Na média das cinco pesquisas feitas após o anúncio da morte de Bin Laden, o presidente norte-americano tem 10 pontos de saldo positivo: 52% aprovam e 42% desaprovam o governo de Barack Obama. É o melhor resultado dele desde novembro de 2009.
O salto da popularidade de Obama está vinculado exclusivamente às ações contra o terrorismo e à política externa. Quanto à condução da economia, a maioria absoluta (55%) ainda desaprova a gestão do democrata.

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Dilma Rousseff (PT) chega ao dia da eleição com 56% dos votos válidos, na média móvel das pesquisas divulgadas neste sábado. José Serra (PSDB) tem 44%. Se os votos válidos forem em igual quantidade aos do primeiro turno, a petista deve vencer o tucano por 12 milhões de votos de diferença.
A média leva em conta as seguintes pesquisas:
Ibope – Dilma 56% X 44% Serra
Datafolha – Dilma 55% X 45% Serra
Sensus – Dilma 57% X 43% Serra
Vox Populi – 57% X 43% Serra
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Incluídas as sondagens concluídas nesta quinta-feira por Ibope e Datafolha, a média das pesquisas permaneceu em 57% a 43% para DIlma Rousseff (PT) sobre José Serra (PSDB), nos votos válidos. Estão também computadas nessa média os levantamentos do Datafolha concluído na terça-feira, e o do Sensus, fechado na segunda.
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Dilma chegou ao seu teto nesta eleição. Os 57% de votos válidos foram seu limite no primeiro turno e a partir de onde começou a cair. Na medida em que os indecisos se definirem, a vantagem da petista pode diminuir um pouco.
A dois dias da eleição, entretanto, apenas um fato novo de grande repercussão provocaria uma queda abrupta o suficiente para ameaçar a liderança de Dilma.
Vale notar que as diferenças entre os institutos estão todas dentro da margem de erro. No caso de Serra, ele tem entre 41% (Sensus) e 44% (Datafolha). Como a margem é de 2 pontos para ambas as sondagens, há um intervalo comum entre 42% e 43% dos votos válidos.
No caso de Dilma, ela tem entre 56% (Datafolha) e 59% (Sensus). Aplica-se a mesma regra, e encontra-se um intervalo comum de 57% a 58% dos votos válidos.
O gráfico acima, com as buscas mais comuns no Google por palavras associadas aos nomes dos candidatos, mostra que os picos negativos de termos associados a Serra, como “aborto” e “bolinha de papel”, já esgotaram seu ciclo.
Já as buscas por associações negativas com Dilma (“aborto”, “terrorista” e “nem cristo”) ainda mostram resíduos, mas não nos mesmos níveis do final do primeiro turno, quando ela caiu na reta final e perdeu a maioria absoluta de votos válidos.
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Na média dos quatro levantamentos mais recentes, Dilma Rousseff (PT) abriu 12 pontos de vantagem sobre José Serra (PSDB). Ela tem agora 56% dos votos válidos, contra 44% do tucano. A diferença aumentou dois pontos com a entrada no cálculo da pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira. As demais pesquisas dá média são do Ibope, Vox Populi e outra do Datafolha.
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A média mostra uma tendência oposta à do final do primeiro turno, quando Dilma estava em queda e Marina Silva (PV) crescia, graças principalmente ao voto religioso. Desta vez, a petista tem sustentado a diferença a despeito de episódios recentes como o “bolinhagate”, o debate da TV Record e o depoimento de Erenice Guerra na Polícia Federal.
Superada a drenagem de votos de evangélicos e católicos por causa da questão do aborto, o mote principal da eleição voltou a ser o debate entre continuidade e mudança. Como a economia acelera e o consumo está em alta, Dilma se beneficia da aprovação do governo.
O gráfico abaixo ilustra quais temas influenciaram a campanha eleitoral em setembro e outubro. As curvas indicam a proporção de buscas feitas no Google por alguns binômios envolvendo os dois candidatos e demostram os interesses principais dos internautas. A linha verde (Dilma + Serra) serve de referência, porque mostra as buscas pelos nomes de ambos.
Percebe-se que Dilma teve dois picos que se estenderam por vários dias na reta final do primeiro turno. O primeiro (Dilma + Cristo) está relacionado a frase atribuída à petista: “Nem Cristo me tira essa vitória”. O segundo (Dilma + aborto) se deveu à divulgação viral de vídeos mostrando contradição de Dilma quanto à mudança da legislação que proíbe o aborto.
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O primeiro pico (linha laranja) coincide com o início da queda de Dilma no primeiro turno, e o segundo (vermelha), com a acentuação dessa queda.
Os picos de buscas envolvendo o nome do tucano foram no segundo turno. O primeiro (Serra + aborto), em azul claro, está relacionado ao boato, depois transformado em reportagem, de que sua mulher teria feito um aborto quando estavam exilados nos EUA. Esse pico coincide com o aumento da vantagem de Dilma no segundo turno.
O segundo pico (em azul escuro) foi motivado pelo confronto envolvendo Serra e petistas no Rio, durante o qual o tucano foi atingido primeiro por uma bolinha de papel e depois por outro objeto do qual não se tem imagens. O candidato foi parar no hospital e foi ironizado por Lula.
O caso virou hit na internet e, apesar de ele ser a vítima, parece ter mais atrapalhado do que ajudado o tucano. Ele oscilou dois pontos para baixo nesta mais recente pesquisa Datafolha nos votos totais, de 40% para 38%.
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A pesquisa Vox Populi concluída no domingo mostra Dilma Rousseff (PT) com 57% dos votos válidos, contra 43% de José Serra (PSDB). É o mesmo placar da pesquisa anterior do instituto, feita uma semana antes. O resultado não alterou a média dos 4 institutos, que continua dando 10 pontos de dianteira para a petista: 55% a 45%.
No total de votos, a diferença de Dilma para Serra passou de 12 para 11 pontos. Ela oscilou de 51% para 49%, enquanto o tucano foi de 39% para 38%. Os pontos que estão faltando aparecem no aumento dos indecisos, de 4% para 7%. Na falta de melhores notícias, esse pode ser um alento para a campanha tucana.
Se os números estiverem corretos, pode ser sinal de que a troca de chumbo entre Dilma e Serra esteja aumentando o contingente de indecisos, que, em tese, poderiam migrar para o tucano na urna. Mas uma pesquisa é insuficiente para saber se isso é uma tendência ou uma variação numérica sem significado.
O Datafolha, nesta terça-feira, poderá confirmar ou não esse movimento marginal do eleitorado. Na quarta sai pesquisa do Sensus, e na quinta, do Ibope. Aí, sim, teremos um quadro mais preciso dos movimentos de última hora dos eleitores antes do debate da Globo, marcado para sexta-feira.
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Na média das pesquisas, Dilma Rousseff (PT) tem 55% dos votos válidos contra 45% de José Serra (PSDB). Na margem, a vantagem média da petista aumentou de oito para dez pontos.
O cálculo da média móvel considera sempre as quatro pesquisas divulgadas mais recentemente. No caso, compõem a nova conta as sondagens do Datafolha (15/10), do Vox Populi (18/10), do Sensus (19/10) e do Ibope (20/10).
Mais importante do que os números, são as tendências. Segundo Sensus e Datafolha, a distância entre Dilma e Serra estabilizou. Para Vox Populi e Ibope, a distância entre os dois candidatos aumentou esta semana.
Na média dos quatro institutos, há uma leva tendência de aumento da distância da petista sobre o tucano. A 10 dias da votação, a vantagem de Dilma é muito semelhante à que ela tinha na mesma época no 1º turno. A diferença é que naquela vez ela estava em queda e agora, em leve ascensão.
Na média das pesquisas, Dilma Rousseff (PT) tem 53% dos votos válidos, contra 47% de José Serra (PSDB). Estão muito perto de um empate técnico, mas a petista ainda leva uma pequena vantagem e teria mais chances de vencer se a eleição fosse hoje.
No total de votos, que inclui os indecisos e os eleitores que pretendem anular ou votar em branco, Dilma tem 48% e Serra fica com 42%. Em ambos os casos, os resultados apontam uma disputa muito acirrada neste segundo turno, mais do que foi em 2006.
O cálculo da média é feito levando-se em conta as últimas pesquisas divulgadas: Datafolha (cujo levantamento de campo terminou no dia 8/10), Vox Populi (11/10), Ibope e Sensus (ambas finalizadas em 13/10).
Mesmo quando se exclui do cálculo a pesquisa Datafolha, que foi feita antes das demais e não captou eventuais efeitos do debate da Band e do reinício da propaganda eleitoral na TV, o resultado é o mesmo: 53% a 47% para Dilma, nos votos válidos, e 48% a 42% no total.
Quando se compara os resultados dos quatro institutos, nota-se que pesquisas de Datafolha e Vox Populi são ligeiramente diferentes das mais recentes, de Ibope e Sensus. Estes apontam uma distância mais estreita entre Dilma e Serra.
Pode ser que Ibope e Sensus estejam indicando um acirramento da disputa, ou que a diferença dos resultados seja apenas aleatória. Só uma nova rodada de pesquisas pode confirmar se a tendência de queda de Dilma detectada no primeiro turno persiste ou não.
Não há dados suficientes para se traçar um gráfico evolutivo das intenções de voto dos dois presidenciáveis neste segundo turno levando-se em conta a média das pesquisas.
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Foram quatro pesquisas presidenciais concluídas esta semana: duas do Datafolha, uma do Ibope e outra do Sensus. A média das quatro aponta Dilma Rousseff (PT) com 53% dos votos válidos. Descontada a margem de erro, de 2 pontos porcentuais, a petista chegaria no mínimo a 51%, o que lhe daria a vitória no primeiro turno.
Embora essa seja a maior probabilidade, não se pode afastar totalmente a chance de um segundo turno. A curva dos votos válidos da petista mostra uma tendência de queda, que parece ter parado, segundo Ibope e Datafolha. Mas uma gafe de Dilma no debate desta noite na TV Globo poderia retomar essa tendência.
Por outro lado, a média é uma composição de duas pesquisas que deram 55% de válidos para Dilma (Ibope e Sensus), com as duas do Datafolha que deram percentuais mais baixos: 51% e 52%. E a mais recente do Datafolha dá mais votos à petista do que a anterior.
Se incluíssemos, a título de exercício, o resultado mais recente do tracking do Vox Populi no cálculo (esse tipo de pesquisa já é, em si, uma média móvel, por isso fica de fora), a média, agora com cinco sondagens, levaria Dilma a 54% dos votos válidos, aumentando sua chance de vitória no primeiro turno.
As margens, todavia, são apertadas. Um pequeno incidente nesta reta final -como chuva no dia da eleição (aumenta a abstenção) ou um índice de erro do eleitor na hora de votar maior do que o habitual- pode influenciar o resultado e fazer a diferença entre uma definição já ou a necessidade de segundo turno.
Segundo o Sensus, um percentual maior de eleitores de Dilma (4,5%) diz que não vai comparecer para votar em 3 de outubro do que de José Serra (1,5%), por exemplo. Todos esses fatores não são computados nas pesquisas. Juntos, criam uma zona de confusão em torno da linha de 50% dos votos válidos que aumenta o grau de incerteza sobre a eleição.
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Três pesquisas sobre a corrida presidencial foram concluídas nesta segunda-feira, com resultados sensivelmente diferentes. Na média das três, Dilma Rousseff (PT) tem 54% dos votos válidos, o que indica vitória ainda no primeiro turno. O cálculo leva em contas as pesquisas Ibope e Sensus (ambas deram 55% dos válidos para a petista) e a Datafolha divulgada ontem (outra será divulgada esta noite), que deu 51% dos válidos para Dilma.
Na média dos três institutos, Dilma tem 48% do total de votos, José Serra (PSDB) tem 27% e Marina Silva (PV) chega a 13%. A soma dos candidatos dos pequenos partidos dá 1%. Excluídos os votos nulos e brancos e os eleitores indecisos, Dilma tem, na média, 54% dos votos válidos, contra 30% de Serra, 14% de Marina e 1% dos nanicos.
Considerada a margem de erro de dois pontos porcentuais, Dilma teria, no mínimo, 52% e no máximo 56%, considerando-se a média das três pesquisas. Isso deveria ser suficiente para definir a eleição no primeiro turno, mas há outros fatores, que não são captados pelos institutos de pesquisa, que podem tornar a eleição mais apertada do que parece. É o chamado erro não-amostral.
Tradicionalmente, o candidato que lidera as pesquisas é mais penalizado pela abstenção e pelo erro do eleitor na hora de votar. Nesta eleição soma-se um terceiro fator, que, por inédito, ninguém sabe avaliar qual impacto terá: a necessidade de o eleitor apresentar dois documentos oficiais, o título de eleitor e outro documento com foto, para poder ir à urna. Esses três fatores juntos criam o que se poderia chamar de “zona de confusão”, que se soma à margem de erro.
No primeiro caso, parte de eleitorado do líder nas pesquisas considera seu candidato praticamente eleito e tem menos disposição de sair de casa para votar, o que aumenta mais a abstenção dos eleitores do favorito do que dos adversários. Esse fenômeno se intensifica quando o candidato tem mais votos entre idosos e analfabetos, que não estão obrigados a votar. Se chover, pior ainda.
O erro na hora de votar é mais comum para eleitores de baixa escolaridade, que podem se confundir com a esdrúxula ordem de votação (primeiro para deputado estadual, depois para federa, senador 1, senador 2, governador e presidente) ou por ignorar o número do candidato de sua preferência. Para ser líder, o candidato tem que ter necessariamente mais votos entre os menos escolarizados, daí correr mais risco de perder votos por erro do eleitor.
O terceiro fator que pode aumentar o erro não-amostral, a necessidade de dois documentos para o eleitor votar, dá um poder inédito para os mesários, que serão os responsáveis pela decisão de aceitar ou não os documentos apresentados pelo eleitor.
Um mesário com preferência partidária, pode, em tese, barrar eleitores que identifica como de oposição a seu candidato com base em discrepância nas assinaturas ou na foto (em caso de o documento ser velho). Mas esse é um fator inédito, que não se sabe se pode prejudicar um candidato mais do que outro.
Juntando-se todos os potenciais erros não-amostrais, pode-se, com base em eleições anteriores, projetar de um a dois pontos de incerteza além dos dois pontos da margem de erro. Na prática, um candidato com, por hipótese, 53% dos votos válidos, já estaria dentro dessa zona de confusão. Sua probabilidade maior é vencer no primeiro turno, mas não há certeza de vitória.
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Pesquisa Datafolha feita nesta segunda-feira aponta queda de Dilma Rousseff (PT) e real possibilidade de haver segundo turno na corrida presidencial. Segundo o instituto, ela perdeu 3 pontos entre quinta-feira e ontem. Mantido esse ritmo de queda, haveria segundo turno, uma vez que a petista, nos números do Datafolha, já entrou na margem de erro de uma vitória em turno único.
Na média das quatro sondagens mais recentes, porém, Dilma ainda ganharia no primeiro turno, com 55% dos votos válidos. Entraram no cálculo da média duas pesquisas feitas pelo Datafolha, uma do Ibope e outra do Vox Populi, todas concluídas nos últimos quatro dias. A média tem a vantagem de diluir eventuais pontos fora da curva em uma sequência de pesquisas, mas é mais lenta para detectar mudanças bruscas de tendência do eleitorado.
Na sondagem feita nesta segunda, o Datafolha aponta uma queda das intenções de voto de Dilma para 46% do total de votos, ou 51% dos válidos. Segundo o instituto, o desgaste da petista, antes limitado aos segmentos mais rico e escolarizado, alcançou o eleitorado que ganha de 2 a 5 salários mínimos. É a primeira vez nesta eleição que uma pesquisa indica uma mudança de voto que desce a pirâmide social. Até então havia sido no sentido contrário.
Em comparação ao levantamento anterior do mesmo instituto, aumentaram os eleitores sem candidato (indecisos e quem pretende votar branco ou nulo), de 8% para 11%. É como se uma parte do eleitorado de Dilma, diante das denúncias e das críticas de Lula à imprensa nas últimas semanas, tivesse ficado em dúvida e estivesse repensando seu voto.
Isso porque, entre os adversários, apenas Marina Silva (PV) se beneficiou da queda de Dilma no Datafolha. Ela foi a 14% no total de votos, ou 16% dos válidos. José Serra (PSDB) continua com 28% no total, e chegou a 32% nos válidos, nas contas do instituto. Os demais candidatos não somaram 1%, mas o instituto não informou se, juntos, atingem esse percentual (PS: o relatório, que só foi publicado no site do Datafolha há pouco, indica que a soma dos nanicos dá 1%).
A pesquisa Datafolha contrasta com o tracking diário do Vox Populi (uma média móvel de quatro dias, com amostras diárias de 500 entrevistas). O percentual de Dilma ontem, no tracking, continuava sendo de 49%, como na véspera. Serra seguia com 24%, enquanto Marina mantinha a tendência de crescimento e chegava a 13%.
O Datafolha é o único dos institutos que divulgam pesquisas sobre a eleição presidencial que faz as entrevistas em pontos de fluxo, e não na casa dos eleitores. Por conta disso, o perfil de sua amostra tende a ser um pouco diferente dos demais: capta a opinião de mais pessoas ativas, que saem à rua com frequência.
Teoricamente, esses eleitores são uma espécie de vanguarda das mudança de humor do eleitorado, que demorariam a atingir os mais caseiros. Mas essa é uma hipótese ainda a ser provada.
O movimento que poderia levar a eleição para o segundo turno poderá ser confirmado ou não nos próximos dias. Há três novas pesquisas a serem divulgadas entre hoje e quinta-feira: do Ibope (na quarta), do Sensus e outra do próprio Datafolha (quarta).
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Na média das pesquisas, Dilma Rousseff (PT) tem 50% do total de votos, contra 27% de José Serra (PSDB), 12% de Marina Silva (PV) e 1% da soma dos candidatos dos pequenos partidos. Apesar da pequena recuperação dos adversários, a petista ainda seria eleita no primeiro turno, com 56% dos votos válidos (os votos dados a candidatos).
A média móvel inclui os resultados das três mais recentes pesquisas divulgadas, do Datafolha, Vox Populi e Ibope, todos no final da semana passada.
Projetando-se a velocidade de queda de Dilma e de crescimento de seus adversários, a eleição tende a ser definida em um turno só em favor da petista. Para que isso não aconteça seria necessário uma mudança de comportamento do eleitorado que acelerasse o processo.
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A pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira aponta para uma redução da vantagem de Dilma Rousseff (PT) sobre seus adversários, aumentando a chance de haver segundo turno na eleição presidencial.
Foi a primeira sondagem feita após a queda da ministra Erenice Guerra por denúncias de tráfico de influência dentro do governo. E também a primeira depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou seus ataques à imprensa.
Dilma oscilou de 51% para 49% do total de votos, principalmente por perder eleitores entre os mais escolarizados e de renda mais alta. Marina Silva (PV) manteve sua tendência de crescimento e chegou, segundo o Datafolha, a 13%. José Serra (PSDB) foi de 27% para 28%. Ambos ganharam votos nos mesmos segmentos em que Dilma perdeu.
O gráfico acima é uma representação da média das três mais recentes pesquisas realizadas. São os votos válidos em Dilma: quando a curva vermelha ultrapassa a linha de 50%, a eleição acaba no 1º turno; e vai ao 2º turno quando a curva de Dilma fica abaixo da linha de referência.
A petista parece ter batido no seu teto de crescimento e refluído. Mas é necessário mais um ou dois levantamentos para confirmar se há uma tendência de queda. O Ibope divulga pesquisa nesta sexta-feira.
O gráfico abaixo mostra as pesquisas de todos os institutos e as intenções de voto de todos os candidatos. A explicação anterior vale para ele também: vermelho abaixo da linha traçejada equivale a segundo turno; acima, decisão em turno único.
O grupo onde Dilma perdeu votos é o menor do eleitorado: os mais ricos e escolarizados. São justamente os eleitores menos propensos a votar na petista. Os candidatos de oposição estão perto de alcançar seus limites nesse segmento. Para levar a eleição para o segundo turno, precisariam crescer também nos estratos de renda e escolaridade mais baixa. Esse é o movimento a se observar a partir de agora.
Nesta eleição, ainda não houve ondas que tenham partido do alto da pirâmide social em direção à base. Até agora, o movimento tem sido oposto. Uma reversão dessa tendência, embora mais difícil, poderia levar a eleição para o segundo turno.
De qualquer modo, a pesquisa tem efeitos imediatos: melhora o moral das campanhas de Serra e Marina, acende uma luz amarela para a campanha de Dilma e pode mudar a estratégia petista em relação à imprensa -seja no sentido de recrudescer os ataques, seja no sentido de abrandá-los.
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Vista em perspectiva, mostrou-se precisa e oportuna a média móvel que reuniu as pesquisas de intenção de voto dos quatro institutos que registraram e divulgam sondagens sobre a corrida presidencial. Ela revelou as principais tendências da eleição até agora e deixou em segundo plano as divergências entre os institutos. Ao aplainar picos e vales, a média mostrou os movimentos mais consistentes das intenções de voto nos candidatos.
Os dois primeiros gráficos abaixo mostram as curvas da disputa de duas maneiras diferentes. O primeiro gráfico registra os movimentos por vezes erráticos das pesquisas de todos os institutos colocados lado a lado. Aqui ficam evidentes as discrepâncias em pesquisas com datas de campo próximas, principalmente no período de empate técnico entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), entre maio e fim de julho.
O segundo gráfico mostra apenas a curva média dos quatro institutos. Como se pode ver, ele elimina as variações bruscas e falsas trocas de liderança entre os dois ponteiros, mostra com precisão o momento, no início de agosto, em que Dilma começa a se distanciar de Serra e, mais recentemente, a leve reação de Marina Silva, a queda constante de Serra e a parada no crescimento de Dilma.
Pode-se dizer que esse gráfico antecipou o que acabou acontecendo após o início do horário eleitoral, quando as diferenças de metodologia dos institutos deixou de fazer diferença e os seus resultados convergiram para exatamente as mesmas curvas.
O terceiro gráfico é a representação dos votos válidos de Dilma Rousseff (PT) na média dos quatro institutos. Uma espécie de “turnômetro”, ele mostra a probabilidade de a eleição presidencial terminar já em 3 de outubro. Quanto mais longe a curva vermelha estiver da linha preta central, maior a chance de a eleição não ter segundo turno. Ele já mede os efeito (ou a falta dele) do caso da violação de sigilos fiscais de tucanos, mas não o eventual impacto eleitoral da demissão da ministra Erenice Guerra da Casa Civil.
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Na média das últimas três pesquisas divulgadas, Dilma Rousseff (PT) abriu 9 pontos porcentuais de vantagem sobre a soma de todos os adversários. Na média, ela tem 48%, contra 29% de José Serra (PSDB), 9% de Marina Silva (PV) e 1% dos nanicos somados. Se a eleição fosse hoje, ela seria eleita no primeiro turno com folga, mesmo descontada a margem de erro.
O primeiro gráfico mostra a evolução da petista considerando-se apenas os votos válidos. Para garantir a eleição em apenas um turno, o candidato precisa assegurar a maioria absoluta dos votos em candidatos, ou seja, 50% dos votos válidos mais um voto. No gráfico percebe-se que antes mesmo do início do horário eleitoral (17 de agosto), Dilma já havia chegado próxima disso.
Mas a margem de erro, representada pela espessura da curva em vermelho, ainda produzia incerteza de vitória no primeiro turno. A superação dos 50% para além da margem de erro aconteceu a partir de 22 de agosto, após alguns programas de propaganda eleitoral serem exibidos no rádio e na TV. Foi o empurrão final para ela ultrapassar o sarrafo dos 50% com folga.
O segundo gráfico mostra a evolução da média dos percentuais de intenção de voto de todos candidatos. Nota-se que ainda em julho, Dilma retomou o crescimento que havia apresentado de janeiro a maio. E, como de hábito, “roubando” eleitores de Serra.
Praticamente todo o crescimento da petista se deu à base da “conversão” de eleitores que antes citavam o tucano como seu candidato. Isso ocorreu por dois motivos: 1) boa parte da intenção de voto de Serra era na verdade um “efeito memória”, o chamado “recall”, não um voto convicto; 2) esses eleitores queriam votar no candidato de Lula, mas não sabiam que seu nome era Dilma.
A inclinação da curva de evolução da petista sugere que, embora ela já tenha atingido o patamar máximo que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou em 2006, esse talvez ainda não seja seu teto de crescimento. Segundo o Datafolha, ainda há eleitores que não sabem que Dilma é a candidata apoiada pelo presidente.
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Na média das três últimas pesquisas divulgadas, Dilma Rousseff (PT) tem 6 pontos a mais do que a soma dos outros oito candidatos a presidente. Se a eleição fosse hoje, mesmo levando-se em conta a margem de erro, a petista seria eleita no primeiro turno.
Como o gráfico deixa claro, a linha média da petista (em vermelho) vem se distanciando das dos adversários desde o fim de julho, antes ainda do início do horário eleitoral.
Dilma cresce desde janeiro, com uma breve estabilização entre maio e junho. Nos primeiros cinco meses, sua candidatura ganhou força entre eleitores simpatizantes do PT e eleitores que dão notas 9 ou 10 para o governo Lula. Nesse período, o maior motor do crescimento da petista foram as centenas de repetições de seu nome pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em eventos oficiais.
Numa segunda fase, Lula parou de falar o nome de Dilma, após receber seis multas da Justiça eleitoral. Nesse período, Dilma apareceu com frequência na propaganda partidária do PT e dos aliados.
Mas também o nome de José Serra (PSDB) ficou em evidência, por causa dos programas partidários tucano, do PPS e do DEM. Foi quando Dilma empatou com Serra, mas o rival conseguiu sustentar um empate técnico, por dois meses.
Já nesse período, havia outros sinais de que a candidatura de Dilma ganhava mais força do que a do rival. Ela o superava com folga na intenção de voto espontânea -sinal de que seu eleitorado estava mais consolidado-, e seu favoritismo crescia, tornando-a a candidata apontada como a mais provável vencedora da eleição por mais eleitores.
A terceira fase da campanha marca a entrada da TV. Três semanas antes do início do horário eleitoral em 17 de agosto, os candidatos passaram a aparecer diariamente nos telejornais. Depois começaram os debates e entrevistas exclusivas na TV e no rádio.
Tudo isso, somado, deixou claro para mais eleitores que Dilma é a candidata de Lula, e que Serra é o candidato de oposição. A popularidade do presidente fez o resto.
Como os demais candidatos, como Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) não decolaram, a vantagem de de Dilma sobre os rivais vem se ampliando desde então, graças aos eleitores que trocaram Serra por ela, e pela conversão dos indecisos.
Dilma já chegou ao teto no qual Lula esbarrou em 2006. Ambos têm, por volta da mesma época, o mesmo percentual de votos válidos: 54%, na média. Ela vem em ascensão, enquanto Lula parou por aí.
Há quatro anos, o presidente se desgastou durante o horário eleitoral, por causa das críticas pelo mensalão e, em seguida, pelo escândalo dos aloprados. Acabou tendo que disputar o segundo turno. Dilma não enfrenta, por ora, esses problemas.
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