José Roberto de Toledo - Estadao.com.br
ir para o conteúdo
 • 

Patrocinado por

O instituto de pesquisa mexicano Consulta Mitofsky (sic) compilou resultados de avaliação de governo nos países das Américas divulgados entre junho e setembro. Além das datas de campo dos levantamentos, a metodologia e a confiabilidade dos institutos variam muito. Por isso, ao contrário do que fez o autor, não convém chamar de ranking dos presidentes -seja porque as diferenças entre eles às vezes estão dentro da margem de erro, seja porque, como no caso do Brasil, haja levantamentos mais recentes (o usado para Dilma é do Sensus). Mas serve como um panorama da opinião pública na região.

Vale notar que, na média, os governantes latino-americanos estão muito mais bem avaliados do que seus colegas europeus. Na Inglaterra, França, Itália e Espanha, por exemplo, os governantes têm aprovação inferior a 40%. Como sempre, a popularidade dos mandatários acompanha o desempenho da economia de seus países.

Tags: , , ,

Sem Comentários | comente

Incluídas as sondagens concluídas nesta quinta-feira por Ibope e Datafolha, a média das pesquisas permaneceu em 57% a 43% para DIlma Rousseff (PT) sobre José Serra (PSDB), nos votos válidos. Estão também computadas nessa média os levantamentos do Datafolha concluído na terça-feira, e o do Sensus, fechado na segunda.

.

.
Dilma chegou ao seu teto nesta eleição. Os 57% de votos válidos foram seu limite no primeiro turno e a partir de onde começou a cair. Na medida em que os indecisos se definirem, a vantagem da petista pode diminuir um pouco.

A dois dias da eleição, entretanto, apenas um fato novo de grande repercussão provocaria uma queda abrupta o suficiente para ameaçar a liderança de Dilma.

Vale notar que as diferenças entre os institutos estão todas dentro da margem de erro. No caso de Serra, ele tem entre 41% (Sensus) e 44% (Datafolha). Como a margem é de 2 pontos para ambas as sondagens, há um intervalo comum entre 42% e 43% dos votos válidos.

No caso de Dilma, ela tem entre 56% (Datafolha) e 59% (Sensus). Aplica-se a mesma regra, e encontra-se um intervalo comum de 57% a 58% dos votos válidos.

(clique na imagem para ampliar)

(clique na imagem para ampliar)

O gráfico acima, com as buscas mais comuns no Google por palavras associadas aos nomes dos candidatos, mostra que os picos negativos de termos associados a Serra, como “aborto” e “bolinha de papel”, já esgotaram seu ciclo.

Já as buscas por associações negativas com Dilma (“aborto”, “terrorista” e “nem cristo”) ainda mostram resíduos, mas não nos mesmos níveis do final do primeiro turno, quando ela caiu na reta final e perdeu a maioria absoluta de votos válidos.

Tags: , , , , , , , ,

Comentários (10) | comente

Uma avalanche de pesquisas sinalizará a reta final da eleição. A partir desta segunda, todo dia uma nova sondagem deve ser divulgada. A sucessão de pesquisas, em tese, ajuda a clarear as tendências finais. Mas convém tomar precauções ao analisar os resultados.

A primeira a ser divulgada deve ser do Vox Populi, desta segunda. Nesta terça tem Datafolha. Sensus sai na quarta, e Ibope, na quinta. O Datafolha publica outra sondagem na sexta. E, no sábado, véspera da eleição, Ibope, Vox e Datafolha devem divulgar as últimas pesquisas.

Sem contar as sondagens não-registradas, feitas por conta dos próprios institutos ou contratadas por campanhas e empresas, virão a público, de hoje até as urnas, pelo menos oito pesquisas de institutos que acompanharam a sucessão desde o começo. É bastante, mas não tudo.

Há novidades de última hora. O GPP, instituto ligado a Cesar Maia (DEM), registrou pesquisa presidencial contratada pelo candidato a vice de José Serra (PSDB), Índio da Costa, e está apto a divulgá-la a partir de amanhã.

Inédito nesta sucessão presidencial, o instituto Veritá protocolou registro e pode divulgar pesquisa a partir de quinta. É duvidoso se o fará. Na semana passada, o Veritá também registrou sondagem paga com recursos próprios mas não se tem notícia do resultado.

Dos quatro institutos veteranos nesta sucessão, três mostravam a mesma tendência até a semana passada: um alargamento da vantagem de Dilma Rousseff (PT) sobre José Serra (PSDB) para pelo menos 12 pontos, considerados os votos válidos.

Só o Sensus mostrou estabilidade. Dos quatro institutos, é o que divulga pesquisas com menos frequência. Incluindo-o na média das quatro sondagens mais recentes de todos os institutos, o quadro era, até sexta-feira, de 55% a 45% para Dilma.

Mas essa medição não computou eventuais efeitos do chamado “bolinhagate”, nem das denúncias contra pessoas ligadas a Dilma no noticiário do final de semana, tampouco do debate da TV Record. A tendência do eleitor pode ter mudado, e é isso que se deve procurar nos números a partir de hoje.

A comparação das pesquisas ao longo do tempo é mais importante do que os porcentuais em si. Só o histórico é capaz de indicar para onde vai o eleitorado, se um candidato está em ascensão ou queda. É o que Vox Populi, Datafolha, Sensus e Ibope, pela ordem, mostrarão a partir de hoje.

Não se pode dizer o mesmo de GPP e Veritá. Deles, não se tem referência nesta eleição presidencial. Surgem para um tiro solitário e incomparável. Equiparar seus resultados, sejam eles quais forem, aos dos institutos que têm histórico nesta sucessão é arriscar-se à confusão.

Tags: , , , , , ,

Comentários (15) | comente

Na média das pesquisas, Dilma Rousseff (PT) tem 53% dos votos válidos, contra 47% de José Serra (PSDB). Estão muito perto de um empate técnico, mas a petista ainda leva uma pequena vantagem e teria mais chances de vencer se a eleição fosse hoje.

No total de votos, que inclui os indecisos e os eleitores que pretendem anular ou votar em branco, Dilma tem 48% e Serra fica com 42%. Em ambos os casos, os resultados apontam uma disputa muito acirrada neste segundo turno, mais do que foi em 2006.

O cálculo da média é feito levando-se em conta as últimas pesquisas divulgadas: Datafolha (cujo levantamento de campo terminou no dia 8/10), Vox Populi (11/10), Ibope e Sensus (ambas finalizadas em 13/10).

Mesmo quando se exclui do cálculo a pesquisa Datafolha, que foi feita antes das demais e não captou eventuais efeitos do debate da Band e do reinício da propaganda eleitoral na TV, o resultado é o mesmo: 53% a 47% para Dilma, nos votos válidos, e 48% a 42% no total.

Quando se compara os resultados dos quatro institutos, nota-se que pesquisas de Datafolha e Vox Populi são ligeiramente diferentes das mais recentes, de Ibope e Sensus. Estes apontam uma distância mais estreita entre Dilma e Serra.

Pode ser que Ibope e Sensus estejam indicando um acirramento da disputa, ou que a diferença dos resultados seja apenas aleatória. Só uma nova rodada de pesquisas pode confirmar se a tendência de queda de Dilma detectada no primeiro turno persiste ou não.

Não há dados suficientes para se traçar um gráfico evolutivo das intenções de voto dos dois presidenciáveis neste segundo turno levando-se em conta a média das pesquisas.

Tags: , , , , , , ,

Comentários (17) | comente

Foram quatro pesquisas presidenciais concluídas esta semana: duas do Datafolha, uma do Ibope e outra do Sensus. A média das quatro aponta Dilma Rousseff (PT) com 53% dos votos válidos. Descontada a margem de erro, de 2 pontos porcentuais, a petista chegaria no mínimo a 51%, o que lhe daria a vitória no primeiro turno.

Embora essa seja a maior probabilidade, não se pode afastar totalmente a chance de um segundo turno. A curva dos votos válidos da petista mostra uma tendência de queda, que parece ter parado, segundo Ibope e Datafolha. Mas uma gafe de Dilma no debate desta noite na TV Globo poderia retomar essa tendência.

Por outro lado, a média é uma composição de duas pesquisas que deram 55% de válidos para Dilma (Ibope e Sensus), com as duas do Datafolha que deram percentuais mais baixos: 51% e 52%. E a mais recente do Datafolha dá mais votos à petista do que a anterior.

Se incluíssemos, a título de exercício, o resultado mais recente do tracking do Vox Populi no cálculo (esse tipo de pesquisa já é, em si, uma média móvel, por isso fica de fora), a média, agora com cinco sondagens, levaria Dilma a 54% dos votos válidos, aumentando sua chance de vitória no primeiro turno.

As margens, todavia, são apertadas. Um pequeno incidente nesta reta final -como chuva no dia da eleição (aumenta a abstenção) ou um índice de erro do eleitor na hora de votar maior do que o habitual- pode influenciar o resultado e fazer a diferença entre uma definição já ou a necessidade de segundo turno.

Segundo o Sensus, um percentual maior de eleitores de Dilma (4,5%) diz que não vai comparecer para votar em 3 de outubro do que de José Serra (1,5%), por exemplo. Todos esses fatores não são computados nas pesquisas. Juntos, criam uma zona de confusão em torno da linha de 50% dos votos válidos que aumenta o grau de incerteza sobre a eleição.

Tags: , , , , , ,

Comentários (24) | comente

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira mostra estabilidade de Dilma Rousseff (PT). Em relação à sondagem de segunda-feira do mesmo instituto, a petista oscilou um ponto para cima e chegou a 47% do total de votos (o que equivale a 52% dos votos válidos). Isso mostra que não há tendência de queda contínua da candidata de Lula, como a pesquisa anterior do Datafolha parecia sugerir.

Estabilidade foi também o que mostrou a pesquisa Ibope/CNI divulgada na quarta-feira. A diferença é que o Ibope confere a Dilma 50% do total de votos (ou 55% dos votos válidos). No Ibope, a petista não oscilou nenhum ponto vis-a-vis a sondagem anterior, concluída na sexta-feira.

Ainda comparando os dois institutos, o Ibope dá José Serra (PSDB) com 27% do total de votos, contra 28% no Datafolha. Marina Silva (PV) chega a 14% no Datafolha, contra 13% no Ibope. E os candidatos dos pequenos partidos somam 2% no Datafolha, contra 1% no Ibope. As diferenças estão todas dentro da margem de erro, mas, em conjunto, sinalizam cenários distintos.

De acordo com o Ibope, mantido o quadro atual, Dilma seria eleita no primeiro turno. Já os números do Datafolha desenham um quadro mais indefinido: considerada a margem de erro, Dilma teria, no mínimo, 50% dos votos válidos, que é o limite da maioria absoluta necessária para garantir a vitória em turno único.

A pesquisa Sensus ficou no meio do caminho entre Ibope e Datafolha. No total de votos, deu 48% a Dilma, 26% a Serra, 12% a Marina e 2% aos nanicos. Em votos válidos, porém, o resultado ficou igual ao do Ibope: 55% para Dilma.

O tracking diário (pesquisa cuja amostra é uma média móvel que renova 25% das entrevistas por dia) do Vox Populi vem, lentamente, se aproximando do resultado dos outros institutos. Nesta quarta-feira, fechou, no total de votos, com 49% para Dilma, 26% para Serra e 12% para Marina. Nos votos válidos, iguala Ibope e Sensus: 55% para Dilma.

Com maior ou menor margem, as pesquisas indicam uma probabilidade maior de definição da eleição já no primeiro turno, mas há o debate entre os presidenciáveis na noite desta quinta-feira na TV Globo, e isso pode provocar alterações nesses percentuais. Por menores que sejam, podem ser suficientes para levar a balança a pender de um lado para o outro.

Por isso, ao contrário do que imaginava duas semanas atrás, é impossível prever o resultado final da eleição com segurança antes da rodada final de pesquisas. Três sondagens devem ser divulgadas na véspera da eleição: do Ibope, Datafolha e Vox Populi. Talvez essas permitam um prognóstico. Mas dificilmente uma certeza.

Tags: , , , , , , , , ,

Comentários (6) | comente

Três pesquisas sobre a corrida presidencial foram concluídas nesta segunda-feira, com resultados sensivelmente diferentes. Na média das três, Dilma Rousseff (PT) tem 54% dos votos válidos, o que indica vitória ainda no primeiro turno. O cálculo leva em contas as pesquisas Ibope e Sensus (ambas deram 55% dos válidos para a petista) e a Datafolha divulgada ontem (outra será divulgada esta noite), que deu 51% dos válidos para Dilma.

Na média dos três institutos, Dilma tem 48% do total de votos, José Serra (PSDB) tem 27% e Marina Silva (PV) chega a 13%. A soma dos candidatos dos pequenos partidos dá 1%. Excluídos os votos nulos e brancos e os eleitores indecisos, Dilma tem, na média, 54% dos votos válidos, contra 30% de Serra, 14% de Marina e 1% dos nanicos.

Considerada a margem de erro de dois pontos porcentuais, Dilma teria, no mínimo, 52% e no máximo 56%, considerando-se a média das três pesquisas. Isso deveria ser suficiente para definir a eleição no primeiro turno, mas há outros fatores, que não são captados pelos institutos de pesquisa, que podem tornar a eleição mais apertada do que parece. É o chamado erro não-amostral.

Tradicionalmente, o candidato que lidera as pesquisas é mais penalizado pela abstenção e pelo erro do eleitor na hora de votar. Nesta eleição soma-se um terceiro fator, que, por inédito, ninguém sabe avaliar qual impacto terá: a necessidade de o eleitor apresentar dois documentos oficiais, o título de eleitor e outro documento com foto, para poder ir à urna. Esses três fatores juntos criam o que se poderia chamar de “zona de confusão”, que se soma à margem de erro.

No primeiro caso, parte de eleitorado do líder nas pesquisas considera seu candidato praticamente eleito e tem menos disposição de sair de casa para votar, o que aumenta mais a abstenção dos eleitores do favorito do que dos adversários. Esse fenômeno se intensifica quando o candidato tem mais votos entre idosos e analfabetos, que não estão obrigados a votar. Se chover, pior ainda.

O erro na hora de votar é mais comum para eleitores de baixa escolaridade, que podem se confundir com a esdrúxula ordem de votação (primeiro para deputado estadual, depois para federa, senador 1, senador 2, governador e presidente) ou por ignorar o número do candidato de sua preferência. Para ser líder, o candidato tem que ter necessariamente mais votos entre os menos escolarizados, daí correr mais risco de perder votos por erro do eleitor.

O terceiro fator que pode aumentar o erro não-amostral, a necessidade de dois documentos para o eleitor votar, dá um poder inédito para os mesários, que serão os responsáveis pela decisão de aceitar ou não os documentos apresentados pelo eleitor.

Um mesário com preferência partidária, pode, em tese, barrar eleitores que identifica como de oposição a seu candidato com base em discrepância nas assinaturas ou na foto (em caso de o documento ser velho). Mas esse é um fator inédito, que não se sabe se pode prejudicar um candidato mais do que outro.

Juntando-se todos os potenciais erros não-amostrais, pode-se, com base em eleições anteriores, projetar de um a dois pontos de incerteza além dos dois pontos da margem de erro. Na prática, um candidato com, por hipótese, 53% dos votos válidos, já estaria dentro dessa zona de confusão. Sua probabilidade maior é vencer no primeiro turno, mas não há certeza de vitória.

Tags: , , , , , , , ,

Comentários (8) | comente

Esta semana terá mais pesquisas sobre a corrida presidencial do que qualquer outra até agora. Além do tracking diário do Vox Populi, haverá pelo menos 6 sondagens, das quais 5 já foram registradas no TSE. As entrevistas da primeira, do Datafolha, serão feitas todas nesta segunda. O resultado deve ser divulgado na edição da Folha de S.Paulo de terça-feira.

Na quarta, véspera do debate dos presidenciáveis na TV Globo, devem ser divulgadas duas sondagens: Ibope/CNI e Datafolha/Globo. A coleta dos dados do Ibope termina nesta terça, e a do Datafolha, na própria quarta.

Na quinta, deve ser divulgada pesquisa CNT/Sensus, cuja coleta está prevista para terminar na terça-feira. Talvez a divulgação seja antecipada em um dia.

O Ibope já registrou pesquisa para ser divulgada na véspera da eleição. O campo deverá ser feito na sexta e no sábado, depois do debate dos presidenciáveis na TV Globo.

O Datafolha ainda não registrou a sua, mas certamente o fará, para divulgar também na véspera da eleição.

A única dúvida é se o Vox Populi registrará também pesquisa de véspera do pleito. O mais provável é que sim.

Além das presidenciais, estão previstas novas rodadas de pesquisas sobre sucessão estadual em quase todas as unidades da Federação, por Ibope, Datafolha e outros institutos.

Tags: , , , , , ,

1 Comentário | comente

Mal deu tempo de digerir os resultados da pesquisa Ibope/Rede Globo/Estado divulgada nesta sexta-feira, e uma nova rodada de sondagens está a caminho. O Sensus registrou pesquisa nacional sobre a corrida presidencial no dia 29. Está apto a divulgá-la a partir de quinta-feira, o que deve ser feito pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes), que contratou a sondagem.

O Ibope deve divulgar nova pesquisa nacional também na próxima semana. Se o registro for feito neste sábado, a publicação poderia ocorrer na sexta-feira.

Esse tende a ser o novo ritmo de divulgação de pesquisas sobre a eleição presidencial daqui para frente. Em duas semanas, os institutos devem voltar a campo para registrar qual a posição dos candidatos a presidente antes do início da propaganda eleitoral compulsória. E farão o mesmo após a veiculação de alguns programas, marcados para começar no dia 17 de agosto.

A frequência semanal de sondagens formará um quadro mais preciso das tendências da disputa presidencial. À medida que os candidatos forem se tornando mais conhecidos pelo efeito da propaganda, e as datas de campo das pesquisas se sobreponham, é provável que as diferenças percentuais entre os institutos diminuam. Quanto mais pesquisas, melhor.

Tags: , , , ,

Sem Comentários | comente

(texto publicado na edição impressa de O Estado de S.Paulo)

Na média móvel das pesquisas de intenção de voto as curvas de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) tendem a se encontrar após a inclusão das sondagens de Vox Populi e Sensus. Ambas as pesquisas apontaram empate técnico entre os pré-candidatos a presidente tucano e petista.

A diferença média entre os dois primeiros colocados caiu de 7 pontos em meados de abril para 2 pontos agora. Em abril, as pesquisas Ibope e Datafolha haviam apontado um pequeno aumento da vantagem de Serra. As sondagens foram feitas poucos dias após o lançamento da pré-candidatura tucana, que teve grande repercussão na mídia.

Agora, o fato novo foi a propaganda partidária do PT. Ela foi veiculada ao longo da semana passada e da anterior, o que pode explicar o crescimento de Dilma.

Screen shot 2010-05-17 at 23.05.36

Os spots petistas de 30 segundos foram ao ar no rádio e na TV nos dias 6, 8 e 11 deste mês. E o programa de 10 minutos foi transmitido na noite da última quinta-feira. Em todos eles, Dilma ocupou a maior parte do tempo. Na quinta, fez um jogral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se desdobrou em elogios à sua candidata e chegou a compará-la ao líder sul-africano Nelson Mandela.

Ainda hoje, 6 a cada 10 eleitores não sabem citar espontaneamente um presidenciável que esteja na disputa. Parte desse eleitorado é volúvel, e quando se defronta com um pesquisador que lhe apresenta uma questão sobre a qual ele não havia pensado, sua reação é responder o primeiro nome que lhe vem à cabeça. É o que os pesquisadores chamam de recall. É o que pode ter beneficiado Serra nas pesquisas feitas em abril, e que pode ter alavancado a intenção de voto em Dilma agora.

Nas próximas duas semanas será a vez do DEM veicular sua propaganda. Tudo indica que o partido, aliado do PSDB, deve emprestar sua propaganda no rádio e na TV para Serra. Se isso acontecer e o tucano voltar a se distanciar de Dilma nas pesquisas, será sinal de que o crescimento da petista foi apenas recall. Mas se Dilma continuar liderando, estará confirmada uma nova tendência na corrida presidencial.

Como sempre, o cálculo da média móvel das pesquisas levou em conta as três sondagens mais recentemente divulgadas. Entraram no cálculo a pesquisa Ibope cuja coleta de dados terminou no dia 19 de abril, e as pesquisas Vox Populi, concluída no quinta-feira passada, e a do Sensus, cujo último dia de campo foi na sexta-feira.

Tags: , , , , , , ,

Comentários (3) | comente

A pesquisa de intenção de voto para presidente da República do Vox Populi será divulgada no sábado à noite, no Jornal da Band e no portal iG, que, junto com os Diários Associados, formam o consórcio que contratou a pesquisa. Os pesquisadores foram a campo antes da veiculação da propaganda do PT em cadeia nacional de rádio e TV, nesta quinta-feira, e que teve Dilma Rousseff como atração principal.

No começo da próxima semana serão divulgadas as pesquisas sobre eleições estaduais feitas em dez Estados pelo Vox Populi.

O Sensus também foi a campo, entre segunda e sexta-feira, para pesquisar a intenção de voto para presidente, contratado pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes). Se a quantidade de entrevistas foi igual a cada dia de campo, apenas cerca de 20% da amostra da pesquisa Sensus terá sido feita após a veiculação da propaganda petista. A divulgação está prevista para o começo da próxima semana, talvez já na segunda-feira.

PS: a pesquisa Vox Populi pegará, entretanto, parte do eventual efeito dos spots de 30 segundos veiculados pelo PT ao longo desta semana em TVs e rádios, que foram monopolizados por Dilma.

Tags: , , ,

Comentários (4) | comente

(texto publicado na edição impressa do jornal Estado de S.Paulo)

Atualizada pela inclusão da mais recente pesquisa Ibope, a média móvel das pesquisas de intenção de voto mostra um pequeno crescimento da vantagem de José Serra (PSDB) sobre Dilma Rousseff (PT). A diferença média entre ambos, que chegou a ser de 4,1 pontos há duas semanas, é agora de 5,8 pontos.

Mais importante do que os valores é a trajetória das curvas de intenção de voto média de cada um dos pré-candidatos à Presidência da República. A inclusão da pesquisa Ibope confirmou uma mudança que havia sido iniciada pela pesquisa anterior, do Datafolha: as curvas de Serra e Dilma pararam de se aproximar e, lentamente, estão se distanciando.

Isso não significa necessariamente que a vantagem de Serra tende a aumentar. A média mostra o passado, não projeta o futuro. Mas indica que a transfusão da popularidade do presidente Lula para sua candidata será mais difícil do que muitos aliados da ex-ministra chegaram a supor quando ela começou a se aproximar do tucano.

Screen shot 2010-04-22 at 01.42.30

Duas das três pesquisas que integram o cálculo desta média móvel foram feitas após a festa de lançamento da pré-candidatura de Serra, o que pode ter influenciado o seu resultado.

Na parte de baixo do gráfico, vê-se que a intenção de voto de Ciro Gomes (PSB) continua em queda, com sua curva descendente se encontrando com a de Marina SIlva (PV), que vem no sentido contrário. Mantida essa tendência, a senadora pode vir a ultrapassar o deputado cearense.

Screen shot 2010-04-22 at 01.47.22

Como sempre, o cálculo desta média levou em conta as três pesquisas mais recentes divulgadas. No caso: Ibope (cujo campo terminou no dia 19 de abril), Datafolha (fim do campo no dia 16) e Sensus (9 de abril). Esta última havia dado um empate técnico entre Serra e Dilma, apontando uma tendência contraditória com dos outros dois instiitutos.

Essa é uma das vantagens da média das pesquisas: eliminar as oscilações bruscas dos percentuais entre os institutos. A média móvel das pesquisas eleitorais é uma técnica usada há anos nos EUA e na Europa para detectar tendências mais permanentes do eleitorado.

Tags: , , , , , , , , , ,

Comentários (8) | comente

(texto publicado na edição impressa do jornal Estado de S.Paulo)

Esqueça os números e se concentre na história que eles narram. Mesmo assim, as versões contadas pelos institutos são irreconciliáveis. As tendências apontadas pelo Datafolha não batem com as traçadas pelo Sensus, que não são iguais às de Vox Populi e Ibope. A cada semana muda o narrador e, com ele, os rumos da novela eleitoral.

Segundo o Datafolha, a intenção de voto estimulada em José Serra (PSDB) caiu no começo deste ano e voltou a subir desde então, voltando aos patamares de dezembro. Já de acordo com o Sensus, Serra nunca saiu do lugar e continua no mesmo patamar que tinha em novembro.

Vox Populi e Ibope contam, até agora, uma história parecida entre si, mas divergente das duas anteriores. Como o Datafolha, os dois institutos detectaram uma tendência declinante de Serra no começo deste ano, mas não apontaram, até agora, nenhum sinal de recuperação do tucano.

Sobre Dilma Rousseff (PT) os institutos tampouco concordam. Pelo Datafolha, ela cresceu rápido, mas bateu em um teto que a deixa distante de Serra. Para Sensus e Vox Populi, a tendência de crescimento de Dilma persiste e ela se aproxima cada vez mais do rival, se é que já não empatou com o tucano.

O único ponto em comum entre os institutos é a pesquisa espontânea: Serra e Dilma estão empatados tecnicamente. Mas muitos eleitores ainda respondem “Lula” ou “candidato de Lula”. Sinal de que a petista tende a crescer.

Na ausência de fatos que chamem a atenção da maioria do eleitorado para a sucessão, os narradores tomaram para si o protagonismo da novela eleitoral. Paralela à dos candidatos, disputam uma corrida dos institutos.

Tags: , , , , , ,

Comentários (15) | comente

Diretores dos quatro institutos que têm feito regularmente pesquisas nacionais de intenção de voto para divulgação se reuniram esta semana em São Paulo, na sede da Abep (Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa). O objetivo era aparar arestas surgidas após o congresso da associação, no mês passado, quando diferenças de opinião entre eles ficaram evidentes em um painel sobre pesquisas eleitorais, mas não chegaram a ser debatidas, por falta de tempo.

O novo encontro envolveu os mesmos diretores: Márcia Cavallari (Ibope), João Francisco Meira Filho (Vox Pupuli), Mauro Paulino (Datafolha) e Ricardo Guedes (Sensus). A discussão não diminuiu os atritos, ao contrário. Ficaram explícitas as divergências metodológicas entre dois pares de institutos, principalmente quanto à forma de montar os questionários das pesquisas de intenção de voto.

De um lado, Ibope e Datafolha. De outro, os mineiros, Vox Populi e Sensus. Meira e Guedes defenderam que incluir outras questões, como as de avaliação do governo, antes da bateria de perguntas sobre como o eleitor pretende votar não altera para mais ou para menos o percentual de intenção de voto dos candidatos. Cavallari e Paulino reafirmaram que a interferência influencia sim o resultado.

Os argumentos de lado a lado não foram suficientes para mudar as opiniões de um ou de outro. As diferenças metodológicas deverão continuar existindo. A julgar pelos resultados das rodadas mais recentes, isso significa que muito provavelmente o debate deve esquentar. O quanto, vai depender do resultado das próximas pesquisas Datafolha e Ibope, previstas para os próximos dias.

A disputa é potencializada na internet. A mesma polarização entre os institutos se verifica entre os militantes das campanhas de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Como os resultados de Sensus e Vox Populi têm sido mais favoráveis à petista, seus correligionários tendem a validar suas pesquisas e atacar Datafolha e Ibope. Enquanto os tucanos fazem o contrário.

Isso apaixona a discussão e afasta qualquer possibilidade de um debate que possa aclarar a questão. Saem de cena os argumentos técnicos e ganham força especulações sobre as supostas motivações de quem contratou as pesquisas.

Resta seguir procurando as tendências de longo prazo e calculando a média móvel das pesquisas mais recentes para aplainar as diferenças.

Tags: , , , , , ,

Comentários (37) | comente

Pesquisa Sensus feita na semana passada mostra José Serra (PSDB) e Dilma Roussef (PT) em empate técnico. Levando-se em conta apenas as pesquisas Sensus, o tucano ficou onde estava desde janeiro, com 33%, enquanto a petista oscilou de 28% para 32%. Segundo a Sensus, Ciro Gomes (PSB) e Marina Silva (PV) também estão empatados tecnicamente, com 10% e 8% das intenções de voto, respectivamente.

Sensus 2010-04-13 at 17.09.30

A pesquisa Sensus foi feita entre os dias 5 e 9 de abril, antes da festa de lançamento da pré-candidatura de Serra à Presidência, que aconteceu no sábado, em Brasília. A pesquisa foi feita por encomenda do Sintrapav, sindicato ligado à Força Sindical. A margem de erro máxima divulgada é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O Sensus divulga seus resultados com uma casa decimal. Este blog, como de hábito, arredondou o resultados, pois as casas decimais sugerem uma precisão que nenhuma pesquisa de intenção de voto tem.

No seu questionário, o Sensus, como sempre, incluiu a pergunta de avaliação do governo federal antes da pergunta de intenção de voto, bem como a pergunta de preferência partidária. Outra diferença metodológica em relação aos outros institutos é que o cartão do Sensus inclui o partido do candidato.

Essas particularidades do questionário do Sensus ajudam a explicar diferenças em relação aos resultados de outros institutos. Segundo o Sensus, Serra nunca teve mais do que 33% nem menos de 32%. Pelo Vox Populi, por exemplo, o tucano chegou a ter 40% e nunca caiu abaixo de 34%.

Mas as diferenças metodológicas não são suficientes para explicar divergências mais dramáticas, como a intenção de voto dos dois principais candidatos na região Sul. Pesquisa Datafolha concluída no dia 26 de março apontou grande vantagem do tucano sobre Dilma na soma de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná: 48% a 20%. Já o Sensus concluído duas semanas depois dá vantagem da petista: 40% a 33% nos mesmos Estados.

Não houve nenhum evento tão dramático nesse período que explicasse uma reviravolta dessa monta. E as diferenças estão muito além da margem de erro (que, no caso, está em torno de 4 pontos percentuais). Um dos institutos deve ter errado.

Tags: , , , , , , ,

Comentários (11) | comente

É precipitado fazer análises supostamente definitivas sobre uma eleição que ainda não está entre as preocupações de mais de dois terços do eleitorado. Mais arriscado ainda é tentar prever o seu resultado. Mas, em se tratando de pesquisas eleitorais, essas são duas tentações às quais políticos, jornalistas, eleitores e até mesmo diretores de institutos de pesquisa sucumbem com frequência. É compreensível, porém.

Para uma grande parte das pessoas, a eleição envolve paixão, torcida, comprometimento com um dos lados. E, para algumas poucas, uma fonte de renda. Quando as emoções estão envolvidas, é difícil raciocinar friamente sobre os fatos. Uma mesma curva num gráfico pode significar uma coisa para um serrista e o oposto para um dilmista.

Além disso, uma das funções básicas do nosso cérebro é tentar antecipar riscos para aumentar nossa chance de sobrevivência. Tentar prever quem vai ganhar uma eleição pode ser visto como um desvio moderno dessa função.

Assim, talvez o melhor seja apresentar o maior número possível de cenários e deixar ao leitor escolher o que mais lhe convém. Seguem, abaixo, vários tipos de gráficos sobre a eleição presidencial. Embora expressem o mesmo fenômeno, suas feições não são idênticas. Escolha o seu.

Screen shot 2010-04-06 at 15.17.35

Screen shot 2010-04-06 at 15.18.03

Acima, os gráficos com os resultados, isolados, de cada instituto. Repare que os períodos pesquisados variam de instituto para instituto (as datas indicam o último dia de campo de cada pesquisa). Abaixo, dois gráficos que consolidam os resultados dos quatro institutos, de maneiras diferentes. Por fim, o gráfico das médias móveis das três pesquisas divulgadas mais recentemente.

Screen shot 2010-04-06 at 16.29.23

Screen shot 2010-04-03 at 22.28.58

clique na imagem para ampliar

clique na imagem para ampliar

Tags: , , , , , ,

Comentários (49) | comente

Arquivo

Blogs do Estadão