Na média das pesquisas, Dilma Rousseff (PT) tem 53% dos votos válidos, contra 47% de José Serra (PSDB). Estão muito perto de um empate técnico, mas a petista ainda leva uma pequena vantagem e teria mais chances de vencer se a eleição fosse hoje.
No total de votos, que inclui os indecisos e os eleitores que pretendem anular ou votar em branco, Dilma tem 48% e Serra fica com 42%. Em ambos os casos, os resultados apontam uma disputa muito acirrada neste segundo turno, mais do que foi em 2006.
O cálculo da média é feito levando-se em conta as últimas pesquisas divulgadas: Datafolha (cujo levantamento de campo terminou no dia 8/10), Vox Populi (11/10), Ibope e Sensus (ambas finalizadas em 13/10).
Mesmo quando se exclui do cálculo a pesquisa Datafolha, que foi feita antes das demais e não captou eventuais efeitos do debate da Band e do reinício da propaganda eleitoral na TV, o resultado é o mesmo: 53% a 47% para Dilma, nos votos válidos, e 48% a 42% no total.
Quando se compara os resultados dos quatro institutos, nota-se que pesquisas de Datafolha e Vox Populi são ligeiramente diferentes das mais recentes, de Ibope e Sensus. Estes apontam uma distância mais estreita entre Dilma e Serra.
Pode ser que Ibope e Sensus estejam indicando um acirramento da disputa, ou que a diferença dos resultados seja apenas aleatória. Só uma nova rodada de pesquisas pode confirmar se a tendência de queda de Dilma detectada no primeiro turno persiste ou não.
Não há dados suficientes para se traçar um gráfico evolutivo das intenções de voto dos dois presidenciáveis neste segundo turno levando-se em conta a média das pesquisas.
Tags: 2010, datafolha, eleição, ibope, média móvel, pesquisa, sensus, vox populi
Desculpe-me mas depois do primeiro turno não existe como confiar nas pesquisas de opinião. Os institutos de pesquisas tem de se reestruturar para voltarem ser considerados confiáveis!
Vox Populi não é mais recente que Ibope e Sensus. O campo dela foi de 11 a 12 de outubro, e o dos outros dois foi de 11 a 13.
Em termos práticos, foi exatamente o mesmo período.
Correto afirmar que não há dados suficientes para traçar um gráfico evolutivo das intenções no segundo turno. Tenho visto barbaridades publicadas por aí, comparando hipóteses anteriores ao primeiro turno com as pesquisas de agora.
Quem quiser, pode partir do resultado do primeiro turno e comparar com a pesquisa. Vai ver como os eleitores de Marina (que desaparece) fizeram baldeação para as candidaturas remanescentes. Mas isto não estabelecerá uma curva, pois os eleitores de Marina já quase se esgotaram. Para seguir crescendo, Serra precisaria tirar votos de Dilma.
[...] This post was mentioned on Twitter by estadao, Jose Roberto Toledo, Alex Sotto Anisio FC, Antonio Luiz MCCosta, Tomás Cury and others. Tomás Cury said: RT @zerotoledo: Média das pesquisas aponta 53% a 47% para Dilma nos votos válidos http://bit.ly/bzuFAH [...]
Uma análise interessante talvez seja o impacto do feriado nesta pesquisas, talvez projetando o impacto do feriado prolongado no qual terá lugar as eleições
Percebe-se que Serra continua avançando principalmente na regiao Centro Sul, entretanto o Nordeste vai bastante forte com a Dilma. Para Serra vencer esta eleiçao deve vence em Minas Gerais com pelos 10% de diferença, o seja 55% a 45% e vencer em Sao Paulo com uma diferença de 20%, ou seja 60% a 40%, caso contrario dificilmente tera condiçoes de cobrir os votos que a Dilma tem no Nordeste.
Sem comentários. E merece!
Toledo, Na segunda vc fez uma analise perfeita da pesquisa do Datafolha, em que os indecisos estavam migrando na proporcao de dois para um para o Serra e a Dilma. Pois bem, se pegarmos a pesquisa Ibope, eh exatamente isso que aconteceu, portanto a minha leitura da pesquisa Ibope eh que a Dilma parou de cair, subiu um ponto e o Serra dois….o Serra teria entao somente dois a mais a serem conquistados (dos tres de indecisos)….acho dificil, mas nao impossivel, a Dilma perder votos…e agora o PT tb esta respondendo aos ataques. Vamos ver na proxima Datafolha para saber. Abraco!
Seria interessante estabelecer, atraves de pesquisas, como foi o perfil dos eleitores que se abstiveram de votar na ultima eleicao. Aqueles 18% são um número importante demais para não serem dissecados. São eleitores preponderantemente de Dilma ou de Serra? Em que região? Como eles tendem a se comportar neste segundo turno?
É possível que o “erro” dos institutos de pesquisa no primeiro turno tenham vindo deste grupo e das distorções que ele gera. Se os faltosos são principalmente do grupo que elege Dilma, é possível que isto se repita (ou não). A chance de Serra estaria, talvez, em uma abstenção importante no Nordeste. Como os deputados já estão eleitos, talvez a abstenção seja até maior….
Oi,boa noite.Li dois artigos sobre pesquisas (tratavam de métodos das mesmas,basicamente se são dados obtidos de forma probabilística ou segundo critérios como renda,escolaridade…).A minha conclusão sobre os artigos é se isto não explica os constantes erros das pesquisas,considerando que a abordagem por renda,escolaridade impossibilita que sejam usados margem de erro,intervalo de confiança .Fora do país os erros são muito menores e passa eleição e de novo acontece a mesma coisa.O que vc pensa a respeito?Obrigado.
Como é triste, merina ter ficado fora do 2º turne e ter que esolher entre estes dois. É doido!!
[...] Read the original post: Média das pesquisas aponta 53% a 47% para Dilma « José Roberto de … [...]
Quem votou Dilma no primeiro turno vai continuar votando.
A diferença estará nos votos dados a Marina Silva e abstenções.
Eu acredito que a DIlma Roussef vencerá.
[...] Média das pesquisas aponta 53% a 47% para Dilma [...]
O PT corre mais risco do que o PSDB pois o primmeiro já esta com o poder enquanto o segundo corre atras, como o Serra na minha opinião é melhor do que a Dilma em todos aspectos, provavelmente o povo decidirá pelo 45, excluindo o 13. Como se trata de leição bipolar, um voto vale dois pois é um que sai do candidato a, e vais para o candidato b ou seja subitrai um de Dilma e soma ao Serra ou vice e versa, não pode haver deslize nesta chegda, o que cochilar perde.
A eleição do primeiro turno mostrou que os institutos estão com suas amostras enviesadas, como dizem os econometristas. Isso quer dizer o seguinte: as amostras não são o espelho da população. Eles estão indo para os lugares errados, entrevistando as pessoas erradas. Provavelmente, os institutos não incorporaram em suas amostras a mobilidade recente da população brasileira. A má notícia vem agora: a distorção não é algo que dê para corrigir de um dia para o outro. Leva tempo, pois envolve questões de ordem técnica e de ordem prática. Para melhorar a amostra, eles precisariam conhecer melhor a população, coisa que só vão conseguir depois que sair o resultado do novo senso do IBGE.
Este gráfico mostra a imparcialidade da imprensa, não aqueles tendenciosos que utilisam a margem de erro superior do Serra e a margem de erro inferior da Dilma para afirmar o empate técnico, não é justo tambem priorisar o resultado daquele instituto que apresentou menor diferensa entre os candidatos.
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