1. Usuário
Assine o Estadão
assine
segunda-feira 18/11/13

“Mudança” não tem candidato, por enquanto

A mudança desejada por dois em cada três eleitores não tem cara. Nenhum dos candidatos de oposição conseguiu personificar o desejo de câmbio no governo. A desconexão entre os eleitores insatisfeitos e os presidenciáveis oposicionistas produz uma aparente incongruência: a maior parte declara voto em Dilma Rousseff. Dizem querer mudar, mas votam na atual presidente. Repete-se o que aconteceu na eleição de presidente há quatro anos, mas com sinais trocados. Em 2010, a proporção era exatamente oposta: dois terços queriam ...

Ler post
segunda-feira 18/11/13

Dilma aumenta vantagem, mas maioria quer mudança

Captura de tela 2013-11-18 18.13.40

A presidente Dilma Rousseff (PT) aumentou sua vantagem sobre seus potenciais adversários em 2014, segundo o Ibope. Se a eleição fosse hoje, ela venceria no primeiro turno. Mas a mesma pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros espera que o próximo presidente promova mudanças - o que favorece a oposição. No cenário em que concorre contra Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), a presidente venceria por 43% a 14% do tucano e 7% do governador de Pernambuco, segundo pesquisa do ...

Ler post
quarta-feira 06/11/13

Cinco mitos sobre favela (desfeitos pelo Censo 2010)

A favela superou o clichê. A proverbial do morro carioca da Providência (para onde soldados da Guerra de Canudos transpuseram o nome de um morro sertanejo no qual vicejava uma planta chamada favela) é uma exceção até no Rio de Janeiro: 57% dos domicílios "favelados" da cidade ficam no plano. Só 15% estão em encostas íngremes. O "morro" mítico dos sambas foi aterrado há tempos. Tampouco a maioria das pessoas "prefere" morar em favelas para estar perto do trabalho. Em São ...

Ler post
segunda-feira 04/11/13

Para Maluf, perda de capital eleitoral dói mais que multa

O que mais chamou atenção na nota divulgada pelos advogados de Paulo Maluf (PP-SP) sobre sua condenação em segunda instância foi a ênfase com que defenderam a tese de que seu cliente não está inelegível. Eduardo Nobre e Patricia Rios escreveram:

“A decisão tomada hoje pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo não impede que Paulo Maluf participe das próximas eleições. A condenação de suspensão de seus direitos políticos somente tem efeito após o trânsito em julgado da ação de improbidade (após todos os recursos cabíveis). Além disso, essa condenação não enquadra o Deputado na Lei da Ficha Limpa que só poderá ser analisada pela Justiça Eleitoral e não pela justiça estadual.”

A preocupação com a inelegibilidade superou a preocupação com a culpa de Maluf. Por que?

Com a Justiça de olho nos seus bens e de seus familiares e de suas empresas, a força política do ex-prefeito se resume à capacidade pessoal de ter uma votação superior à necessária para eleger-se.

Maluf ainda carrega consigo mais um ou dois deputados federais com seu “excedente” de votos. Também transfere eleitores para suas dobradinhas na eleição de deputados estaduais. Tudo isso equivale a minutos de propaganda na TV, a moeda política por excelência – que fez, por exemplo, com que ele fosse procurado por Lula e Haddad em 2012.

Se não puder ser candidato, Maluf perde esse último capital político que lhe restou. Perde assim a força que tem no partido. Tende à completa decadência política. E o PP se tornará mais uma sigla em oferta no mercado de agremiações de aluguel.

Daí o esforço prioritário em afirmar aos correligionários que sua capacidade eleitoral permanece intacta a despeito da condenação. Dinheiro vem e vai; o poder vai, mas não volta.

Ler post
domingo 03/11/13

Desordem e regresso

Captura de tela 2013-11-03 21.00.41

O Latinobarômetro é o mais tradicional estudo sobre a opinião pública latino-americana. Na edição divulgada sexta-feira, o Brasil foi o país onde a percepção de progresso mais regrediu: 19 pontos a menos de 2011 para 2013. No primeiro ano de governo Dilma, 52% dos brasileiros diziam que o país estava progredindo. Dois anos depois, a taxa desceu a 33%. O Brasil caiu de 3º para 11º no ranking de progresso. Não foi só o país. Dilma Rousseff também perdeu posições. ...

Ler post