José Roberto de Toledo - Estadao.com.br
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  • 29 de junho de 2011
  • 18h58

A ciência ensina a aumentar as chances de ser retuitado: use : -( e ponto de interrogação http://goo.gl/fXlUN

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  • 29 de junho de 2011
  • 18h45

A ciência ensina você a aumentar suas chances de ser retuitado. Exemplo: evite ponto de exclamação e : ) http://goo.gl/fXlUN

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  • 29 de junho de 2011
  • 16h20

Antes era prova de que Fidel vivia, agora é pra ressuscitar Chávez RT @el_pais vídeo: Chávez conversando con Fidel http://bit.ly/mCrm2X

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  • 29 de junho de 2011
  • 15h45

“Sarah Palin melhorada”, pré-candidata republicana Michele Bachmann se beneficiou de subsídios que diz querer cortar http://goo.gl/x6Dhx

Relatório quinzenal da UNICA divulgado nesta terça-feira aponta quebra de 23% da safra de cana-de-açúcar em comparação ao mesmo período da safra anterior. A associação, que reúne os produtores do centro-sul do País, atribui a diferença ao atraso da colheita por causa das chuvas. Mas pelo menos três fatores indicam que não se trata só de atraso e que parte dessa quebra é definitiva.

O próprio relatório da UNICA aponta uma perda de 3% do total de açúcares recuperado (ATR) da cana na safra atual (2011/2012) em comparação à anterior. Mantida a média no que falta colher (60% a 70%), apenas essa perda de produtividade já diminuiria na mesma proporção a produção de etanol e/ou de açúcar. Mas não é só isso.

Usineiros ouvidos pelo blog dizem que o excesso de chuvas do começo do ano atrapalhou o desenvolvimento da cana (faltou luz e sobrou água). O canavial está mais ralo e baixo, o que pode ser constatado visualmente. Isto é: há menos cana por hectare plantado. Há estimativas de que essa perda seja de 7%. O relatório da UNICA não indica a área colhida, logo não permite calcular a média de toneladas de cana por hectare.

Finalmente, o relatório da UNICA foi feito antes de a geada atingir canaviais de São Paulo esta madrugada. A geada inibe a germinação da cana e obriga o corte antecipado dos talhões mais afetados. Ainda não se sabe a extensão da área atingida pela geada. Mas ela deve aumentar a quebra da safra atual e pode comprometer a de 2012/2013.

Somados esses três fatores, a quebra definitiva da safra passa de 10%. É um fato conhecido que se reflete nas cotações. O preço do açúcar no mercado internacional subia 4% no momento em que este texto foi escrito. O preço do etanol na usina já batia em R$ 1,40 por litro.

Mix e atraso

As usinas podem -dentro de uma margem de 10 a 15 pontos porcentuais- mudar o mix de produção entre açúcar e álcool. Puxada pelo preço alto, a safra passada foi “açucareira” (56% de açúcar e 44% de etanol). Este ano, por pressão do governo e do preço do álcool, a proporção é inversa até agora: 44% a 56%.

A diferença está sendo direcionada para o mercado de álcool anidro (o que não tem água e é misturado à gasolina), cuja produção aumentou 9% em comparação ao mesmo período do ano passado. Em compensação, a fabricação de álcool hidratado (que move os carros flex) tem perda acumulada de 37%, e a de açúcar, de 25%.

É fato que essas perdas eram maiores no começo da safra, mas o ritmo de recuperação está caindo. A colheita da cana começou atrasada este ano por causa das chuvas acima da média entre janeiro e abril (quando chove forte ou por muito tempo a colheita é suspensa).

Em 1º de maio, a diferença em toneladas de cana colhidas era de menos 59% em relação a 2010. Mas 15 dias depois, já caíra 20 pontos, para 39%. Na quinzena seguinte, a recuperação foi menor: 14 pontos, para 25%. E, nos últimos 15 dias, ela tirou apenas 2 pontos da diferença, que ficou em 23%.

A geada em São Paulo deve acelerar o corte da cana, para evitar que as plantas mais queimadas não apodreçam no campo. Isso pode implicar colher cana não-amadurecida, diminuindo ainda mais a produtividade por hectare e a média de ATRs por tonelada. Os próximos três relatórios quinzenais da UNICA deverão medir o tamanho do estrago.

Inflação e eleição

Por que um blog que trata principalmente de política e eleições dedica atenção ao canavial? Porque o preço dos combustíveis e dos alimentos tem sido o principal vilão da inflação. A inflação é a pior vilã da popularidade dos governantes, porque influencia negativamente o consumo. E o bolso é a parte mais sensível do eleitor.

Além de já ter afetado o otimismo e a confiança do consumidor/eleitor, a inflação ameaça a popularidade da presidente Dilma Rousseff. Ela se manteve estável na mais recente pesquisa Datafolha, mas os sinais de preocupação foram acesos em Brasília. Se 2012 repetir 2011, a eleição pode favorecer a oposição pela primeira vez desde 2002.

Veja aqui a íntegra do relatório da UNICA.

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  • 28 de junho de 2011
  • 11h49

Pauta relevante sobre frio: geou no canavial em SP. Aumenta preço do etanol/açúcar agora e quebra safra de 2012. Impacto na eleição.

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  • 27 de junho de 2011
  • 13h47

José Graziano da Silva plantou ideia frutífera -fome zero-na cabeça de Lula pq solo era fértil. Na FAO, racha entre ricos e pobres é a praga

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  • 27 de junho de 2011
  • 13h38

Paulo Renato Souza foi ministro da Educação acima da média. Deixa saldo em haver na vida pública, tão coalhada de déficits.

27.junho.2011 12:26:42

Água no etanol

Má notícia para Dilma Rousseff: o canavial está feio no interior de São Paulo. Choveu muito no começo do ano e faltou luz para as plantas se desenvolverem. A cana cresceu pouco, vai perder produtividade. Entre eles, usineiros falam em quebra de 10% da safra. Menos cana significa menos etanol e/ou menos açúcar. Ao mesmo tempo, cresce a frota de carros flex e a demanda por álcool combustível no Brasil. A combinação é inflamável.

O cenário para 2012 está sendo pintado com renovada pressão inflacionária, fermentada pelo preço dos combustíveis. No próximo ano há eleições municipais, essenciais para os partidos formarem seu cacife para o pleito presidencial (e de governadores + Congresso) em 2014. Ano de eleição com inflação complica qualquer governante. Conter gastos e agradar o eleitor é como assobiar e chupar cana ao mesmo tempo.

O plano do governo para o setor, segundo reportagem de O Globo, é usar a divisão de biocombustíveis da Petrobras para aumentar a oferta de etanol, especialmente durante a entressafra (dezembro a março). Quer que a estatal petrolífera pule de 5% para 12% da produção de álcool combustível no País. Montar apresentação em PowerPoint é fácil, plantar dezenas de milhares de hectares de cana do jeito certo nem tanto.

Basta recordar o caso da Brenco. Formada com capital de US$ 1 bilhão e comandada por um ex-presidente da Petrobras, a empresa fez planos para construir uma dezena de usinas novas em regiões de terra mais barata, onde não havia experiência prévia com plantação de cana. Os dólares foram enterrados, mas nenhum saco de açúcar ou litro de álcool surgiu deles. Foi um dos maiores fiascos da história do agronegócio.

“Tomamos uma posição porque este ano houve elevação grande do preço do etanol. Não houve escassez do produto. Mas se não agirmos agora, pode haver crise semelhante com o preço do álcool no próximo ano”, disse o ministro Edison Lobão a O Globo. A frase revela que seu autor entende tanto de agricultura quanto de física quântica.

A safra de 2011 está parcialmente colhida. A de 2012 já está em grande parte plantada. Nada que o governo decidir agora terá efeito relevante sobre elas. Se Lobão e companhia quiserem evitar que a falta de etanol provoque alta dos preços dos combustíveis em 2012, precisarão importar gasolina ou álcool dos EUA. E torcer para que a crise econômica norte-americana continue, ou os EUA podem não ter excedente para exportar. Ou seja, o que é bom para Barack Obama pode não ser bom para Dilma, e vice-versa.

O presidente norte-americano disputa sua reeleição no próximo ano e depende de a economia do seu país se recuperar para ele ganhar de volta a popularidade perdida. Até agora Obama não tem tido sucesso em seus estímulos econômicos. O carro continua parado, mas isso não quer dizer que o motor não acabe pegando no tranco após um dos muitos empurrões do governo.

A mais recente pesquisa Datafolha sobre o governo Dilma e a visão dos brasileiros sobre a economia acendeu uma luz amarela. A popularidade da presidente não caiu, mas as pessoas estão ficando pessimistas, acham que os preços vão continuar a subir e têm mais medo de perderem o emprego. Expectativas desse tipo são auto-realizáveis (consumidores desconfiados consomem menos). Some-se escassez de algo com tem impacto profundo na economia, como combustíveis, e o que era ruim pode ficar pior.

Como a história recente de EUA e Brasil confirmam, o bolso é a parte mais sensível do eleitor. A oposição tem mais chances de ganhar quando a economia não vai bem.

No caso de Dilma, inflação com baixo crescimento pode implicar não apenas dificuldades para os candidatos petistas a prefeito. Significa mais problemas com o PMDB. Os aliados estão atentos a qualquer sinal de fraqueza da presidente para aumentar o preço da sua fatura. Se comportam como vírus oportunista a espreita do enfraquecimento do sistema imunológico do hospedeiro.

Mas pode ser que os investimentos de empresas como ETH e Petrobras em regiões menos castigadas por São Pedro frutifiquem dentro do cronograma previsto e acima do volume esperado, pode ser que o ministro Lobão se mostre um novo Einstein e pode ser que o mercado seja inundado de etanol barato. Afinal, quase toda semana um sortudo ganha na Mega Sena.

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27.junho.2011 12:23:39

Loucos pela rede

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  • 24 de junho de 2011
  • 18h26

Quando o GPS falha (e o serviço de limpeza também) http://360.io/rEZCfs via @webjournalist

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  • 24 de junho de 2011
  • 17h41

Nos EUA, usuário de celular e/ou tablet já gasta mais tempo em aplicativos (81 minutos/dia) do que na web (74 min) http://goo.gl/BGuJg

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  • 24 de junho de 2011
  • 15h05

Brasil tem 4º maior contingente de usuários de redes sociais online, atrás de China, EUA e Índia http://goo.gl/B0Vq5

Se confirmada a volta atrás da volta atrás da presidente Dilma Rousseff na questão do sigilo eterno de documentos oficias, vários pontos importantes ficarão evidenciados:

  • 1) Como as declarações de “nada a opor” dos ministérios da Defesa e Relações Exteriores provaram, o Paraguai estava pagando o pato de um problema interno do Brasil;
  • 2) Não eram os sigilos de formação das fronteiras brasileiras ou dos contratos originais de Itaipu ou Angra 1 que os ex-presidentes Collor e Sarney estavam preocupados em manter escondidos;
  • 3) O fato de terem sido os dois, Collor e Sarney, e apenas eles a defenderem o sigilo eterno levanta uma pergunta: o que eles temem que venha a público, se Itamaraty e Defesa deram o seu nihil obstat? Algo a ver com seus governos, talvez?
  • 4) Ao contrário do mito, Dilma não é inflexível. Ela vai e volta de acordo com os argumentos e pressões. Alguns dirão que oscila até demais e tentarão pespergar nela o adjetivo de “volúvel”. Melhor ser flexível do que permanecer engessada.

Mas tampouco adianta Dilma lavar as mãos. Se o governo não se empenhar pela aprovação da lei de acesso às informações públicas, restaurando o regime de urgência para votação, o projeto ficará esquecido nos escaninhos do Senado e entrará para o universo das boas ideias engavetadas.

O Brasil está mais de 40 anos atrasado nesse assunto. Todas as democracias que merecem esse título têm uma lei de acesso. Ela vai muito além dos documentos ultrassecretos. O projeto obriga os executivos e legislativos federais, estaduais e municipais a divulgarem todas -sim, todas- as informações em seu poder que não estejam classificadas como sigilosas.

A lei dá poderes a qualquer cidadão de requerer acesso a quaisquer dados públicos, de informações estatísticas a gastos públicos, de licitações a contratos, de relações de funcionários públicos a seus salários. E submete o servidor que se recusar a fornecê-las a punição.

Foi o Fórum de Acesso às Informações Públicas -criado por ONGs como Abraji, Transparência Brasil e OAB- que convenceu o governo federal, e particularmente a Casa Civil então comandada por Dilma, a enviar o projeto de lei ao Congresso.

É de se esperar que, com a renovação do aval da presidente, as lideranças governistas briguem por sua aprovação. E a oposição também, porque só tem a ganhar munição com a lei. Deixá-la transitar de lado é fazer de conta que apoia e, na prática, se opor.

Quem se opõe deve revelar seus motivos e não se esconder atrás da Batalha de Itararé, aquela que não houve.

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………..

A pesquisa foi feita no dia 15 de junho, com as contas dos seguintes ministros no Twitter:
Alexandre Padilha (Saúde), Ana de Hollanda (Cultura), Edison Lobão (Minas e Energia), Garibaldi Filho (Previdência), Gleisi Hoffman (Casa Civil), Guido Mantega (Fazenda), Helena Chagas (Comunicação Social), Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Iriny Lopes (Políticas para Mulheres), José Eduardo Cardozo (Justiça), José Leônidas (Portos), Maria do Rosário (Direitos Humanos), Mario Negromonte (Cidades), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Paulo Bernardo (Comunicações) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento Econômico).

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