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segunda-feira 27/05/13

Boate, tomate e ferrugem

Nem boato, nem tomate. O que desgasta a popularidade de Dilma Rousseff é a perda de otimismo do consumidor. Sem vender esperança de que melhores ventos virão, nenhum capitão consegue manejar o leme à vontade por muito tempo. É a confiança de que o barco está no rumo certo que evita o motim da tripulação. Boatos fabricados e tomates exorbitantes passam. Já a lenta mas constante perda de poder de compra da base eleitoral tem efeito corrosivo na imagem de qualquer ...

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segunda-feira 20/05/13

O poder da compra

A renovação da cúpula do PSDB é uma volta à era FHC. Aécio Neves quer dar a Fernando o que é de Henrique. Convencer o eleitor de que o salto do Brasil foi dado quando os tucanos mandavam em Pindorama. Méritos à parte, é muita fé no marketing político. Quando o PT chegou ao poder, o fogão estava universalizado no Brasil: 98% dos brasileiros tinham. Foi um feito da era tucana. Outros itens de consumo doméstico estavam à beira da universalização. ...

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segunda-feira 13/05/13

Planalto: procura-se encanador

A força de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados despencou em 2013. O "Basômetro" mostra uma taxa média de apoio ao governo de raquíticos 55% - uma taxa impensável até 2012. A presidente fechou seus dois primeiros anos de mandato com o voto de 78% dos mesmos deputados. A perda de um em cada três apoiadores é inédita durante o reinado petista. Nem durante a crise do mensalão o ex-presidente Lula teve menos do que dois terços dos votos na Câmara. ...

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domingo 05/05/13

Quatro candidatos em busca de um script

Qual história cada presidenciável vai contar ao eleitor de 2014? Nenhuma resposta definitiva, mas muito ensaios. Do “é preciso fazer mais” à “nova política”, os motes estão em fase de testes. Nenhum foi aprovado. Por ora, são quatro candidatos em busca de uma narrativa. Mais precisamente, um bando de marqueteiros testando múltiplos roteiros. Tentativas e erros. Muitos erros.

Contar histórias é a mais humana das habilidades. É o que prende a atenção do público, especialmente numa campanha eleitoral. Candidato sem uma boa história para contar está liquidado antes de a campanha começar. Em 2010, Dilma Rousseff foi a “mulher de Lula”, a “mãe do PAC”, a “gerentona da continuidade”. Para 2014 esses personagens não servem mais. O filme é outro.

A propaganda oficial ainda não mudou. Está presa aos acertos do passado. No horário do PT na TV, Dilma dividiu a tela com Lula, lado a lado, do mesmo tamanho. Impossível não comparar os dois. Quem ganhou? Lula. Em 2010, ele avalizava a desconhecida Dilma. Agora Dilma é presidente, deve andar com as próprias pernas.

Na propaganda do PT, o cidadão é tratado explicitamente como consumidor. Ficou implícita a ideia de que a prosperidade se compra individualmente. De que a política não dá mais conta de soluções coletivas. Mas esse não é o discurso da oposição?

A propaganda do PSB foi centrada em seu presidenciável. Close após close nos olhos azuis de Eduardo Campos, o narrador da história. Como escreveu Roberto Jefferson (PTB), o governador ficou parecendo mais holandês do que pernambucano. Clipes de contrastes sociais, de avanços e atrasos, culminam com a conclusão do narrador-candidato: “É preciso fazer mais”.

Alguém já disse isso… Ah, foi José Serra (PSDB), em 2010.

Segue o aliado-opositor: “É preciso contrariar os interesses da velha política. Cargo público tem que ser ocupado por quem tem capacidade, mérito, sobretudo espírito de liderança. E não por um incompetente que é nomeado somente porque tem um padrinho político forte”. Quem quiser que vista a carapuça.

Nas palavras de Campos, as conquistas do passado são coletivas, sem protagonista. Foram tanto de Luís (Inácio), quanto de Fernando (Henrique) e de Miguel (Arraes). Mas não de Dilma, que não é citada pelo nome. Já o futuro tem dono: “O Brasil precisa dar um passo adiante. E nós do PSB vamos dar esse passo, junto com o Brasil”. Faltou dizer como.

O céu político está repleto de balões, subindo e descendo nas correntes da opinião pública, impulsionados por manchetes, “likes” e tuitaços. Um dos que furou antes de alçar voo foi o fim da reeleição, assoprado por Aécio Neves (PSDB-MG). Acabou abatido pelo próprio patrono da candidatura do tucano, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mais que previsível, já que FHC foi o pai da ideia.

Mesmo que tivesse flutuado, o balão estava condenado à brevidade. Bastaria algum gaiato lembrar que, por tabela, Aécio estaria propondo um ano a mais para José Genoino (PT) na Câmara.

Mineiro, o senador pulou de pronto para outro palanque, o da Força Sindical, na comemoração do 1º de Maio. E mudou de discurso. Ou melhor, voltou a explorar o efeito tomate. Culpou Dilma pela inflação – frase sim, outra também. Mas não falou nada sobre a proposta dos anfitriões de reindexar salários. Sobre isso, só se pronunciou quando foi indagado, já fora do palanque: é contra, mas a culpa não é de Paulinho da Força, o autor da ideia, é de Dilma. Ãh? Está no script.

E Marina Silva? Não tem palanque, não tem horário de TV, não tem cargo, não tem partido. Só tem a narrativa – de 2010.

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domingo 05/05/13

Ceará prende 9 vezes mais corruptos que o resto do Brasil

O Ceará é a exceção e o exemplo: o Estado tem 9 vezes mais presos por corrupção do que seria o esperado. Apenas 3,4% dos presos no Brasil estão cumprindo pena em presídios cearenses. Mas a proporção pula para 30% quando só se leva em conta os 2.703 corruptos e corruptores presos no país. Nenhum outro Estado brasileiro tem tantos presos por corrupção quanto o Ceará. São 820, dos quais 813 são funcionários públicos acusados de cometer peculato (apropriação ou desvio ...

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domingo 05/05/13

Áreas de migração têm metade da renda do resto de São Paulo

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Rodrigo Burgarelli José Roberto de Toledo Um século depois de receber uma leva de imigrantes maior do que era a sua população nativa de então, a capital paulista abriga apenas 28% de moradores que não nasceram no Estado de São Paulo. Mas a distribuição dessas pessoas que escolheram viver na cidade está longe de ser homogênea. Varia de 49% de imigrantes na periférica Anhanguera a 14% na tradicional Vila Carrão. Os imigrantes - originários majoritariamente de outros Estados e, em menor parte, do ...

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domingo 05/05/13

Popularidade flutuante

A presidente Dilma Rousseff está perdendo o pé de sua popularidade. O poder de compra do consumidor que lhe dá sustentação voltou a cair, deixando a taxa de aprovação de seu governo a flutuar - nas alturas, é fato, mas a flutuar. Inércia sustenta popularidade por algum tempo, mas não indefinidamente. De duas, uma: ou o bolso do consumidor volta a encher, ou as opiniões positivas sobre Dilma podem começar a diminuir. É cedo para a oposição comemorar com frevo ...

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domingo 05/05/13

Jabuti arvorista

Contrariamente ao provérbio português, jabuti sobe em árvore - desde que ela esteja plantada em Brasília. Na capital do poder, quelônios praticam arvorismo todo dia. Surgem trepados em galhos com tanta frequência e há tanto tempo que só pode ser por vontade própria. Apareceu outra tartaruga ninja na semana passada. A Câmara dos Deputados aprovou em regime de urgência projeto de lei que praticamente inviabiliza a candidatura presidencial de Marina Silva (sem partido) em 2014. A pressa não teve nada a ...

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