A proximidade da advogada Gislaine Nunes com a família de Ronaldinho Gaúcho vai além do fato de a magistrada defender o jogador em ação contra o Flamengo.
Gislaine se tornou sócia de Assis, o polêmico irmão e empresário de Ronaldinho, em empresa que pretende prestar consultoria a empresas, clubes e jogadores.
E o mais curioso é que o próprio Rubro-negro está na lista de possíveis clientes.
“Não vejo problema algum. Prestaremos um serviço de interesse dos clubes também”, disse a advogada.
O grupo político fiel a Andrés Sanchez no Corinthians faz pressão para que o estatuto do clube seja alterado e possibilite ao ex-presidente concorrer na próxima eleição, que deve ocorrer no final de 2014.
O texto atual, aprovado durante a administração do próprio Andrés, determina que o presidente que cumprir o mandato não poderá concorrer nas duas eleições seguintes.
Como o mandato no Parque São Jorge é de três anos, Andrés só poderia sonhar com a volta à presidência em 2018.
O interesse pela mudança está diretamente relacionado à reviravolta pela qual passou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) após a saída de Ricardo Teixeira.
Sanchez perdeu prestígio e poder, uma vez que foi indicado pelo ex-presidente para comandar o departamento de seleções. Consequentemente, viu seu plano de ficar com a vaga de Teixeira ficar mais difícil.
A solução seria voltar ao comando do Corinthians. E a articulação para convencer o Conselho Deliberativo é intensa.
Há duas convicções no Parque São Jorge sobre o presidente Mário Gobbi.
A primeira é que se trata de pessoa correta e bem intencionada. Tudo bem, muita gente vai dizer que “isso é obrigação”. De fato. Porém, no atual contexto do futebol brasileiro, na prática não deixa de ser virtude, infelizmente.
A segunda é que o dirigente não tem a habilidade política exigida para o cargo. Em outras palavras, Gobbi teria de interagir mais com as pessoas, receber conselheiros em sua sala, costurar acordos de interesse da diretoria. Ao invés disso, isola-se. O resultado é um número cada vez maior de gente importante insatisfeita com suas atitudes.
Estive nessa manhã, em Hamburgo, com o ex-presidente do clube e atual diretor de seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Andrés Sanchez, que acompanha o time de Mano Menezes na série de amistosos preparatórios para os Jogos Olímpicos de Londres.
Sanchez pisa em ovos quando fala sobre o tema e procura dizer que acompanha de longe os bastidores políticos do Parque. “A única coisa que acompanho de perto é o estádio. Esse não tem jeito”, afirma. O dirigente, porém, reconhece que seu sucessor precisa de alguns ajustes. “Do ponto de vista administrativo não tem o que falar. Do político é só questão de ajuste.”
Um discreto sorriso.
Foi dessa forma que o técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, reagiu quando recebeu a informação sobre a vitória do Corinthians por 1 a 0 sobre o Vasco e a consequente classificação para as semifinais da Taça Libertadores da América.
Ao ser questionado sobre o resultado durante bate-papo no saguão do hotel onde a delegação está hospedada, em Hamburgo, para o amistoso de sábado, contra a Dinamarca, o treinador preferiu o discurso político. “Vocês têm de entender que o representante corintiano aqui é o Andrés (Sanchez, ex-presidente do clube e atualmente diretor de seleções da CBF), não eu”, divertiu-se. “Também passei pelo Grêmio e outros clubes.”
Mano aproveitou também para falar sobre uma característica que ele identifica tanto no Corinthians quanto no Chelsea, campeão europeu: o fato de os jogadores entenderem e “comprarem” a ideia do treinador. “Quando o grupo todo pensa do mesmo jeito fica muito mais fácil conquistar os títulos”, explicou. “No caso do Chelsea, você vai para uma final, desfalcado e no campo do adversário, é natural que não enfrente o rival de igual para igual.”
Sobre o corte de Ganso, Mano aguarda informações da direção da CBF para saber se é possível convocar outro jogador. “Existem pessoas analisando a logística disso (a convocação). De qualquer forma ele não jogaria aqui na Alemanha, só nos Estados Unidos. Estamos analisando o caso.”
A ala de dirigentes comandada por Marco Polo Del Nero ficou surpresa com a decisão tomada por Mário Jorge Lobo Zagallo, que confirmou nesta quarta-feira que vai concorrer com o dirigentes paulista pela vice-presidência da região Sudeste da CBF.
Na terra de Zagallo, o presidente da Federação Alagoana de Futebol, Gustavo Feijó, não escondeu a admiração pelo “Velho Lobo”, mas não se comoveu pela decisão. “Todos nós que estamos no futebol admiramos o Zagallo por seu carisma e realizações pelo futebol brasileiro. Mas meu voto é do Nel Nero”, afirmou.
Defensores da candidatura de Del Nero argumentam que, antes de aunnciá-la, o paulista fez toda a articulação necessária para não correr risco de derrota.
“Não sei quando será a assenbleia, mas já adianto que meu voto é do Marco Polo”, garantiu o presidente do Corinthians, Mário Gobbi.
Rubens Lopes, presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro e idealizador da candidatura de Zagallo, critica o comportamento dos dirigentes paulistas, especialmente de Del Nero.
“Houve a ruptura de um acordo que existia havia anos. Essa gente (paulistas) não é confiável. Quando pensamos no Zagallo, não imaginávamos uma disputa, mas uma aclamação”, observou.
Bom, isso só a urna dirá.
Votam na assembleia representantes das 27 federações estaduais e dos 20 clubes da Série A do Brasileiro.
Aos 80 anos, Mário Jorge Lobo Zagallo não esperava por essa.
A indicação para ser o vice-presidente da região Sudeste da CBF, que parecia ser uma homenagem às décadas de serviços prestados à seleção e ao futebol brasileiro, transformaram-se em pura desilusão.
O “Velho Lobo”, que imaginava ser aclamado para o cargo, se viu envolvido em uma disputa política entre cartolas paulistas e cariocas.
A esta altura da vida, Zagallo não quer saber de disputar nada.
Pior ainda quando soube que corre o risco de não contar nem mesmo com o apoio mínimo de oito federações estaduais e cinco clubes para lançar eventual candidatura.
Zagallo deve se preservar e cair fora.
A briga pelo poder cega e desconstroi ídolos.
Pobre futebol brasileiro.
A candidatura de Marco Polo Del Nero ao cargo de vice-presidente da região Sudeste é sintomática.
Del Nero quer ocupar o posto que era de José Maria Marin antes deste chegar à presidência da CBF.
Diante da renúncia de Ricardo Teixeira, a presidência ficou com o vice mais velho, no caso, Marin.
Se Del Nero for eleito na assembleia geral, que reunirá as 27 federações e os 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, ele se tornará o vice mais velho.
Em outras palavras, se Marin renunciar, Del Nero assume a CBF e, consequentemente, do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014.
Del Nero ficaria a um passo de assumir todas as funções que eram de Teixeira.
Só para lembrar, a vaga na Fifa já é do dirigente paulista.
Reação dos rebeldes, sobretudo do grupo carioca, é esperada para as próximas horas.
Esta turma acusa os paulistas de terem quebrado um acordo ao não apoiar Mário Jorge Lobo Zagallo para o cargo.
Um dos assuntos que mais chegam à mesa do diretor de seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Andrés Sanchez, é o desejo dos grandes clubes brasileiros de disputar amistosos na Europa e Ásia.
Além dos cachês pelas partidas, os cartolas entendem, com razão, que qualquer estratégia de internacionalização da marca passa, necessariamente, pela presença do time na região de interesse.
Os dirigentes recorrem a Sanchez porque sabem que o ex-presidente do Corinthians defende a criação de uma janela para as excursões.
Dois períodos estão em análise: durante os Jogos Olímpicos de Londres ou em agosto.
A princípio, a paralização atingiria duas ou três rodadas do Campeonato Brasileiro.
Algumas possibilidades foram estudadas: assumir o Pacaembu, construir em Diadema…
Mas ao que tudo indica a diretoria do Santos vai investir mesmo na construção de um estádio em Cubatão.
A princípio, a ideia de erguer a nova casa na cidade vizinha pode parecer estranha.
Porém, o diretor de marketing do clube, Armênio Neto, explica que não é bem assim.
“Geograficamente a área fica no município de Cubatão, mas na prática é Santos, pois é ao lado da ponte estaiada Mário Covas, que está no caminho de quem desce a serra para Santos. Qualquer um, se perguntado, vai dizer que aquele lugar está em Santos”, afirmou.
Armênio ressalta que a decisão ainda não foi sacramentada, mas que esta é a opção que mais agrada à diretoria.
“Entendemos que é precisamos ficar próximos de nossas raízes, ou seja, na Baixada”.
E a Vila Belmiro?
“Continuará existindo, mas por sua boa localização, será aproveitada de outras maneiras, como palco para eventos, jogos eventuais e treinos”.
Não costumo conversar com jogadores de futebol.
Meu contato com eles é estritamente profissional e restrito a entrevistas.
Mas falei com um dos atletas do Corinthians.
Ele disse que entendia a crítica que fiz ao time e ao técnico Tite, quando afirmei que, em alguns momentos, o Corinthians deixa de ser um time organizado para se tornar um time retranqueiro.
Frases do meu interlocutor:
“O Tite cobra muito para que todo mundo que joga do meio para frente volte até o campo de defesa para marcar. Os atacante de velocidade, por exemplo, direto têm de acompanhar os laterais”
“Assim, o time cansa muito rápido. Por isso perde tanto poder de fogo e faz pouco gol. Ninguém aguenta essa movimentação por muito tempo”
Então, perguntei a ele se o grupo gosta deste esquema/estratégia de jogo…
“Claro que muita gente gostaria de ver o time um pouco mais solto, sobretudo dentro de casa. Mas todo mundo adora o Tite. Ele realmente conquistou a todos lá no clube e a gente joga por ele. O Tite é muito gente boa”
2012
2011