O conselheiro palmeirense Gilto Avallone se dirige nesse momento ao 23º DP de Perdizes.
Ele pretende registrar ocorrência contra o presidente do Palmeiras Arnaldo Tirone e seu filho, Arnaldo Tirone Filho.
Avallone diz que foi agredido pela dupla, que desferiu socos e chutes contra ele por causa de discussão motivado pelo opedido de investigação que o conselheiro fez contra a diretoria.
Mais do que títulos e troféus, a grandeza do Corinthians sempre foi medida pelo tamanho e paixão de sua torcida.
No entanto, a inédita chegada à final da Taça Libertadores mostrou que a reação dos torcedores adversários é tão precisa na medição da grandeza corintiana quanto o apoio de sua torcida.
Nunca se viu uma mobilização contrária, um incômodo tão grande dos rivais diante da possibilidade de conquista de um “coirmão”.
A vibração dos corintianos espalhados pelos quatro cantos do País é normal e, portanto, esperada.
O que surpreende é ver tricolores, colorados, rubro-negros, alvinegros de todos os Estados escancarando que vão secar o Corinthians.
Sim, estranha, pois se esperava tal reação dos rivais diretos, casos de Palmeiras, São Paulo e Santos.
Mas a nacionalização da ojeriza ao Corinthians só expõe o quanto o Timão incomoda.
E esse incômodo, embora poucos que o sintam consigam admitir, é o mais puro sinal de respeito.
O Corinthians provoca diversos sentimentos, mas certamente a indiferença não está entre eles.
Nada mais grandioso!
Na manhã de sexta-feira passada, poucas horas depois de chegar de Buenos Aires, o presidente do Corinthians Mário Gobbi embarcou para o Rio.
A missão era negociar a contratação do atacante Loco Abreu, que interessa ao clube desde o início do ano, quando a diretoria foi convencida de que Adriano não permaneceria no Parque São Jorge.
Os corintianos apostam que a contratação do holandês Seedorf obrigue o Botafogo a liberar alguns altos salários, entre eles o do uruguaio.
A pressa de Gobbi causou estranheza em algumas pessoas próximas.
Essas esperavam que o presidente ficasse algumas horas em São Paulo para curtir o empate na La Bombonera.
Ouviram que o clube não pode parar por causa da Libertadores.
“Ainda temos a temporada inteira pela frente no Btrasileiro”, observou o presidente.
Tenso, pegado e tecnicamente sofrível.
O primeiro jogo da final da Libertadores teve roteiro e ingredientes de uma grande final.
Faltava um personagem.
E ele entrou em campo aos 38 minutos do segundo tempo para colocar fogo no jogo.
Romarinho demonstrou personalidade e habilidade para, logo em seu primeiro toque na bola, calar a temida La Bombonera.
Mas qual o tamanho do feito de Romarinho?
Mais do que devolver ao Corinthians a possibilidade de conquistar o inédito título da Libertadores com uma vitória simples no dia 4, no Pacaembu, Romarinho devolveu a confiança ao time.
Sim, pois a empolgação provocada pelo empate com jeitão de vitória pode esconder alguns problemas que, se não forem solucionados até o jogo de volta, pode colocar em risco a festa alvinegra.
Mais uma vez o Corinthians jogou exageradamente recuado, sobretudo no segundo tempo.
O esquema de marcação montado por Tite, que na semifinal anulou Neymar, nesta quarta-feira não funcionou contra Riquelme.
E o craque argentino só não resolveu o jogo porque não estava em noite brilhante.
O Boca não é sombra do bicho-papão que costumava ser.
Mas toca bem a bola e mostrou na campanha desse ano que adora jogar fora de casa.
No Pacaembu, o Corinthians será pressionado a atacar, sair mais para o jogo.
E dará mais espaços para o Boca.
Conciliar a pressão ofensiva com a cautela defensiva será o grande desafio dos brasileiros na grande final.
Entendo a tensão, preocupação e, em poucos casos, até a desconfiança de alguns corintianos em relação à decisão da Taça Libertadores da América.
O ser humano teme o que não conhece.
E como o Alvinegro estreia nesse tipo de final, natural que se sinta tais desconfortos.
Mas estou otimista quanto ao sucesso do Corinthians.
E não se trata de uma simples torcida baseada em fatores subjetivos.
Entendo que o sucesso do Corinthians depende daquilo que o time tem de melhor.
Em outras palavras, disciplina tática, organização em campo, solidez defensiva e contra-ataque.
O time de Tite é forte em todos esses quesitos.
Claro, terá pela frente um bom time, que tem seu ponto forte justamente naquilo que falta – e muito – para os corintianos: experiência em decisões de Libertadores.
Riquelme é ótimo jogador, mas não é mais importante para o Boca do que, por exemplo, Neymar é para o Santos.
E o Corinthians conseguiu neutralizar a estrela santista.
A pior estratégia de Tite nesta noite seria tentar criar algo novo.
O Corinthians é eficiente em seu feijão com arroz.
Foi assim que se tornou finalista e é assim que deve buscar o título inédito.
E, por favor Corinthians, não queime a minha língua…
Leão forjou sua fama como técnico disciplinador e chegado a confusões, tanto com jogadores quanto com dirigentes.
Tais características renderam-lhe também a fama de técnico com “prazo de validade”.
Invariavelmente, dirigentes que trabalharam com ele calculam em seis meses o período fatídico.
E tudo isso ocorreu no São Paulo.
Leão teve problemas públicos com Lucas, Luis Fabiano, Rogério Ceni e com a direção do clube.
Em abril completou o tal prazo de seis meses.
Coincidência ou não, o time desandou dali em diante.
Mas Leão não é o único vilão dessa história.
Há muito tempo o São Paulo deixou para trás a fama de clube diferenciado.
Desde a saída de Muricy Ramalho, os dirigentes mostram-se incapazes de recolocar o time no caminho das vitórias.
E para justificar – e disfarçar – os próprios erros, recorrem à velha estratégia de mandar o treinador embora.
Transformaram a organização e o equilíbrio do São Paulo em uma verdadeira cadeira elétrica de profissionais.
Ricardo Gomes, Carpegiani, Baresi, Adilson Batista e, agora, Leão que o digam.
O clássico entre Boca Juniors x Corinthians, que a partir de amanhã começa a definir o campeão da Taça Libertadores da América, é marcado pelo equilíbrio. Bom, pelo menos fora de campo.
Os grupos de jogadores, somados os valores de mercado dos 50 atletas envolvidos na grande decisão (25 inscritos de cada lado), valem R$ 300 milhões.
Confira as conclusões da Pluri Consultoria, empresa responsável pelo levantamento:
Será o duelo entre o 6º (Corinthians) e o 7º (Boca) times mais valiosos da América do Sul. Confira a seguir mais informações sobre o valor dos 25 jogadores inscritos por cada equipe:
1) Os 50 jogadores inscritos (25 de cada time) para a final, com valor de mercado total de € 118 milhões, ou R$ 303 milhões;
2) Na média, cada jogador vale € 2,4 milhões (R$ 6,1milhões);
3) Há equilíbrio entre o valor dos dois elencos. O Corinthians possui valor de mercado estimado pela PLURI € 61 milhões (R$ 157 milhões), enquanto que o elenco do Boca está avaliado em € 57 milhões (R$ 146 milhões);
4) Paulinho (23), avaliado em € 12,4 milhões, é o jogador mais valioso do confronto, seguido por Ralf (28) com € 7,1 milhões. No Boca, os mais valiosos são Pablo Mouche (24) (€ 4,9 milhões) e Juan Román Riquelme (34) (€ 3,7 milhões);
5) Entre os 10 mais valiosos, mais equilíbrio, com 5 para cada lado.
Todo cuidado é pouco.
É com essa mentalidade que o Corinthians planeja sua passagem por Buenos Aires, onde faz, na quarta-feira, a primeira partida da final da Taça Libertadores da América, contra o Boca Juniors.
O fato de a delegação alvinegra tradicionalmente ser hospedada em hoteis sofisticados, os famosos “cinco estrelas”, não afasta a necessidade de precauções.
Algumas delas curiosas.
Por exemplo, os corintianos são orientados a não ingerir nenhum tipo de liquido cujo recipiente (garrafa de vidro, plástico ou em caixinha longa vida) não seja aberto na sua frente.
Em relação à alimentação, parte dos produtos que serão consumidos pelos atletas é levada na bagagem. O que não for é fiscalizado antes de ser servido.
Tudo para evitar que o técnico Tite tenha desfalques de última hora no histórico confronto.
Só para começar, vamos deixar claro que o resultado do “clássico light” deste domingo não interfere em absolutamente nada na preparação de Corinthians e Palmeiras para a final da Taça Libertadores da América e da Copa do Brasil, respectivamente.
A importância e comoção despertadas por essas duas decisões nas respectivas torcidas são tão grandes que fazem qualquer tipo de relação do tipo sugerido acima ser descabida.
Isso posto, vamos ao post:
O Palmeiras levou o clássico desse domingo mais a sério.
Até Barcos, que na véspera era anunciado como poupado, foi a campo.
Mas tudo deu certo para o expressinho do Corinthians.
Além de ter vencido o jogo de virada, viu o jovem Romarinho marcar os dois gols e deixar o Pacaembu como personagem da partida.
Muito cedo para dizer que Romarinho vai se transformar em ídolo da Fiel.
Mas certamente é um alento para o técnico Tite, que ultimamente tem enfrentado tanta dificuldade para encontrar alternativas para o ataque corintiano.
O Palmeiras, por sua vez, teve a oportunidade para entender o que precisa melhorar.
Se sua defesa se comportou espetacularmente quando precisou ser disciplinado e organizado taticamente diante do Grêmio, o mesmo não se pode falar de seu meio-campo e ataque quando precisou jogar de igual para igual.
A estratégia atual funciona bem no mata-mata da Copa do Brasil.
Já nos pontos corridos do Brasileiro carece de ajustes e alternativas.
Ok, a Espanha é um bom time, tem posse de bola, é comparada ao Barcelona e está na semifinal da Eurocopa após eliminar a França por sonolento 2 a 0.
Me perdoem os entusiastas da Fúria, mas esse time não encanta
Ou ainda não encantou.
E só fará isso quando juntar à posse de bola uma dose de ousadia.
Essa é a diferença entre a seleção espanhola e o Barcelona.
O time catalão faz um, dois e não para.
Passa o tempo todo atrás do gol.
A seleção usa a posse de bola para cadenciar e administrar o placar.
Claro, o Barça tem a seu favor o entrosamento de um time que passa o ano todo junto jogando e treinando.
Mas, por enquanto, a Espanha só desperta em mim a vontade de que a Fifa adote uma regra como aquela do basquete, que obriga as equipes a definirem o ataque em 24 segundos.
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