Você sabe que tá um caos lá fora quando as águas do Tietê subiram tanto que refletem a luz de freio dos carros parados na Marginal
Top 10 cidades em mortes de ciclistas: SP, BSB, Curitiba, Teresina, Goiânia, Joinville, Dourados, C Grande, Itajaí, Rib Preto, Ap.de Goiânia
Carros, e depois ônibus e caminhões são os principais responsáveis pelas mortes de ciclistas. Mas 15% deles morrem em quedas solitárias.
As principais vítimas de acidentes fatais com ciclistas no Brasil são homens de + de 40 anos, fundamentel incompleto e moram em SP, PR e SC.
Em 2009, morreram no Brasil 1.509 pessoas que estavam andando de bicicleta (fonte: SIM). O número já foi ligeiramente maior.
As revoltas no mundo árabe provam que imprensa e oposição são vitais para sustentar um regime. Nada a ver com bajular os poderosos de plantão. Ambas só funcionam quando são livres e críticas. Só assim criam canais de debate e aliviam as tensões sociais que se acumulam ao longo do exercício do poder.
Ditadores de hoje, monarcas do século 19 e dirigentes comunistas dos anos 80 não se deram conta que tampar essas válvulas é o mesmo que selar uma panela de pressão. Quando a temperatura sobe, o ar se expande e, sem saída, só lhe resta explodir o que o contém.
Aí não adianta pintar o cabelo para fingir que o tempo não passou. Mubarak aprendeu isso no Egito, Kadafi está aprendendo na Líbia.
O aumento de preço dos alimentos esquentou a insatisfação popular ao ponto de ebulição nos países árabes. Foi o último tapa no fundo da garrafa que fez esparramar todo o katchup. Por que?
Não poder prover sua família de comida é um empurrão às praças para qualquer pai, marido ou filho. Em uma sociedade machista, se não for um provedor, o homem vê ameaçado seu status de chefe familiar. Como os ditadores, fará quase qualquer coisa para sustentá-lo.
A fome só não apela mais ao instinto de sobrevivência humano do que o risco iminente de morte violenta. Daí ser o principal recurso das ditaduras promover a insegurança da população.
Não funcionou na Tunísia nem no Egito porque protestar não pareceu arriscado demais aos revoltosos. Dezenas de mortos entre centenas de milhares de manifestantes não configura uma taxa de mortalidade paralizante quando há perspectiva de derrubar o ditador.
Kadafi viu o que aconteceu aos vizinhos e recorreu à manobra mais violenta que pode comandar: fuzilar pessoas a esmo nas ruas. Usou o terror como contraponto às cenas heróicas transmitidas pela TV da multidão defenestrando outros tiranos. É como se desafiasse os civis: “Sua revolução custa uma carnificina, pagam para ver?” Estão pagando.
Quando a turba perde o medo, fica quase impossível controlá-la. Depois que a população já havia sido contaminada pelo bombardeio de imagens e notícias, as ditaduras árabes em processo de queda censuraram a imprensa estrangeira, culparam a Al-Jazeera e desligaram a internet. Foi inútil.
Se regimes políticos sem mecanismos de distensão social criaram o caldo de cultura onde nasceu o germe revolucionário, a Al-Jazeera foi o mosquito que transmitiu esse vírus de um país árabe a outro. A picada via satélite inoculou coragem em populações que estavam submetidas ao mesmo tipo de flagelo. Virou uma epidemia.
O contágio de ideias acompanha o homem desde que ele começou a se espalhar sobre a terra. Da tecnologia à política, a cultura humana se propaga por imitação. Se deu certo ali, por que não fazer aqui?
No final dos 80, após o colapso do comunismo na URSS, a “cortina de ferro” desmanchou-se como se fosse de espuma. Regime após regime, ditador após ditador, todos caíram como dominós, em uma rapidez que deve ter deixado a CIA se roendo de inveja.
A diferença, desta vez, foi a coordenação exercida via redes sociais. As primeiras manifestações no Cairo foram marcadas pelo Facebook. Quando se deu conta de que havia sido driblada, a repressão já não tinha mais o que fazer senão desconectar a internet. Era tarde demais.
Nos países da região onde os governantes tentaram promover a distensão em vez da repressão, as manifestações de revolta não ganharam, por ora, escala de revolução. Na Jordânia, o rei dissolveu o governo; na Arábia Saudita, anunciou pacote bilionário de bondades.
Eles procrastinaram, mas não resolveram o problema que mais ameaça a estabilidade do regime: a ausência de um sistema democrático com liberdade de expressão e de oposição.
Pode-se argumentar que outros regimes tampouco dispõem disso e aparentam estabilidade. Mas a todos falta ao menos um dos outros três elementos que detonaram a crise árabe: na China não há fato econômico grave, em Cuba e na Coreia do Norte não há Facebook nem Al-Jazeera.
A exceção é o Maranhão.
Tags: crise, opinião pública
Enquanto o Ministério da Justiça anunciava o Mapa da Violência, com dados de 2008, o Ministério da Saúde divulgava discretamente na internet os dados de mortalidade de 2009.
Tags: demografia, mortalidade, RedeTV
Compare as velocidades médias de download nos vários países árabes. Os que têm mais problemas políticos internos, coincidentemente, têm as internets mais lentas. São os casos do Líbano, Iraque, Egito, Líbia, Síria, Jordânia, Marrocos e Bahrein.
Há uma correlação (quanto pior a navegação, mais instável a situação interna), mas obviamente não há relação de causa e efeito. Não é a falta de internet que faz as pessoas protestarem nas ruas. É a falta de pão e liberdade para reclamar.
Mas a alta velocidade da internet na por ora estável monarquia da Arábia Saudita (melhor do que a do Brasil e igual à de Israel) indica que aumentar a velocidade da transmissão de dados não é ruim para o regime.
Tags: infográficos, internet
O PC do B reivindica ser a agremiação política mais antiga do Brasil, herdeiro do Partido Comunista fundado em 1922. Tradição ele tem. Organizou a maior guerrilha rural contra a ditadura militar, na qual morreram dezenas de seus militantes.
Mas isso é passado. No século 21, o partido finalmente chegou ao poder. Não pela revolução, mas pela coligação. Trocou a linha albanesa pela esportiva.
Com o PT no governo -em São Paulo ou em Brasília-, os comunistas sempre abocanham a pasta dos esportes. Reportagem de Leandro Colon publicada domingo no Estado dá pistas do motivo dessa preferência.
O ministério distribui milhões de reais a ONGs de aliados e correligionários, Brasil afora. Se os critérios são técnicos, os dividendos são políticos. E, embora o dinheiro já tenha saído de Brasília, alguns programas ainda não entraram em campo.
É que treino é treino e jogo é jogo. Com uma Copa e uma Olimpíada pela frente, o orçamento esportivo vai bater recordes. O PC do B quer compartilhar esse momento histórico. Alguns comunistas nem olham a cor da camisa dos parceiros.
O diretório paulistano do partido chegou a aderir ao governo de Gilberto Kassab (DEM). Ganharia a Secretaria Especial da Copa de 2014. Mas o politiburo nacional vetou. Vai esperar o prefeito aderir a um partido que apóie Dilma Rousseff. Depois disso, é jogo jogado.
Essa decisão prova que é injusta a blague que chegou a circular pelo Twitter após a intempestiva adesão a Kassab. Dizia que o PC do B passaria a atender pelo nome de Partido Comum do Brasil. Bola pra frente.
Deixa como está
O repórter Marcelo de Moraes informa, no Estado, que os congressistas pretendem aprovar uma reforma política restrita, enxuta, com poucos cômodos. Quase um “puxadinho”. Só devem votar coisas importantes.
Corrigir a distorção do voto para a Câmara dos Deputados? Aquela que faz um paulista que é eleitor em Roraima valer 11 roraimenses que votam em São Paulo? Nem pensar.
Implementar uma cláusula de barreira que dificulte a existência de legendas de aluguel, que vendem seu tempo de TV em época de eleição, e apare os 27 partidos registrados hoje? Bobagem.
Voto distrital? Bah! Voto facultativo? Esqueça.
Em compensação, se há alguma coisa com chance de ser aprovada é a chamada “Lei Tiririca”. Pelo nome já se vê que não é brincadeira. Trata-se do fim do voto de legenda e do voto proporcional. Só se elegem os mais votados. Ponto.
Ou seja, o partido não servirá mais para nada, a não ser montar a lista de candidatos. Serão todos adversários entre si, mesmo quem concorre na mesma legenda. O modelo é inspirado em democracias tão avançadas quanto o Afeganistão.
O principal argumento de defesa da “Lei Tiririca” é que os fenômenos eleitorais, a exemplo do palhaço, não emprestariam seu “excesso” de votos para eleger candidatos menos votados. E isso diminuiria o número de partidos.
Lógico, cristalino e anti-matemático. O repórter Daniel Bramatti submeteu o argumento à prova dos nove e descobriu que, se tivesse sido aplicada na eleição passada, a regra ainda manteria 20 partidos com deputados na Câmara.
Por absoluta coincidência, a conta mostra que a legenda que mais se beneficiaria, em tese, com o novo sistema seria o PMDB, partido do maior defensor da “Lei Tiririca”, o vice-presidente Michel Temer.
Outro efeito possível do voto intransferível é que os partidos procurem cada vez mais Tiriricas e Romários, personalidades apolíticas mas famosas, para aumentar seu número de cadeiras. Não deixa de ser um jeito de aumentar a popularidade do Congresso.
A alternativa a essa proposta é a lista fechada, defendida pelo PT. Por ela, o eleitor vota só no partido, não nos candidatos. A ordem preferencial de quem se elege ou não é definida pelos sábios da burocracia partidária. Difícil saber qual é melhor.
Só mesmo cabeças arejadas e renovadoras, como as que formam a comissão de reforma política do Senado, poderiam tomar essa decisão: Itamar Franco, Fernando Collor e José Sarney.
Tags: eleição, partidos, reforma política
A velocidade média de download da internet no Brasil é metade da norte-americana. A distância é ainda maior em relação a outros países, como Rússia (147% mais rápida), Japão (263%) e Coreia do Sul (671%).
Entre os latino-americanos, o Brasil se sai melhor do que quase todos, com exceção do Chile, mas porque as médias dos vizinhos são muito baixas.
A velocidade de download é uma medida de performance do acesso à internet por banda larga. Mais velocidade significa perder menos tempo para se encontrar o que se procura, entre outras vantagens, como comunicação de voz e imagem sobre IP.
Ter uma conexão de internet veloz é uma vantagem competitiva para um país. O problema é que o Brasil não está conseguindo diminuir a diferença em relação a outras economias de países desenvolvidos ou em desenvolvimento.
Clique na imagem abaixo para montar seu próprio gráfico e saber mais sobre a fonte das informações.
Tags: internet
O governo tratorou a oposição na votação do salário mínimo. E quem ganhou com isso?
Ganham:
PMDB e seus líderes – O partido mostrou por que está sempre no poder, não importa quem vença a eleição. Quando a confederação de interesses tem um objetivo comum, ela alcança 100% de unidade. O partido ganha simbolicamente e, mais importante para seus integrantes, deve levar de troco vice-presidências no Banco do Brasil e na CEF, diretoria na Petrobras, presidências do DNOCS e DNPM, entre outros mimos (sabemos disso graças aos repórteres João Domingos e Eugênia Lopes).
Orçamentariamente, o lucro do partido corre o risco de ser maior do que os cortes que o governo pretende fazer nos seus gastos.
Ganham mais do que perdem :
Dilma e o governo – Mostrou força para extrair os votos dos partidos supostamente aliados. Sinalizou para o mercado e para a sociedade que prioridade é o combate à alta da inflação. Correu risco de desgastar sua imagem junto à base mais popular, cedeu algumas jóias ao PMDB e confirmou que no seu governo continua valendo a prática do “é dando que se recebe”.
Perde mais do que ganha:
Oposição - Evidenciou que lhe faltam votos para atrapalhar o governo na Câmara, ao menos enquanto a economia estiver em alta e Dilma mantiver a caneta e o Diário Oficial funcionando. Ao menos ficou com o discurso de que defendeu os mais pobres.
Serra e Aécio foram secundários no embate (note-se que algumas defecções de oposicionistas vieram da bancada de Minas). Alckmin aproveitou para faturar, decretando salário mínimo de R$ 600 em São Paulo. Marcou um tento na disputa interna.
Perdem:
Quem ganha salário mínimo – E os setores do comércio, dos serviços e da indústria que atendem essa base de consumidores. Pela regra implementada, o reajuste será baixo agora e proporcionalmente muito mais alto em 2012. Na média, o reajuste deverá implicar algum ganho de poder de compra.
Por que retardar esse ganho virtual para daqui a um ano, se a inflação é mais um problema de oferta do que de demanda? Talvez porque o governo não tenha segurança de que as coisas estarão de fato melhores no próximo ano e prefira ter margem de manobra para rever essa mesma regra se assim for necessário. O mais pobre pagou a conta.
Tags: Aécio, Alckmin, Dilma, inflação, PMDB, salário mínimo, Serra
Cenário: maior inflação em 68 meses; produção industrial desacelerando, principalmente no Nordeste; problemas nas contas externas; blecautes em vários estados.
Ações: anúncio do mais profundo corte de gastos federais em oito anos; congelamento de concursos públicos; reajuste de salário mínimo menor do que a inflação (dos mais pobres); alta dos juros.
Dilma Rousseff está começando seu governo como Lula iniciou seu primeiro mandato: com um freio de arrumação. Que a freada é necessária, poucos discutem. A herança foi politicamente generosa, mas tem conflitos e pendências econômicas inadiáveis.
A presidente parece querer fazer o mal de uma vez só e logo. A fórmula deu certo com o antecessor, e é recomendada há mais de 500 anos por especialistas em marketing político. Inventor da profissão, Nicolau Maquiavel virou adjetivo colocando o conselho no papel.
A aplicação da dica, todavia, requer algum talento. Fernando Collor seguiu o manual ao pé da letra. Arrepiou o esqueleto do florentino ao confiscar, de cara, a conta corrente da população. Mas esqueceu da segunda parte, distribuir bondades a prestação. O resultado é conhecido.
Como há 20 anos, a reação atual dos analistas econômicos oscilou entre a perplexidade e a aprovação escancarada. Não que isso queira dizer muita coisa, mas o boletim do primeiro mês de Dilma na Presidência veio repleto de elogios dos mestres na matéria.
Os cortes também excitaram o faro da oposição. Por um instante, os candidatos a candidato tucano deixaram de trocar bicadas entre si e viraram seus discursos, piadas e entrevistas contra a rival estacionada no Palácio do Planalto.
Aécio Neves saiu do muro ao dizer, resumidamente, que cortes são necessários porque o Brasil não é cor-de-rosa como o PT pintou-o na campanha eleitoral. Mas gaguejou na mineirice e a frase saiu longa demais para virar uma manchete.
José Serra precisou de três twitts para criticar o pronunciamento de Dilma na TV. A presidente tentou criar uma “agenda positiva” em meio aos cortes e anunciou um programa de bolsas para o ensino técnico. Serra ironizou, sem sucesso, e depois explicou a piada:
“O governo do PT copiou uma ideia nossa. Não esperava que eles dessem o crédito da autoria. Mas é bom saber como funcionam: na campanha, execram, no governo copiam, em geral mal.”
Geraldo Alckmin foi mais curto: anunciou salário mínimo de R$ 600 em São Paulo e prometeu contratar 25 mil professores para a rede pública de ensino. Que falta fazem uma caneta e um Diário Oficial, devem ter pensado os ex-governadores Aécio e Serra.
E assim, o menos cotado dos três tucanos, faturou melhor a freada de Dilma, por enquanto.
A corrida, todavia, é uma maratona. Começar na frente ou atrás não faz tanta diferença assim. Fernando Henrique e Lula tropeçaram em muitos obstáculos nos seus longos caminhos até a cadeira presidencial. Conseguiram atropelar na reta final. Tiveram sorte também.
Se o retrospecto valer algo, a curva de popularidade de Dilma deverá baixar em comparação à expectativa antes da posse. Nenhum antecessor conseguiu sustentá-la depois de empossado. Nem Lula, que só foi equipará-la (e ultrapassá-la) depois de muitos anos de governo.
A questão é o quanto vai baixar. O pacote de maldades foi apenas anunciado. Seu efeito ainda não aconteceu. Vai demorar uns meses até os eleitores sentirem no bolso.
Além disso, há o tradicional período de carência que a população concede a todo governante, um voto de boa vontade, que, no Brasil, coincide com as férias de verão e o pré-Carnaval. Assim, será nas Cinzas o primeiro teste de popularidade de Dilma.
Mas será necessário esperar passar a Quaresma e o acúmulo de algumas sondagens para poder avaliar se o mal no começo foi ou não um mau começo.
A repetição da estratégia de Lula por Dilma vai botar à prova duas vertentes que tentam explicar a popularidade recorde do ex-presidente: o sucesso econômico versus o carisma pessoal. Os conselheiros maquiavélicos devem acreditar na primeira hipótese.
Tags: 2014, Aécio, Alckmin, Collor, coluna, Dilma, Lula, Serra
Tags: gastos públicos, pesquisa, popularidade, RedeTV
Integrante do governo federal petista, o PC do B adere em SP a Kassab, que quer fundir o DEM com o PMDB, mas que, se não conseguir, pode migrar para o PSB. Só mesmo uma reforma política comandada por Sarney, Collor e Itamar pode dar um jeito nisso.
Reforma política é um clichê que pode implicar avanço ou retrocesso. Depende dos objetivos de quem vai comandá-la. Pode acabar com partidos de aluguel e corrigir distorções de representação, ou mudar as aparências para manter tudo como está.
José Sarney convocou os colegas de Senado e Presidência, Fernando Collor e Itamar Franco, para compor a comissão que vai tratar da tal reforma. O trio representa a vanguarda do passado do país. E planejará seu futuro.
Não se pode negar que eles têm muita experiência nos temas principais da reforma. Já trocaram várias vezes de partido, já usaram legendas de aluguel, já barganharam a formação de maiorias parlamentares de modo franciscano.
Não se deve esperar, porém, que imponham barreiras eleitorais aos partidos, ou que corrijam a desproporção que faz o voto de um paulista que mora em Roraima valer 11 votos de roraimenses que vivem em São Paulo.
Senador por um Estado onde não mora, o Amapá, Sarney entrou para a história ao trocar suas origens no PDS/PFL/DEM pelo PMDB, o que ajudou a transformar o partido da oposição à ditadura na confederação de interesses que está aí.
Collor foi eleito presidente pelo PRN, um partido nanico que já foi PJ e hoje atende por PTC. Sua história é tão grandiosa quanto a passagem collorida pelo Planalto. Itamar foi sua consequência.
Juntas, as siglas partidárias que já abrigaram o trio formam quase um alfabeto.
Enfim, a reforma política parece que será comandada por aqueles que tornam necessário reformar a política. Como já virou moda dizer no Twitter, não deverá passar de um puxadinho.
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