José Roberto de Toledo - Estadao.com.br
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  • 31 de maio de 2011
  • 17h15

Instituto de pesquisa da OMS vê ligação entre celular e câncer, mas evidências são muito tênues http://goo.gl/4iCgo

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), voltou atrás no túnel do tempo e mandou incluir o impeachment de Collor entre os fatos que marcaram a história da instituição. É louvável que, nesse caso, o senador tenha ouvido as críticas e assimilado outro ponto de vista. É algo raro em poderosos.

A rapidez do recuo leva a crer que as omissões tenham sido obra de assessores mais realistas do que o rei. Essa impressão é reforçada pela justificativa mais do que precária oferecida na segunda-feira por Sarney para a omissão do impeachment. Foi tão frágil que pareceu ter sido improvisada na hora.

O recuo não transforma a linha do tempo do Senado em um relato histórico preciso, dadas outras omissões (como a aprovação da lei do divórcio) e o peso desproporcional aos feitos dos parlamentares ainda vivos. Mas pelo menos Fernando Collor (PTB-AL) e Lindberg Farias (PT-RJ) poderão passar pelo longo corredor sabendo que não foram esquecidos.

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Há algo mais acidental do que a chegada de José Sarney (PMDB-AP) à Presidência da República? Logo, se era para eliminar os acidentes da história, não haveria de ser o impeachment de Fernando Collor a ficar de fora. A nova decoração do túnel do tempo do Senado não é uma linha do tempo da história da instituição, é bajulação aos senadores de plantão.

Na história não há acidentes. Se o jabuti está em cima da árvore, é porque alguém colocou-o lá, ensinava Ulysses Guimarães (na verdade, a frase é de Vitorino Freire, como lembram abaixo Renato Janine Ribeiro e Francisco Brandão). Sarney virou presidente porque o mesmo Ulysses colocou-o no Palácio do Planalto, achando que poderia tutelá-lo desde a Câmara. Preferiu isso ao risco de convocar eleições.

Collor foi obrigado a renunciar após uma CPI, após a votação do impedimento pelo Senado e após um movimento popular que, se fosse hoje em dia, seria comparado à primavera dos países árabes ou aos “indignados” europeus.

Ao fazer média com o agora senador Collor (PTB-AL), Sarney pisou no calo de outro colega: Lindberg Farias (PT-RJ). Ele só chegou onde está por causa dos “carapintadas” que saíram às ruas pedindo a derrubada de Collor, e dos quais o atual senador fluminense foi um dos porta-vozes, quase 20 anos atrás. Ou seja, Lindberg é um acidente.

O mural repleto de omissões perpetrado pela direção do Senado é seletivo, casuístico e oportunista. E a justificativa de Sarney para as falhas revela o que de fato ele pensa sobre o processo histórico e político: o que é bom a gente mostra, o que é ruim… dá uma de Ricúpero.

Por essas e outras, o Senado é o estado da arte da política no Brasil, o avanço do retrocesso.

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Nova Ipixuna, onde foi assassinado o casal de líderes conservacionistas na semana passada, fica no coração do “polígono da violência”, região que se tornou a mais perigosa do Brasil nos últimos anos. Em nenhum outro lugar do País tantos municípios vizinhos compartilham um número tão grande de homicídios proporcionalmente à sua população.

São 13 municípios contíguos no sudeste do Pará (mais Tailândia, um pouco ao norte). Dividem fronteiras e taxas de assassinato superiores a 60 por 100 mil habitantes, na média de 2007 a 2009. O limite de 60 habitantes mortos intencionalmente a cada grupo de 100 mil é simbólico: é a mais alta taxa do planeta e também do Brasil se considerarmos países e estados.

O “polígono da violência” chegou a 91 homicídios por 100 mil moradores em 2009. Se fosse um estado, seria 50% mais sangrento do que Alagoas, o atual campeão. Se fosse um país, bateria Honduras e se consagraria como o mais violento do mundo.

Com 84 mil quilômetros quadrados, o polígono tem área equivalente à da Áustria. Uma das grandes diferenças é a densidade populacional, 10 vezes maior no país europeu. Outra é o número total de homicídios, 20 vezes maior nessa região do Pará.

José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo eram líderes extrativistas, como Chico Mendes. Em vez de sulcar seringueiras, coletavam castanhas. Como Chico Mendes, defendiam a floresta amazônica da devastação e estavam marcados para morrer. Como Chico Mendes, Zé Claudio cansou de falar das ameaças. Não adiantaram os avisos: as profecias se cumpriram, com 22 anos de intervalo.

O casal de preservacionistas foi tragado por uma espiral de violência que vem se agravando a cada ano na região, sem que nenhuma ação oficial tenha conseguido impedir seu crescimento. A taxa de homicídio no polígono pulou de 53/100 mil em 2002 para 67/100 mil em 2005, 73/100 mil em 2007 e 91/100 mil em 2009.

Nesses oito anos, 4.601 pessoas foram mortas nos 14 municípios do “polígono da violência”. O maior número ocorreu em Marabá, a capital do proposto estado de Carajás e maior cidade da região: 1.408 assassinatos de 2002 a 2009. É também um dos locais mais perigosos, com 133 homicídios por 100 mil habitantes em 2009.

Zé Cláudio era o porta-voz, e sua mulher, a fotógrafa. Juntos, documentavam e denunciavam o corte ilegal de madeira no entorno da reserva onde exploravam a castanha-do-Pará. Denunciavam por consciência e por necessidade: a castanheira é uma das maiores árvores da floresta, pode chegar a 50 metros de altura, com tronco de até 5 metros de diâmetro. Vive mais de 1 mil anos, se um madeireiro não a encontrar antes.

O mapa do desmatamento do Ministério do Meio Ambiente revela o estrago provocado pelas moto-serras no polígono (este aqui, da Imazon, também). A maior parte da mata foi substituída por pastos e umas poucas plantações. As raras manchas de floresta são áreas indígenas. Só na zona urbana de Nova Ipixuna contam-se seis serrarias, cercadas por centenas de pilhas de toras, grandes o suficiente de serem visíveis em imagens de satélite.

Com a mata desaparecendo, aumentam os conflitos entre extrativistas, madeireiros e carvoarias. Cada um, a seu modo, tenta aproveitar o pouco de floresta que restou. Uns coletam, outros derrubam.

A riqueza da região, porém, tem outras fontes. Maior jazida de ferro em exploração no mundo, o complexo de Carajás fica em Paraupebas, segundo maior município do polígono. O terceiro, Paragominas, vive da mineração e pecuária. E o quarto, Tucuruí, é a sede da maior hidrelétrica do norte do País. Todos ricos e perigosos.

O fato de cinco municípios do “polígono da violência” ficarem às margens do lago de Tucuruí levanta preocupação sobre o impacto que novas hidrelétricas, como Belo Monte, podem provocar na violência crescente na Amazônia.

As taxas recorde de homicídio no sudeste do Pará contrastam com o pequeno número de assassinatos nos municípios paraenses mais antigos, situados ao longo do rio Amazonas. A violência é muito maior nas áreas de ocupação recente, principalmente ao longo de rodovias como a Transamazônica e a PA-150, que permitiram a chegada de milhares de migrantes para garimpo, mineração ou corte de madeira.

É nas novas fronteiras econômicas ou nas zonas onde o modelo de exploração da madeira/garimpo está perto do esgotamento que as taxas de homicídio explodem. O fenômeno se repete no norte e oeste de Mato Grosso, em municípios como Apiacás e Colniza, e em Rondônia, em locais como Ariquemes e Buritis.

Em Rondônia, outro líder rural foi assassinado na semana passada. Adelino Ramos, sobrevivente do massacre de Corumbiara, foi morto a tiros num distrito longínquo da capital Porto Velho. No sábado, foi encontrado o corpo do agriculutor Eremilton Pereira dos Santos, a 7 quilômetros de onde Zé Claudio e Maria do Espírito Santo foram mortos, também em Nova Ipixuna.

Sem uma política nacional de segurança específica para essas regiões, a epidemia de assassinatos só tende a se agravar, e o polígono da violência, a se expandir e se multiplicar pelo interior do Brasil.

…..

Os dados sobre mortes e população foram extraídos do Sistema de Informações de Mortalidade, do Ministério da Saúde, tabulados e mapeados com ajuda dos programas TabWin e TabNet. As informações são públicas e podem ser checadas no site do Datasus.

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  • 27 de maio de 2011
  • 14h45

Pelo jeito, Fifa condena opositor e absolve Blatter no domingo para reelegê-lo presidente na quarta http://t.co/XTTIZGw

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  • 27 de maio de 2011
  • 13h40

A cada quatro “pescadas” uma tilápia NYTimes: Tests Reveal Mislabeling of Fish http://nyti.ms/kEZBqQ

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  • 27 de maio de 2011
  • 13h34

Terras agrícolas do Brasil no meio da disputa EUA x China NYTimes: China’s Interest in Farmland Makes Brazil Uneasy http://nyti.ms/ipAu1S

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  • 27 de maio de 2011
  • 13h26

Remédio usado para aumentar colesterol bom não serve para nada, diz novo estudo NYTimes: http://nyti.ms/kRetab

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  • 26 de maio de 2011
  • 17h50

Corre Sarah, corre RT @WSJ: Sarah Palin começa tour pela costa leste dos EUA http://on.wsj.com/mEsffv

“Temos sido ignorados. Estamos no limite da insignificância”. A frase do senador peemedebista Ricardo Ferraço, reportada por Vera Rosa e Christiane Samarco no Estadão, é a chave do roteiro de novela mexicana em que se transformou o caso Palocci.

PT e PMDB coabitam mas pouco se falam. É o estereótipo do casamento de conveniência, em que os noivos, nos dias melhores, se suportam. Em linguajar de cientista político, é um presidencialismo de coalizão, mas só um dos lados reconhece isso: o que não tem a caneta nem o poder de decisão. Por isso o PMDB demonstra que tem os votos necessários no Congresso para transformar a vida do cônjuge em pesadelo.

O PMDB se queixa de que não toma parte nas decisões mais importantes de governo. E, pelos relatos de vários senadores da chamada base governista, o problema vai além disso: o partido e seus parlamentares não são reconhecidos pelo PT nem pelos ministros palacianos como interlocutores que representam uma parte importante dos alicerces do governo no Congresso. Não são ouvidos.

Indícios de tráfico de influência à parte, o caso Palocci teria muito provavelmente ficado confinado à imprensa se não houvesse essa insatisfação peemedebista, que se repete entre partidos agregados, como o PR. Foi ela que abriu a possibilidade de instalação de uma CPI para investigar o ministro no Senado. Para a transparência pública, pode vir a ser ótimo. Para as árvores certamente não foi.

No calor da crise, a presidente Dilma Rousseff precisou assumir publicamente a defesa de seu ministro, chamar Lula para fazer o trabalho que Palocci não fez, e o governo precisou ceder mais do que gostaria na votação do Código Florestal, na defesa de políticas contra o preconceito e sabe-se lá no que mais. Paga às pressas, a fatura saiu muito mais cara do que se tivesse sido negociada.

As tensões e desgastes entre os cônjuges tendem a se repetir e, se não passarem por uma boa terapia, a se agravarem no futuro. Principalmente quando as eleições de 2012 se aproximarem e ficar ainda mais evidente que o casamento de conveniência federal não é conveniente na maior parte dos municípios.

A estabilidade do governo Dilma passa por um tripé: 1) o ritmo da economia (hoje ela pode comemorar a notícia de baixa recorde do desemprego em abril); 2) a saúde da presidente; e 3) a coabitação com o PMDB. A ameaça à primeira é a inflação, à segunda é a falta de transparência, e à terceira é a incapacidade de ouvir e negociar com o outro lado.

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  • 26 de maio de 2011
  • 16h36

Nome do país só após venda dos Rafale RT @fernandaNYT: Sarkozy no G8: Am. Latina deve ter assento permanente no conselho de segurança da ONU

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  • 25 de maio de 2011
  • 22h45

RT @lexinyt: Nova casa-prisão de DSK em NY: 3 pisos, deck, home theater, fitness center, sauna, spa. Valor: US$ 14 mi http://j.mp/mrdi2V

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  • 25 de maio de 2011
  • 22h26

Sarah Palin deve mesmo ser candidata a candidata contra Obama. Aumentou seu staff. Eleição vai ganhar em graça http://goo.gl/W3Oax

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  • 25 de maio de 2011
  • 3h05

Obama apparently unaware what year it is http://pulsene.ws/1IvG8

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