Ronaldinho Gaúcho, que um dia já foi o melhor jogador do mundo, caminha para um final de carreira melancólico.
E não me refiro aos alegados problemas de atraso de salário no Flamengo.
Se o clube não paga, ele tem todo o direito de buscar isso na Justiça.
Refiro-me aos métodos utilizados pelo jogadoror e por seu irmão/empresário Assis.
Logo na negociação para rapatriá-lo percebia-se que algo estava errado com a conduta da dupla.
Enquanto Assis, munido de uma arrogância poucas vezes vista, fazia um leilão público entre Flamengo, Palmeiras e Grêmio, Ronaldinho, alheio a tudo e todos, embarcava em jatinhos particulares quase que diariamente para badalar pelos quatro cantos do País, especialmente em Florianópolis.
Ronaldinho segue a risca um velho roteiro que já vitimou muitos como ele:
Como transformar um heróis em bandido.
Muitos vão dizer que o bom momento da equipe de Mano Menezes (após a vitória por 3 a 1 sobre a Dinamarca, no fim de semana, em Hamburgo, goleou os EUA na noite desta quarta-feira por 4 a 1, em Washington) deve-se à boa marcação na saída de bola do adversário ou a alguns destaques individuais, casos de Oscar, que vestiu com extrema naturalidade a camisa 10, Neymar, o craque, ou do zagueiro Thiago Silva, homem de confiança e liderança do grupo.
Tudo isso é verdade.
Porém, a maior virtude de Mano foi acertar o discurso e fazer com que os jogadores tenham “comprado” sua ideia sobre como montar o time e o espírito necessário para jogar uma Olimpíada.
Por mais competente ou genial que um técnico possa ser, se os atletas não acreditarem no que ele diz, a chance de sucesso é ínfima.
Conviver durante uma semana com a delegação na Alemanha serviu para mostrar que, aos poucos, o treinador consegue criar um espírito de grupo, ou seja, fazer com que os atletas curtam estar na seleção.
Esse foi um dos dois objetivos traçados pelo treinador quando assumiu a equipe há quase dois anos.
E o fato é que o time parece feliz em campo.
O segundo – esse um pouco mais distante – é fazer com que a seleção resgate o futebol-arte que tanto marcou o estilo de jogo do Brasil ao longo da história.
Foram apenas dois jogos. Portanto, não dá para dizer que a seleção está ajustada.
É peciso ter a friezxa necessária para evitar o oba oba.
Não sabemos se essa alegria toda será mantida após uma derrota. E ela virá.
Além disso, lembrem-se que somos bipolares.
Uma semana atrás Mano estava com o cabeça a prêmio.
Mas sem dúvida temos de admitir que há sinais claros de evolução.
Anunciar as seis sedes da Copa das Confederações – Brasília, Rio, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza e Salvador – como foi feito na manhã desta quarta-feira não é a missão mais importante do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, na atual passagem pelo Brasil.
O polêmico dirigente trouxe na mala recomendação explícia do Comitê Executivo da entidade: No Brasil não é mais possível trabalhar com o cenário que a Fifa considera ideal. Portanto, o momento é trabalhar com o cenário possível e, assim, tentar minimizar transtornos, considerados inevitáveis a partir de agora.
A cúpula da Fifa estava próxima do desespero em relação ao cumprimento de prazos e definições de locais. E a explicação é mercadológica.
Os principais patrocinadores do Mundial, que investem milhões no evento, precisam da programação completa com relativa antecedência para planejar suas ações comerciais antes, durante e depois da Copa.
A diretoria do Corinthians recebeu a informação de que existe a possibilidade real de o estádio de Itaquera ser finalizado até a primeira semana de agosto, o que possibilitaria a inauguração e utilização da arena nas festividade de aniversário do clube, em 1º de setembro de 2013.
Tudo depende da temporada de chuvas do próximo ano. Se o volume de precipitação for igual ao registrado em dezembro, janeiro, fevereiro e março últimos, considerado abaixo da média, o ousado prazo será cumprido.
Pouco antes de embarcar com a seleção brasileira para a sequência de quatro amistosos preparatórios para os Jogos Olímpicos de Londres, o diretor de seleções da CBF e ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, encontrou-se com executivos da construtora Odebrecht, responsável pela obra.
“Não sou mais presidente, mas o assunto estádio é a único que faço questão de acompanhar pessoalmente”, explicou o dirigente. “É isso mesmo (a possibilidade de antecipação do prazo). Há quanto tempo tenho dito que a arena ficará pronta e vai surpreender? Acho que o estádio estará de pé até o final deste ano e 2013 ficará apenas para o acabamento.”
Bati um longo papo com o técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, durante nossa passagem por Hamburgo, na Alemanha, onde o Brasil venceu a Dinamarca por 3 a 1, em amistoso disputado no sábado.
E da conversa tirei algumas conclusões…
O resultado diante dos dinamarqueses e as quase sete horas de viagem para cruzar o Atlântico entre Frankfurt (conexão para quem vem de Hamburgo), e Washington, no Estados Unidos, foram suficientes para o treinador refletir e definir como resolver dois dilemas que o acompanharam nos últimos meses: o surgimento de uma liderança de grupo e de um articulador no campo, o famoso camisa 10.
No primeiro caso, Mano identifica dois nomes para ajudá-lo a administrar o grupo: os zagueiros Thiago Silva e David Luiz.
Os dois estão entre os três com mais de 23 anos que estarão nos Jogos de Londres.
A terceira vaga tende a ficar com um lateral.
Dani Alves era o primeiro da lista, mas se machucou. Marcelo ganhou pontos.
No meio, Mano mostrava-se receoso em escalar o jovem Oscar.
Achava que ele poderia ficar inibido com a camisa 10.
Mas o que se viu diante da Dinamarca foi muita personalidade.
Ganso que se cuide!
Há duas convicções no Parque São Jorge sobre o presidente Mário Gobbi.
A primeira é que se trata de pessoa correta e bem intencionada. Tudo bem, muita gente vai dizer que “isso é obrigação”. De fato. Porém, no atual contexto do futebol brasileiro, na prática não deixa de ser virtude, infelizmente.
A segunda é que o dirigente não tem a habilidade política exigida para o cargo. Em outras palavras, Gobbi teria de interagir mais com as pessoas, receber conselheiros em sua sala, costurar acordos de interesse da diretoria. Ao invés disso, isola-se. O resultado é um número cada vez maior de gente importante insatisfeita com suas atitudes.
Estive nessa manhã, em Hamburgo, com o ex-presidente do clube e atual diretor de seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Andrés Sanchez, que acompanha o time de Mano Menezes na série de amistosos preparatórios para os Jogos Olímpicos de Londres.
Sanchez pisa em ovos quando fala sobre o tema e procura dizer que acompanha de longe os bastidores políticos do Parque. “A única coisa que acompanho de perto é o estádio. Esse não tem jeito”, afirma. O dirigente, porém, reconhece que seu sucessor precisa de alguns ajustes. “Do ponto de vista administrativo não tem o que falar. Do político é só questão de ajuste.”
“Torci muito pelo Santos. E quero o Boca na final”
Foi com essa frase que o ex-presidente do Corinthians e atual diretor de seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Andrés Sanchez, comentou a classificação do time de Neymar diante do Vélez Sarsfield, ontem, e o clássico paulista que definirá um dos finalistas da Taça Libertadores da América deste ano.
Sanchez garante que não se trata de ironia. E explica sua torcida: “Secam tanto o Corinthians com essa história de Libertadores que sempre vão tentar achar alguma coisa para falar se o time ganhar. É um tal de não enfrentou esse, não enfrentou aquele”, argumentou. “Então que venham os melhores, para legitimar o título.”
Em seguida, o corintiano, sempre com seu jeito mais despojado, fez questão de acrescentar. “Não estou dizendo que já ganhou. Só estou dizendo que, se ganhar, que seja diante dos melhores para que ninguém fale nada depois”, explicou. “Mas uma coisa eu garanto: (o título) não passa de 2014.”
Sobre a possibilidade de fazer os dois jogos no Morumbi, Sanchez manteve sua tradicional posição. “Jogar no Morumbi? Só se for o primeiro jogo (mando do Santos). O Corinthians não joga no Morumbi nem a pau”, enfatizou.
Quanto ao desejo do técnico santista, Muricy ramalho, que prefere atuar na Vila Belmiro, vontade também dos jogadores, como foi contra os argentinos do Vélez pelas quartas de final, Sanchez não vê possibilidade. “Semifinal de Libertadores exige estádio com capacidade mínima para 20 mil torcedores. A Vila está registrada na Conmebol com pouco mais de 18 mil. Não tem como”.
Corinthians e Santos se encontram em uma das semifinais da Taça Libertadores da América deste ano.
Como sempre ocorre em momentos como esse, seremos bombardeados nos próximos dias por palpites e análises – meus, entre eles – sobre quem é o favorito.
Opiniões à parte, já temos uma certeza:
Corinthians x Santos será histórico.
Frente à frente estilos completamente diferentes
De um lado o único time com potencial para ser espetacular no Brasil, pois conta com Neymar, o único fora de série de nosso futebol, embora não o tenha sido diante do guerreiro e muito bem organizado Vélez Sarsfield.
Do outro, uma equipe que mostra o quanto a organização tática e o conjunto são capazes de compensar a ausência de um talento individual. E o conjunto transformou esse time em um dos mais respeitados e temidos do futebol sul-americano atualmente.
Trata-se daqueles encontros que vamos narrar pelo resto da vida a filhos, netos, bisnetos… Enfim, é o tipo de jogo que sabemos de antemão que vai marcar nossas vidas, torça você para um dos protagonistas ou até mesmo para um dos rivais.
Afinal, esse Santos x Corinthians transcende o universo dos torcedores desses clubes. Aliás, transcende o universo até mesmo de quem não gosta ou não faz questão de acompanhar futebol. Ao final do segundo jogo todos saberão quem ganhou, goste ou não dessa história de 22 marmanjos correndo atrás de uma bola.
Você se lembrará para o resto da vida onde estava quando o árbitro apitar o fim do segundo jogo. Quer apostar?
Um discreto sorriso.
Foi dessa forma que o técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, reagiu quando recebeu a informação sobre a vitória do Corinthians por 1 a 0 sobre o Vasco e a consequente classificação para as semifinais da Taça Libertadores da América.
Ao ser questionado sobre o resultado durante bate-papo no saguão do hotel onde a delegação está hospedada, em Hamburgo, para o amistoso de sábado, contra a Dinamarca, o treinador preferiu o discurso político. “Vocês têm de entender que o representante corintiano aqui é o Andrés (Sanchez, ex-presidente do clube e atualmente diretor de seleções da CBF), não eu”, divertiu-se. “Também passei pelo Grêmio e outros clubes.”
Mano aproveitou também para falar sobre uma característica que ele identifica tanto no Corinthians quanto no Chelsea, campeão europeu: o fato de os jogadores entenderem e “comprarem” a ideia do treinador. “Quando o grupo todo pensa do mesmo jeito fica muito mais fácil conquistar os títulos”, explicou. “No caso do Chelsea, você vai para uma final, desfalcado e no campo do adversário, é natural que não enfrente o rival de igual para igual.”
Sobre o corte de Ganso, Mano aguarda informações da direção da CBF para saber se é possível convocar outro jogador. “Existem pessoas analisando a logística disso (a convocação). De qualquer forma ele não jogaria aqui na Alemanha, só nos Estados Unidos. Estamos analisando o caso.”
A infeliz frase sobre o pontapé no traseiro, de autoria do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, não foi a única que causou desconforto e irritação no governo brasileiro.
Quando disse que “a Copa do Mundo é da Fifa. Ela apenas acontece no Brasil”, o integrante do Comitê Executivo da entidade e presidente da Associação de Futebol da Argentina (AFA), Julio Grondona, ajudou a colocar mais lenha na fogueira.
Para muita gente ligada ao Palácio do Planalto e ao Ministério do Esporte, essa linha de raciocínio visa a minimizar a importância do Brasil no cenário e mostrar que todas as determinações caberiam à Fifa, o que, segundo o próprio ministro Aldo Rebelo, não faz sentido.
“A Copa é sim do Brasil e vamos organizá-la de acordo com o nosso ritmo, com o nosso jeito de fazer as coisas”, disse ele ao blog. “Não vamos mais aceitar qualquer tipo de tentativa de pressão. E me parece que o próprio presidente Blatter (Joseph Blatter, presidente da Fifa) já entendeu isso e prometeu ser muito colaborativo.”
Ao que tudo indica, daqui para frente o desafio de ambos os lados nesta relação não é apenas colaborar, mas engolir sapos e fingir que está tudo bem.
2012
2011