Está aí uma iniciativa muito legal.
O Ministério do Esporte organiza uma série de ações para lembrar o cinquentenário da conquista do bicampeonato mundial de futebol, em 1962, no Chile.
E como parte do evento, vários jogadores que fizeram parte daquela inesquecível campanha estarão reunidos, entre eles seis representantes da então Tchecoslováquia, adversária do Brasil na final.
Trata-se da memória viva desse esporte que tantos nos fascina.
Publico aqui o material oficial de divulgação:
Com presença de ex-jogadores de 1962, Ministério do Esporte promove Exposição “Cinquentenário da Copa Chile”
Evento será de 25.06 a 08.07.12 no Memorial da América Latina, em São Paulo
O Ministério do Esporte promove de 25 de junho a 8 de julho, no Memorial da América Latina, em São Paulo, a exposição “Cinquentenário da Copa do Mundo Chile 62”. A solenidade de abertura do evento será na próxima segunda-feira (25.06), às 10h, no auditório Simón Bolívar, com a presença do ministro do Esporte, Aldo Rebelo; de ex-jogadores brasileiros e tchecos que jogaram o Mundial de 62; de autoridades e convidados. Na ocasião, o Ministério do Esporte irá lançar livro comemorativo da Copa de Mundo de 1962. A exposição contará com fotos, textos, material da época e a exibição da taça Jules Rimet e será aberta ao público a partir da terça-feira (26.06).
Homenagem e livro
Os jogadores que estiveram nas delegações de Brasil e Tchecoslováquia na Copa de 1962 serão homenageados pelo Ministério do Esporte com placas. O Ministério do Esporte lançará durante a abertura da Exposição o livro “Chile 62 – 50 anos”, uma edição comemorativa do Mundial de 1962. A publicação terá versões em português, inglês, espanhol e tcheco.
Exposição do “Cinquentenário Copa Chile”
Os Homenageados
DELEGAÇÃO Brasil 1962
ALTAIR – Altair Gomes de Figueiredo.
AMARILDO – Amarildo Tavares da Silveira.
BELLINI – Hideraldo Luis Bellini.
COUTINHO – Antônio Wilson Honório.
DJALMA SANTOS – Dejalma dos Santos.
GILMAR – Gylmar dos Santos Neves.
JAIR DA COSTA – Jair da Costa.
JAIR MARINHO – Jair Marinho de Oliveira.
MENGÁLVIO – Mengálvio Pedro Figueiró.
NÍLTON SANTOS – Nílton dos Santos.
PELÉ – Édson Arantes do Nascimento.
PEPE – José Macia.
ZAGALLO – Mário Jorge Lobo Zagallo.
ZITO – José Ely de Miranda.
Jogadores Tchecos
1- Josef Masopust, Republica Tcheca, nasc. 9.2.1931, 81 anos, jogador
2- Jiří Tichý, Republica Tcheca, 6.12.1933, 78 anos, jogador
3- Josef Jelínek, Republica Tcheca, 9.1.1941, 71 anos, jogador
4- Václav Mašek, Republica Tcheca, 21.3.1941, 71 anos, jogador
5- Jan Lála, Republica Tcheca, 10.09.1936, 75 anos, jogador
6- Jozef Štibrányi, Eslováquia, 11.1.1940, 72 anos, jogador
Valdivia e sua família têm motivos de sobra para estarem assustados, temerosos e inseguros. Falo com conhecimento de causa, uma vez que vivi a experiência de um sequestro relâmpago alguns anos atrás.
As consequências são terríveis. Você se sente absolutamente fragilizado, vulnerável a passa a achar que está sendo seguido e observado a todo instante. Em outras palavras, a pessoa não relaxa e vive em alerta constante. Isso provoca um estresse emocional gigantesco.
Portanto, é compreensível que o chileno e seus familiares não se sintam mais confortávels em viver no Brasil. Sentimento esse compartilhado também por tantos brasileiros.
Só vou estranhar se Valdivia deixar o Palmeiras e se transferir para outro clube brasileiro. O que ocorreu nas ruas de São Paulo infelizmente é resultado de uma epidemia de violência que ocorre nas ruas de qualquer cidade de porte médio do nosso País. E que de tão comum, talvez nem chamem mais tanta atenção. Dessa vez foi diferente porque envolveu uma figura famosa.
Espero que Valdivia não use essa lamentável ocorrência para se livrar do Palmeiras.
Dizem que jornalista é um especialista em generalidades.
Em alguns momentos, a fama até se justifica.
No entanto, quem fala sobre tudo, corre o risco de se tornar superficial em qualquer assunto.
Por isso, quando o tema é mais técnico, vou recorrer a especialistas.
Como no texto abaixo, que retirei do “Blog do Jean Nicolau”, especializado em direito desportivo.
Afinal, direito de imagem pode ser considerado parte do salário:
….
O processo movido por Ronaldinho Gaúcho coloca em questão a natureza jurídica das verbas decorrentes do contrato de imagem firmado com o Flamengo. Enquanto os advogados do atleta argumentam que estes valores devem incorporar seu salário, o clube carioca pretende apresentar linha de defesa em sentido contrário, para evitar desdobramentos fiscais e previdenciários.
Ronaldinho conseguiu a liberação do clube carioca com base no art. 31 da Lei Pelé, que determina que o atleta com salários atrasados por período igual ou superior a três meses fica livre para transferir-se de clube.
Neste caso, a dívida do Flamengo não se restringe aos direitos de imagem (há também atrasos fundiários e previdenciários que, segundo o referido art. 31, também podem garantir ao jogador o direito de romper unilateralmente seu contrato).
A discussão seria ainda mais relevante se a rescisão indireta do ex Bola de Ouro da FIFA estivesse fundamentada exclusivamente em atrasos de direito de imagem: estivessem em jogo apenas débitos relativos a estes direitos, a natureza jurídica dos mesmos seria fundamental para determinar se caberia ao atleta ou não o direito de deixar seu ex clube.
Ainda assim, o desenrolar do processo promete ser interessante, na medida em que será novamente discutida a natureza dos rendimentos dos atletas via contrato de licença de uso de imagem.
O atual debate é um dos primeiros após a entrada em vigor da nova Lei Pelé (12.395/2011). Incluído na última modificação da mesma, o art. 87-A autoriza expressamente a exploração da imagem do atleta “mediante ajuste contratual de natureza civil”, desde que as condições do contrato de trabalho não se confundam com as do contrato de imagem. O dispositivo agradou aos clubes, que se valem amplamente do recurso a fim de obterem redução de encargos trabalhistas.
O problema é que, diferentemente de outras normas estrangeiras, a lei brasileira não estabeleceu limites aos valores pagos via contrato de imagem. A título comparativo, vale lembrar que na Espanha os ganhos não salariais não podem ultrapassar 15% da remuneração global dos esportistas. Na França, o limite chegava a 30%, até esta forma de remuneração ser proibida em 2009.
A lacuna do art. 87-A representa insegurança jurídica aos envolvidos no futebol: não se pode crer que, quando provocados, os juízes brasileiros reconhecerão indistintamente a natureza civil dos direitos de imagem. No caso concreto, serão analisadas as condições pactuadas e os aspectos fáticos da relação entre atleta e clube.
De toda forma, vale esclarecer que nenhum contrato de licença de uso de imagem deve, em princípio, ser considerado fraudulento. Em regra, essa forma de pacto é válida e autorizada por lei especial. O que não impede, no entanto, que no caso concreto os ganhos decorrentes do mesmo sejam requalificados como verbas trabalhistas. Por ora, resta aguardar o desfecho do caso Ronaldinho para analisar a solução dada ao tema pelo Judiciário do Rio de Janeiro: a jurisprudência pode contribuir para preencher a lacuna deixada pelo legislador.
Se a torcida do Galo tiver a expectativa de ver em campo o Ronaldinho Gaúcho que encantou o mundo com a camisa do Barcelona seis anos atrás, vai quebrar a cara, como quebraram os flamenguistas.
Se a torcida do Galo tem a expectativa de ver em campo um Ronaldinho Gaúcho muitas vezes apagado, com lampejos esporádicos do jogador que nunca voltará a ser, tem chance de ficar satisfeita.
A contratação de Ronaldinho Gaúcho pelo Atlético-MG é, acima de tudo, uma gigantesca aposta.
E de altíssimo risco.
Certas reações são próprias da raça humana.
Choramos por felicidade ou tristeza, xingamos por raiva, gritamos por entusiasmo.
E quando somos confrontados com mentiras e difamações absurdas contra nossa conduta e nosso caráter?
Não nos limitamos a desmenti-las. Deixamos nítida a indignação que sentimos diante daquelas questões.
Pois ao ser confrontado com tudo isso durante entrevista ao Fantástico, Ronaldinho Gaúcho não demonstrou a indignação típica dos injustiçados.
O jogador ficou indiferente às perguntas quanto ao seu corpo mole nos treinamentos ou até mesmo às afirmações de que chegava aos treinos sem condições físicas (entenda-se embriagado).
Seu comportamento ficou resumido a dizer que aquilo não era verdade.
Ronaldinho desmentiu tudo isso com a mesma contundência de quem desmente que na noite passada usou tênis branco e não vermelho.
A cada entrevista que Gaúcho concede percebe-se o momtivo de seu staff evitar tanto esse tipo de exposição.
Triste…
O Palmeiras não tem uma liderança.
E não me refiro ao time de futebol, embora o raciocínio valha também para o grupo de jogadores.
Afinal, César Sampaio aceitou senta-se à mesa para discutir a eventual contratação de Ronaldinho Gaúcho.
Mas falo da política interna, assunto que muitos torcedores tratam com desdém, mas que interfere diretamente na vida do clube e, consequentemente, naquilo que mais interessa à torcida: o time de futebol.
A última liderança alviverde foi Mustafá Contursi.
O ex-presidente teve acertos e muitos erros, mas tinha o traço de personalidade de um líder.
Havia quem o apoiasse e quem brigasse para tirá-lo do poder.
Só não havia indiferença.
Todos os que o sucederam (Della Monica, Belluzzo, Tirone) despertam indiferença.
Ninguém fica indiferente a um líder.
E na falta de uma liderança, de uma referência, todos se acham no direito de ocupar esse espaço.
O resultado está aí.
Uma guerra interna pelo poder na qual cada um pensa no próprio umbigo.
E o clube fica cada vez mais em segundo, ou melhor, último plano.
O Palmeiras não está carente de futebol.
O Palmeiras está carente de cérebros.
Ronaldinho Gaúcho, que um dia já foi o melhor jogador do mundo, caminha para um final de carreira melancólico.
E não me refiro aos alegados problemas de atraso de salário no Flamengo.
Se o clube não paga, ele tem todo o direito de buscar isso na Justiça.
Refiro-me aos métodos utilizados pelo jogadoror e por seu irmão/empresário Assis.
Logo na negociação para rapatriá-lo percebia-se que algo estava errado com a conduta da dupla.
Enquanto Assis, munido de uma arrogância poucas vezes vista, fazia um leilão público entre Flamengo, Palmeiras e Grêmio, Ronaldinho, alheio a tudo e todos, embarcava em jatinhos particulares quase que diariamente para badalar pelos quatro cantos do País, especialmente em Florianópolis.
Ronaldinho segue a risca um velho roteiro que já vitimou muitos como ele:
Como transformar um heróis em bandido.
A consultoria BDO, especializada em estudos e levantamentos sobre o mercado esportivo, fez um longo trabalho de análise a respeito dos 20 clubes mais ricos do País.
Os números mostram o total de receita, o tamanho da dívida, o custo da folha de pagamento do departamento de futebol de cada uma das agremiações analisadas.
Todos os números foram retirados dos balanços oficiais apresentados pelos clubes referentes ao ano/exercício 2011.
Como o trabalho está agrupado em 70 páginas, no final coloquei um link de acesso ao material completo.
Confira algumas das conclusões:
- As receitas dos clubes cresceram muito por conta dos valores recebidos pelos novos contratos individuais com a TV.
- As transferências cresceram em valor absoluto, mas perderam participação. Os contratos de patrocínio e publicidade se consolidaram como a segunda fonte de receita dos 20 clubes analisados.
Outra receita que sofreu uma queda foi a bilheteria, consequência dos estádios em reforma e também pela pouca criatividade dos clubes em ampliar o conceito de matchday praticado na Europa. (Bilheteria + bar, restaurantes, loja, etc).
- Os custos com futebol também foram ampliados, mas pelo dinheiro recebido da TV não impactou negativamente o resultado dos clubes. Os déficits dos clubes teriam melhorado em relação a 2010, caso o Botafogo não tivesse apresentado um déficit de R$ 167 milhões.
- Já o endividamento está em um nível preocupante. Nos últimos cinco anos esses 20 clubes passaram de um endividamento total de R$ 2,04 bilhões em 2007 para R$ 3,86 bilhões em 2011, Nos últimos três anos o endividamento total dos 20 clubes analisados apresentou evolução de 42%. No mesmo período as dívidas dos clubes, excluídos os valores da Timemania cresceram 56%.
- Assim em 2012, os dados financeiros dos clubes indicam que seria um excelente momento para que as entidades no momento que se beneficiam dos novos recursos gerados, também buscassem uma redução de seus déficits e grau de endividamento.
- Um controle mais efetivo dos custos com futebol e redução do endividamento, que gera pesadas despesas financeiras, deveria ser o foco da gestão dos clubes para 2012.
http://www.estadao.com.br/especiais/2012…
Ok, a prudência jornalística determina que não se crave nada antes da consumação.
Afinal de contas, ouvimos a todo momento que o futebol é o esporte mais propício às zebras.
Mas pedirei licença para desrespeitar a prudência e o imponderável do futebol.
O Santos já é o campeão paulista.
Não se trata de desconsiderar as chances do Guarani, por menores que sejam.
É uma simples constatação do momento e potencial dos finalistas.
Os desnível técnico entre Santos é Guarani é considerável.
O resultado do jogo deste domingo só ilustrou isto.
Quando joga muito, o Guarani consegue segurar um pouco do ímpeto santista.
Em um dia glorioso dos bugrinos e trágico do Peixe, talvez até uma vitória no estilo “sabe-se lá Deus como”.
Agora, entrar em uma final, com toda pressão que ela representa, sabendo que precisa vencer por, no mínimo, três gols de diferença transcende o imponderável.
Entramos na esfera do sobrenatural.
E o único personagem sobrenatural desta final está do lado santista.
2012
2011