Tags: congresso, Dilma, governo, jornalismo
Estamos livres de Alfredo Nascimento e do Senador João Pedro com a sua subserviência ao Governo.
É PRESIDENTA, não votei na senhora, más estava torcendo para que desse certo seu governo, pelo menos a senhora tinha postura digna de um presidente, sem alarde, populismo barato, sem usar microfone para se ridicularizar com gracinhas vulgares, mudou em parte a diplomacia, não se aliou de cara com os maiores ditadores do planeta. Mas com apenas seis meses de governo já é o segundo ministro que cai por suspeita de corrupção. Quem tem uma base de apoio como esse do seu governo, capitaneado por um PT que cultiva a corrupção não pode dá certo. Infelizmente nos ultimos oito anos de desgoverno do PT só se viu roubalheira
escancarada sem amenor preocupação ou vergonha na cara dos seus dirigentes.
É bom que Dilma não hostilize a imprensa como fazia seu (ainda) chefe. Mas se ele for rigorosa em todos os ministérios, se sobrar um ou dois ministros é muito.
O lado ensolarado da rua
“Grab your coat and get your hat
Leave your worries on the doorstep
Life can be so sweet
On the sunny side of the street”
Dorothy Fields
Na semana passada andei encasquetado com o Quiroga. Ele insistia que eu devia prestar atenção no presente, fazer o que devia ser feito sem me atormentar com o futuro ou com a recíproca imediata da vida. Fazer o que vai no coração, no que se acredita, sem cálculo algum sempre foi minha conduta, solitária, incompreendida por muitos e aprovada por muito poucos, geralmente um ou outro velhinho cujo cinismo se diluiu em tantos anos. Os adultos, por sobrevivência, tendem ao cinismo. Com eles tenho paciência e até acho graça. Só me entristece ver as crianças cada vez mais cínicas. Enfim…
No domingo, lendo o mesmo jornal, entendi que o Quiroga não falava comigo, que sou do dezessete de junho, mas com o Fernando Henrique, que nasceu no dezoito, e portanto obedece ao mesmo quadradinho diário que rege os homens do signo de gêmeos. Era o artigo do presidente, um pequeno balanço de seus oitenta anos que gente boa vem comemorando mundo afora. No quarto parágrafo tive a certeza que ele entendeu o recado do astrólogo e colega de Estadão. Anotou que, quando perguntado sobre seu papel na História, afastado da modéstia e abraçado à realidade responde que dentro de cem anos provavelmente nada, ou um verbete explicando que ele presidiu o Brasil entre 1995 e 2003. Ele sabe que a História depende muito de quem conta e aproveita para deixar uma ironia, questionando o valor do reconhecimento póstumo, igual ao Nelson Cavaquinho que pediu as flores em vida.
Rodrigo Almeida Prado
O Mario Quintana dizia que o sorriso enriquece quem recebe sem empobrecer que dá. Eu acho que enriquece os dois, aliás, como tudo que é bom de verdade. Às vezes acontece até com o dinheiro e toda sua frieza: o pagamento de certas dívidas aliviam mais os ombros do que os bolsos. Mas uma palavra amiga, um carinho, um favor que se presta desinteressadamente têm o dom de alimentar as duas pontas. A carta escrita pela presidente Dilma reconhecendo o legado do Fernando Henrique é um caso exemplar, porque engrandeceu a autora ao mesmo tempo em que serviu de curativo depois de oito anos de discurso desconstrutivo.
Não sei quando a presidente faz anos, mas acho que ela também leu o Quiroga dos gêmeos. Cada vez mais ela parece preocupada em fazer a coisa certa e estar ao lado de gente boa. Foi assim quando entregou o Palocci, em detrimento da articulação circense do seu antecessor. Está sendo assim na fritura do ministro dos Transportes, também herança maldita do governo anterior. E, no momento de dar adeus a um colega presidente da República honrado como foi o Itamar Franco, preferiu a companhia do FHC, do Aécio Neves, do Serra, do Geraldo e do Suplicy, enquanto Lula foi acompanhado de Sarney, Collor, Renan Calheiros e Michel Temer.
Se pouca gente notou a mensagem das fotografias, menos gente ainda vai se lembrar disso no futuro. Mas como disse o Quiroga o que importa é hoje, e andar ao lado do lado ensolarado da rua já é em si uma recompensa da vida.
Não votei na Dilma, porém, analisando suprepartidariamente, há muito tempo que não se via políticos desonestos (e são muitos) tão preocupados em deixar “os deles” na reta.
Essa preocupação dá um fio de esperança ao povo brasileiro que já não aguenta mais tanta corrupção.
2012
2011
2010
2009
Deixe um comentário: