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segunda-feira 18/08/14

Marina recupera eleitores históricos e ameaça rivais

Analisando-se os cruzamentos da pesquisa Datafolha, vê-se que Marina Silva (PSB) recuperou seus eleitores históricos: os muito jovens (7 pontos acima de sua média), os com curso universitário (9 pontos acima), os de renda mais alta (8 pontos acima), os moradores das grandes e médias cidades (4 pontos), e os evangélicos (até 6 pontos acima da média). Do ponto de vista geográfico, sua força maior continua sendo no Norte/Centro-Oeste e no Sudeste. Ela teve como sempre teve mais dificuldades no Sul ...

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segunda-feira 18/08/14

Os 3 “ismos” de Marina

Aviso ao leitor: se o Datafolha não mostrou Marina Silva (PSB) com um pé no segundo turno presidencial, não vale a pena ler o resto deste texto. Ele foi escrito antes da divulgação dessa pesquisa, a primeira após a morte de Eduardo Campos. Outros sinais, porém, indicavam que a sondagem mostraria Marina muito bem na foto. Se esses sinais estavam certos, boa leitura. A volta por cima de Marina ganha mais impulso com a pesquisa Datafolha. Feita no auge da comoção ...

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quarta-feira 13/08/14

Após morte de Campos, terceira via é incógnita

As implicações da morte trágica de Eduardo Campos vão muito além da sucessão presidencial de 2014. Antes de ser candidato a presidente, ele era o condutor do mais sólido projeto de poder alternativo à polarização tucano-petista que domina o cenário político brasileiro há 20 anos. Sua morte abre uma dúvida que não será respondida de pronto: a viabilização de uma terceira via vai regredir ou acelerar? No curto prazo, a resposta depende da reação de Marina Silva. Se a vice assumir ...

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quinta-feira 07/08/14

Confiança do consumidor melhora e segura Ibope de Dilma

Dilma Rousseff (PT) não cai nem sobe, mas a avaliação de seu governo está ligeiramente melhor. Estreitou de 6 para 2 pontos a diferença entre quem não aprova e quem aprova sua gestão, um empate técnico que não ocorria desde maio. Foi o bolso.

Não por coincidência, a confiança do consumidor medida pela CNI/Ibope cresceu 3% em julho – principalmente porque diminuiu o medo de aumento da inflação e do desemprego. Ainda não dá para saber, porém, se essa melhora das percepções econômicas vai se manter nos próximos três meses, vitais para a eleição.

Há sinais de que aumenta, lentamente, a concentração de eleitores nos três principais candidatos – em detrimento dos eleitores que declaram voto branco, nulo ou estão indecisos, e também dos nanicos. Isso pode ser efeito do tempo dedicado à campanha presidencial nos noticiários de televisão e ao fato de não haver mais distrações do nível da Copa do Mundo.

A chance de que haja segundo turno continua meio a meio, mas a taxa de conversão dos votos inválidos em válidos tem beneficiado mais a oposição do que Dilma. Hoje, há empate entre as intenções de voto na petista e a soma dos candidatos oposicionistas: 38% a 38%. Em abril estava 37% a 25%.

Aécio Neves (PSDB) mantém-se com dupla vantagem sobre Eduardo Campos (PSB). O mineiro segurou os 14 pontos a mais que já tinha sobre o pernambucano. Na simulação de segundo turno feita pelo Ibope, o tucano diminuiu um pouco mais a distância para Dilma, de 8 para 6 pontos.

Enquanto isso, Eduardo segue a 12 pontos da presidente. Esse número não permite projetar o que vai acontecer num eventual segundo turno, mas prejudica o discurso de Campos de que ele tem mais chances contra Dilma no turno final.

Prepondera a estabilidade, mas as mudanças sutis na pesquisa Ibope reforçam a impressão de que o eleitor está prestes a assistir um filme que já viu nas últimas cinco eleições presidenciais. Mudam os atores, mas não os papéis.

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terça-feira 22/07/14

Pesquisa confirma que Copa não afeta eleição

A história prevaleceu sobre a torcida: a Copa no Brasil não teve nenhum impacto na eleição presidencial - como não tiveram nenhuma das Copas anteriores. O Ibope confirma que Dilma Rousseff (PT) continua no mesmo patamar em que estava antes de a bola rolar, bem como seus adversários. O campeonato foi um intervalo para as arquibancadas. Mas, como no futebol, torcida não ganha jogo. O que conta, para variar, é o poder econômico. A pesquisa mostra que a economia não está ...

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quinta-feira 17/07/14

Datafolha pós-Copa acende luz amarela para Dilma

Como está dentro da margem de erro da pesquisa, a oscilação negativa de Dilma Rousseff (PT) no Datafolha, de 38% para 36%, pode ser uma simples variação estatística, mas é um sinal amarelo para a campanha petista. Aliás, são vários sinais amarelos. O saldo de avaliação do governo Dilma caiu de 9 para 3 pontos em duas semanas. Tanto o ótimo/bom diminuiu 3 pontos quanto o ruim/péssimo subiu na mesma proporção. Além disso, os adversários estreitaram a diferença em relação à ...

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quinta-feira 03/07/14

Datafolha mostra Dilma de volta aos 38% e indica estabilidade

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Nada indica que a intenção de voto da presidente Dilma Rousseff (PT) tenha crescido após o início da Copa do Mundo, assim como nada indicava que ela havia caído antes de o campeonato começar. A pesquisa anterior do Datafolha foi um ponto fora da curva - talvez porque foi feita em meio a uma série de greves e manifestações que alteraram o perfil de quem passa pelos pontos de fluxo usados ...

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sexta-feira 27/06/14

Na Copa, ter mais posse de bola é irrelevante

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Uma construção adversativa comum no futebolês - "o time A mandou no jogo, mas perdeu" - não faz sentido. Não tem "mas". Mais correto seria "mandou e perdeu". Porque não há absolutamente nenhuma correlação entre "mandar no jogo" e ganhar a partida. Pelo menos na Copa do Mundo do Brasil. Nos 48 jogos da primeira fase, o número de vitórias dos times que tiveram 54% ou mais da posse de bola, ou ...

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sexta-feira 06/06/14

Média das pesquisas aponta estabilidade de presidenciáveis

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A média Estadão Dados das pesquisas mostra uma tendência diferente do Datafolha. Em vez de queda da intenção de voto dos três principais presidenciáveis e crescimento dos eleitores sem candidato - como apontou o instituto nesta sexta-feira -, a ponderação dos levantamentos de todos os institutos indica que a corrida eleitoral entra no período da Copa do Mundo com uma razoável estabilidade na disputa. Dilma Rousseff (PT) oscilou de 37% ...

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segunda-feira 26/05/14

Pior é melhor para Aécio

Pensando nas últimas semanas, qual a história da eleição? Dilma Rousseff (PT) parou de cair e parece ter encontrado seu chão em 40%. Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) cresceram, para 20% e 11%, após aparecerem na TV. Converteram eleitores que antes prometiam votar nulo, em branco ou estavam indecisos. O que o passado conta serve para o futuro? É possível projetá-lo? Sim, desde que se aceite que as condições à frente serão as mesmas de trás. Mudanças na conjuntura ...

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quinta-feira 22/05/14

Pesquisa parece melhor do que é para Dilma

Após uma série de más notícias, a pesquisa Ibope é um alívio para Dilma Rousseff (PT). Mostra que a tática do medo ajudou a presidente a encontrar um piso eleitoral - patamar abaixo do qual é difícil cair - em torno de 40%. É o dobro da intenção de voto do adversário mais próximo. Parece confortável, mas não é. O problema de Dilma é que seu teto eleitoral está baixo. Na simulação de segundo turno contra Aécio Neves (PSDB), a ...

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segunda-feira 12/05/14

Fazendo média na eleição

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Dilma Rousseff (PT) parou de cair? Aécio Neves (PSDB) cresceu, mas quanto? Eduardo Campos (PSB) estacionou? Qual o peso dos nanicos na eleição? Todas essas questões têm respostas diferentes, dependendo da pesquisa e do instituto. Para revelar as tendências por trás das oscilações estatísticas, metodológicas e de outras naturezas, melhor fazer uma média. É o que o Estadão Dados começa a calcular a partir desta semana. Em formato de gráfico, a média será atualizada a cada novo levantamento: blog.estadaodados.com. A esta ...

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sexta-feira 09/05/14

Dilma se aproxima da inelegibilidade no centro-sul do Brasil

A pesquisa Datafolha desta sexta-feira mostra a presidente Dilma Rousseff com saldo potencialmente negativo nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Nas três, as opiniões de que seu governo é ruim ou péssimo superam as avaliações de ótimo e bom em um ponto porcentual. Está dentro da margem de erro, mas é um limiar perigoso: o histórico mostra que governantes com mais eleitores críticos do que apoiadores são praticamente inelegíveis. O que salva a popularidade de Dilma é seu saldo amplamente positivo ...

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sexta-feira 09/05/14

Datafolha: branco e nulo vira voto na oposição

A mudança de cenário retratada pela pesquisa Datafolha nesta sexta-feira é muito mais consistente do que a esboçada pelo Sensus na semana passada. Não foi apenas Aécio Neves (PSDB) que cresceu, mas toda a oposição. Mais importante, os votos não foram uma transfusão direta de Dilma Rousseff (PT) para o tucano, mas saíram principalmente da coluna de brancos e nulos. A corrida eleitoral segue como esperado: o desejo de mudança que primeiro inflou o não-voto vai transformando, aos poucos, o descontentamento ...

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sexta-feira 02/05/14

Aécio aparece primeiro na cartela do Sensus

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A pesquisa Sensus a ser divulgada neste sábado vai dar o que falar. Se não pelos seus números, ao menos pelos seus métodos. O instituto, que vinha trabalhando para o PSDB até pouco tempo atrás, foi criativo ao apresentar as perguntas aos eleitores. Em vez de mostrar ao eleitor um cartão circular com os nomes dos candidatos - para não privilegiar nenhum deles -, o instituto mineiro apresentou uma lista em ordem alfabética. Desse modo, o nome de Aécio Neves (PSDB) ...

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quarta-feira 30/04/14

Discurso de Dilma no 1º de Maio muda conforme os tempos

Dilma 2014

50 palavras mais repetidas por Dilma nos seus pronunciamentos do Dia do Trabalho   Em 2012, o discurso da presidente na TV durou pouco mais de 7 minutos. O foco era o desenvolvimento "das pessoas", equilibrar a economia e diminuir a taxa de juros:

.................................... Em 2013, pouco antes das manifestações em massa, o discurso presidencial ficou mais longo (12 minutos) e enfatizou a geração de emprego, a qualificação da mão-de-obra pela educação:

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terça-feira 29/04/14

MDA fotografa queda já vista de Dilma e empurra Aécio

Que Dilma Rousseff (PT) perdeu eleitores, Ibope e Datafolha já haviam mostrado em suas pesquisas de abril. A sondagem MDA/CNT não mostra uma nova queda da presidente. É o mesmo tombo, mas acaba contando dobrado (ou triplicado) porque a tradição no Brasil é não comparar pesquisas de institutos diferentes - algo tão lógico quanto não comparar a temperatura de um termômetro digital com o velho termômetro de mercúrio. O resultado é mais um fato negativo para a coleção de Dilma - ...

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segunda-feira 28/04/14

Os antitudo e a eleição

Partidários de Dilma Rousseff agarram-se a uma conta aritmética para brandir otimismo sobre sua reeleição: a soma das intenções de voto dos outros candidatos é uma fração do eleitorado da presidente. Conclusão aparentemente óbvia, Dilma não teria para quem perder. Mas há sempre a chance de perder para si mesma. Na pesquisa Ibope de abril, Dilma, mesmo em queda, marcou 37%, enquanto Aécio Neves (PSDB), Eduardo Campos (PSB) e os sete anões somaram apenas 25%. É a expressão do desconhecimento dos ...

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segunda-feira 21/04/14

A taxa mágica de cada um

E se existisse uma taxa mágica, capaz de prever o futuro de uma eleição? De passagem pelo Brasil no começo de fevereiro, Clifford Young, diretor-gerente do Ipsos, um dos maiores e melhores institutos do mundo, calculou em 85% as chances de Dilma Rousseff se reeleger presidente. Faltou dizer que a previsão tinha prazo de validade - e ele estava expirando. O que não lhe faltava era confiança, porém. Em abril de 2012, o Ipsos calculou os mesmos 85% de probabilidade de ...

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