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Colômbia é 40% mais eficiente do que Brasil na Copa

Jose Roberto de Toledo

quinta-feira 03/07/14

Colombianos precisam de 10 minutos a menos de posse de bola do que brasileiros para marcar um gol

José Roberto de Toledo
Rodrigo Burgarelli
do Estadão Dados

Adversária do Brasil, a seleção da Colômbia é 40% mais eficiente do que a brasileira. Nesta Copa, os colombianos precisaram de apenas 16 minutos de posse bola para fazer um gol. Os brasileiros precisaram de 10 minutos a mais para conseguir marcar, em média. Isso se explica por dois motivos.

A Colômbia tem o segundo melhor ataque da Copa, com 11 gols. O Brasil está três posições atrás no ranking da artilharia, com 8. Mas a diferença não fica por aí. O Brasil costuma ter o domínio do jogo: em média, fica com a bola 54% do tempo. A Colômbia joga no contra-ataque. Seu adversário costuma ficar mais tempo com a bola nos pés (52%). Mas quando a recupera, os colombianos são mais objetivos e convertem mais rápido.

Essa diferença de estilo de jogo se reflete na quantidade de ataques de cada seleção. A brasileira é a quarta que mais atacou na Copa até agora: 48 vezes. Já os colombianos estão em 28º lugar, com apenas 29 ataques. Mas têm mais eficácia. a cada cinco ataques, os colombianos marcam dois gols. Os brasileiros precisam de seis ataques para marcar uma vez.

Os jogadores da seleção brasileira tocam mais a bola um para o outro: 388 vezes por partida, enquanto os colombianos passam para os companheiros 306 bolas por jogo. Isso significa que a bola, desde que é recuperada pela Colômbia, passa por menos pés antes de chegar ao gol do adversário. Mas há esperança.

O goleiro brasileiro foi o que menos bolas defendeu: 1,5 por jogo. Isso se deveu à má pontaria dos adversários (chutaram 30 bolas para fora do gol do Brasil), ao bom desempenho da defesa (bloqueou 10 chutes dos rivais) e ao fato de 3 delas terem entrado. Já o goleiro colombiano foi exigido quase cinco vezes por partida, em média. Mesmo assim, só tomou dois gols.

A esperança brasileira é que embora sirva para descrever com precisão o que já aconteceu na Copa, a estatística não têm poder de previsão, pelo menos em se tratando de futebol. Com frequência maior do que em outros esportes coletivos, o time menos favorito pelos números também vence. Pode ser o caso do Brasil nesta sexta-feira.