Partos de mães de 30 a 34 anos crescem e quase empatam com os de mães de 15 a 19 anos goo.gl/7bI3H via @estadao
As mulheres brasileiras estão casando cada vez mais tarde. Os homens também, mas isso é menos importante. Passando mais tempo na escola e/ou no trabalho, e demorando mais para se juntar a um parceiro na vida, as brasileiras têm menos filhos. No curto prazo, isso melhora a distribuição da riqueza, pois são menos bocas a repartir o pão e aumenta a força de trabalho disponível com a incorporação da mão-de-obra feminina.
No longo prazo, essa mudança requer uma adaptação do país. O Brasil está revolucionando seu padrão demográfico muito rapidamente. O que aqui demorou duas ou três décadas, na Europa levou um século. Os impactos futuros serão tão graves quanto estão sendo lá, com menos gente em idade ativa para sustentar uma crescente população de aposentados.
Os gráficos foram elaborados a partir das estatísticas do Registro Civil divulgadas nesta quarta-feira pelo IBGE. Mostram como cai rapidamente o número de partos a cada ano no Brasil. Foram registrados 441 mil nascimentos a menos entre 2003 e 2010. A maior redução tem sido de partos de mães de 15 a 24 anos. Ao mesmo tempo, mais mulheres de 30 a 34 anos tiveram filhos. O lado positivo dessa mudança de comportamento é que permite à mulher se estabelecer melhor para sustentar os filhos.
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Em 11 cidades, presidiários teriam votos suficientes para influir na eleição de prefeito. Eles não votam, mas suas famílias sim goo.gl/IZcVO
“Maria” tem o dobro do ibope de “Zé” http://t.co/b1bNS3ra
Capitais do Censo – Qual a capital brasileira da solidão? E do golpe do baú?
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Ao radiografar o Brasil, o Censo 2010 expõe o que distingue uma localidade da outra. No amontoado de tabelas e mapas escondem-se milhares de histórias humanas inusitadas. Muitas se passam em cidades longe ou pequenas demais para serem notadas; outras, bem debaixo de nossos narizes metropolitanos. A seguir, o primeiro parágrafo de uma dúzia delas.
• Herval, no Rio Grande do Sul, é a capital brasileira da solidão: 26,6% de suas unidades domésticas são unipessoais. Traduzindo do ibegêes: 1 em cada 4 casas só tem um morador.
• Careiro da Várzea, no Amazonas, é a capital rural do Brasil. Está a apenas 25 quilômetros de Manaus, mas tem a maior proporção de moradores vivendo fora da área urbana (95,8%), em comunidades com nomes de santos, de nossa senhora ou do espírito santo. Distância é algo relativo. O município é vizinho da capital, mas tem o maior rio do mundo a ligá-los e a separá-los.
• Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, é a capital brasileira da desigualdade na riqueza. Seus ricos são mais ricos. Os parnaibanos que ocupam os 25% do topo da pirâmide de renda do município ganham mais do que todos os seus pares no resto dos municípios do País: R$ 3.993 por mês. E a renda deles é 14 vezes maior do que a dos 25% de parnaibanos mais pobres. As extremidades da pirâmide estão separadas por um muro ostensivo, de um condomínio fechado, e por outros menos visíveis, como o educacional.
• Uiramutã, em Roraima, é a capital brasileira da desigualdade na pobreza. Os uiramutenses mais ricos têm renda 26 vezes maior do que os uiramutenses mais pobres. É a maior diferença proporcional do país. Chamá-los de ricos, porém, é exagero: vivem com R$ 518 por mês. Mas os 25% mais pobres sobrevivem com apenas R$ 20, menos de R$ 1 por dia. Financeiramente, são os mais miseráveis do Brasil. Quase todos moram em tribos indígenas. Muitos nem usam moeda.
• Marajá do Sena, no Maranhão, tem a maior proporção de domicílios com saneamento inadequado do País: 85,2%. É a capital brasileira da falta de água encanada, de esgoto e de coleta de lixo -tudo ao mesmo tempo agora. A maior parte joga o lixo em terreno baldio, ou queima. Duas em cada três casas não têm sanitário exclusivo dos moradores. A água é de poço ou bica.
• Westfalia, no Rio Grande do Sul, tem os pobres mais ricos do Brasil. A renda média dos 25% da parte de baixo da pirâmide chega a R$ 573 por mês. Seus conterrâneos do andar de cima vivem com uma renda apenas 2,5 vezes maior. É um terço da desigualdade média brasileira.
• Na planilha, a paulista Balbinos tem dois títulos nacionais: a maior taxa de crescimento populacional da década passada, e a maior proporção de homens no total da população: 81%. Mas ambos são consequência da recente instalação de duas penitenciárias, para onde foram levados mais detentos do que há balbinenses no resto do município.
• História semelhante à de Balbinos aconteceu em Pracinha, Lavínia, Iaras, Reginópolis, Álvaro de Carvalho, Marabá Paulista, Guareí, Serra Azul, Itirapina e Pacaembu. As dez foram alvo da política de distribuição penitenciária do governo paulista. Se os presos todos pudessem votar nessas cidades teriam grande chance de eleger o prefeito local -um novo paradigma ético da política brasileira.
• Niterói, no Rio de Janeiro, tem potencial para ser a capital brasileira do golpe do baú. Lá vivem as mulheres mais afluentes do Brasil, na média. A renda mensal delas chega a R$ 2.176 por mês. Mas o golpe do baú pode ser também no sentido oposto: os niteroienses ganham, em média, 50% mais do que suas caras-metade.
• Lajeado Grande, em Santa Catarina, é a capital da desigualdade financeira entre os sexos. Os lajeado grandenses ganham, em média, 3 vezes mais do que as conterrâneas do gênero feminino: R$ 2.411 a R$ 800.
• O município brasileiro onde sobram proporcionalmente mais homens livres (e fora do presídio) é Tapurah, no Mato Grosso. A população masculina é 40% maior do que a feminina. O desequilíbrio se concentra na área rural, ao norte da cidade. Lá, há 8 vezes mais jovens de 15 a 30 anos -que moram em domicílios coletivos cedidos por seus patrões, em sítios e fazendas- do que garotas da mesma idade.
• A cidade onde há excedente proporcionalmente maior de mulheres é Santos (SP): 19% a mais do que homens. O problema começa aos 20 anos e se agrava -muito- com o passar do tempo. Na idade fértil, dos 15 aos 49 anos, a defasagem é de 12%. Mas a partir de 60 anos, há 62% mais mulheres do que homens.
Pensando bem, Santos e Tapurah disputam com Herval o título de capital da solidão.
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Tags: Censo 2010, demografia, desigualdade, renda
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Bolsonaro gosta de morder e assoprar. Repete a manobra e a defesa: joga na confusão, diz que disse do “amor à causa”. http://t.co/yfcsZm1C
Bolsonaro repete sempre a mesma tática para chamar a atenção e alimentar seu eleitorado homofóbico. Ele vai repetir enquanto funcionar
Poderá ser. E só se crime não tiver mais de 5 anos RT @VEJA: Político será cassado por crime cometido antes do mandato http://t.co/NEtKVgUP
Depressão é mais comum entre americanos do que entre alemães, entre mulheres do que homens, entre pobres do que ricos http://t.co/aFgPYFGh
Para brasileiros até 34 anos , internet complementa TV, como o jornal complementa para quem tem mais de 45. Ibope: http://t.co/6d08PxSP
Tese da McKinsey é que novas tecnologias, turbinadas por redes digitais de informação, suprirão explosão de demanda. A questão é: a tempo?
Relatório sobre explosão da demanda mundial de matéria prima: 3 bilhões de novos consumidores de classe média até 2030 http://t.co/5Owkt0KL
Relatório McKinsey sobre explosão da demanda mundial por comida, energia, água e materiais até 2030: Brasil entra 16x http://t.co/5Owkt0KL
PDT em chamas tuíticas RT @Sen_Cristovam: Dep Paulinho recomenda a @pedrotaques123 @reguffe e a mim sairmos do PDT.O que V. acha?
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