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terça-feira 31/05/11

Uma luz no meio do túnel

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), voltou atrás no túnel do tempo e mandou incluir o impeachment de Collor entre os fatos que marcaram a história da instituição. É louvável que, nesse caso, o senador tenha ouvido as críticas e assimilado outro ponto de vista. É algo raro em poderosos. A rapidez do recuo leva a crer que as omissões tenham sido obra de assessores mais realistas do que o rei. Essa impressão é reforçada pela justificativa mais do ...

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terça-feira 31/05/11

Sarney e os acidentes históricos

Há algo mais acidental do que a chegada de José Sarney (PMDB-AP) à Presidência da República? Logo, se era para eliminar os acidentes da história, não haveria de ser o impeachment de Fernando Collor a ficar de fora. A nova decoração do túnel do tempo do Senado não é uma linha do tempo da história da instituição, é bajulação aos senadores de plantão.

Na história não há acidentes. Se o jabuti está em cima da árvore, é porque alguém colocou-o lá, ensinava Ulysses Guimarães (na verdade, a frase é de Vitorino Freire, como lembram abaixo Renato Janine Ribeiro e Francisco Brandão). Sarney virou presidente porque o mesmo Ulysses colocou-o no Palácio do Planalto, achando que poderia tutelá-lo desde a Câmara. Preferiu isso ao risco de convocar eleições.

Collor foi obrigado a renunciar após uma CPI, após a votação do impedimento pelo Senado e após um movimento popular que, se fosse hoje em dia, seria comparado à primavera dos países árabes ou aos “indignados” europeus.

Ao fazer média com o agora senador Collor (PTB-AL), Sarney pisou no calo de outro colega: Lindberg Farias (PT-RJ). Ele só chegou onde está por causa dos “carapintadas” que saíram às ruas pedindo a derrubada de Collor, e dos quais o atual senador fluminense foi um dos porta-vozes, quase 20 anos atrás. Ou seja, Lindberg é um acidente.

O mural repleto de omissões perpetrado pela direção do Senado é seletivo, casuístico e oportunista. E a justificativa de Sarney para as falhas revela o que de fato ele pensa sobre o processo histórico e político: o que é bom a gente mostra, o que é ruim… dá uma de Ricúpero.

Por essas e outras, o Senado é o estado da arte da política no Brasil, o avanço do retrocesso.

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segunda-feira 30/05/11

O polígono da violência

Poligono_violencia

Nova Ipixuna, onde foi assassinado o casal de líderes conservacionistas na semana passada, fica no coração do "polígono da violência", região que se tornou a mais perigosa do Brasil nos últimos anos. Em nenhum outro lugar do País tantos municípios vizinhos compartilham um número tão grande de homicídios proporcionalmente à sua população.

São 13 municípios contíguos no sudeste do Pará (mais Tailândia, um pouco ao norte). Dividem fronteiras e taxas de assassinato superiores a 60 por 100 mil habitantes, na média ...

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quinta-feira 26/05/11

Lula é o terapeuta no casamento de conveniência entre PT e PMDB

"Temos sido ignorados. Estamos no limite da insignificância". A frase do senador peemedebista Ricardo Ferraço, reportada por Vera Rosa e Christiane Samarco no Estadão, é a chave do roteiro de novela mexicana em que se transformou o caso Palocci. PT e PMDB coabitam mas pouco se falam. É o estereótipo do casamento de conveniência, em que os noivos, nos dias melhores, se suportam. Em linguajar de cientista político, é um presidencialismo de coalizão, mas só um dos lados reconhece isso: ...

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