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segunda-feira 25/03/13

Paradoxos da popularidade

Dilma500k

Quando um candidato dispara tão na frente dos outros quanto Dilma Rousseff (PT), o risco é dar-se a corrida eleitoral por terminada antes de ela começar. Hoje a presidente é imbatível. Nunca antes na história eleitoral brasileira um incumbente abriu tanta distância dos outros presidenciáveis a tanto tempo da eleição. Há dois problemas embutidos nessa frase, porém. A história eleitoral brasileira é curta. Só dois presidentes disputaram a ...

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sábado 23/03/13

Desconhecimento à parte, Aécio tem potencial igual a Serra

 

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Se todos os presidenciáveis tivessem o mesmo grau de conhecimento pelo eleitor, Dilma Rousseff (PT) continuaria franca favorita, mas, no PSDB, Aécio Neves alcançaria um potencial de voto equivalente ao de José Serra. O mineiro chegaria a 41% de eleitores que poderiam votar nele, contra 42% do paulista. É o que mostra pesquisa nacional sobre a sucessão de 2014 feita pelo Ibope a pedido do Estado.

“Apesar de os dois estarem tecnicamente empatados quando excluímos quem diz desconhecer os candidatos, Aécio teria mais espaço para conquistar novos eleitores”, diz Marcia Cavallari, CEO do Ibope Inteligência. O teto de Serra é mais baixo porque ele é conhecido por 86% do eleitorado e tem 50% de rejeição. Para Aécio, essas taxas são de 61% e 36%, respectivamente.

A rejeição a Serra aumentou muito desde abril de 2010, quando ele disputava a eleição presidencial pela segunda vez. Foi a última vez que o Ibope mediu o potencial de voto do tucano usando a mesma técnica empregada desta vez. À época, apenas 32% dos eleitores diziam que não votariam nele de jeito nenhum.

Quando se recalcula o potencial de voto excluindo-se aqueles que não conhecem os candidatos, todos os presidenciáveis ficam em uma mesma base comparável, como se fossem igualmente reconhecidos pelo eleitor – explica Marcia. Nesse cenário, Dilma chega a um potencial de 79%. Marina Silva (sem partido) fica em segundo lugar, com 50%. As taxas somadas superam 100% porque há eleitores que admitem poder votar em mais de um candidato.

Não por acaso, as duas candidatas têm a maior sobreposição de eleitores entre todos os nomes testados pelo Ibope. Nada menos do que 41% dos eleitores que dizem que votariam em Dilma falam o mesmo sobre Marina. Isso indica que a ex-senadora tem o maior potencial de crescimento caso a presidente perca popularidade.

Isso implicaria, entretanto, uma reversão da tendência do eleitorado. Dilma tem uma rejeição menor hoje do que tinha em abril de 2010, quando disputou a Presidência pela primeira vez. À época, 34% diziam que não votariam nela de jeito nenhum. Na atual pesquisa essa taxa está em apenas 20%.

Para a CEO do Ibope, só há duas hipóteses para a rejeição a Dilma aumentar: um descontrole da economia que possa ser sentido no bolso pelo eleitor, ou a eventual necessidade de racionamento de energia elétrica – como aconteceu em 2001 e afetou a avaliação do então presidente Fernando Henrique Cardoso.

“Não bastam indicadores econômicos ruins”, diz Marcia. Na sua opinião, seria necessário o eleitorado sentir uma perda de poder de compra provocada pelo descontrole da taxa de inflação, por exemplo, ou um inesperado aumento do desemprego. “As pessoas estão percebendo que têm oportunidades, pela facilidade de emprego e de crédito. Se isso não mudar, há pouco risco para a popularidade da presidente”, completa a pesquisadora.

A margem aberta por Dilma sobre seus adversários é inédita em uma corrida presidencial no Brasil quando o incumbente tenta se manter no cargo. Houve candidatos que começaram muito na frente e terminaram atrás, mas nunca um presidente. “Há um conjunto de notícias positivas, a percepção favorável do eleitor e uma consolidação alta”, enumera a diretora do Ibope.

Por isso – completa – os candidatos de oposição têm que crescer ainda em 2013 para manterem suas chances. Não é só a popularidade de Dilma que está no caminho deles. Também a Copa do Mundo de futebol tende a atrapalhar.

“No ano que vem tem férias, Carnaval e, logo em seguida, já vai começar o clima de Copa, dividindo a atenção do eleitor. Serão poucos meses úteis para que os candidatos apareçam na mídia e se tornem mais conhecidos”, adverte a CEO do Ibope.

O calendário é especialmente cruel com aqueles presidenciáveis que são menos conhecidos, como Eduardo Campos, do PSB. “Se deixar para mostrar a que veio apenas em agosto ou setembro de 2014, durante o horário eleitoral, não vai dar tempo de crescer. Ou começa a aparecer agora, ou vai ficar tarde”, diz Marcia.

Nunca é demais lembrar, entretanto, que esse é o cenário atual. “Os tetos e potenciais são dinâmicos: vão mudando à medida que os candidatos se tornam mais conhecidos e novos fatos vão se desenrolam”, ressalva a pesquisadora.

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sábado 23/03/13

Nunca houve uma candidata como Dilma

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José Roberto de Toledo Daniel Bramatti A presidente Dilma Rousseff larga na corrida para sua sucessão com um eleitorado espontâneo três vezes maior do que a soma de todos os seus adversários. Segundo pesquisa nacional do Ibope feita em parceria com o Estado, ela alcança maioria absoluta em todas as simulações de primeiro turno testadas e é a única entre os presidenciáveis com potencial de voto positivo: tem mais eleitores que admitem votar ...

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domingo 17/03/13

O cronômetro e o umbuzeiro

AecioEduardo

O valor do minuto de propaganda eleitoral disparou na semana passada - e é sua cotação que vai determinar o destino dos candidatos a presidente daqui para frente. A oscilação afetou diretamente as chances de Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Como? Em tempo. Antes, um passo atrás para olhar o contexto desse sobe-e-desce de preços. Com o aumento do ruído de fundo e das tentações eletrônicas, a ...

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sexta-feira 15/03/13

Texto versus números no IDH

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Estatísticos e redatores parecem não ter chegado a um consenso sobre o lugar do Brasil no Relatório de Desenvolvimento Humano 2013 do PNUD/ONU. Enquanto uns usaram dados educacionais de 2005 que ajudaram o país a praticamente estacionar no seu Índice de Desenvolvimento Humano no curto prazo, outros citaram o Brasil como um dos exemplos de estratégia para avançar no longo prazo. Desta vez, os redatores do relatório chegaram mais perto da realidade do que os compiladores de ...

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segunda-feira 11/03/13

“Queridos”, pero no mucho

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"Queridos e queridas" é o novo "companheiros e companheiras". Dilma Rousseff voltou a soar seu bordão ao conjurar eleitores na sexta-feira à noite, no seu pronunciamento em rede de rádio e TV. "Meus queridos brasileiros e, muito especialmente, minhas queridas brasileiras" - começou a presidente, antes de anunciar a desoneração da cesta básica, no Dia Internacional da Mulher. Não foi por acaso. "Queridos e queridas" são a chave para identificar quando Dilma está em campanha. Ao contrário de Lula, que conclamava ...

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segunda-feira 04/03/13

Lanterna na proa

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Duas notícias caíram no colo dos que a candidata Dilma Rousseff tachou de "mercadores do pessimismo": o PIB nanico de 2012 e a terceira queda consecutiva da confiança do consumidor (INEC), já em 2013. Uma é o passado, a outra insinua o futuro. O mercado, de lanterna na popa, excitou-se com o PIB e esnobou o INEC. O governo, no discurso, sugere que se apaguem as lanternas. Navegar no escuro - ou iluminando a ré - dá na mesma: a ...

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