José Roberto de Toledo - Estadao.com.br
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06.novembro.2011 21:34:59

Percepção e realidade

O ser humano é especialmente mal equipado quando se trata de calcular riscos. Ele tende a exagerar tudo o que parece comprometer sua segurança pessoal. Afinal, segunda vida só existe em videogame. Por isso, levanta muros, instala câmeras de segurança, prefere carros com airbag e compra armas, muitas armas.

Talvez seja a consequência de um processo de seleção natural: os precavidos foram bem sucedidos na sobrevivência e se reproduziram mais do que os espécimes com especial gosto por se arriscarem. Há 7 bilhões de razões a confirmar essa hipótese. Até por serem minoria, os valentes são motivo de admiração, tema de filme e objeto de homenagens póstumas.

Mas esse defeito de fabricação também leva o ser humano a minimizar perigos reais e a maximizar outros riscos nem tão prováveis assim. O fenômeno é especialmente complicado quando envolve a opinião pública. Dependendo de sua repercussão, um fato isolado pode desencadear um comportamento de manada que beira a histeria coletiva.

Desde a metade dos anos 90, os Estados Unidos vêm experimentando uma queda rápida e consistente na taxa de crimes violentos. A despeito dos filmes policiais de Hollywood, a percepção dos norte-americanos sobre o tema acompanhava o ritmo de queda das estatísticas criminais.

De 1992 até 2001, o porcentual daqueles que diziam que estavam acontecendo mais crimes violentos do que no ano anterior despencou de 89% para 43% da população, segundo o Gallup. Os EUA estavam ficando mais seguros e seus habitantes percebiam isso. Aí veio o 11/9.

Após os atentados terroristas, a sensação de insegurança dos norte-americanos se espalhou como gripe. E reverteu a percepção da opinião pública sobre a criminalidade no país. A partir de 2002, a cada ano mais norte-americanos começaram a dizer que os crimes violentos haviam aumentado em comparação ao ano anterior. Em 2010, essa parcela chegou a 74% da população. Ao mesmo tempo, a taxa de criminalidade violenta caiu quase pela metade.

A esse crescimento irracional de 72% na percepção da violência pelos norte-americanos, completamente desvinculado dos fatos, se pode chamar de medo genérico. Ele molda a opinião pública dos EUA não apenas na percepção da violência, mas nas consequências dessa mudança de atitude.

Entre os atentados terroristas de 11 de setembro e este ano, aumentou de 39% para 53% o porcentual dos norte-americanos que se dizem contra uma lei que proíba a venda e posse de armas semi-automáticas conhecidas como fuzis de assalto -aqueles usados por franco-atiradores malucos. A fatia dos contrários à proibição chega a 73% quando se trata da posse de armas de mão, como revólveres e pistolas. Ou seja, os fabricantes de armas lucram com o medo.

Como se vê, a realidade e sua percepção são coisas distintas. Vivem uma relação de amor e ódio, alternando momentos de união com grandes hiatos de separação. E é mais fácil dissociar uma da outra quando o assunto é segurança.

Quem já passou pela experiência sabe que a percepção individual de risco aumenta enormemente após um assalto. A sensação de perigo iminente nos dias posteriores ao trauma pode ser avassaladora. Uma notícia de grande impacto, ou uma sucessão delas, tem o efeito de um assalto sobre a opinião pública. Pode mudá-la profundamente.

À época da eleição de governador, a percepção era que, com as UPPs (a polícia dita pacificadora), o estado havia retomado o controle de porções do território do Rio de Janeiro antes dominadas pela criminalidade. A imagem simbólica dessa percepção foi a cena de dezenas de traficantes em fuga durante operação policial-militar no final de 2010. As estatísticas policias apontando queda dos homicídios complementaram essa percepção.

Desde então, uma juíza que punia com rigor o crime organizado no Rio de Janeiro foi assassinada por uma quadrilha de policiais, um deputado estadual ameaçado de morte dezenas de vezes anunciou que iria deixar o país e mais um jornalista foi morto enquanto retratava a violência do narcotráfico numa favela carioca.

Publicou-se também que as estatísticas policiais escondiam centenas de mortes violentas na rubrica “intenção indeterminada”, na qual cadáveres com múltiplas perfurações a bala não eram classificados como vítima de homicídio porque não se podia descartar a possibilidade de a pessoa ter se suicidado.

Na política, a percepção é a realidade. Se um político parece honesto e competente, aumentam suas chances de se eleger -independentemente de ele ser de fato honesto e competente. Mas, às vezes, a percepção se reconcilia com a realidade. Difícil é o casamento ocorrer em ano eleitoral.

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Nova Ipixuna, onde foi assassinado o casal de líderes conservacionistas na semana passada, fica no coração do “polígono da violência”, região que se tornou a mais perigosa do Brasil nos últimos anos. Em nenhum outro lugar do País tantos municípios vizinhos compartilham um número tão grande de homicídios proporcionalmente à sua população.

São 13 municípios contíguos no sudeste do Pará (mais Tailândia, um pouco ao norte). Dividem fronteiras e taxas de assassinato superiores a 60 por 100 mil habitantes, na média de 2007 a 2009. O limite de 60 habitantes mortos intencionalmente a cada grupo de 100 mil é simbólico: é a mais alta taxa do planeta e também do Brasil se considerarmos países e estados.

O “polígono da violência” chegou a 91 homicídios por 100 mil moradores em 2009. Se fosse um estado, seria 50% mais sangrento do que Alagoas, o atual campeão. Se fosse um país, bateria Honduras e se consagraria como o mais violento do mundo.

Com 84 mil quilômetros quadrados, o polígono tem área equivalente à da Áustria. Uma das grandes diferenças é a densidade populacional, 10 vezes maior no país europeu. Outra é o número total de homicídios, 20 vezes maior nessa região do Pará.

José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo eram líderes extrativistas, como Chico Mendes. Em vez de sulcar seringueiras, coletavam castanhas. Como Chico Mendes, defendiam a floresta amazônica da devastação e estavam marcados para morrer. Como Chico Mendes, Zé Claudio cansou de falar das ameaças. Não adiantaram os avisos: as profecias se cumpriram, com 22 anos de intervalo.

O casal de preservacionistas foi tragado por uma espiral de violência que vem se agravando a cada ano na região, sem que nenhuma ação oficial tenha conseguido impedir seu crescimento. A taxa de homicídio no polígono pulou de 53/100 mil em 2002 para 67/100 mil em 2005, 73/100 mil em 2007 e 91/100 mil em 2009.

Nesses oito anos, 4.601 pessoas foram mortas nos 14 municípios do “polígono da violência”. O maior número ocorreu em Marabá, a capital do proposto estado de Carajás e maior cidade da região: 1.408 assassinatos de 2002 a 2009. É também um dos locais mais perigosos, com 133 homicídios por 100 mil habitantes em 2009.

Zé Cláudio era o porta-voz, e sua mulher, a fotógrafa. Juntos, documentavam e denunciavam o corte ilegal de madeira no entorno da reserva onde exploravam a castanha-do-Pará. Denunciavam por consciência e por necessidade: a castanheira é uma das maiores árvores da floresta, pode chegar a 50 metros de altura, com tronco de até 5 metros de diâmetro. Vive mais de 1 mil anos, se um madeireiro não a encontrar antes.

O mapa do desmatamento do Ministério do Meio Ambiente revela o estrago provocado pelas moto-serras no polígono (este aqui, da Imazon, também). A maior parte da mata foi substituída por pastos e umas poucas plantações. As raras manchas de floresta são áreas indígenas. Só na zona urbana de Nova Ipixuna contam-se seis serrarias, cercadas por centenas de pilhas de toras, grandes o suficiente de serem visíveis em imagens de satélite.

Com a mata desaparecendo, aumentam os conflitos entre extrativistas, madeireiros e carvoarias. Cada um, a seu modo, tenta aproveitar o pouco de floresta que restou. Uns coletam, outros derrubam.

A riqueza da região, porém, tem outras fontes. Maior jazida de ferro em exploração no mundo, o complexo de Carajás fica em Paraupebas, segundo maior município do polígono. O terceiro, Paragominas, vive da mineração e pecuária. E o quarto, Tucuruí, é a sede da maior hidrelétrica do norte do País. Todos ricos e perigosos.

O fato de cinco municípios do “polígono da violência” ficarem às margens do lago de Tucuruí levanta preocupação sobre o impacto que novas hidrelétricas, como Belo Monte, podem provocar na violência crescente na Amazônia.

As taxas recorde de homicídio no sudeste do Pará contrastam com o pequeno número de assassinatos nos municípios paraenses mais antigos, situados ao longo do rio Amazonas. A violência é muito maior nas áreas de ocupação recente, principalmente ao longo de rodovias como a Transamazônica e a PA-150, que permitiram a chegada de milhares de migrantes para garimpo, mineração ou corte de madeira.

É nas novas fronteiras econômicas ou nas zonas onde o modelo de exploração da madeira/garimpo está perto do esgotamento que as taxas de homicídio explodem. O fenômeno se repete no norte e oeste de Mato Grosso, em municípios como Apiacás e Colniza, e em Rondônia, em locais como Ariquemes e Buritis.

Em Rondônia, outro líder rural foi assassinado na semana passada. Adelino Ramos, sobrevivente do massacre de Corumbiara, foi morto a tiros num distrito longínquo da capital Porto Velho. No sábado, foi encontrado o corpo do agriculutor Eremilton Pereira dos Santos, a 7 quilômetros de onde Zé Claudio e Maria do Espírito Santo foram mortos, também em Nova Ipixuna.

Sem uma política nacional de segurança específica para essas regiões, a epidemia de assassinatos só tende a se agravar, e o polígono da violência, a se expandir e se multiplicar pelo interior do Brasil.

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Os dados sobre mortes e população foram extraídos do Sistema de Informações de Mortalidade, do Ministério da Saúde, tabulados e mapeados com ajuda dos programas TabWin e TabNet. As informações são públicas e podem ser checadas no site do Datasus.

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A campanha do desarmamento teve seu auge em 2003. Note que, desde então, o número de assassinatos de crianças e adolescentes na cidade de São Paulo despencou. A queda das mortes por arma de fogo na população de 5 a 14 anos foi de 48 homicídios em 2001 para 25 em 2004, 14 em 2005 e 7 no ano passado. Coincidência? Difícil de acreditar que a reversão de uma tendência histórica não tenha a ver com a redução das armas em circulação na cidade.

(clique na imagem para ampliar)

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Antes de tirar conclusões precipitadas sobre as razões da tragédia na escola de Realengo (RJ), muitas questões precisam ser respondidas. Talvez algumas delas já tenham sido quando você ler este questionário:

1) Quais as armas usadas pelo atirador? Dois revólveres calibre 38? Quais suas marcas?

Isso é importante para saber se são importadas ou, como a maioria das em uso no Brasil, fabricadas no próprio País. Se forem da Taurus ou da Rossi, podem jogar no lixo a culpabilidade pela falta de fiscalização das fronteiras. Se forem importadas, a questão é saber se entraram legalmente ou ilegalmente.

2) Onde o atirador comprou suas armas? Tinha porte de arma?

No debate sobre desarmamento que este caso vai despertar, é fundamental saber se as armas eram legais ou não.

3) Se tiverem sido adquiridas legalmente, inclusive o municiador rápido que ele parecia usar, como ele conseguiu autorização para comprá-las? Quão fácil é comprar esses equipamentos em uma loja ou nas ruas?

4) Quantos tiros o assassino disparou dentro da escola?

Pela quantidade de vítimas e pelo número de tiros que os feridos receberam, o atirador parece ter disparado mais de 25 vezes. Se cada revólver tinha capacidade para seis balas, significa que recarregou as armas mais de uma vez cada uma. Alguém tentou desarmá-lo antes da chegada dos policiais?

5) Quanto tempo demorou entre o início da matança e chegada do sargento que o conteve?

6) A chegada da polícia foi casual, com o sargento sendo alertado por um dos feridos que conseguiu chegar à rua, ou a direção da escola também chamou a polícia?

7) Há alguma conduta de segurança pré-estabelecida nas escolas do Rio e do Brasil para casos de invasão? Há algum procedimento que deve ser seguido? Em caso positivo, foi?

8 ) É uma hora propícia para vendedores de equipamentos de segurança venderem seu peixe. Por isso, quão eficiente e custoso seria instalar detectores de metal na entrada de todas as escolas públicas do País?

9) Há estudos que provam ter diminuído as ocorrências criminais nas escolas dos EUA onde foram instalados detectores de metais?

10) A polícia já encontrou e começou a periciar o computador pessoal do atirador? Encontrou algo de revelador nele? Se ele não tinha computador, sabe-se se frequentava alguma lan-house?

11) Ele participava de alguma rede social? Quem eram seus “amigos” e “seguidores”?

12) É correto tachar o atirador de islâmico ou muçulmano?

É fundamental reconhecer que ele era antes de mais nada uma pessoa confusa, para dizer o mínimo, e que na sua carta-testamento ele escreve literalmente: “(…) que jesus me desperte do sono da morte para a vida”. Muçulmanos não citam Jesus, mas Alá.

13) Obviamente o assassinato em massa foi planejado com muita antecedência: ele comprou as armas, os carregadores rápidos, escreveu a(s) carta(s) testamento. Em alguma fase dessa preparação teria sido possível que alguém desconfiasse de suas intenções? O crime poderia, assim, ter sido evitado? Ou, por ser recluso, não deu pistas a ninguém?

14) Retomar a campanha de desarmamento, que fez cair drasticamente os assassinatos no Brasil entre 2003 e 2005, pode ajudar a evitar que casos como esse se repitam?

15) Nos EUA, onde se tornaram comuns, casos assim costumam estimular outros potenciais atiradores a “sair do armário” e copiar o assassino de Realengo?


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Com a OTAN bombardeando tanques e blindados do exército líbio, os rebeldes têm mais chances de chegar perto de Muamar Kadafi. Dependendo da distância, eles vão se defrontar com um pelotão único no mundo: 40 jovens mulheres treinadas para matar ou morrer pelo ditador.

Em 1979, Kadafi montou uma academia militar só para mulheres. Dizia ser uma homenagem à mãe dele. As turmas de 100 jovens são treinadas por três anos em técnicas tão diversas quanto lutas marciais, pilotagem de caças supersônicos e operação de lança-foguetes.

As melhores alunas são destacadas para a guarda pessoal de Kadafi, em regime de dedicação exclusiva. Elas são proibidas de casar e até de ter relações sexuais.

Chefes de estado que visitaram a Líbia já se surpreenderam com a imagem de um batalhão de jovens em roupas camufladas, salto alto, maquiagem e metralhadora na mão. Alguns ficaram mais entusiasmados do que outros.

Embora pareça apenas propaganda, as assassinas de batom, como a imprensa ocidental batizou o grupo, demonstraram mais lealdade a Kadafi do que muitos dos seus diplomatas e até alguns parentes, que já se bandearam para a oposição. Em 1998, uma delas, chamada Aisha se jogou na frente de uma saraivada de balas destinadas ao ditador. Aisha morreu e outras duas guarda-costas ficaram feridas, mas Kadafi, graças à devoção e coragem delas, saiu ileso.

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Mesmo que a participação das forças federais tenha sido acessória na ocupação do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula Silva lucrou com a ação. O recorde de sua popularidade alcançado na pesquisa CNI/Ibope está conectado à imagem de sucesso projetada pela operação.

Os que acham o governo ótimo ou bom chegaram a 80% da população em dezembro. É o porcentual mais alto da série. A variação positiva em comparação à pesquisa anterior foi dentro da margem de erro, três pontos porcentuais, mas a marca tem valor histórico, pois será a nota final de Lula.

Embora a diminuição da pobreza e do desemprego sejam as duas maiores virtudes da atual administração federal na opinião dos brasileiros, foi na segurança pública que a avaliação do governo mais evoluiu desde setembro.

A aprovação à atuação federal nessa área subiu nove pontos. Chegou a 49% e, mesmo que tecnicamente empatada com a desaprovação (46%), é simbólico que pela primeira vez o número da taxa positiva esteja à frente do da negativa.

Alguma dúvida de que isso tem a ver com a imagem de traficantes fugindo de morros cariocas e de blindados da Marinha passando por cima de carros? Nada menos do que 1 em cada 3 brasileiros citou espontaneamente a ação das Forças Armadas no Rio como o fato recente ligado ao governo de que mais lembravam.

Os 32% de citações da ocupação do complexo do Alemão se tornam ainda maiores se levarmos em conta que 31% dos brasileiros não souberam responder. Ou seja, praticamente metade dos que disseram alguma coisa se referiram à ação policial/militar.

Essas respostas superaram na proporção de 3 para 1 as citações ao noticiário sobre a formação do novo governo, o segundo fato mais lembrado (11%), junto com os problemas relacionados às provas do ENEM (10%).

Esse é o tamanho do desafio de Dilma Rousseff (PT). A eleita sucede o presidente mais bem avaliado da história do Brasil no ápice de sua popularidade. E nada menos do que três quartos dos brasileiros esperam que ela faça pelo menos igual (58%) ou melhor (18%).

Raros são os presidentes que conseguem chegar ao final do seu governo, especialmente de um segundo mandato, no seu patamar mais alto de aprovação. Em geral, isso ocorre no princípio da administração, antes do acúmulo de desgastes ao longo do exercício do poder.

Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, alcançou seu pico de popularidade em meados de 1997, quando conseguiu aprovar a emenda da reeleição no Congresso. Daí para frente sua avaliação tendeu a piorar.

Lula se beneficiou da aceleração da economia, que aumenta o otimismo da população. É esperado que as pessoas creditem ao menos parte da melhoria de sua condição de vida ao governante de plantão. Não é à toa que o petista chega a seu ápice junto com taxas recordes de crescimento do PIB, como os 8,1% projetados para 2010 pelo IBGE.

A relação de Dilma com a opinião pública nos próximos quatro anos estará diretamente vinculada ao desempenho da economia, ao nível de renda, de emprego e, principalmente, ao consumo da população. Foi o que a elegeu. Pode ser sua consagração ou seu fracasso.

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