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Brasil ganhou da Bósnia!! E daí?

A sensação que tenho ao assistir à seleção brasileira é a de que o técnico Mano Menezes monta o time pensando jogo a  jogo. Ou seja, o trabalho acaba assim que o árbitro apita o encerramento.

Não há sinais de um trabalho de médio e longo prazos, como prega o discurso de 10 entre 10 treinadores que por lá passaram.

E não se trata apenas da falta de tempo para treinar, problema real, mas que assola todas as seleções.

Depois de um ano e meio de trabalho e a quatro meses dos Jogos Olímpicos, não se vê a estrutura de um time.

Prova disso é que, a cada partida, não se debate o time, mas sim desempenhos individuais.

Quando assumiu a seleção, Mano destacou em seu discurso que tinha dois objetivos principais:

1 – Recuperar o orgulho e o comprometimento do jogador brasileiro com a seleção

2 – Resgatar o autêntico futebol brasileiro, vistoso, com toque de bola e ,claro, gols.

E a cada jogo da seleção Mano fica mais distante de suas nobres metas.

Ou ele as esqueceu ou fracassou.

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Presidentes de federações já acreditam que Ricardo Teixeira fez vazar a informação de que estaria de saída da CBF apenas para observar as reações e saber quem estaria ao seu lado e quem articula para acelerar sua queda.

Ao que tudo indica, Teixeira já tem a resposta. Amanhã está marcada reunião entre o presidente da CBF e representantes das federações. O clima do encontro mostra que aqueles que torcem pela saída de Teixeira estão cada vez mais desanimados.

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O blog revela o documento do qual os advogados do Internacional e do jogador Oscar sustentam a escalação do meia mesmo depois de a Justiça Trabalhista paulista ter sido favorável, em segunda instância, ao São Paulo no embate com o atleta.

De acordo com o advogado André Ribeiro, que representa o jogador, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sinaliza que só fará alteração no registro de Oscar após o julgamento em última instância. Em tese, até lá o atleta pode defender o clube gaúcho.

No caso, a CBF teve de se manifestar após consulta da direção do clube peruano Juan Aurich que, alertado sobre a briga na Justiça entre Oscar e São Paulo, pleiteava os pontos daquele jogo, a estreia de ambos na Taça Libertadores-12, vencido pelo Colorado.

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O médico do Corinthians, Joaquim Grava, foi convidado a integrar a chapa do Partido Democrático Trabalhista (PDT) na disputa pela Prefeitura de São Paulo.

Grava seria o vice na chapa liderada pelo presidente da sigla, Paulo Pererira da Silva, o Paulinho da Força.

A ideia do partida é lança uma chapa “puro sangue”, ou seja, encabeçada apenas por filiados, sem a necessidade de coligações.

O médico corintiano filiou-se ao partido em 2010, quando pretendia concorrer a deputado estadual, o que não aconteceu.

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23.fevereiro.2012 11:44:43

Reflexão catalã

Tem gente que não aguenta mais o assunto Barcelona. Entendo. Mas de tanto assistir, ouvir e ler sobre o tema, muitos são tentados a acreditar que o time catalão sempre jogou este futebol vistoso, baseado na posse e toque de bola. Mais do que isso. Repete-se o discurso de que se trata de uma escola antiga, que teria começado, dizem alguns, com os holandeses na década de 70.

Mas será que esta impressão de futebol total e de um estilo que vem de longa data é correta? Para buscar respostas dediquei parte de meu tempo nas últimas semanas a assistir a jogos da equipe catalã. Não apenas partidas atuais. Refiro-me a jogos antigos, das décadas de 80 e 90, e, claro, de um passado mais recente.

No carnaval, por exemplo, decidi rever Barcelona x Estudiantes, válida pela final do Mundial de Clubes de 2009. O Barça que esteve em campo diante dos argentinos, embora com a escalação muito parecida com a que “deu uma aula de futebol” (palavras de Neymar) ao Santos em dezembro passado (lá estavam Valdés, Pique, Puyol, Daniel Alves, Messi, entre outros), não mostrava a dinâmica de jogo que o notabiliza atualmente.

Para quem não lembra, os argentinos, comandados pelo excelente Verón, marcaram o primeiro gol e se mantiveram à frente do placar até os minutos finais da decisão, quando Pedro empatou e levou a definição do título para a prorrogação. Então foi a vez de Messi brilhar para garantir o primeiro Mundial dos catalães.

Na maior parte de sua história, o Barcelona exibiu grandes times. Porém, os detalhes do aclamado estilo de jogo atual foram colocados em prática nos últimos dois anos. Chegamos, então, a um ponto interessante: a participação do técnico Pep Guardiola em todo o processo parece ter sido bem mais relevante do que parece.

Considero uma crueldade dizer que o principal mérito de Guardiola é não atrapalhar. O espanhol tem pelo menos duas grandes virtudes. A primeira foi apostar – claro, com o suporte dos dirigentes – na ideia de que a posse de bola não serve apenas para aproximá-lo do gol, mas também para afastar o adversário de sua meta. A segunda é montar uma estrutura tática que possibilite tirar o máximo das características de cada jogador.

No entanto, a busca por respostas muitas vezes termina em mais perguntas: o estilo de jogo do Barça é resultado de uma concepção de futebol ou do respeito às características deste grupo? Se mudarem as peças, o estilo permanecerá? Sei não.

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Gosto de tênis tanto quanto curto futebol.

Mais do que falar sobre esta modalidade, tento praticá-la desde os 10 anos.

Portanto, não curto apenas acompanhar as transmissões, gosto do ambiente.

Por isso estive no ginásio do Ibirapuera durante a semana para assistir a alguns jogos do Brasil Open e, claro desfrutar da agradabilíssima companhia dos competentíssimos amigos Eusébio Resende e Dácio Campos, que transmitiram o evento pelo Sportv.

Deixo aqui algumas impressões:

- A Costa do Sauipe é encantadora, mas a organização acertou em cheio ao trazer a competição para São Paulo. Existe uma demanda reprimida enorme por espetáculos como este e isto ficou provado na frequência de público. Invariavelmente o Ibirapuera esteve cheio e, na final, em pleno domingo de carnaval e sem a presença de brasileiros, estava lotado. Em uma cidade com 15 milhões de habitantes, sempre haverá público gigantesco para eventos de qualidade.

- Qualidade esta que ficou comprovada pelo nível dos participantes e dos jogos. Oxalá tenhamos cada vez mais grandes nomes desfilando sua arte por aqui. O público de tênis no Brasil é carente e merece ser incluído na rota e na agenda das grandes estrelas.

- Mas nem tudo são flores. A exemplo do que acontece com os estádios de futebol, nossas estruturas não são capazes de receber o público com conforto e, em muitos casos, respeito. O Ibirapuera é charmoso, tem história rica, mas é inadmissível nos dias de hoje uma arena que não ofereça opções decentes de estacionamento e alimentação. Se nossos estádios começaram a melhorar por causa da Copa do Mundo, é hora de os ginásios passarem pelo mesmo processo.

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Quando ainda acompanhava de perto as negociações com o Cruzeiro para a contratação de Montillo, o ex-presidente e atual gerente de seleções da CBF, Andrés Sanchez, consultou Mário Gobbi, à época candidato da situação na eleição.

Andrés argumentou que era Gobbi, como presidente, que teria de administrar a presença do argentino. Por isso, a contratação teria de ter sua aprovação.

O delegado contatou seu vice, Luis Paulo Rosenberg. O resultado da conversa foi um veto à chegada do meia.

Passada a eleição e confirmada a vitória, parte do grupo tenta convencer a dupla Gobbi/Rosenberg a mudar de ideia.

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Coluna desta quinta-feira, no Estadão

Vou direto ao assunto. Não acho que o Corinthians esteja pronto para a Libertadores. E olha que escrevi isto antes do jogo de ontem. A estratégia baseada na montagem de um time organizado, que controla o jogo, seguro, mas sem muita ousadia – adotada por Tite no último Brasileiro e no início do Paulista – é boa para administrar placares apertados, porém insuficiente na Libertadores. O Corinthians necessita de um fator novo. Precisa ser letal.

E quando comentei com amigos que iria escrever sobre isto, muitos aconselharam-me a não fazê-lo. Claro, pois é difícil criticar, mesmo que de maneira construtiva, o time que é o atual campeão brasileiro e, sem dúvida, formado por um grupo bem treinado. O argumento que utilizaram foi lembrar que o time jogaria ontem à noite e que eu correria o risco de publicar um texto crítico na mesma edição que poderia registrar uma vitória corintiana. Hoje sabemos que não foi o caso.

Respeito o argumento e agradeço a preocupação, mas não somos nós que criticamos tanto o comentário de resultado? Aquele famoso “quando ganha, está tudo ótimo, e quando perde, nada presta”. Diante disso, acho o momento propício para o tema, pois não queremos debater placares. A ideia é discutir conceitos, concordemos ou não com eles. Então apertem os cintos e vamos lá.

Não passa de conversa fiada, puro blá-blá-blá, esse discurso de que a Libertadores não é obsessão corintiana, que é apenas um campeonato como qualquer outro. Não é! E nunca foi, mesmo para os clubes que já tiveram o prazer e o privilégio de conquistá-la.

A torcida do Corinthians é, sim, obcecada por esta competição, como era pelo título brasileiro até conquistá-lo em 1990. Saber que todos os principais rivais – além de clubes de outros estados – têm seu nome gravado em uma pequena placa metálica fixada no horroroso, porém cobiçado troféu, remói as entranhas alvinegras, além de alimentar a ironia e a tiração de sarro dos anticorintianos.

Todo este cenário provoca ansiedade, expectativa e, consequentemente, pressão intensa sobre o grupo do Corinthians. É natural, portanto, que o rendimento do time oscile, mesmo tendo em campo os mesmos jogadores campeões do ano passado. Afinal, só se fossem robôs para ficarem indiferentes ao ambiente que os cerca.

Nesta primeira fase, com jogos de ida e volta dentro da chave, talvez a situação não fique tão evidente. No entanto, quando começarem os mata-matas e a pressão aumentar, Tite não poderá submeter o time aos riscos de ter um jogo na mão e optar por administrá-lo em vez de liquidá-lo, como tem sido.

A campanha do título brasileiro foi marcada por algumas viradas. Esperar que este retrospecto prevaleça na Libertadores é apostar no imponderável, como alguém que fica feliz porque a decisão foi para a cobrança de pênaltis. A menos que o time seja uma zebra gigantesca – o que não é o caso do Corinthians – o melhor é resolver no tempo normal, e com o maior números de gols possível.

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A troca do inquilino do Palácio do Planalto foi catastrófica para o presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, Ricardo Teixeira

O amigo e aliado Lula deu lugar à indiferente Dilma.

Conclusão: o prestígio diminuiu drasticamente.

Os incontáveis amigos que davam tapinhas nas costas e faziam questão de tratar Teixeira como autoridade desapareceram ao perceber que a presidente colocou o cartola na geladeira. E pior, Dilma nunca fez questão de disfarçar tal comportamento.

Só para lembrar, aqui está matéria do Estadão de quase dois meses atrás…

 

José Maria Marin, de 79 anos, é o primeiro da fila para assumir CBF

Grupo que não acredita que Teixeira consiga se sustentar por muito tempo no cargo cresce

28 de dezembro de 2011 | 3h 05
O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – A sequência de problemas e polêmicas na qual o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, envolveu-se nos últimos meses provoca articulações nos bastidores da entidade. Cresce a cada dia o grupo que não acredita que Teixeira consiga se sustentar por muito mais tempo no cargo. Surge, portanto, a questão: quem o substituiria? A responsabilidade caberia ao vice-presidente mais velho, no caso José Maria Marin, o mesmo que assume o cargo nos períodos de licença do titular.

Marin vai completar 80 anos em 2012 e tem no currículo passagens pelo futebol. Depois de ser vice-governador de São Paulo no início dos anos 80, quando integrava a chapa liderada por Paulo Maluf, o político chegou a ser presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) no período de 1982 a 1988. Atualmente é o vice que representa a região Sudeste na CBF.

Enquanto isso, Teixeira tenta se livrar de várias ameaças. Além da Justiça suíça, que autorizou a liberação de documentos comprometedores do caso ISL, o atual presidente da CBF vê seu prestígio político com o Palácio do Planalto degringolar após a chegada ao poder da presidente Dilma Rousseff, o que abala também sua força no Congresso, que ficou conhecida como “Bancada da Bola”. Para piorar, tanto o Ministério Público quanto a Polícia Federal investigam a CBF.

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Estranhei a convocação de Mano Menezes

Recordo-me que, ainda como técnico do Corinthians, Mano disse que Ronaldinho Gaúcho parecia ter perdido o encanto, a vontade de jogar futebol, o que o impedia de apresentar seu inegável talento.

Pois bem, nos últimos dois anos Ronaldinho não deu qualquer sinal de que esta situação mudou.

Ao contrário, protagonizou a polêmica que terminou com a demissão de Vanderlei Luxemburgo do Flamengo.

Se Ronaldinho não mudou, então o que mudou foram os conceitos de Mano. Uma pena.

Aliás, delicado o momento do treinador da seleção.

Mano não conta com a simpatia da opinião pública.

E nas últimas semanas foi obrigado a ajustar seu discurso ao do gerente de seleções da CBF, Andrés Sanchez, de quem foi empregado quando trabalhava no Parque São Jorge.

Mano queria priorizar a Olimpíada. Nada feito. está tudo focado na Copa-14.

Abre o olho, Mano!

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  • Quem Faz

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    Wagner Vilaron

    Wagner Vilaron é jornalista especializado em esportes e considera o assunto uma manifestação cultural, ferramenta de entretenimento e um grande negócio. É colunista de O Estado de S. Paulo e comentarista dos canais SporTv.

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