José Roberto de Toledo - Estadao.com.br
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A aprovação do governo de Dilma Rousseff oscilou dentro da margem de erro da pesquisa CNI/Ibope, mas a repercussão majoritária na imprensa foi que ela cresceu de 48% para 51% -e é essa versão que acaba valendo. É mais uma notícia positiva para um noticiário que passou a ser visto como mais favorável (27%) do que desfavorável (21%) à presidente nos últimos meses.

A variação não caracteriza crescimento porque a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos. Em julho, os 48% de ótimo+bom poderiam ser tanto 46% quanto 50%. E os 51% de agora podem ser 49% ou 53%. Só dá para falar em crescimento quando o limite máximo da margem de erro da pesquisa anterior supera o mínimo da atual.

Dilma está surfando uma onda positiva que começou com o que a oposição imaginou que seria o começo do fim da popularidade da presidente: a sequência de demissões de ministros por suspeita de corrupção. O que a pesquisa Ibope/CNI mostra é que a versão da “faxina” superou a do “mar de corrupção”. Dilma percebeu isso logo e só parou de demitir quando as reações da dita base aliada ficaram fortes demais.

O efeito positivo do uso da vassoura no ministério pode explicar o aumento da popularidade da presidente nas regiões Sul e Sudeste, mais sensíveis ao discurso anti-corrupção e onde a oposição costuma ter mais força.

O governo ganhou a batalha de comunicação das demissões em série de ministros (os números da CNI/Ibope desaconselham falar em “crise”), mas o principal indicador de que a guerra de popularidade ainda está sendo travada permanece inalterado. Seu desempenho no combate à inflação segue tão desaprovado quanto três meses atrás (55% a 56%). Isso se explica pelo fato de que 68% dos brasileiros acreditam que a inflação vai aumentar.

As pessoas sabem e comentam que os preços estão muito altos (quinta notícia mais citada espontaneamente), isso se reflete em um nível de confiança do consumidor mais baixo do que o de um ano atrás. Mas esse indicador ainda é apenas um sinal amarelo, de alerta. A preocupação com a inflação não se transformou em perda notável de poder de compra da população (só 13% acham que vão poder comprar menos bens de alto valor), e por isso a popularidade de Dilma segue alta.

O corte da taxa básica de juros pode ajudar Dilma a mantê-la assim. Apesar de 59% ainda desaprovarem a política de juros estratosféricos do governo, a desaprovação oscilou menos 4 pontos desde julho. Se o Banco Central, como prevê o mercado e quer o governo, continuar reduzindo a taxa, Dilma poderá faturar com o efeito da medida -pelo menos no curto prazo.

Embora 55% achem os governos Dilma e Lula iguais, essa impressão diminui com o tempo: era de 64% em março, caiu para 57% em julho e chegou a 55% agora. Dilma herdou grande parte da popularidade do ex-presidente, mas a comparação direta lhe é desfavorável: 26% acham o governo Lula melhor contra 15% que preferem o seu.

Há uma grande diferença de intensidade na aprovação de ambos. O governo Dilma é considerado “ótimo” por apenas 7% dos brasileiros. A maior parte (44%) o caracteriza como “bom”. Lula terminou a sua gestão com 26% de “ótimo” e 54% de “bom”. É um dos raros casos em que um presidente saiu do governo para entrar na mitologia.

Há indícios na pesquisa Ibope/CNI, ainda a serem confirmados, de que Dilma começou a se diferenciar muito lentamente do seu patrono aos olhos da opinião pública. E que, por enquanto, isso não a atrapalhou. Sua aprovação pessoal (71%) e confiança da população (68%) seguem altos.

Veja o relatório da pesquisa Ibope/CNI.

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Há uma forte correlação entre o que as pessoas fazem no dia-a-dia e o que elas publicam ou procuram na internet. Já se sabia isso pela frequência de buscas mais comuns no Google em cada hora e dia da semana. Mas um novo estudo e uma nova ferramenta mostram que isso é ainda mais verdadeiro no Twitter.

Os tuiteiros lusófonos costumam publicar notas sobre “trânsito” justamente nos horários de maior congestionamento, como às 7h da manhã, ou nas sextas-feiras no fim da tarde. Como os brasileiros são imensa maioria entre os usuários do Twitter em português, eles preponderam nos resultados.

“Futebol” é mais comentado no Twitter em português nos domingos à tarde e nas quartas à noite, horário dos principais jogos do Brasileirão.

A “hora do almoço” é a mesma no Twitter e no cotidiano. Mantém até as peculiaridades de cada dia da semana: mais tarde aos domingos e mais longa aos sábados.

Como na vida real, “novela” é um hábito diário, com hora certa no Twitter em português. É mais assunto principalmente às segundas-feiras, e perde importância no fim-de-semana, quando muda a programação na TV.

Balada” virou exclusivamente sinônimo de noitada. E como tal, tem seu pico na madrugada de sábado para domingo, com os tuiteiros comentando o que fizeram. Há um segundo ponto alto no começo da noite de sábado, quando eles combinam ou anunciam o que estão prestes a fazer.

Domingo é dia de “missa” e de “culto“, com preponderância do rito católico, embora em proporção menor do que os dados censitários sobre preferência religiosa da população poderiam fazer supor.

Possível sinal de perda de influência relativa da Igreja católica aparece na comparação do número de citações ao “padre” e ao “pastor” no Twitter.

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O pesquisador Scott Golder (@redlog), da Universidade de Cornell, nos EUA, reuniu uma base de dados com centenas de milhões de tuitadas de 84 países. Fez um estudo dos tuítes em inglês usando software que distingue palavras que identificam atitudes positivas e negativas. Isso rendeu reportagem no The New York Times e foi reproduzido no Brasil, inclusive aqui. Mas a base de dados está disponível online, e contém tuítes em português. É com base nela que foram montados os gráficos acima.

Nos gráficos multicoloridos, cada linha corresponde a um dia da semana e é identificada por cores diferentes, como a seguir: segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira, sábado e domingo.

Esta nota teve a colaboração dos jornalistas Amanda Rossi e Bruno Meirelles.

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  • 30 de setembro de 2011
  • 11h14

Fogo amigo 2 “@estadao: Reitor da USP é considerado persona non grata pela Faculdade de Direito (da USP): http://t.co/U5oXXKGf”

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  • 30 de setembro de 2011
  • 11h09

Fogo amigo “@Aloysio_Nunes: A propaganda do PSDB ignora o lider político com o prestígio popular de @joseserra_ . Vamos bem assim…”

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  • 29 de setembro de 2011
  • 18h53

Gênio RT @Rosental: (pré-candidato a presidente republicano) Rick Perry bloqueia jornalistas em sua conta no Twitter http://t.co/LHY4RqHi

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  • 29 de setembro de 2011
  • 18h36

E pra 2x , tem? RT @estadao: Internet até 100X + rápida no celular é descartada no BR: operadoras não têm dinheiro: http://t.co/zH6oPUX9

É difícil seguir a bússola verbal do recém-criado PSD. Às vezes ela aponta para o centro, às vezes para a esquerda e a direita ao mesmo tempo, e até para lugar nenhum. Melhor do que guiar-se pelo que dizem os ponteiros do 28º partido brasileiro, é seguir o que eles fazem.

O prefeito Gilberto Kassab, por exemplo, já foi malufista, liberal, democrata, serrista. Em comum, o permanente voo de mariposa em torno do calor emanado pelo poder. Nada mais natural, portanto, que seu novo partido seja criado para se aproximar do governo federal petista sem se afastar do governo estadual tucano.

Kassab tem faro de sabujo para detectar quando um astro da política está perdendo a força e rapidez de neutrino para achegar-se à fonte de poder emergente. É uma atração irresistível pelo centro, não importa quem esteja nele. Oposição, só como contingência temporária.

É de acreditar que Kassab e os 40 e tantos deputados contabilizados pelo PSD compartilhem a mesma aderência ideológica. Não chega a ser um novo “centrão” -a frente pluripartidária que comandou votações importantes do Congresso Constituinte-, mas ambiciona reformar pontos nada específicos da Constituição.

Líder ruralista da sigla, a senadora Katia Abreu deve propor uma assembleia constituinte, paralela ao Congresso Nacional, para mudar as cláusulas que sustentam os sistemas político, trabalhista e previdenciário. É claro que, uma vez instalada, seus limites podem se estender a temas como a função social da terra.

Como se vê, o PSD pretende-se protagonista. Se apresenta ao governo -qualquer governo- como alternativa ao PMDB, o centro da política brasileira desde a redemocratização. Mas para ocupar o núcleo do poder, Kassab & cia. precisarão de muita musculação. Dois votos no Senado é tanto quanto têm o PC do B e o PSOL. Só ajuda quando não atrapalha.

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  • 28 de setembro de 2011
  • 17h38

A vingança dos Drones RT @Slate: Man arrested in plot to destroy Capitol and Pentagon with remote-controlled aircraft: http://t.co/uLpITq9a

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  • 28 de setembro de 2011
  • 15h00

Frases em busca de um autor: Kassab fundou o PSD e afundou SP.

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  • 28 de setembro de 2011
  • 11h55

A reação corporativista de juízes contra a ministra Eliana “bandidos togados” Calmon pode ressuscitar o controle externo do Judiciário

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  • 28 de setembro de 2011
  • 2h15

Por que o anti-cristo importa na política dos EUA http://t.co/gIe4MzLs

Quem só ouviu a justificativa do presidente da Câmara dos Deputados sobre o porquê de ele ter referendado a sessão da Comissão de Constituição e Justiça que aprovou 118 projetos em três minutos com apenas dois deputados presentes deve ter ficado sem entender a seguinte frase:

“Se fôssemos anular essa sessão, teríamos que anular todas as sessões que aconteceram nos últimos dez anos com votação em bloco, o que acarretaria a suspensão da concessão das rádios e televisões praticamente de todo o Brasil, inclusive da Globo. A renovação da concessão de vários veículos da Rede Globo foi feita no dia 5 de maio de 2009, numa sessão também com votação simbólica e em bloco”, afirmou Marco Maia ao site G1.

De onde surgiu esse argumento? Do fato, pouco divulgado, de que a sessão relâmpago-fantasma da CCJ aprovou a concessão de dezenas de rádios e TVs. Dos 118 projetos aprovados, 57 se referem a concessões de rádio. Dentre esses, a metade, a rádios comunitárias. Há também outorgas de rádios comerciais, como a Bandeirantes em São Paulo e Campinas.

E por que a menção do presidente da Câmara especificamente à Rede Globo? Talvez porque a notícia sobre a sessão relâmpago tenha sido publicada com maior destaque nos veículos de comunicação ligados à Globo, como o próprio site G1 e a rádio CBN. Ou talvez tenha sido só coincidência.

Dezenas de projetos são aprovados sem discussão e por votação simbólica no Congresso quase diariamente. Durante o Congresso Constituinte, a frase mais popular do presidente da Câmara, Ulysses Guimarães, era: “Quem-for-a-favor- permaneça-como-está-aprovado”. Assim mesmo, sem pausa nem vírgula, boa parte da atual Constituição foi “chancelada” pelos congressistas. O resto, como admitiu décadas depois o relator-geral Nelson Jobim, sem nem sequer passar por esse ritual.

Um erro não justifica outro, obviamente. O argumento usado por Marco Maia só tende a perpetuar a prática de o Congresso aprovar quase tudo sem votação nominal, muito menos discutir. Mas não dá para dizer que a sessão relâmpago-fantasma da CCJ tenha sido a primeira. Nem que será a última.

PS: Esta nota foi inspirada por observação feita pelo jornalista José Paulo Kupfer no Twitter. Mas a culpa é toda minha.

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  • 27 de setembro de 2011
  • 11h52

O fim e os meios “@crampell: Nos EUA, magnatas da pizza doam muito mais dinheiro a republicanos do que a democratas http://t.co/55Yg3JRa”

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  • 26 de setembro de 2011
  • 18h08

Para saber se suas mensagens estão fazendo você ganhar ou perder seguidores no Twitter http://www.tweeteffect.com

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  • 26 de setembro de 2011
  • 17h38

O que tanto teme o vereador que tentou bloquear, na Justiça, buscas por seu nome no Google? http://t.co/0SCh8ulu via @deputadamanuela

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  • 26 de setembro de 2011
  • 16h22

Quanto o Brasil economizaria se a FIFA não aceitasse a lei que mantém proibição de bebidas nos estádios e levasse a Copa para outro lugar?

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