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quinta-feira 29/08/13

Janela demográfica brasileira começa a se fechar em 10 anos

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Os brasileiros de 30 anos de idade são a crista da onda demográfica do país. Nunca houve uma corte tão populosa; não há perspectiva de que haverá outra igual neste século. Hoje, a onda demográfica pode ser surfada com grande vantagem econômica. Em 2060, será um problema previdenciário e de saúde pública. Em 2003, quando Luiz Inácio Lula da Silva virou presidente, a crista estava com 20 anos de idade. Ao longo da década seguinte houve um feliz casamento: a maior ...

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quinta-feira 29/08/13

PT ajuda Donadon e atrapalha recuperação de Dilma

As coisas estavam melhorando para Dilma Rousseff. A inflação e o desemprego caindo, sua popularidade se recuperando. Daí o PT falta mais do que qualquer outro partido à votação secreta que deveria cassar, mas não cassou, o mandato do deputado-presidiário Natan Donadon. É o que faltava para o Sete de Setembro ressuscitar as manifestações em massa de junho. Confiantes de que a queda recorde de popularidade da presidente foi um tropeço e não uma avalanche, os petistas não se preocuparam nem ...

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segunda-feira 26/08/13

Quando setembro chegar

Dois meses depois, o que ficou das manifestações maciças de junho? Haverá consequências permanentes dos protestos? Algo mudou na prática? Quem ganhou e quem perdeu? Este é um balanço, parcial e inacabado, do que as ruas trouxeram e levaram. Dilma Rousseff (PT) foi o para-raios das manifestações. Perdeu popularidade mais rapidamente do que qualquer outro presidente brasileiro pós-ditadura, mas logo que encontrou o fundo do poço começou a escalá-lo, lentamente. Ainda tem a recuperar dois terços do que perdeu, mas sua ...

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sexta-feira 23/08/13

Ibope: Sudeste puxa recuperação de popularidade de Dilma

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O governo da presidente Dilma Rousseff (PT) recuperou parte da aprovação perdida após as manifestações populares de junho. Pesquisa Ibope em parceria com o Estado concluída na segunda-feira mostra que a taxa de ótimo/bom do governo cresceu de 31% para 38% desde 12 de julho. Ao mesmo tempo, as opiniões de que o governo é ruim ou péssimo caíram de 31% para 24%.

A avaliação de que o governo é “regular” permaneceu em 37%. Apenas 1% não soube ou não quis responder. A recuperação ocorreu principalmente no Sul e no Sudeste, onde as taxas de aprovação cresceram 11 e 12 pontos porcentuais, respectivamente.

Para a CEO do Ibope Inteligência, Marcia Cavallari, a recuperação de parte da popularidade de Dilma está relacionada ao refluxo das manifestações de rua, principalmente no Sudeste. “Os protestos diminuíram de tamanho e de alvo. A presidente não está mais no foco das manifestações”, afirma Marcia.

Pesou também a favor do governo a melhoria de alguns indicadores econômicos, como a redução da inflação e do desemprego, e o aumento da confiança do consumidor. Hoje, a Fundação Getúlio Vargas mostrou que seu índice de confiança cresceu 4,4% em agosto. “São todos indicadores concretos, que fazem diferença no dia-a-dia do eleitor”, afirma a CEO do Ibope Inteligência.

A pesquisa Ibope mostra que a recuperação da popularidade de Dilma é lenta. Sinais de que sua imagem estava melhorando haviam sido detectados pelo Datafolha duas semanas atrás. Em comparação àquela pesquisa, a aprovação governo foi de 36% para 38% agora. Ainda está longe do patamar onde esteve, porém. Em março, a presidente chegou a 65% de ótimo/bom no Datafolha e a 63% no Ibope.

No Sudeste, onde os protestos se voltam contra outros políticos, como os governadores Sergio Cabral (RJ) e Geraldo Alckmin (SP), a taxa de ótimo/bom do governo Dilma cresceu de 24% para 36% entre julho e agosto. Ao mesmo tempo, a taxa de ruim/péssimo caiu de 38% para 28%. O “regular” ficou estável.

No Sul, o movimento foi semelhante: ótimo/bom passou de 28% para 39%, enquanto ruim/péssimo caiu de 32% para 24%. Já no Nordeste e Norte/Centro-Oeste a aprovação do governo continua exatamente com as mesmas taxas de um mês atrás: 43% e 35%, respectivamente.

Continua a existir, entretanto, um grande fosso geográfico na popularidade de Dilma. Nas capitais (onde mais gente foi para a rua protestar), a taxa de ótimo/bom do seu governo é muito mais baixa do que nas cidades do interior: 30% a 41%. Nas cidades do entorno das capitais e nas metrópoles regionais a situação é intermediária: 37% de ótimo/bom.

Pode ser um sinal de que programas do governo voltados para municípios do interior, como o Mais Médicos, estão começando a surtir efeito. Mas significa também que os avanços de Dilma no Sudeste podem não ter se repetido nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, por exemplo – o que é má notícia para os respectivos prefeitos.

A pesquisa Ibope-Estado foi feita entre os dias 15 e 19 de agosto. Foram 2.002 entrevistas face a face, feitas na residência dos entrevistados. A pesquisa tem abrangência nacional: foi feita em 143 municípios de todas as regiões do Brasil. Sua margem de erro máxima é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, num intervalo de confiança de 95%.

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domingo 18/08/13

Generalidades genéricas

Embora seja politicamente correto declarar-se pró-manifestações, cai a adesão e o apoio aos protestos de rua. Se a indignação coletiva persiste, evidencia-se quão difusa ela é. Mais e mais pessoas trocam o direito de bloquear pelo de ir e vir. A reação cresce entre quem depende do bem público que o black bloc depredou. O resultado é melancólico. Sem objetivo comum, indignações individuais se anulam numa conta de soma zero. Nem todos saem perdendo, porém. Bons calculistas sempre estão alertas à ...

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quarta-feira 14/08/13

Maioria dos brasileiros acha que país está no rumo errado

Pela primeira vez em seis anos, mais brasileiros acham que o país está no rumo errado (58%) do que no rumo certo (42%). A inversão da opinião pública aconteceu em junho, após a série de manifestações de rua, e se manteve em julho, segundo histórico de pesquisas nacionais do instituto Ipsos. Foi uma reversão abrupta, sem paralelo nos oito anos de pesquisa: de um mês para o outro, um em cada cinco brasileiros mudou de opinião. Em maio, 63% diziam ...

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segunda-feira 12/08/13

Despolarização eleitoral

Despolarizar é perder os polos, mas é também perder o rumo. O termo se aplica ao cenário eleitoral brasileiro de hoje. Nem uma, nem duas, mas uma série de pesquisas evidencia que a polarização PT-PSDB está moribunda. Não é pouca coisa matar uma tradição que domina as eleições presidenciais desde 1994. A disputa tucano-petista marcou cinco das seis corridas ao Planalto na redemocratização. Políticos e marqueteiros ficarão saudosos do velho duelo. Não parece ser o caso dos eleitores. Na pesquisa Datafolha ...

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sábado 10/08/13

Pesquisa Datafolha ajuda mulheres e atrapalha homens

A nova rodada do Datafolha sobre a eleição presidencial é um refresco para Dilma Rousseff (PT), um presente para Marina Silva (em busca de um partido) e um tiro no pé do PSDB. A presidente mostrou resistência e resiliência. Bateu no fundo do poço e, quase tão rapidamente quanto caiu, começou a se recuperar. Ainda está muito longe dos patamares de aprovação e favoritismo que tinha antes dos protestos de junho, mas pelo menos está no rumo certo. Sua sorte ...

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sábado 10/08/13

Popularidade de Dilma bate no fundo, quica no papa e sobe

A recuperação parcial da popularidade do governo de Dilma Rousseff indicada pelo Datafolha se explica por dois motivos principais: melhoria das expectativas econômicas da população, e diminuição do noticiário negativo provocado pelos protestos. O saldo de avaliação (ótimo+bom menos ruim+péssimo) da presidente subiu de 5 para 14 pontos entre 28 de junho e 9 de agosto. O clima geral da opinião pública melhorou e ajudou Dilma a recuperar uma pequena parte da popularidade perdida. Em 7 de junho, antes de as ...

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terça-feira 06/08/13

O eleitor e sua rede

Ao mesmo tempo que as instituições que sustentam as estruturas de poder sofreram a maior perda de confiança em cinco anos, as pessoas mais próximas dos brasileiros - seus familiares, amigos e vizinhos - mantiveram sua credibilidade quase intacta. Por comparação, ganharam maior poder de influência. o Índice de Confiança Social do Ibope, divulgado há poucos dias, mostrou que, pela primeira vez desde que a pesquisa começou em 2009, todas as 18 instituições avaliadas estão menos confiáveis aos olhos da opinião ...

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quinta-feira 01/08/13

Protestos derrubam confiança nas instituições; Presidência perde três vezes mais

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Todas as principais instituições perderam boa parte da confiança dos brasileiros após os protestos de junho. Mas, entre elas, nenhuma perdeu mais do que a presidente da República: três vezes mais do que o resto. É o que mostra uma pesquisa nacional do Ibope, chamada Índice de Confiança Social. Feita anualmente desde 2009, a edição de 2013 foi divulgada nesta quinta-feira.

Entre 2012 e julho passado, todas as 18 instituições ...

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