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domingo 22/12/13

A conta é do prefeito

Ser presidente não é fácil, mas ser prefeito é pior - pelo menos se o governante estiver preocupado com a opinião pública. A popularidade de Dilma Rousseff é 26% maior do que a média dos governadores, e 39% mais alta do que a dos prefeitos, segundo o Ibope. Não é uma mera questão de competência. Se é nas cidades que os problemas se materializam, as prefeituras são o elo mais fraco da gestão pública: têm menos recursos e menor autonomia. Tome-se ...

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domingo 15/12/13

Governadores em perigo

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Em 2010, a eleição nos Estados apontou para a continuidade. Dos 27 governadores, 20 concorreram a um segundo mandato, e 13 deles foram reconduzidos ao cargo. Outros três elegeram seu candidato. Para 2014, a bússola virou de ponta-cabeça. Dos 15 governadores aptos à reeleição, só três podem confiar que estão no rumo certo para voltar ao palácio depois de passarem pelas urnas. A pesquisa CNI-Ibope divulgada na sexta-feira forneceu o melhor mapa da sucessão estadual até agora. Pela primeira vez em ...

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sexta-feira 13/12/13

Dilma recupera mais popularidade que governadores

DilmaXgov

A presidente Dilma Rousseff está recuperando sua popularidade duas vezes mais rápido do que os governadores. De julho a dezembro, o saldo da popularidade presidencial cresceu 23 pontos, segundo pesquisa Ibope/CNI. Ao mesmo tempo, a média ponderada dos 27 governadores cresceu 10 pontos. O saldo de popularidade é a taxa dos que avaliam o governo como ótimo ou bom descontados os que acham o governo ruim ou péssimo. Em julho, no auge da ressaca das manifestações de rua, o saldo de ...

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sexta-feira 13/12/13

Copa, urna e bola

A Copa do Mundo coincidiu com oito eleições presidenciais brasileiras. A bola, porém, nunca estufou nem esvaziou as urnas. Em 1930, a votação precedeu o torneio. A eleição de 1934 foi indireta. Em 1938, a ditadura Vargas deixou a urna no banco. Veio a guerra, interromperam-se também as Copas. No retorno, em 1950, nem o “maracanazzo” evitou a eleição de Getúlio Vargas.

Depois disso o divórcio dos calendários político e futebolístico durou quase meio século. Até que, em 1994, tudo casou: o Brasil foi campeão e deu situação. Parecia que o futebol ajudava o presidente de plantão. Mas, em 1998, a despeito de a seleção perder a final por 3 a 0, aconteceu a reeleição. Ficou claro: não era a bola a determinar o voto, mas o bolso cheio de reais.

Desde então, a escrita perdura. Copa e eleição convivem, mas não se misturam. Em 2002, o time ganhou, mas o governo perdeu para a oposição. Em 2006 e 2010, a seleção caiu antes das finais e, mesmo assim, o governo papou as duas. O eleitor nunca confundiu as bolas com o torcedor – embora políticos acreditem piamente no contrário. E em 2014, as urnas ficarão imunes ao clima de Copa?

Desta vez, o Brasil não apenas compete, mas é anfitrião. A responsabilidade é dupla. Um vexame extra-campo seria pior do que uma goleada dentro de casa. Descalabros de infraestrutura, escândalos na venda de ingressos ou manifestações-monstro na porta dos estádios podem, sim, influir no clima de opinião pública. Os protestos de junho já provaram isso.

Para os eleitores, o que estará em jogo não é a honra boleira da nação, mas o orgulho de fazer as coisas bem feitas. De receber direito. De dar conta do recado. As chuteiras da pátria estão abaixo do figurino de mestre de cerimônias. Para esta ser “a Copa das Copas”, como prevê Dilma Rousseff, a presidente dependerá de cartolas, não dos jogadores. Muito mais arriscado.

A tradição joga contra. Fotos aéreas do Maracanã durante a final de 1950 evidenciam as obras inacabadas do lado de fora do estádio. Nossa pontualidade nunca foi britânica. O minuto de silêncio proposto por Dilma durante o sorteio das chaves da Copa durou 10 segundos. A homenagem a Nelson Mandela foi abreviada precisamente pelo rei da cartolagem, o suíço Joseph Blatter.

Por mais fora que chute, um jogador jamais conseguirá derrubar um guindaste e matar operários. Nem gastar R$ 670 milhões em um estádio que, passados 360 minutos de bola rolando, é candidato a virar presídio temporário. Convém o público aproveitar ao máximo a Arena Amazônia, em Manaus: cada segundo de Honduras X Suíça terá custado R$ 31 mil do seu, do meu, do nosso.

A crença dos políticos de que dois ou três jogos de Copa do Mundo têm o poder de salvar anos de má administração será posta à prova. Nesta semana pesquisa CNI/Ibope mostrará o ranking de popularidade dos 27 governadores. Muitos dos que devem aparecer na parte mais baixa da tabela serão anfitriões de jogos da Copa. Veremos se o futebol é capaz de salvá-los do rebaixamento.

A súmula desse jogo indica que além de drenar cofres públicos, a Copa oferece muito mais riscos à popularidade do que benefícios à imagem do governante. É uma aposta alta, com grandes chances de dar zebra. O mesmo dinheiro bem aplicado em mais médicos e melhores hospitais provavelmente resultaria em mais pontos de aprovação do que uma arena ludopédica-circense.

Há de haver alguma planilha perdida por aí que explique tal predileção empreiteira de governantes que nunca pisaram em um estádio fora da tribuna de honra. Do mesmo jeito que há 50% de chance de o Brasil cruzar com Espanha ou Holanda, se passar às oitavas-de-final. Se a seleção for a primeira do grupo, o confronto será em Belo Horizonte. Para Dilma, é jogar na casa do adversário.

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domingo 01/12/13

Pesquisa, eco e economia

Se o Ibope já havia sido azedo, o Datafolha foi amargo para Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Apagados como estão, abrem espaço para José Serra e Marina Silva permanecerem como sombras de suas respectivas candidaturas. Sem contar a encapada assombração de Joaquim Barbosa, que paira sobre ambos. Não que os números tenham mudado muito de uma pesquisa para outra. Guardadas as diferenças intrínsecas de cada instituto, os dois contam mais ou menos a mesma história: Dilma Rousseff (PT) esboçando ...

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domingo 01/12/13

2010 + 4 ≠ 2014

A mudança está chegando. O Brasil não é Westeros, Brasília não é King's Landing, mas 2014 está despontando como um Jogo dos Tronos na política brasileira. Que mudanças são o desejo de dois em cada três eleitores, o Ibope já mostrou. O significado desse desejo, porém, permanece incerto. Quem descobrir ganha o jogo. "Mais do mesmo", o mote que elegeu Dilma Rousseff em 2010, é pouco para 2014. Há quatro anos, dois terços dos brasileiros queriam manter mais coisas do ...

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segunda-feira 18/11/13

Dilma aumenta vantagem, mas maioria quer mudança

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A presidente Dilma Rousseff (PT) aumentou sua vantagem sobre seus potenciais adversários em 2014, segundo o Ibope. Se a eleição fosse hoje, ela venceria no primeiro turno. Mas a mesma pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros espera que o próximo presidente promova mudanças - o que favorece a oposição. No cenário em que concorre contra Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), a presidente venceria por 43% a 14% do tucano e 7% do governador de Pernambuco, segundo pesquisa do ...

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quarta-feira 06/11/13

Cinco mitos sobre favela (desfeitos pelo Censo 2010)

A favela superou o clichê. A proverbial do morro carioca da Providência (para onde soldados da Guerra de Canudos transpuseram o nome de um morro sertanejo no qual vicejava uma planta chamada favela) é uma exceção até no Rio de Janeiro: 57% dos domicílios "favelados" da cidade ficam no plano. Só 15% estão em encostas íngremes. O "morro" mítico dos sambas foi aterrado há tempos. Tampouco a maioria das pessoas "prefere" morar em favelas para estar perto do trabalho. Em São ...

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segunda-feira 04/11/13

Para Maluf, perda de capital eleitoral dói mais que multa

O que mais chamou atenção na nota divulgada pelos advogados de Paulo Maluf (PP-SP) sobre sua condenação em segunda instância foi a ênfase com que defenderam a tese de que seu cliente não está inelegível. Eduardo Nobre e Patricia Rios escreveram: "A decisão tomada hoje pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo não impede que Paulo Maluf participe das próximas eleições. A condenação de suspensão de seus direitos políticos somente tem efeito após o trânsito em julgado da ação ...

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domingo 03/11/13

Desordem e regresso

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O Latinobarômetro é o mais tradicional estudo sobre a opinião pública latino-americana. Na edição divulgada sexta-feira, o Brasil foi o país onde a percepção de progresso mais regrediu: 19 pontos a menos de 2011 para 2013. No primeiro ano de governo Dilma, 52% dos brasileiros diziam que o país estava progredindo. Dois anos depois, a taxa desceu a 33%. O Brasil caiu de 3º para 11º no ranking de progresso. Não foi só o país. Dilma Rousseff também perdeu posições. ...

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domingo 06/10/13

De anões antropófagos e tratores

"Dilma vai ganhar no primeiro turno porque ocorrerá uma antropofagia de anões. Vão se comer lá embaixo, e ela, sobranceira, vai planar no Olimpo”. O momento pitonisa foi de João Santana, o marqueteiro de Lula e Dilma Rousseff, para a revista Época, pouco antes de a chapa "EduMarina" ser anunciada. Apesar de fazer previsões, Santana não tem bola de cristal. Nem ele nem ninguém anteviu que Eduardo Campos levaria Marina Silva para o seu PSB. O governador pernambucano cevou a adversária ...

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segunda-feira 30/09/13

Consumidor desconfiado segura popularidade de Dilma

A estabilidade da confiança do consumidor, medida pelo INEC da CNI/Ibope, explica porque a popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) parou de crescer. Há quatro meses que o índice Nacional de Expectativa do Consumidor oscila em torno de 110. O de setembro ficou em 110,1. Em agosto, havia sido de 110,3. Não por coincidência, desde 9 de agosto que a aprovação presidencial patina no mesmo patamar. Dilma recuperou um terço da popularidade perdida após os protestos de junho e ficou por ...

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domingo 29/09/13

Os órfãos de junho

Um a cada três eleitores brasileiros está sem candidato a presidente - mesmo depois de ser confrontado com a lista de presidenciáveis pelo Ibope. Ele já foi simpatizante de Dilma Rousseff (PT), antes dos protestos. Desiludiu-se, manifestou-se nas ruas e aderiu a Marina Silva (sem partido). Cansou. Agora, não sabe em quem votar. É o órfão de junho. Essa orfandade não vai durar para sempre, porém. A história mostra que dois de cada três desses indefinidos vão acabar escolhendo um candidato, ...

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quinta-feira 26/09/13

Ibope: Marina cai, Dilma abre 22 pontos

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José Roberto de Toledo Daniel Bramatti Estadão Dados Pesquisa nacional Ibope em parceria com o Estado mostra que Dilma Rousseff (PT) abriu 22 pontos sobre a segunda colocada, Marina Silva (sem partido), na corrida presidencial. Em julho, a diferença era de 8 pontos. Desde então, a presidente cresceu em ambos os cenários de primeiro turno estimulados pelo Ibope, enquanto Marina perdeu seis pontos, se distanciando de Dilma e ficando mais ameaçada pelos outros candidatos. No cenário que tem Aécio Neves como candidato do PSDB, ...

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quinta-feira 26/09/13

Cavalo passou arreado, mas Marina não montou

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Marina Silva perdeu a oportunidade de se consolidar como a principal adversária de Dilma Rousseff na corrida presidencial. E não é só pela falta de partido. A ex-senadora teve seu auge de popularidade em julho, logo após os protestos em massa, mas não montou no cavalo que passava arreado em sua porta. A perda de intenção de voto de Marina coincide com a resistência da Justiça eleitoral de conceder o registro para o seu novo partido em tempo de a Rede ...

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segunda-feira 23/09/13

O ódio como política

Nem prós nem contras. Quem mais perde com a prorrogação do julgamento do mensalão são os "muito pelo contrário". A extensão da disputa moral até 2014 reanima a desgastada polarização PT x PSDB no ano da eleição presidencial. Os candidatos que pretendem mudar a agenda e discutir política ou outra coisa, como Marina Silva e Eduardo Campos, têm mais dificuldade de aparecer. Marina está no meio do julgamento para registrar seu partido - com boa chance de perder. Campos fez um ...

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quarta-feira 18/09/13

Voto de Celso de Mello polariza Twitter. De novo.

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  Está ficando monótono: a cada polêmica envolvendo política brasileira, o Twitter se divide em dois campos antagônicos, que se ignoram. Foi assim com o Mais Médicos, é assim com o voto de minerva do ministro Celso de Mello - que decidiu por dar nova chance aos réus do mensalão julgados pelo Supremo Tribunal Federal. O gráfico preparado pelo Labic.net (Universidade Federal do Espírito ...

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domingo 15/09/13

Pluralidade desconexa

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O debate sobre o Mais Médicos nas redes sociais é um Fla-Flu de vôlei. Os flamenguistas ficam de um lado da rede, e os tricolores do outro. Não se tocam. Não se misturam. Cada um na sua torcida e com coro próprio. Repetem-se uns aos outros, sem atravessar a fronteira para o território adversário. Não há propriamente troca ideias. É um monólogo coletivo. São ...

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terça-feira 10/09/13

Popularidade de Dilma para de crescer

Captura de Tela 2013-09-10 às 13.35.04

A recuperação da popularidade de Dilma Rousseff não é tão rápida quanto os governistas gostariam que fosse. A pesquisa CNT/MDA divulgada hoje mostra que a avaliação positiva da presidente estabilizou, quando comparada à do Ibope de duas semanas atrás. Em ambas ela aparece com 38% de ótimo e bom. Se compararmos a pesquisa de hoje com o primeiro levantamento que mostrou recuperação de parte da popularidade presidencial - a do Datafolha de um ...

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