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quarta-feira 31/07/13

Índices e noticiário confirmam: Dilma achou o fundo do poço

A onda de má notícias que arrastou a popularidade de Dilma Rousseff por água abaixo em junho está em refluxo. Nos últimos dias, a presidente pegou carona na agenda positiva do papa, surfou nas boas novas sobre o Índice de Desenvolvimento Humano e viu os indicadores de confiança do consumidor pararem de cair (o da CNI) ou até ensaiarem uma recuperação (o da Fecomércio-SP). A confiança do consumidor é o indicador de expectativas econômicas que mais se correlaciona com a ...

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terça-feira 30/07/13

IDH-M do Norte/Nordeste cresce duas vezes mais rápido do que do Sul/Sudeste e sustenta popularidade de Dilma

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  José Roberto de Toledo e Amanda Rossi O mapa do crescimento do IDH municipal entre 2000 e 2010 mostra que a população do Nordeste e Norte se desenvolveu mais rapidamente e conseguiu estreitar a enorme distância econômica, educacional e de longevidade que a separa do resto do país. Os moradores de suas cidades somaram mais anos de vida, tempo passado na escola e reais na sua renda do que os do ...

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segunda-feira 29/07/13

Governo sem marca

Indagados pelo Ibope em qual de 25 áreas o governo de Dilma Rousseff tem melhor desempenho, um em cada três brasileiros disse "nenhuma" ou não soube responder. Mas esse nem é o maior problema da presidente. O que deve preocupar Dilma, seus subordinados e o PT é o que responderam os outros dois terços. O terço sem resposta é, na maior parte, formado pelos que acham a atual gestão ruim ou péssima. Neles, Dilma pode perder a esperança: não são, não ...

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quinta-feira 25/07/13

Políticos falharam na resposta às ruas, mostra Ibope

As respostas dos políticos aos protestos de rua não satisfizeram os brasileiros. A ação mais bem avaliada, por comparação, foi a da presidente Dilma Rousseff. Mesmo assim, 46% dos entrevistados pelo Ibope desaprovam a resposta de Dilma às manifestações, e apenas 27% aprovaram. A insatisfação popular aumenta diante da reação de governadores, prefeitos, deputados e senadores.

Apesar das votações de emergência feitas pelos congressistas, a Câmara dos Deputados e o Senado tiveram a resposta mais mal avaliada pela população: 56% e 55% de desaprovação, respectivamente, contra apenas 14% de pessoas que as aprovaram. Ou seja: quatro reações negativas para cada positiva.

Para a média dos governadores, a desaprovação às suas respostas foi de 48%, contra 20% de aprovação. Para prefeitos, foi 47% a 21%. Mas a média oculta diferenças grandes de Estado para Estado. Em São Paulo e Rio de Janeiro, palco das maiores manifestações, as reações dos governadores foram pior avaliadas do que as dos governos de Pernambuco e Ceará, por exemplo.

A nota “vermelha” generalizada dada à reação dos governantes ajuda a explicar porque quase todos eles estão tão mal avaliados pela população. Se as manifestações de rua foram o sinal de alerta, a pesquisa Ibope/CNI é o aviso de que o pior não passou. A insatisfação continua, é ampla, geral e apartidária.

Os perdedores são muitos, senão todos os governantes. Mesmo quem aparece melhor na pesquisa, como o governador pernambucano Eduardo Campos (PSB) e seus 58% de aprovação, já desfrutou de taxas de popularidade mais altas no passado.

Não por acaso, Campos foi dos governantes que submergiu durante a crise de representação política. Talvez por isso, tenha perdido menos do que quem deu a cara a bater, como Dilma e os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e do Rio de Janeiro, Sergio Cabral (PMDB).

 

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quarta-feira 24/07/13

A “terceira” queda de Dilma

Por hábito, os veículos de comunicação brasileiros não comparam pesquisas de institutos diferentes. O resultado é que um mesmo fenômeno da opinião pública acaba noticiado várias vezes como se fossem fenômenos diversos. Quando estão em alta, governantes se beneficiam dessa prática, porque aparecem várias notícias positivas subsequentes sobre sua popularidade. Mas, quando estão em baixa, penam com a mesma má notícia toda vez que um instituto divulga uma nova pesquisa - mesmo quando o resultado é igual ao já publicado. É o ...

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terça-feira 23/07/13

Lula e os boatos

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Como ocorrera na semana passada quando desmentiu que tinha uma recidiva do câncer, Lula voltou a mostrar vitalidade ao discursar nesta terça-feira durante um festival em Brasília. Mais importante para a presidente Dilma Rousseff, o padrinho voltou a defender a afilhada, com veemência. No seu discurso, foi um cabo-eleitoral de Dilma. Defendeu o Mais Médicos, falou contra a redução dos 39 ministérios e repetiu que está bem de saúde. O ex-presidente está se empenhando para contrariar os petistas que defendem o ...

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quinta-feira 18/07/13

Marina iguala potencial de voto de Dilma, com rejeição menor

Marina Silva (sem partido) é a maior beneficiada pela perda de popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) após o início da onda de protestos de rua em junho. Na simulação de segundo turno entre as duas feita pelo Ibope, elas aparecem tecnicamente empatadas: Dilma tem 35% contra 34% de Marina. A margem de erro máxima é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos. Outros 19% dizem que, nesse cenário de segundo turno, anulariam ou votariam em branco. E os ...

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quinta-feira 18/07/13

Lula é 37% mais forte que Dilma em Ibope sobre 2014

O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva seria até 37% mais forte do que a presidente Dilma Rousseff como candidato do PT à Presidência, se a eleição fosse hoje. Isso porque Lula teria 11 pontos porcentuais a mais do que Dilma em um dos cenários testados pela pesquisa nacional Ibope, feita em parceria com o Estado entre quinta-feira e domingo passados. No cenário com quatro candidatos a presidente, Dilma tem 30% das intenções de voto estimuladas, contra 22% de Marina Silva ...

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terça-feira 16/07/13

Popularidade de Dilma estabiliza no limite da inelegibilidade

A pesquisa MDA/CNT confirma a queda abrupta da popularidade do governo de Dilma Rousseff, mas mostra que a presidente parou de cair antes de entrar no negativo. Considerada a margem de erro, ela tem tanta aprovação quanto desaprovação. O novo levantamento começou nove dias depois do anterior, do Datafolha, que havia mostrado que uma avalanche na opinião público levara a popularidade de Dilma encosta abaixo. Apesar da diferença de data, os números das duas pesquisas são bastante semelhantes: 30% de ...

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segunda-feira 15/07/13

Chuva de cinzeiros à frente

A queda do apoio ao partido até nos redutos eleitorais mais fiéis do petismo, apontada por pesquisa interna do PT, não ocorre só em São Paulo. A mesma pesquisa Datafolha que mostrou a popularidade de Dilma Rousseff despencando já sinalizava uma queda da simpatia nacional pelo PT, principalmente entre jovens. Esses sinais de alerta foram compreendidos, ao menos em parte, pela cúpula do partido e do governo. A reação tem sido reforçar as ações governamentais nas áreas onde o petismo é ...

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segunda-feira 15/07/13

Os cabeças e a manada

Não adiantou a classe média inalar gás lacrimogêneo nem chorar lágrimas de spray de pimenta. A reforma política foi abortada pelo Congresso. De novo. Ato reflexo, a impopularidade de deputados e senadores voa mais alto do que jatinho da FAB. Chega a ser injusto com os congressistas. Nem tudo é culpa deles. O que são algumas centenas de assessores parlamentares em Brasília comparadas aos 508 mil funcionários sem concurso que os prefeitos, cada vez mais, nomeiam Brasil afora? Se morassem todos ...

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domingo 07/07/13

Pulverização pós-avalanche

Faz uma semana que a popularidade de Dilma Rousseff não cai. Um mês atrás, essa constatação equivaleria a dizer que água molha. Hoje, é um alívio refrescante para os dilmistas remanescentes. Molhar-se no fundo do poço onde a aprovação da presidente despencou é prova de que o poço tem fundo. Parece pouco, mas é melhor do que esborrachar-se no seco. Se Dilma parou de cair, a escalada até a borda promete ser longa e escorregadia. A estabilização da popularidade presidencial é ...

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quinta-feira 04/07/13

Adiamento ad eternum

Em politiquês, o verbo "adiar" é intransitivo. Não requer complemento porque tem sentido completo: dançou, morreu, acabou. Assim deve ser lida a decisão do Congresso de adiar a reforma política "para 2014". A parte final da frase é ornamental. Em resposta às palavras de ordem, cartazes e pedras dos manifestantes, os congressistas cederam alguns anéis - PEC 37, corrupção como crime hediondo - para não perder a mão invisível que mantém o status quo da política. O argumento é que ...

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segunda-feira 01/07/13

Antever 2014 agora é só para quem tem bola de cristal

Se a crise de popularidade em curso ensinou algo, é que a velocidade de mudança da opinião pública ficou exponencial. Reversões que levavam meses, agora demoram dias para acontecer. Isso torna toda eleição mais imprevisível do que já era. Para agravar, a piora da imagem dos governantes em geral - presidente, governadores e prefeitos - quebrou todas as curvas de tendência existentes. Todas as projeções foram para o ralo. E nada indica que a avalanche que arrastou reputações montanha abaixo já ...

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segunda-feira 01/07/13

Dilma e o ketchup

Quando um fenômeno sem precedentes ocorre, faltam parâmetros para analisá-lo. As fórmulas gastas e os chavões não servem. Para entender o que acontece com a popularidade da presidente Dilma Rousseff é preciso combinar a ciência política com a física teórica. É exótico, mas o fato em análise também é. Desde que se começou a sondar regularmente a opinião pública sobre o desempenho dos presidentes brasileiros, após a ditadura, nunca houve uma queda como a de Dilma. Uns governantes chegaram bem mais ...

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