RT @bramatti: Empresas dos EUA gastam com impostos menos do que pagam a seus executivos. Incrível.
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Tags: 2012, eleição, EUA, obama, popularidade
Reais, dólares, euros ou rúpias. Não importa a moeda, o casamento do dinheiro com a política é universal. Seja no Brasil, nos EUA, na Espanha ou na Índia, há correlação entre o volume de verbas federais transferido para governos locais e a posição política dos governantes. Prefeitos aliados recebem bônus. Adversários, o que manda a lei.
Estudo apresentado no encontro da Sociedade Europeia de Econometria, esta semana na Noruega, calcula o quanto o governo federal brasileiro privilegiou os prefeitos de partidos aliados no reparte de verbas entre 1997 e 2008: até 46% a mais por habitante do que para os não-aliados (o valor depende de como se distinguem amigos de inimigos). As conclusões valem para os governos FHC e Lula, sem distinção.
Assinam o trabalho professores dos departamentos de economia de duas instituições europeias: a brasileira Fernanda Brollo, da Universidade de Alicante (Espanha), e o italiano Tommaso Nannicini, da Universidade Bocconi (Itália). Econometria à parte, o que importa para os eleitores são as constatações. A seguir, as dez principais:
1) Os bônus para os aliados se concentram nos últimos dois anos de mandato do prefeito, aqueles que antecedem a eleição municipal. Nos dois primeiros anos não há diferença significativa no reparte dos recursos;
2) Prefeitos de partidos da coalizão do presidente têm mais chances de serem beneficiados com verbas se forem candidatos à reeleição. O privilégio míngua no segundo mandato consecutivo;
3) As verbas adicionais são mais polpudas quando o prefeito aliado venceu a eleição por uma margem folgada;
4) De maneira oposta, os prefeitos de partidos de oposição ao presidente que se elegeram por poucos votos de diferença são os que menos recebem verbas discricionárias, ficam limitados às transferências obrigatórias;
5) Prefeitos aliados do presidente que não estão alinhados com o governador dos seus Estados recebem mais dinheiro extra do governo federal;
6) Os repasses federais extras para aliados são proporcionalmente maiores nas cidades pequenas;
7) Os repasses também são proporcionalmente maiores para cidades sem uma rádio local;
8 ) Não há diferença significativa de renda e desenvolvimento social entre as cidades governadas por prefeitos aliados do presidente e as governadas pelos adversários;
9) Prefeitos do mesmo partido do presidente não recebem mais verbas discricionárias do que os prefeitos de outros partidos aliados;
10) A chance de um prefeito se reeleger aumenta se ele estiver alinhado com o governo federal, especialmente se for do mesmo partido do presidente.
E o que isso tudo significa?
Deputados dependem de apoio dos prefeitos para se elegerem. Sua moeda de troca são as emendas parlamentares ao orçamento da União. Os deputados incluem no orçamento verbas para diferentes municípios comprarem ambulâncias, construírem quadras esportivas, escolas, pontes, e asfaltarem estradas. Mas o pagamento não é automático. Depende do Executivo. Liberar ou não as verbas das emendas dos deputados é a moeda de troca do presidente.
É assim que o governo federal -qualquer governo- monta sua base no Congresso. Literalmente compra o apoio daqueles partidos que orbitam o poder sem se importarem com a cor, sexo ou ideologia do inquilino do Palácio do Planalto. Como o partido presidencial sozinho nunca dispõe de mais do que 20% dos votos na Câmara, o presidente é ao mesmo tempo refém e patrono das bancadas fisiológicas.
O que o estudo de Brollo e Nannicini mostra é que há uma ciência no fisiologismo. Ela funciona melhor nos municípios menores porque eles são mais dependentes de repasses federais (o esquema é menos eficiente nas cidades que têm fontes de recursos próprios, como capitais). O privilégio para os prefeitos candidatos à reeleição se explica porque eles oferecem menos risco de serem concorrentes dos deputados. Prefeitos do mesmo partido do presidente não têm tratamento especial porque os deputados do partido devem obediência automática ao governo (em tese).
O que o estudo não mostra (nem era seu objetivo) é que além da fisiologia, esse sistema favorece a corrupção. Como o escândalo dos sanguessugas e tantos outros já comprovaram, muitas emendas parlamentares pagam “pedágio” que ajuda a bancar as campanhas de deputados. Como só se elegem para a Câmara os que gastam mais na campanha, quem consegue liberar mais verbas de emendas ao orçamento da União tem, teoricamente, mais chances de se reeleger.
Outra contribuição do estudo é ajudar a compreender a força da rebelião dos partidos aliados de Dilma Rousseff quando ela ameaçou não pagar as emendas. O timing estava errado: a presidente tentou fechar a torneira justamente no período mais crítico para o ciclo fisiológico-eleitoral, o ano anterior à eleição municipal. A reação dos deputados foi pela sobrevivência do sistema. Tão grande que Dilma recuou.
PS: A indicação do estudo acima foi de Maurício Moura, pesquisador brasileiro da George Washington University, nos EUA.
Tags: 2012, Congres, corrupção, Dilma, eleição, FHC, gasto público, governo, Lula
Ótimo mapa/infográfico para acompanhar trajeto e velocidade do furacão que pode atingir Nova York. Do NYTimes: http://t.co/JOGqLhU
Com a aposentadoria precoce de Steve Jobs, os EUA perdem seu último gênio. E a Apple perde todo o seu departamento de pesquisa de mercado.
Nova York treme sem parar RT @crampell: map of the earthquake http://t.co/aWuhJ1j
Com jeito, mas sem muita paciência, Luiz Inácio Lula da Silva vai impondo ao PT sua vontade de não realizar prévias para escolha do candidato do partido a prefeito de São Paulo. É como se dissesse que, mais do que os militantes, sabe o que é melhor para o PT. Talvez seja verdade, mas não é lá muito democrático.
O argumento de Lula: o partido precisa de uma “cara nova” para vencer. Ponto, parágrafo. No seu cenário eleitoral, o ex-presidente não vê José Serra (PSDB) entre os adversários petistas em 2012. Se estiver correto, será uma eleição sui generis, com os principais partidos apresentando “caras novas”, que é uma maneira simpática de dizer candidatos desconhecidos (Paulo Maluf é café-com-leite).
Um modo de entender o argumento sumário de Lula é que ele não quer uma candidata com rejeição particular, como a senadora Marta Suplicy, somando à rejeição coletiva do partido. Foi o que aconteceu em 2004, quando a prefeita, apesar do saldo positivo de avaliação, perdeu a reeleição para si mesma e ressuscitou Serra.
A “cara nova” pedida pelo ex-presidente tem apenas um nome: Fernando Haddad, seu ministro da Educação. Os deputados Jilmar Tatto e Carlos Zarattini, embora tão desconhecidos quanto do grande eleitorado, não parecem se qualificar ao status de novidade defendido por Lula. A cara, além de nova, deve ser atraente.
Aceita essa premissa, Haddad tem potencial para melhorar a desempenho do PT no eleitorado feminino de classe média, um dos pontos fracos do partido. Além de poder se apresentar como pai do CEU -sem trocadilho- e do Pro-Uni. E só. Será o suficiente para eleger-se prefeito? Depende da concorrência.
No cenário traçado por Lula -só com desconhecidos e o desgastado Maluf- o candidato do PT, mesmo partindo do zero, teria boas chances de chegar ao segundo turno, empurrado por ele, pelo voto petista na periferia paulistana e pelo tempo de propaganda compulsória na TV. Lula tem o case de Dilma Rousseff para ilustrar sua teoria. Mas há furos.
Eleição para prefeito tem lógica diferente da eleição para presidente. O que está em jogo é trânsito, ônibus, metrô, escola e posto de saúde. Tem pouco a ver com política econômica e consumo. O aval de Lula conta muito menos.
Numa eleição apenas com “caras novas”, o eleitorado pode se enfeitiçar por outro rosto. Com diferentes graus de novidade, podem estar na disputa Gabriel Chalita (PMDB), Soninha (PPS), Paulinho da Força Sindical (PDT), Celso Russomanno (PP) e um representante do prefeito Gilberto Kassab -o secretário Eduardo Jorge (PV) ou o vice-governador Afif Domingos (PSD).
Além disso há a questão tucana. No cálculo de Lula, o candidato do PSDB seria escolhido -em prévias, vale destacar- entre o senador Aloysio Nunes, o deputado Ricardo Trípoli e os secretários José Aníbal, Bruno Covas e Andrea Matarazzo.
Na hipótese de Haddad chegar ao segundo turno paulistano, seu adversário seria um tucano pouco conhecido ou uma das “caras novas” dos outros partidos, com mais chance para Chalita. Ganha quem tiver menos rejeição. Como são todos pouco conhecidos, são também pouco rejeitados -salvo o candidato do PT, que carrega a ojeriza da elite paulistana e de boa parte de sua classe média ao partido.
Esse é o cenário positivo para Haddad. O negativo é Lula estar errado na sua avaliação e Serra se tornar o candidato do PSDB. O tucano sairia favorito para chegar ao segundo turno. E sobraria para o petista disputar com as outras “caras novas” a segunda vaga. Se não decolar logo, corre o risco de se embolar com outros neófitos e, no limite, cair fora ainda no primeiro turno.
Para a tática de Lula funcionar, o PT precisaria escolher logo Haddad e começar a trabalhar seu nome o quanto antes, para que ele chegasse com uma velocidade inicial mais alta em 2012.
Esse cronograma é oposto ao do PSDB. Os tucanos devem fazer suas prévias apenas no próximo ano. E, no que depender das viúvas de Serra, quanto mais demorar melhor. Assim, o candidato derrotado a presidente manteria chances de entrar na disputa se o cenário lhe convier e as pesquisas estimularem.
Lula já mostrou que tem pressa e vai forçar uma definição rápida do PT. Pode ser uma vantagem, se os tucanos apresentarem também uma “cara nova” -ou um problema, se Serra entrar na disputa.
Tags: 2012, eleição, Haddad, Kassab, Lula, Marta, PSDB, PT, Serra
Nos estertores, forças de Kadafi jogam na confusão em Trípoli, misturando-se a rebeldes, e esperando que bomba da OTAN erre o alvo
Obama já está tentando faturar o sucesso na #Libya Tem direito. Mas o efeito será menor e ainda mais efêmero do que a morte de Bin Laden
Com o sucesso do bombardeio em apenas 5 meses na #Libya OTAN e EUA têm uma nova estratégia provada. E sem perder soldados.
Fernando Henrique Cardoso e Geraldo Alckmin demonstraram mais apoio a Dilma Rousseff na semana passada do que boa parte do PT. Não foram só os elogios, verbas e afagos da presidente que seduziram os dois tucanos. O cálculo político explica melhor o oposicionismo “light” da dupla, cada vez mais contrastante com o de José Serra. Tudo passa por 2014.
Nas internas, FHC disse a correligionários que o PSDB deveria apoiar a dita “faxina” promovida por Dilma no governo, em vez de propor uma investigação pelo Congresso. Na sua avaliação, uma CPI da corrupção agora só favoreceria o retorno de Luiz Inacio Lula da Silva daqui a três anos. O subtexto: em 2014, é mais fácil um candidato tucano bater a atual presidente do que o seu patrono político.
É improvável que o ex-presidente defendesse Dilma se ela não o tivesse elogiado publicamente mais de uma vez, se não o fizesse convidado de honra no encontro com Barack Obama, em Brasília. O ego sempre foi o ponto fraco do tucano. Mas tampouco FHC se arriscaria nessa defesa da petista sem uma razão partidária. O cálculo do ex-presidente pode até não fechar, mas é defensável.
Com Alckmin, o flerte de Dilma passou por outros cantos. Presidentes e governadores sempre têm interesses comuns: programas em parceria, controle fiscal e o bom andamento da economia -o principal lubrificante para suas reeleições. Mas nada é mais importante do que o objetivo político de cada um. E o do governador paulista parece combinar com o da presidente.
Em cerimônia na quinta-feira no mais alto ninho tucano, o Palácio dos Bandeirantes, Dilma tateou: “O pacto republicano e pluripartidário que estamos firmando hoje é capaz de transformar a realidade social que vivemos”. Pela reação de Alckmin, a petista tocou a nota certa. “Ultrapassamos o período de disputas para unir esforços em prol daqueles que precisam. Isso se deve em grande parte ao seu patriotismo”, respondeu o governador, referindo-se à visitante. Rapapé inédito entre tucanos e petistas.
Tanta eloquência se explica se Alckmin estiver preocupado em garantir a sua reeleição em 2014, e fazer dela trampolim para a candidatura presidencial em 2018. Ele teria 66 anos. Para o governador ter chances daqui a sete anos, Dilma -não Lula- precisaria disputar 2014 pelo PT. Nisso, ele e FHC concordam, ainda que por motivos opostos (para Alckmin, seria melhor que outro tucano não se elegesse presidente em 2014, pois seria candidato “natural” à reeleição quatro anos depois).
Nesse cenário, em 2018 Lula, aos 73 anos e há oito longe do poder, seria um adversário improvável. Dilma seria inelegível. E o PT enfrentaria o desgaste de eventuais 16 anos de governo. 2014 é uma eleição mais arriscada para Alckmin do que 2018. Se disputar o próximo pleito presidencial, ele abrirá o mesmo flanco que abriu em 2006, quando perdeu para presidente e viu Serra se eleger governador em São Paulo.
Isso limita o próximo rol de presidenciáveis tucanos a Aécio Neves e a Serra. Não por acaso, o mineiro se apressou a reforçar o tom oposicionista. Disse que a “faxina” é mero “slogan de campanha” e que o governo só demite em reação ao noticiário. Não nomeou Dilma nem falou em CPI. Ou seja, manteve-se um tom abaixo de Serra, o mais sistemático crítico do governo federal. O PSDB é campeão olímpico de “fogo amigo”, mas não disputa o título sozinho.
“Se fosse unido não seria partido”. A piada é velha, mas ainda vale. A disputa pelo poder começa dentro das siglas partidárias, sempre. O PMDB está dividido em São Paulo (Micher Temer versus quercistas). O PP rachou entre o atual e o antigo ministro das Cidades. O PT já nasceu com tantas diferenças que as institucionalizou, sob a forma de tendências partidárias. No Brasil, bastou começar com “P” para tender à divisão. Até a Polícia Federal tem facções.
Não poucas vezes há mais identidade entre políticos de agremiações antagônicas do que entre seus pares. Por contingência, histórica ou geográfica, um está em uma sigla e outro, na rival. Daí que as alianças e coalizões são quase aleatórias, com poucas combinações fora do jogo. Tudo depende da circunstância, que muda feito nuvem.
Conscientemente ou não, Dilma adotou o estilo de um antecessor na troca do ministro da Agricultura. Avisou primeiro seu vice e pediu a indicação de um substituto. Deixou claro que a vaga é do PMDB de Temer. Preveniu especulações. É como FHC fazia.
RT @bramatti: Murdoch quer versão brasileira da Fox News. http://t.co/oaoWCDw / Candidato a O’Riley é o que não falta
RT @RevistaEpoca: “O botox virou o uniforme de uma geração”, Salma Hayek | http://t.co/mTqDg8p // Grande fil
Ai, ai, ai Obama RT @washingtonpost: Desemprego em alta em 31 estados http://t.co/fjU5LSK Os EUA têm 50 estados
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