As oscilações registradas pela pesquisa Ibope se devem principalmente à conversão dos indecisos. Eles caíram de 8% para 5% em uma semana e beneficiaram os candidatos de oposição. Com isso, a soma de brancos, nulos e indecisos chegou a 10%. Está muito próxima do que foram os brancos e nulos na eleição de 2006: 8,4%.
Logo, a fonte de votos dos indecisos está se esgotando como fator de crescimento dos oposicionistas. Na semana que falta até a eleição, José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) precisarão, necessariamente, “roubar” eleitores de Dilma Rousseff (PT) para conseguir levar a eleição para o segundo turno.
Não é uma tarefa fácil. Dilma tem cerca de 10 milhões de votos a mais do que a soma dos adversários. Se cooptarem metade, ou seja, 5 milhões de eleitores, haveria uma boa chance de segundo turno. Isso equivale a virar 625 mil votos por dia, de hoje (sábado) até a eleição.
Para isso ocorrer, é necessário um fato novo. As denúncias apresentadas até aqui contra a candidatura da petista parecem estar perto do limite de seu impacto eleitoral.
A queda da ministra Erenice Guerra da Casa Civil teve um efeito limitado sobre a eleição. Apenas 27% dos eleitores souberam da demissão, tomaram conhecimento que a causa foi a acusação de que filhos da ministra intermediaram negócios com o governo e acham que isso é verdadeiro em algum grau. Mas 1 em cada 3 desses ainda vota em Dilma.
O caso dividiu os eleitores. A metade que tomou conhecimento da demissão e de suas causas se reparte, em iguais proporções, entre quem acha que é totalmente verdadeira (22%) e entre quem acha que houve exagero sobre um fundo de verdade (21%). Apenas 6% dizem que é tudo falso.
Na prática, apenas 9% dos eleitores admitem que o caso influenciou ou pode influenciá-los: 4% dizem que já mudaram de candidato e 5% afirmam que estão repensando seu voto. Porém, os percentuais são iguais para os eleitores de Dilma e de Serra. Logo, eventuais mudanças podem anular umas às outras.
A exigência de dois documentos para poder votar (título de eleitor e um documento com foto) não parece ser um fator decisivo no resultado da eleição. Nada menos do que 95% sabem da exigência e estão preparados para levá-los à urna. Não há diferença nisso entre os eleitores de Dilma e de seus adversários.
[...] This post was mentioned on Twitter by Blog do Noblat, Mi Araújo, Claudijane, Arakem Fráguas, Eduardo Marinho and others. Eduardo Marinho said: RT @zerotoledo: Serra e Marina precisam tirar 625 mil votos por dia de Dilma para haver 2º turno http://bit.ly/9azFje [...]
O fato é que Dilma está em queda.
O segundo turno é praticamente certo, pois além das pesquisas confirmarem que diminui a diferença dia a dia, sempre existe um “elemento surpresa” na hora final. ,
Ninguém dava Alckim com 41% de votação em 2006, e ele obteve esse índice no primeiro turno, contra 48 % de Lula.
Como a tendência é de queda de Dilma, o elemento surpresa (aquele que os institutos não apontam e só aparece na abertura das urnas) tende a ir pra Marina ou Serra.
Quero dizer: aposto em votação superior de ambos na hora H.
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