no UFC 104, Machida venceu um duelo equilibrado. “Eu penso que os torcedores estão com vontade de saber quem é o melhor do mundo realmente”, disse Dana White, presidente do UFC.

Machida, de 31 anos, está invicto após 16 combates. Shogun, aos 28 anos, soma 18 vitórias e quatro derrotas.

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11.fevereiro.2010 08:09:46

A maior decepção

A madrugada de 11 de fevereiro de 1990 foi terrível. Meu pai não quis ver a luta, pois achava que não iria passar do primeiro assalto. “Ficar acordado até tarde para ver meia dúzia de socos?”

Ninguém acreditava em James Buster Douglas diante do mito Mike Tyson. Nem Luciano do Valle, que deixou a transmissão para o Alexandre Santos na TV Bandeirantes.

Mas o que se viu desde o início foi totalmente inesperado. Há exatos 20 anos o boxe registrou a sua maior zebra. No ringue do Tokyo Dome, no Japão, James Buster Douglas derrotou Mike Tyson por nocaute no décimo rounde. A inesperada vitória de um lutador esmigalhado com a morte da mãe dias antes do duelo e do processo de divórcio em vigor com sua mulher, além de estar com relações rompidas com o pai, pagou na bolsa de apostas 42 por 1. Ou seja: um dólar apostado em Douglas correspondeu a 42 dólares ganhos.

Aos 23 anos, Tyson passava por uma reformulação em sua equipe técnica. Havia trocado de treinador, ainda não tinha superado por completo seu divórcio conturbado com a atriz Robin Givens e não subia no ringue havia sete meses. Desde o primeiro gongo, não se viu em ação o melhor de um dos maiores pugilistas de todos os tempos. Lento, sem reflexos e errando muitos golpes, Tyson propiciou a Douglas a possibilidade de trocar golpes. “Era minha última chance na vida”, afirmou o pugilista, então com 29 anos, que somava quatro derrotas e um empate em 34 duelos.

Mesmo em melhor forma física, Douglas não conseguia esconder sua fragilidade técnica, o que equilibrava o combate. Mesmo muito machucado, Tyson acertou um poderoso upper no queixo de Douglas e o levou ao solo no fim do oitavo assalto. Para muitos, o experiente juiz mexicano Octavio Meyran falhou na contagem e deveria ter apontado Tyson como vencedor, pois Douglas demorou demais para se levantar e acabou salvo pelo gongo.

A luta prosseguiu, Douglas ganhou fôlego e assombrou o mundo ao vencer a 1min22 do fim do décimo assalto, após um upper perfeito, seguido de uma sequência de cinco golpes, finalizada por um fortíssimo direto de esquerda. Tyson ainda tentou levantar. Preocupou-se primeiro em colocar o protetor de boca antes de se reerguer, mas acabou abraçado pelo juiz.

Para os jurados, o duelo estava equilibrado. Um juiz apontava Douglas na frente com 88 a 82. Outro via um empate em 86 pontos e o terceiro tinha Tyson na frente (87 a 86).

Tyson perdeu uma invencibilidade de 37 lutas, seria preso dois anos depois por estupro e ainda retornaria ao boxe em 1995. Foi campeão de novo em 1996, mordeu as orelhas de Evander Holyfield no ano seguinte e abandonou o boxe em 2005. Hoje, busca espaço na mídia ao ser protagonista com um documentário que tem seu nome e participando da versão italiana da “Dança dos Famosos”, além de fazer alguns comentários para o site do empresário Don King.

Buster Douglas nunca mais repetiu o feito conseguido diante de Tyson. Perdeu o cinturão unificado oito meses depois. Ficou seis anos longe dos ringues, gastando os US$ 24 milhões ganhos para encarar Holyfield. Comeu e bebeu de tudo, chegou aos 150 quilos e quase morreu ao ficar em coma diabético. Voltou a lutar em 1996 e fez mais seis lutas até 1999. Mas ele não tinha mais o que fazer no boxe. Sua vitória sobre Tyson jamais será esquecida.

Decepcionado, fui para a rua, no meio da madrugada, conversar com meus amigos, todos fanáticos por boxe. Queríamos encontrar uma resposta para a derrora do nosso ídolo. Não a encontramos. Todos nós estávamos nocauteados, assim como Tyson.

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Quem viu e quem vê. Mike Tyson participou na semana passada da versão italiana da “Dança dos Famosos”. Vestido com o terno e camisa que vem repetindo nas últimas aparições, o ex-campeão mundial dos pesos pesados mostrou que tem uma boa ginga. Ele dançou com uma bailarina italiana.

Engraçadíssimo! Gorducho, Tyson está a cara do meu companheiro de Estadão Fábio Hecico.

Confira.
 http://www.youtube.com/watch?v=AQF6PA8XL…

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02.fevereiro.2010 21:53:00

Quase um século no ringue

O UFC também se rendeu aos velhinhos. Domingo de madrugada, lutam Mark Coleman, 45 anos, contra Randy Couture (46). Esses caras são durões e proporcionam boas lutas, ao contrário de alguns garotões cheios de tatuagem, que não são de nada. O duelo vai passar no Canal Combate a partir da 1h da madrugada de domingo, ao vivo de Las Vegas.

No boxe, que com o sucesso de George Foreman iniciou o retorno da “Terceira Idade” para o esporte, ficou acertada a revanche entre Bernard Hopkins, 45 anos, e Roy Jones Jr (41). Os dois se pegaram há 17 anos e Jones venceu por pontos. Desta vez, deve dar Hopkins, que apanhou menos na carreira que o rival.

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