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Média das pesquisas aponta estabilidade de presidenciáveis

Jose Roberto de Toledo

sexta-feira 06/06/14

A média Estadão Dados das pesquisas mostra uma tendência diferente do Datafolha. Em vez de queda da intenção de voto dos três principais presidenciáveis e crescimento dos eleitores sem candidato – como apontou o instituto nesta sexta-feira -, a ponderação dos levantamentos de todos os institutos indica que a corrida eleitoral entra no período da [...]

A média Estadão Dados das pesquisas mostra uma tendência diferente do Datafolha. Em vez de queda da intenção de voto dos três principais presidenciáveis e crescimento dos eleitores sem candidato – como apontou o instituto nesta sexta-feira -, a ponderação dos levantamentos de todos os institutos indica que a corrida eleitoral entra no período da Copa do Mundo com uma razoável estabilidade na disputa.

Dilma Rousseff (PT) oscilou de 37% para 36%, permanecendo no patamar a que caíra no final de abril. Depois de crescer em abril e maio, Aécio Neves (PSDB) estacionou nos 20% em junho. Já Eduardo Campos (PSB) oscilou de 10% para 9%. Os nanicos, com o pastor Everaldo (PSC) à frente, ensaiam um crescimento, e já somam 7% das intenções de voto.

O cenário desenhado pela média das pesquisas não só aponta para a necessidade de realização de um segundo turno de votação (Dilma está agora empatada com a soma de seus rivais), mas sugere que o efeito das propagandas de rádio e TV dos quatro primeiros colocados foi fugaz.

Aécio e Eduardo, depois Dilma e, agora, o pastor Everaldo deram pequenos saltos na intenção de voto logo após suas respectivas aparições no vídeo. Último a se beneficiar da publicidade partidária, o candidato do PSC foi o único a crescer na média dos institutos (de 2% para 3%).

Mas a regressão aos respectivos patamares de antes da propaganda mostra que o efeito obtido pelos marqueteiros não foi o de consolidar seus eleitorados, mas apenas o de aumentar momentaneamente o recall (efeito memória) de seus candidatos.

A campanha ainda é um fato distante e desimportante para uma grande parte do eleitorado. A Copa não vai ajudar em nada a mudar isso, ao contrário. Tudo indica que apenas após o início do horário eleitoral diário, a partir de agosto, a corrida presidencial vai começar para valer. Até lá, os presidenciáveis estão competindo apenas para estabelecer suas posições na linha de largada.

Por enquanto, os candidatos disputam o tempo de propaganda dos partidos de aluguel e o direito a participar de debates e de terem espaço cativo na cobertura televisiva engessada pela legislação eleitoral a partir de julho.

A média Estadão Dados leva em conta os quatro levantamentos mais recentes, mas seus pesos são diferentes. Pesquisas de institutos com maior volume de sondagens em eleições anteriores, que fazem pesquisas até o final e têm maiores taxas de acerto recebem peso dobrado. São os casos do Ibope e Datafolha.