A exemplo das vitórias sobre Dinamarca e EUA, que serviram para mostrar que Mano Menezes conta com jogadores em boa fase, casos de Oscar, Tiago Silva e Hulk, a derrota para o México deixa algumas lições importantes.
A primeira é que o lado esquerdo do time, com Neymar e Marcelo, tem tudo para ser o setor mais forte. Ocorre que o craque santista, seja por desentrosamento, pela boa marcação ou por não ter na seleção a mesma confiança que mostra no Santos, ainda não conseguiu encontrar, sob a batuta de Mano, o conhecido brilhantismo exibido com a camisa alvinegra.
Aliás, coincidência ou não, na semana passada o Vélez Sarsfield e agora o México tiraram espaços de Neymar, encostaram a marcação e, assim, conseguiram anular parte de seu talento.
O mesmo raciocínio vale para Lucas, que parece inibido, intimidado na seleção.
É importante também que Mano defina a missão de Danilo pela direita.
Enquanto o treinador pede para que o jogador ataque quando o time tem a posse de bola e marque sem ela, Danilo não consegue fazer nenhuma das duas.
Juan, por sua vez, sempre se notabilizou por ser um zagueiro temperamental e exagerado em seus gestos.
Quando David Luiz estiver recuperado da lesão, o problema de marcação dentro da área estará perto de uma solução com a dupla formada pelo zagueiro do Chelsea ao lado de Tiago Silva.
No caso de Leandro Damião, o atacante do Inter-RS precisa da confiança que só o gol dá.
Ele não deixou de ser um bom jogador só por causa da fase ruim. É questão de tempo para ajustar.
Enfim, do mesmo jeito que as duas vitórias anteriores não foram suficientes para transformar tudo em flores, essa derrota para o México não vai recolocar Mano e a seleção sob a mesma pressão registrada no desembarque em Hamburgo, na Alemanha, quando a cabeça do técnico estava a prêmio.
Muitos vão dizer que o bom momento da equipe de Mano Menezes (após a vitória por 3 a 1 sobre a Dinamarca, no fim de semana, em Hamburgo, goleou os EUA na noite desta quarta-feira por 4 a 1, em Washington) deve-se à boa marcação na saída de bola do adversário ou a alguns destaques individuais, casos de Oscar, que vestiu com extrema naturalidade a camisa 10, Neymar, o craque, ou do zagueiro Thiago Silva, homem de confiança e liderança do grupo.
Tudo isso é verdade.
Porém, a maior virtude de Mano foi acertar o discurso e fazer com que os jogadores tenham “comprado” sua ideia sobre como montar o time e o espírito necessário para jogar uma Olimpíada.
Por mais competente ou genial que um técnico possa ser, se os atletas não acreditarem no que ele diz, a chance de sucesso é ínfima.
Conviver durante uma semana com a delegação na Alemanha serviu para mostrar que, aos poucos, o treinador consegue criar um espírito de grupo, ou seja, fazer com que os atletas curtam estar na seleção.
Esse foi um dos dois objetivos traçados pelo treinador quando assumiu a equipe há quase dois anos.
E o fato é que o time parece feliz em campo.
O segundo – esse um pouco mais distante – é fazer com que a seleção resgate o futebol-arte que tanto marcou o estilo de jogo do Brasil ao longo da história.
Foram apenas dois jogos. Portanto, não dá para dizer que a seleção está ajustada.
É peciso ter a friezxa necessária para evitar o oba oba.
Não sabemos se essa alegria toda será mantida após uma derrota. E ela virá.
Além disso, lembrem-se que somos bipolares.
Uma semana atrás Mano estava com o cabeça a prêmio.
Mas sem dúvida temos de admitir que há sinais claros de evolução.
Bati um longo papo com o técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, durante nossa passagem por Hamburgo, na Alemanha, onde o Brasil venceu a Dinamarca por 3 a 1, em amistoso disputado no sábado.
E da conversa tirei algumas conclusões…
O resultado diante dos dinamarqueses e as quase sete horas de viagem para cruzar o Atlântico entre Frankfurt (conexão para quem vem de Hamburgo), e Washington, no Estados Unidos, foram suficientes para o treinador refletir e definir como resolver dois dilemas que o acompanharam nos últimos meses: o surgimento de uma liderança de grupo e de um articulador no campo, o famoso camisa 10.
No primeiro caso, Mano identifica dois nomes para ajudá-lo a administrar o grupo: os zagueiros Thiago Silva e David Luiz.
Os dois estão entre os três com mais de 23 anos que estarão nos Jogos de Londres.
A terceira vaga tende a ficar com um lateral.
Dani Alves era o primeiro da lista, mas se machucou. Marcelo ganhou pontos.
No meio, Mano mostrava-se receoso em escalar o jovem Oscar.
Achava que ele poderia ficar inibido com a camisa 10.
Mas o que se viu diante da Dinamarca foi muita personalidade.
Ganso que se cuide!
Só para variar, o correspndente do Estado na Europa, Jamil Chade, fez excelente matéria com o presidente da CBF, José Maria Marin, publica nesta terça-feira.
Marin passou pela Suíça, onde se reuniu com a cúpula da FIfa.
O texto traz frases, digamos, poucos comuns para alguém que ocupa tal cargo.
As principais delas dizem respeito ao trabalho do técnico da seleção brasileira, Mano Menezes.
Marin diz que sua intenção ao receber a lista de convocados 48 horas antes do anúncio oficial não é para incluir “algum protegido”, mas sim evitar “elementos estranhos no grupo”… Como é que é?
“Já vimos listas que eu mesmo tinha dificuldade para saber quem era um determinado jogador. A diferença é que eu sou do meio. Conheço todos os detalhes. Não adianta me dizer que tal ou tal jogador está estourando num campeonato totalmente desconhecido. Conheço todos os truques.”
Caro presidente, que história é essa de “elementos estranhos” e “truques”?
Se houvesse confiança por parte do presidente da CBF de que o treinador da seleção jamais a usaria para beneficiar empresários e atletas, vocês acham que ele falaria o que falou? Estou convencido que não.
Para quem não leu a reportagem, este é o link: http://www.estadao.com.br/noticias/espor…
Na semana passada, o estafe do meia Oscar recebeu informação importante.
O nome do jogador estava certo na próxima lista de convocados da seleção brasileira.
Pressionado por todos os lados, o técnico Mano Menezes quer colocar em campo o time olímpico que considera titular. E Oscar faz parte dele.
Este é o motivo de o treinador ter pressionado o jogador para que resolva logo a pendência jurídica que envolve São Paulo e Internacional.
Oscar fez parte das vitoriosas campanhas da seleção Sub-20 no Peru, onde conquistou o sul-Americano e a classificação para os Jogos de Londres, como do Mundial da Colômbia.
Ambas sob o comando de Ney Franco.
Brasil ganhou da Bósnia!! E daí?
A sensação que tenho ao assistir à seleção brasileira é a de que o técnico Mano Menezes monta o time pensando jogo a jogo. Ou seja, o trabalho acaba assim que o árbitro apita o encerramento.
Não há sinais de um trabalho de médio e longo prazos, como prega o discurso de 10 entre 10 treinadores que por lá passaram.
E não se trata apenas da falta de tempo para treinar, problema real, mas que assola todas as seleções.
Depois de um ano e meio de trabalho e a quatro meses dos Jogos Olímpicos, não se vê a estrutura de um time.
Prova disso é que, a cada partida, não se debate o time, mas sim desempenhos individuais.
Quando assumiu a seleção, Mano destacou em seu discurso que tinha dois objetivos principais:
1 – Recuperar o orgulho e o comprometimento do jogador brasileiro com a seleção
2 – Resgatar o autêntico futebol brasileiro, vistoso, com toque de bola e ,claro, gols.
E a cada jogo da seleção Mano fica mais distante de suas nobres metas.
Ou ele as esqueceu ou fracassou.
Estranhei a convocação de Mano Menezes
Recordo-me que, ainda como técnico do Corinthians, Mano disse que Ronaldinho Gaúcho parecia ter perdido o encanto, a vontade de jogar futebol, o que o impedia de apresentar seu inegável talento.
Pois bem, nos últimos dois anos Ronaldinho não deu qualquer sinal de que esta situação mudou.
Ao contrário, protagonizou a polêmica que terminou com a demissão de Vanderlei Luxemburgo do Flamengo.
Se Ronaldinho não mudou, então o que mudou foram os conceitos de Mano. Uma pena.
Aliás, delicado o momento do treinador da seleção.
Mano não conta com a simpatia da opinião pública.
E nas últimas semanas foi obrigado a ajustar seu discurso ao do gerente de seleções da CBF, Andrés Sanchez, de quem foi empregado quando trabalhava no Parque São Jorge.
Mano queria priorizar a Olimpíada. Nada feito. está tudo focado na Copa-14.
Abre o olho, Mano!
2012
2011