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sexta-feira 29/07/11

Popularidade de Obama chega ao fundo do poço, mostra Gallup

A popularidade de Barack Obama chegou ao fundo do poço. O tracking diário feito pelo instituto Gallup registrou apenas 40% de aprovação do seu governo pela primeira vez desde a posse, contra 50% que desaprovam sua gestão. É uma queda de 12 pontos desde o começo de maio, quando um comando militar norte-americano matou Osama bin Laden. A recente onda de popularidade do presidente dos EUA não passou de marola.

É monótono, mas não dá para parar de repetir: “É a economia, estúpido”. O relatório sobre o estado da economia norte-americana divulgado nexta sexta-feira explica o porquê da impopularidade. O PIB cresceu só 0,4% no primeiro trimestre e 1,3% no segundo trimestre, muito abaixo das previsões. A notícia soma-se a uma sucessão de outras ainda piores: inflação em alta, consumo em baixa, confiança do consumidor 19 pontos menor do que no começo do mês e geração de emprego estagnada.

E isso tudo antes de o governo norte-americano ficar sem dinheiro em caixa para pagar suas dívidas e compromissos, o que deve acontecer na próxima semana se o Congresso dos EUA não chegar a um acordo para autorizar o aumento do limite de endividamento oficial. Ou seja, tudo pode piorar, é só uma questão de tempo.

O impasse entre democratas e republicanos quanto ao limite de endividamento ainda não atingiu a economia em cheio, mas já piorou a situação política de Obama. Menos norte-americanos confiam que seu presidente vá encontrar uma saída para a crise. A única chance de Obama recuperar parte de sua popularidade perdida é o Congresso conseguir superar suas picuinhas e autorizar os EUA a tomarem mais alguns trilhões emprestados.

A situação política de Obama só não é pior porque a oposição republicana consegue ser mais ineficiente do que a brasileira. Além de estar passando imagem de irresponsável ao deixar o país à beira da falência, o Partido Republicano não conseguiu produzir até agora uma real alternativa de poder entre seus pré-candidatos a presidente em 2012. O mais perto disso, Mitt Romney, não entusiasma nem seus correligionários: tem apenas 27% de apoio entre os republicanos, e é o mais bem colocado.

Obama está tuitando como doido pedindo apoio dos eleitores para pressionarem o Congresso a fechar um acordo e evitar a moratória. Em parte é para valer, em parte é teatro, para deixar claro que ele fez “tudo o que pode” para evitar dar calote nos credores e, assim, jogar a culpa no colo dos republicanos. A jogada pode até funcionar, mas se a economia não melhorar, vai ser outro truque de curta duração.

Obama não pode contar apenas com a incompetência da oposição para se reeleger. Ganha força um movimento que pretende registrar um candidato independente à sua sucessão, reunindo o apoio de descontentes tanto de republicanos quanto de democratas. Embora seja uma hipótese improvável, o cenário raramente foi tão favorável a um tertius, especialmente se a economia continuar patinando.

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quinta-feira 28/07/11

Pesquisa só mostra que Marta é a mais lembrada, e que tucanos não vêem Serra como prefeito

A pesquisa Vox Poluli/Força Sindical publicada nesta quinta mostra pontos interessantes, mas tem limitações: a eleição ainda está muito longe (70% não tem candidato espontâneo), o relatório não informa se as entrevistas foram por telefone ou presenciais (influencia o resultado) e não se pode saber se o partido dos candidatos foi informado pelo entrevistador ao entrevistado, como o instituto fez nas pesquisas presidenciais de 2010. Descontados esses poréns, dá para concluir que:

quinta-feira 28/07/11

Brasileiros divergem de brasileiras sobre casamento de homossexuais

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Uma maioria de 55% dos brasileiros é contrária à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Mas o tema divide a população: 52% das mulheres são a favor enquanto 63% dos homens são contra. As opiniões variam muito em função da religião, idade e escolaridade dos entrevistados. A pesquisa foi feita pelo Ibope Inteligência ...

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quarta-feira 27/07/11

Britânicos já desconfiavam dos meios de comunicação antes do escândalo dos grampos

Pesquisa do Gallup mostra que há cinco anos consecutivos a maioria dos britânicos desconfia da qualidade do que a imprensa do país publica: 56% disseram não ter confiança na integridade e na qualidade da mídia. Esse dados é anterior ao escândalo do grampeamento ilegal dos celulares de fontes que levou ao fechamento do centenário tablóide dominical "The News of the World". Não há pesquisa mais recente ainda. Mas eles não estão sozinhos. Na média da ...

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