O Congresso criou uma impossibilidade matemática e jogou a solução no colo da Justiça eleitoral: como transformar uma bancada de 17 em 24 sem aumentar o total de 513 deputados federais? Parece piada. Não é.
Um dos argumentos dos defensores da divisão do Pará em três Estados é que não haveria aumento da representação paraense na Câmara. Do mesmo modo, seria mantido o teto global de 513 deputados federais. A conta não fecha.
A Constituição estabelece que “nenhuma das unidades da Federação tenha menos de 8 ou mais de 70 deputados”. Ou seja, os novos Estados de Carajás e Tapajós teriam, juntos, 16 deputados federais, e o que sobrar do Pará teria, no mínimo, outros 8, totalizando 24 representantes na Câmara. A atual bancada paraense é de 17 deputados. Faltam 7, portanto, para a conta fechar.
O limite máximo de 513 deputados federais é estabelecido por lei complementar. O limite mínimo de 8 deputados por Estado é fixado pela Constituição. Se diminuísse, 11 unidades da Federação perderiam cadeiras: Roraima, Amapá, Acre, Tocantins, Rondônia, Amazonas, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Sergipe e Rio Grande do Norte.
Essas 11 UFs têm votos suficientes no Senado para barrar a mudança constitucional. Logo, se o Pará for mesmo dividido, o total de deputados deve subir para 520. As consequências disso são desastrosas, sob todos os sentidos.
Cada deputado custa, por baixo, R$ 27 milhões por legislatura. Os 7 novos sairiam pela bagatela de R$ 190 milhões. Mas a conta vai além: há as emendas parlamentares que implicam despesas no orçamento, a necessidade de construir anexos para abrigar os gabinetes dos novos parlamentares, mudanças para acomodá-los no plenário e por aí vai.
Somam-se as despesas com seis novos senadores, 48 novos deputados estaduais, a necessidade de construir edifícios para abrigar duas novas assembléias legislativas, dois novos governos estaduais, secretarias, tribunais de Justiça. E milhares de funcionários públicos para preencher esses prédios.
Além disso, as regiões a serem desmembradas não têm capacidade econômica para se sustentarem sozinhas. O economista Rogério Boueri, do Ipea, calculou para o site G1 que o governo federal teria que desembolsar R$ 2,2 bilhões por ano para cobrir as despesas de Carajás e Tapajós.
Esse é o custo financeiro direto. Mas há outras distorções embutidas nessa decisão tratada com indiferença pela Câmara. A principal delas é piorar ainda mais a representação da população brasileira no Congresso Nacional.
Com 9 Estados, a região Norte passaria a ser a mais forte politicamente no Senado, com 27 representantes, assim como o Nordeste. Mas cada senador nortista representaria menos de 600 mil pessoas, menos de um terço da representatividade de um senador nordestino, por exemplo.
Na Câmara, a bancada do Norte chegaria a 72 deputados federais. E, apesar de ter uma população só 13% maior do que o Centro-Oeste, teria 76% a mais de cadeiras (31 vagas) do que esta outra região.
Um dos riscos de retalhar o Pará é dar início a uma corrida para reequilibrar a distribuição de poder regional. Há propostas semelhantes para subdividir o Maranhão, o Piauí, a Bahia, o Mato Grosso, o Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, o Amazonas e Goiás.
Como ficou provado no caso paraense, as bancadas dos outros Estados tratam as propostas de subdivisão com um misto de desinteresse e leviandade, como se não houvesse implicações para a União nem para as outras unidades da Federação. Por isso, as proposições de plebiscito passam sem discussão.
Dessa maneira, a decisão final depende exclusivamente da “aprovação da população diretamente interessada”. Como sempre, o texto constitucional é dúbio. Qual é a população “diretamente interessada”? A da região de Carajás, a paraense ou a brasileira? Pelo tamanho da conta a ser paga, deveria ser a brasileira, mas o plebiscito deve se limitar ao Pará ou, até mais provável, apenas a Carajás/Tapajós.
A prevalecer essa interpretação e o descaso dos parlamentares com o tema, a multiplicação de novos Estados -como Gurguéia (PI), Pantanal e Mato Grosso do Norte- pode levar o Congresso Nacional a ganhar mais 36 deputados e 30 senadores.
E a conta é sua.
Tags: coluna, congresso, demografia, eleição, gastos públicos, representação
E quem paga a conta por não haver a separação do estado?
Quem conhece de perto da realidade das regiões de Carajás e Tapajós certamente revolta-se com a tradução do problema em simples representatividade política em Brasília.
O que a população destas regiões quer é tão somente receber serviços públicos condizentes com os impostos que pagam. Será justo privá-los de seus direitos simplesmente porque algum dia algum legislador decidiu que 513 é um número mágico?
Se estas regiões são tão pouco importantes para o Brasil, são meros sanguessugas que são prejuízo À União, então que se dê independência política a eles e crie-se um novo país, pois assim deixarão de se tornar um “fardo” tão pesado aos demais estados.
Rodrigo,
Não é com a divisão do Estado do Pará que os problemas serão resolvidos já que, na prática, isso vai representar apenas a divisão da pobreza do Estado em três. Isso sem contar que a conta continuará lá, feia do jeito que está, e continuaremos pagando por ela. Se dividir fosse a solução, Tocantins deveria ser um dos Estados mais ricos da Federação.
Super sensato seu comentário!
Parabéns!
Se for criado um novo país, ou dois, como no caso de mais um Estado ou dois, o fato permanece:
Eles não possuem condições economicas de se manterem!!!!
Vao depender de mesada do “papai” (se Estados, a União… Se País, que Deus os ajude)..
responder este comentário denunciar abusoUé, e porquê a população local não vem cobrando – nas urnas – tudo isso? Porquê continuam a eleger aqueles que desprezam estas regiões?
E por acaso vai melhorar se houver a separação? De repente surgirão NOVAS opções de lideranças políticas ou se trata apenas como sempre de manipulação do eleitorado por parte de grupos de interesses políticos?
Ah, o estado é grande demais? Sério? Então o País também o é, vamos dividir o Brasil em uns 3 ou 4 novos países então.
Não vai dividir o Brasil? Então que se derrube o limite mínimo de representantes, e que se redefina que as despesas com Senadores e Deputados Federais sejam pagas pelo Estado que representam e não pelos cofres Federais.
responder este comentário denunciar abusoSr. Rodrigo, acha mesmo que a criação de novos Estados trará à população dessas regiões benefícios sociais ? Conhece o Maranhão , Piauí , Alagoas, Sergipe, Ceará e tantos outros Estados à míngua, não obstante sejam esbulhados pelo governo Federal em impostos ? Ou na verdade o interesse seria a criação de cargos, como governadores e vice, vereadores, deputados e Senadores que viverão às custas desse mesmo povo sem qualquer retorno social ?
responder este comentário denunciar abusoRodrigo,
Não é sustentando mais aspones que a população daquela região ficará melhor. Pelo contrário. Já foi perguntado antes: como estão Sergipe, Alagoas, RN, Paraiba, Pernambuco?
Espíriot Santo é o menor estado do Sudeste e o único que não colabora com o PIB nacional.
Esta divisão parece briga de gangues que resolvem dividir o território para não precisar se alternar no “pudê”.
Como os deputados e senadores dos 9 estados nordestinos representam seus cidadãos? Só acharcando mais o erário, pois investimentos e iniciativas são inexistentes.
Tem que dar umas marretadas em algumas cláusulas pétreas dessa constituição fajuta e começar a unir estados em vez de dividir, transformar improdutivos em territórios, sem representação, com tutela federal até que adquiram autonomia. E a mesma coisa em nível municipal.
O que os cidadão do atual Pará (e do Brasil inteiro) precisam é que o dinheiro gasto com mais corrupção seja bem gerido para construção das necessidades básicas: escolas, hospitais e moradias, todos de qualidade. Isso também atrairá diversos profissionais que se amontoam nas capitais esgoeladas.
Desenvolvimento se leva com vias de transporte, não aeroportos particulares que é o que ocorrerá para os deputados passarem 3 dias em Brasília.
E se foi aprovado tão rapidamente, é porque tem conchavo. E se a maior parte da população do Pará está na miséria é porque é manipulável e não haverá propaganda de oposição para existir quem vote contra mais esta bizarrice.
responder este comentário denunciar abusoPorque o governo não cria políticas locais de desenvolvimento para essas regiões, valorizando a cultura local e promovendo uma economia estabilizada (visando o agronegócio paraense que está muito bem falado) ao invés de sempre se enquadrar em protocolos funestos e burocracias atrasadas e rastejantes onde só se sabe gastar e gastar, sabemos que o gasto é alto e inevitável para tal alteração mas um pouco de bom senso em certas decisões, imposição de limites e transparência nos trâmites não há de pesar tanto para o contribuinte em geral, pelo contrário, o brasileiro é solidário, gosta de ajudar!!
responder este comentário denunciar abusoFala Zé,
Minha tese continua a mesma quando leio essas notícias….Protesto nas ruas nas capitais brasileiras (especialmente Brasília). Entidades que tem força (ex OAB) precisariam encabeçar isso pra nós irmos acostumando.
Grande abraço//
José Roberto de Toledo, bom dia!
Apesar de tudo.
Se houve algo de ruím durante os governos militares, foi a criação da República Federativa do Brasil. Eu preferiria um Estado brasileiro na forma como consta em minha identidade Estados Unidos do Brasil, onde o governo da suposta união não teria a força coerciva em tributar que dispõem nos dias de hoje.
Se querem dividir o Pará, a Bahia ou Minas Gerais, que o façam mas sem ônus aos contribuintes. Não têm dinheiro para se sustentar? Que vão trabalhar!
Aliás, gostaria de deixar aqui uma sugestão ao Estadão ou qualquer outra mídia, que façam uma longa e completa reportagem sobre como vivem os cinquenta estados americanos mais o território de Porto Rico, Guam, afinal o Tennessee pode ser a terra natal de Elvis Presley mas não uma universidade famosa, indústrias de tecnologias… etc., será que lá os Estados e municípios também vivem do dinheiro alheio, seja de Nova York, California ou Texas?
Correção em: “terra natal de Elvis Presley mas não uma universidade…”. Leia-se: “terra natal de Elvis Presley mas não POSSUI uma universidade…”
responder este comentário denunciar abusoNa minha opinião, deveria haver um deputado por milhão de habitantes e sem limite mínimo ou máximo por UF.
Toledo, se vc achar que é o caso, divulgue o site de uma petição contra a criação de novos Estados, atualmente com 1320 assinaturas: http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N9559.
Cordialmente,
Renato
Somos capitalistas? Se sim, algo que não se paga deveria falir e ser absorvido por quem se paga.
Somo socialistas quando sustentamos bandidos, somos capitalistas quando vamos ao pronto socorro.
Qual foi a celebre frase de DeGaulle? ESSE NÃO É UM PAÍS SÉRIO?
É bastante fácil resolver a situação: Pegue os senadores do Estado do Pará (acho que são tres), ficarão os mesmos tres divididos so que divididos pelos “estados” que representam. Por exemplo, os tres senadores mais votados dos quatro estados representariam os mesmos.
Já por exemplo na Camara, o ideal era, caso o Estado do Para tivesse 08 deputados, no porximo escrutinio ficariam 02 deputados por cada estado. Se esse numero não fosse exato, o estado com maior colegio eleitorial, ficaria com um deputado a mais.
E que cada novo estado banque, pelo menos, ou tenha capacidade de se manter se com seus proprios recursos.
A conta começa a fechar. Como é bom viver no reino inimaginavel do Brasil.
09.05.11 – 13:05
O condenável costume de criar novos municípios e estados parece que não morre nunca. Ora, seria razoável esperar que as novas entidades fossem exemplos de progresso, o que absolutamente não são. Veja-se o caso do Tocantins, criado de uma costela da vetusta unidade federativa de Goiás. Um buraco no meio do nada, tão somente uma oportunidade para aumentar o número dos que vivem às expensas do erário sem qualquer benefício para a população que resolveu ser independente. Acho que esse assunto deveria ser alvo de uma consulta envolvendo não só as pretensões dos que desejam tornar-se independentes mas de uma enquete ao estado inteiro de onde pretendem sair.
Quando escreve “As regiões a serem desmembradas não tëm capacidade econömica de se sustentarem sozinhas” deve-se separar uma da outra evitando o pecado da generalização, visto que Carajás tem fonte de renda atual e uma franca expansão da industria ciderúrgica e do agronegócio. Conheça mais a região e verá que jamais irão governar de Belem um Estado com dimensões continentais, indo do Mato Grosso e Tocantins até Roraima e a Guiana. Do Amazonas até o Maranhão. Carajás contribue muito com o saldo positivo da balança comercial exportando minério, carnes e grãos sem contrapartida. É leviano dizer que o brasileiro vai pagar nossa conta esquecendo que há muito tempo estamos pagando conta dos outros.
Entao se a sua afirmação é correta, devemos então ‘cortar’ o Brasil de São Paulo pra baixo, e deixar ae pra cima como alto-sustentável? Como você acha que nós q estamos aqui ‘embaixo’ nos sentimos? Sendo os maiores produtores de renda do país para sustentar 15 estados que nada produzem? Ou seja, se Carajás é produtivo, que continue a sustentar o estado inteiro… pq se fora pra ser assim, SP, PR, SC e RS deveriam se separar da União, e te digo com certeza, em menos de 10 anos, seríamos país de primeiro mundo…
responder este comentário denunciar abusoConcordo integralmente com a criação dos dois estados. E mais: acho que o Brasil deve redimensionar seu mapa federativo até alcançar, no mínimo, 40 estados. Não se concebe estados como a Amazonas, sendo uma única entidade federada! Somente um município do Amazonas, São Gabriel da Cachoeira, possui uma área de +-109.000 km², além de possuir uma megajazida de nióbio, suficiente para abastecer o consumo mundial por 1.400 anos!
Por que o povo desses futuros Estados não se levantam com o mesmo ardor contra aqueles que não querem uma hidrelétrica como a de Belo Monte? Belo Monte significa muito mais benifícios a todo o Estado do Pará, em especial ao futuro Estado de Carajás, mas o povo não está nem aí para esse fato. Entendam que a mudança nas condições sociais depende também de desenvolvimento econômico, e isso requer investimento pesado em infra-estrutura e energia; caso contrário, vão viver de vender minério bruto e madeira o resto de suas vidas. Querer dividir o Estado, mas não querer uma hidrelétrica, e achar que assim a vida vai melhorar…..sonho!
OLha criar mais Estados é tudo isso sim, mas é também levar mais CIDADANIA.
Entendam o quanto esto é importante.
Rodrigo Barbosa- “…quer é tão somente receber serviços públicos condizentes com os impostos que pagam.”..
Ora…realmente, o Sr. acha que com a criação destes estados, Tapajos e Carajas, os seus habitantes /eleitores vão receber os serviços publicas condizentes????
Os recursos para ensino fundamental e médio serão os mesmos; do SUS tambem porque são administrados a base de municipio – e estes já existem.
Este comentário me parece ser de alguem que já está engatinhado para ser candidato político – ou para deputado estadual e/ou federal ou senador ..?!!
No caso da VALE a gente ver => político gosta mesmo é de eleitor burro e estatal com DimDim.
Os parlamentares amazônicos e cabeças-chata podem propor o fatiamento de seus estados como melhor lhes apetecer. Podem até criar mais 10 estados, sel lhes aprouver.
Desde que:
1) passemos a ter voto distrital, com uma representação de dois deputados por milhão de habitantes, garantido o mínimo de um deputado por estado da federação;
2) dois senadores por estado, nos estados com mais de 10 milhões de habitantes, e um senador nos estados com menos de 10 milhões de habitantes;
3) câmaras de vereadores apenas em municípios, sendo considerado município apenas o aglomerado urbano com 100 mil habitantes, ficando os demais na condição de distrito;
4) extinção das verbas extraordinárias de qualquer natureza, limitando-se a remuneração parlamentar a 12 proventos (sem 13º, já que mandato não é emprego);
5) extinção das assessorias parlamentares pagas pelos contribuintes.
6) estímulo à criação do parlamento virtual, com parlamentares legislando a partir de seus escritórios.
Ou isso, ou vamos falar de separatismo de novo…
Claro. não tenhamos dúvidas, caros amigos. Sigamos a risca números, regras e leis, elaboradas a mais de 100 anos atrás e ignoremos o desenvolvimento economico e social do país. pensar e preocupar-se com a vida e com os direitos dos cidadãos moradores da não grande-Belém é besteira e custará caro. háh. que dúvida nos resta a não ser negar a divisão de estados e aumentar de 513 para 520 o número de deputados, não é mesmo? Para quê transferir à região norte a supremacia política? Para quê garantir que uma única pessoa represente quase 600mil cidadãos? Besteira! Besteira!
Ignoremos as necessidades dos ‘nortistas’, mas mantenhamos o salário dos senadores.
Ignoremos as necessidades dos ‘nortistas’, mas mantenhamos o salário dos senadores.
Rodrigo, todos nós de norte a sul e leste a oeste queremos receber os serviços pelos impostos que pagamos! E não recebemos, e não temos a quem reclamar… Mais deputados não vai assegurar nada. Pior, vai aumentar o trem da alegria pra quem tá montado nos mandatos conseguidos a custas de falcatruas eleitorais…
Basta, gente. Quando é que nós povo, vamos acordar e exigir respeito com o nosso dinheiro (impostos).
Pagam a conta, sim, aqueles que não sonegam impostos. Está cheio de gente de posse e de classe média mais alta que sonega imposto na cara dura e ainda vai se juntar a outros, seus iguais, para mostrar o impostômetro na tv. Cara de pau é o que não falta. Hipócritas, então, estão por todos os cantos.
Gostei da idéia de um deputado para cada milhão de habitantes, para valores quebrados, arredonda-se para baixo.
2 senadores por estado está de bom tamanho.
Podiam incluir um prazo para cada político exercer o sacrifício de nos representar, 2 legislaturas no máximo.
Fora com os políticos profissionais e seus “dependentes”, que se “independem” ajudando a família mamar em vários níveis ( municipal, estadual e federal).
Toda vez que houve uma divisão em novos estados, o Brasil TODO ganhou. Tudo tem um custo inicial. Até o trabalho de nascer que cada um de nós tivemos. Quem tá contra é suspeito. Quem sabe querem reservar território intocado para os americanos, ou talvez, chineses.
Nem vamos entrar no mérito se é ou não importante socialmente,administrativamente, racionalmente. Não é hora. Estamos com o orçamento nacional na garganta, isto com uma carga tributária cavalar. A sociedade tem de se mexer para evitar, pelo menos por hora, esses devaneios.
Toledo: por que nao JUNTAR aqueles superminis estados (?) la encima, no nordeste brasileiro em um único estado (que ainda seria deficitário)? Por que nao juntar rj + es? Economizariamos uns 10 senadores e um montão de deputados federais, estaduais, governadores etc. Provavelmente uma economia de BILHOES de dólares em quatros anos!! VAMOS JUNTAR ESTES ESTADOS SEM SENTIDO, que so dao gastos e ainda por cima geram os anões do congresso, lulas, genoinos, sarneys e outros gangsteres.
A meu ver seria necessária uma revisão das fronteiras de todos os Estados brasileiros de maneira a haver um maior equilíbrio. Por um lado existem Estados gigantescos como o Amazonas, Pará e Mato Grosso e por outro micro-estados como Sergipe e Alagoas. A maioria dos Estados no entanto têm entre 200.000 e 300.000 kms² (é o caso de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Goias, Maranhão e outros) e quem sabe essas medidas deveriam servir de padrão. Em segundo lugar deveria se estimular a população a se redistribuir melhor pelo território nacional. o País vai de uma densidade populacional de 400 habitantes por Km² no Rio de Janeiro (um verdadeiro formigueiro humano) a 2 ou 3 habitantes por km² em alguns Estados da Amazônia (um verdadeiro deserto humano).
As vezes perdidos nas rivalidades regionais, nos esquecemos que somos todos brasileiros. Se a criação de um novo estado trouxer desenvolvimento a estas áreas do pais, os custos adicionais nao terão a menor importância.
Tá certo, tem que dividir para desenvolver. Esse discurso de custo político não passa de uma ideologia barata. E olha que tem muita que acredita !!
Meu Caro J.R.Toledo,desculpe, mas nao concordo com sua fundamentaçao. Primeiro o Pará restante da divisão teria 12 deputados em função da sua população e os outros Estados teriam 8 deputados federais, isto na Camara, fora os 6 senadores dos Estados de Carajás e Tapajós, com isso a bancada “paraense (Pará, Carajás e Tapajós) seria de 37 Congressistas (9 Senadores e 28 deputados federais).
Hoje as bancadas federais das Regiões Sul e Sudeste representam mais de 50% do Congresso, contra as Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com isso eles determinam como mudar as coisas no Brasil. Um exemplo disso é o Maranhão que possui uma população inferior ao Pará e possui 18 deputados federais. O autor dessa façanha é o Senador Sarney que quando Presidente obteve o aval do Congresso para fazer a alteração que a própria Constituição permite, ela estabeleceu um piso de 8 deputados e um teto de 70 deputados (caso de São Paulo). Acontece que é necessário uma lei federal aprovada pelo Congresso para fazer a adequação Estado – População. Os estados do Sul e Sudeste não deixam aprovar esta mudança.
Acontece que com esta alteração em função do aumento do Pará, as regiões do Norte – Nordeste – Centro-Oeste passarão a ter a maioria no Congresso, não ficando mais nas mãos dos congressistas do sul e sudeste.
Este é o lado político da questão da sub-divisão do Pará.
Existe ainda o lado econômico da questão, embora apareça ruim de início para nós que ficaremos do que restar da divisão, ou seja em torno de 17% de área territorial, ficaremos com quase 59% do Orçamento do Estado para serem distribuídos em uma área bem menor.
As chamadas riquezas do Sul do Pará que perderíamos, hoje não representam nenhum retorno ao Pará, em função da Lei Kandir e isto não é de hoje.
Precisamos ter cautela na hora de decidir o que será melhor para nós que vivemos aqui.
Imagine os recursos que serão direcionados as melhorias em nossas infraestruturas, tanto na área da saúde, educação, estradas, segurança, recursos estes que eram transferidos para obras nas áreas que perderíamos.
Acredito que devemos aguardar mais informações para melhor exame da questão.
Um abraço do
Mario Graciano
Caro Mario Graciano,
Obrigado pelo comentário, mas é exatamente o oposto do que você escreve:
1) Norte, Nordeste e Centro-Oeste já têm maioria de deputados (257, contra 256 do Sul e Sudeste);
2) Norte, Nordeste e Centro-Oeste têm muito mais senadores: 60 a 21 do Sul e Sudeste;
3) Nenhum Estado pode ter menos do que 8 deputados, logo Carajás e Tapajós teriam 8 cada um, fora os 8, 12 ou sabe-se lá quantos que permaneceriam com o Pará. Logo, em vez dos 17 deputados da área que corresponde hoje ao Pará passariam a ser no mínimo 24 (8 + 8 + 8 = 24) ou, se como você prevê, o resto do Pará permancer com 12, serão 28, um número totalmente desproporcional à sua população;
4) São Paulo ficaria muito feliz se pudesse fazer valer a regra de um homem um voto, porque sua representação pularia de 70 para mais de 100, mas, obviamente, são outros Estados que não querem essa mudança, porque implicaria redução das bancadas, principalmente os ex-territórios;
5) Como você diz, pode até ser que a divisão territorial aumente o rateio orçamentário per capita do que restar do Pará, mas a conta não vai fechar para os dois novos Estados, que terão que ser subsidiados pela União, ou seja, quem vai pagar a conta são todos os brasileiros;
6) Se distância à capital fosse razão para subdesenvolvimento, a costa oeste dos EUA não seria tão rica quanto é
Abraço,
Toledo
Gostaria apenas de informar aos desavisados que o sul do pará, região que queremos criar um novo estado, vive e sempre viveu as margens dos governos do estado do Pará.
Não suportamos mais o descaso e a falta de respeito com o nosso povo. pra que tenham uma idéia do tamanho descomunal deste estado, basta saber que a cidade de Santana do Araguaia fica a uma distancia de 1280km da capital Belém. Impossibilitando assim a presença do governo no interior deste estado e pior ainda, a presença do povo na capital.
Comentários de pessoas que vivem em estados desenvolvidos e até mesmo de estrangeiros, não servem de alento e nem condiz com nossa realidade.
Queremos sim a criação de um novo estado e com isso temos certeza de melhorias para nossa gente.
Sou contra a divisão do meu estado por achar que só vai beneficiar uma minoria e ao povo não tratá benefícios, pelo contrário, vai aumentar a pobreza. Esse movimento é encabeçado por pessoas que vieram de outros estados em busca de uma vida melhor, enriqueceram , tornaram-se políticos, fazendeiros,etc… ou seja, detêm o poder politico e econômico e agora querem criar uma espécie de feudo para reinarem. Acho sim que é um ônus que nenhum brasileiro deve pagar. Agora dizer que nos sustentam, vcs ainda estão nessa. O que esse país precisa é de mudanças urgentes. Não é correto o estado do Pará ser riquíssimo e seu povo ser pobre. Se perguntem quem fica com nossa s riquezas. Õ ICMS a Lei Kandir só favorece os chamados estados ricos. Cadê os mais de 20 milhões que a União nos deve pela compensação. Mudem esse discurso que já está ultrapassado. Aqui nós trabalhamos como vcs.
Isso mesmo! Quem lucra com a falta de vergonha não é o povo! Nunca foi e se nós não acordarmos pra realidade jamais será!
responder este comentário denunciar abusoeu acho que por mais que isso prejudique ou atrapalhe o povo nao vai atrapalhar nenhum pouco deputados governadores e etc tenho 14 anos e sei que por mais que vivamos em um regime democratico quem sempre resolve tudo no Brasil é e sempre sera quem tem mais poder ou quem leva mais dinheiro por fora.
BRASIL SERA QUE UM DIA MUDA?
Até a matemática prova que a divisão só vai multiplicar os problemas que já vivemos hoje! A solução para o Pará é nos unirmos cada vez mais e discutirmos e lutarmos por um Estado melhor e mais justo. Dividir pra quem? Porque dificilmente um paraense ganha com isso…
Pq o Estado de São Paulo não faz um peblicito para proibir a criação dos novos estados, afinal quem vai pagar essa conta será nos.
[...] E, querendo ou não, isso afeta o Brasil inteiro — principalmente no bolso, já que a união não tem como bancar essa aventura separatista. Sem Comentários | Comente [...]
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