Nada menos do que 90% dos brasileiros acham a Justiça lenta demais; 80% reclamam que é caro acessá-la. Quem já usou tem uma opinião pior do que quem nunca usou o sistema judiciário.
No ranking comparativo de confiança nas instituições, a Justiça ficou atrás da polícia e ligeiramente abaixo dos partidos políticos e do Congresso.
No link abaixo é possível ver todos os detalhes da edição de janeiro do Índice de Confiança no Judiciário, da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas.
Embora possamos até concordar que não é nada bom para a democracia demonizar o Poder Judiciário, conforme dizem seus principais representantes, esquecendo de assumirem que são as atitudes por eles mesmos adotadas que levam às pressões para que mudem e passem a ser um poder ágil, justo e democrático, ao alcance de todos. Dizer, como li, que o legado de Peluso é deixar o Judiciário com a pecha de “pouco honesto”, não deixa de ser um eufemismo para desonestos, que não significa somente serem argentários, claro. Para os ricos tudo, chicana de seus advogados (há até causídicos temidos, sabe-se lá porquê), recursos protelatórios nunca rejeitados, pedido de vistas, rápidos habeas corpus e liminares e o mais que der, o escambau. Para os pobres, a lei interpretada se possível ao pé da letra. Não vê essa Juiza de Pinheirinhos, além de todos os juízes e procuradores que poderiam atuar na questão impedindo o massacre? Agora um alerta: a democracia costuma repelir e reformar tudo que não esteja de acordo com seus pressupostos. Não é uma ameaça à democracia exigir que o Judiciário atue de acordo com o estado democrático de direito. Estão mais de que na hora de tomarem tenência de que não vale mais continuar a pantomima da ritualística capenga de nossa Justiça. Urgem reformas para atuarem de acordo com os novos tempos, e os novos tempos são de democracia, onde todos, mas todos mesmo,sem exceção, devem ser vistos como iguais perante a Lei. Está na hora de distribuir Justiça.
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