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segunda-feira 29/11/10

São Paulo “exporta” 293 mil pessoas na década

Depois de cinco séculos recebendo migrantes de todas as partes do Brasil e do mundo, São Paulo tornou-se uma “exportadora” de gente no século 21. Entre moradores que chegaram e pessoas que abandonaram a cidade, a capital paulista perdeu 293 mil habitantes nesta década. É o que os demógrafos chamam de saldo migratório negativo. São Paulo só continuou crescendo porque o saldo vegetativo foi alto: 1,770 milhão de nascimentos contra 667 mil mortos entre 2000 e 2010, segundo dados do Datasus ...

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segunda-feira 29/11/10

Senso ao Censo

Os números definitivos do Censo 2010 começam a ser divulgados hoje pelo IBGE. Levará meses para que todos os dados sejam processados e tornados públicos. Riqueza e diversidade de informações como as que vêm por aí, para todos os municípios, só de dez em dez anos. Por enquanto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística deve divulgar os dados de população total dos 5.565 municípios brasileiros, a divisão por sexo dos moradores e a localização de sua residência, se rural ou ...

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quinta-feira 25/11/10

Projeto do Senado permite censurar pesquisas eleitorais

O projeto de lei 93/2010 que está em processo de aprovação no Senado é um atentado à liberdade de informação, à Constituição e à lógica. O texto prevê não uma, mas três maneiras de censurar e inviabilizar as pesquisas eleitorais feitas até um mês antes da votação: 1) que o plano amostral das pesquisas seja aprovado por pelo menos 2/3 dos candidatos; 2) que a amostra seja de pelo menos 0,01% do eleitorado; 3) que os resultados sejam ponderados exclusivamente por dados populacionais ...

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segunda-feira 22/11/10

Multiplicação na internet transforma autor em anônimo, e crédito vira exceção

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O repórter Daniel Bramatti, do Estado de S.Paulo, publicou uma reportagem muito interessante nesta segunda-feira sobre como a eleição de Tiririca vai render R$ 2,7 milhões por ano ao seu partido, o PR. A grana é mais de cinco vezes o que a legenda investiu, oficialmente, na campanha do palhaço. É que o rateio do Fundo Partidário é proporcional à votação de cada agremiação.

Isso mostra como a candidatura de Tiririca não tem nada de circense. É um projeto político, engendrado pelos dirigentes do PR para reforçar a votação do partido, eleger mais deputados federais de sua coligação (mais três, no caso) e rechear os cofres da agremiação. Um artifício perfeito, executado às custas do eleitor supostamente “desiludido” com a política.

Mas um fenômeno paralelo merece registro. Até as 19h30 do dia em que foi publicada, a reportagem de Bramatti havia sido reproduzida com o mesmo lide (abertura) em diferentes sites da internet 827 vezes. Ao menos esses foram os indexados pelo Google nesse período. Em parte, isso se deve à distribuição do texto pela Agência Estado.

Como se vê no gráfico acima, apenas metade das reproduções literais se preocuparam em dar algum tipo de crédito ao autor e/ou ao veículo que publicou a reportagem originalmente e detém seus direitos autorais. Entram nessa conta os 32% que deram o crédito à agência (em suas várias denominações), os 16% que mencionaram o jornal ou seu site, e os 2% que citaram apenas o repórter.

Em 417 das 827 reproduções do texto, a fonte da informação simplesmente desapareceu. E em apenas 5% dos casos o nome de Bramatti foi mencionado.

Não se trata aqui de direitos autorais (ou a falta deles) e remuneração do trabalho/serviço. Mas de como esse pequeno caso ilustra o poder da internet de transformar o autor em um ser anônimo e o crédito em uma exceção, e não a regra.

Não por acaso, uma das frases mais comuns quando alguém relata uma notícia é “li/vi na internet que…” Como se o meio fosse a fonte, e a produção noticiosa fosse um fenômeno espontâneo e sem custos.

Isso tem inúmeras implicações sobre credibilidade da informação, viabilidade econômica do jornalismo e outros temas mais profundos do que esta nota pretende abordar. Aqui fica registrada apenas a estupefação com a rapidez da reprodução, na maior parte das vezes truncada, da informação -como ilustra o gráfico abaixo.

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segunda-feira 22/11/10

A janela democrática

(clique na imagem para ampliar)

A população brasileira amadureceu, em mais de um sentido. E, com ela, a democracia no País. A frase soa pomposa, até meio melodramática, mas é apenas uma questão de tempo e oportunidade. A maior geração brasileira de todos os tempos tem hoje entre 20 e 30 anos de idade. Numa feliz coincidência, os "babyboomers" de Pindorama chegaram à idade de trabalhar num momento de franca expansão das vagas de emprego no País. A oferta de uma coorte numerosa e mais escolarizada que as ...

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segunda-feira 15/11/10

Veja o ranking dos governadores e sua relação com a urna

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Há uma relação direta entre a popularidade de um governante e a chance de ele ser reeleito, ou de ao menos influir na sua sucessão. A questão é onde passa a linha que separa vencedores e vencidos. O ranking de governadores do Ibope dá pistas. Esta é a primeira classificação, com todas as 27 unidades da Federação, divulgada após a eleição. Comparando as pesquisas com o resultado das urnas, surgem duas perguntas. Qual patamar de aprovação garante sucesso eleitoral? Ou, ao contrário, ...

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sexta-feira 05/11/10

Menos por mais: o jabuti que embarcou no trem-bala de São Paulo ao aeroporto

Os repórteres Rodrigo Burgarelli e Tiago Dantas contam nas edições desta quinta do Estado e do JT que o governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB) vai negociar com Dilma Rousseff (PT) para que o trem-bala Rio-São Paulo-Campinas não pare nos aeroportos de Viracopos e Cumbica. Sim, não pare.

Motivo: outra linha férrea, a ser licitada pelo governo estadual, faria esses trajetos. Vantagens, segundo o líder da equipe de transição de Alckmin, Jurandir Fernandes: as saídas seriam mais frequentes (o que ...

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sexta-feira 05/11/10

Serra ganha 50% mais eleitores de Marina do que Dilma, diz Ibope

Segundo o Ibope, metade dos eleitores que votaram em Marina Silva (PV) mudou seu voto para José Serra (PSDB) no segundo turno, um terço migrou para Dilma Rousseff (PT) e os demais 15% anularam ou votaram em branco (quase o triplo da média do total do eleitorado). Serra se beneficiou do voto da terceira colocada do primeiro turno na proporção de 1,5 para 1 em relação a Dilma. Cooptou 50% de eleitores a mais do que a rival direta. Dilma foi ...

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quinta-feira 04/11/10

IDH amadurece, se sofistica mas perde simplicidade

Ao fazer 20 anos, o Índice de Desenvolvimento Humano amadureceu, se sofisticou, mas perdeu em simplicidade e universalidade -duas marcas do seu sucesso. Nas últimas décadas o IDH mudou o paradigma do que seja desenvolvimento e deu início a uma onda de índices que medem de tudo um pouco. Antes do IDH era o PIB per capita, e só. Até 1990, toda medição de desenvolvimento dos países era feita apenas pelo crescimento do seu Produto Interno, dividido pela população. Era uma ...

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segunda-feira 01/11/10

Dilma ganhou em 70% dos municípios brasileiros

Dilma Rousseff (PT) venceu em 3.878 municípios brasileiros no segundo turno. José Serra (PSDB) venceu em 1.686. Em porcentagem: 70% a 30% para a petista. Como ela teve 56% dos votos válidos, a desproporção se explica pela maciça vitória de Dilma nas pequenas cidades (de todo o país, menos de São Paulo), e pelo equilíbrio dos dois nas cidades grandes e médias.

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segunda-feira 01/11/10

Bicadas fluminenses

Por que Serra não cobra Índio da Costa e o DEM como, implicitamente, fez com Aécio Neves (PSDB)? Diferença por diferença, foi praticamente igual no Rio de Janeiro e em Minas Gerais sua distância em relação a Dilma: 1,797 milhão de votos entre os mineiros contra 1,710 milhão entre os fluminenses. Proporcionalmente, a derrota no Rio foi maior. A resposta tem a ver com o futuro e não com o passado. Será curioso ver quem o PSDB preferirá seguir: um senador ...

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segunda-feira 01/11/10

Bicadas mineiras

Se é para cobrar resultados de seus aliados mineiros, José Serra (PSDB) deveria dar um puxão de orelha também no senador eleito Itamar Franco (PPS). O tucano perdeu feio em Juiz de Fora, terra do ex-presidente: teve só 31% dos votos válidos, contra 69% de Dilma Rousseff (PT).

Aécio Neves (PSDB) pode ao menos argumentar que Serra venceu na terra de sua família, São João del Rei. Embora tenha sido por pouco: 52% a 48%.

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segunda-feira 01/11/10

Em branco por desistência

Comparados aos do primeiro turno, os percentuais de votos em branco no segundo turno foram menores em todas as regiões. Seria natural que o percentual aumentasse, já que havia menos opções de candidatos para os eleitores. É mais um indicativo de que as seis votações seguidas na urna eletrônica atrapalham o eleitor e levam não poucos a anular ou votar em branco em vez de no candidato a presidente de sua preferência.

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segunda-feira 01/11/10

Voto errado é diferente de voto nulo

No Nordeste, o percentual de votos nulos no segundo turno foi quase metade do que no primeiro turno (4,67% a 8,02%). A diminuição da taxa indica que pelo menos 1 milhão de eleitores nordestinos erraram o voto para presidente no primeiro turno, provavelmente por terem que votar seis vezes e numa ordem que deixa o voto presidencial por último. Congresso e Justiça eleitoral deveriam mudar a ordem esdrúxula de votação.

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segunda-feira 01/11/10

Fatura a apresentar

Aliados de primeira hora de Dilma, os governadores reeleitos Eduardo Campos (PSB-PE), Roseana Sarney (PMDB-MA), Omar Aziz (PMN-AM) e Cid Gomes (PSB-CE) poderão relembrar em suas próximas conversas com a presidente eleita que ela obteve de 76% a 81% dos votos válidos no segundo turno em seus Estados.

É mais do que qualquer governador petista pode dizer.

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segunda-feira 01/11/10

Errei: Ibope tem 90% de acerto nas 10 eleições do 2º turno; errou no DF por 1 ponto…

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Diferentemente do publicado anteriormente aqui, o percentual de acerto do Ibope no 2º turno foi de 90% e não de 100%. A margem de erro da pesquisa no Distrito Federal foi de 2 pontos percentuais, e não de 3 pontos, como na tabela abaixo. Assim, o resultado no DF ficou um ponto fora da margem de erro prevista. O vencedor teve 66% dos votos válidos, contra os 63% apontados pela pesquisa de véspera.

Foi um ponto só de diferença, mas, tecnicamente, ...

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