A opinião pública esteve no centro das preocupações dos chefes dos três Poderes, nos últimos dias.
Do presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, chefe do Executivo federal, sobre a imprensa e as eleições: “Nós somos a opinião pública”.
Do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e chefe do Judiciário, Cezar Peluso, antes de votar contra a aplicabilidade imediata da lei da Ficha Limpa: “Não me comovem impressões provindas da opinião pública”.
O presidente do Congresso e chefe do Legislativo, senador José Sarney, falou algo sobre a opinião pública recentemente? Não importa. Mas certamente ele está preocupado com ela. Por causa das eleições no Amapá, por onde se elegeu, e no Maranhão, onde sua filha é candidata a governadora.
Ao que me parece a declaração “Nós somos a opinião pública” está fora do contexto. Foi dita ao que sei num comício, dirigida ao público, e fazendo referência aos ditos “formadores de opinião”.
Ora, dentro do contexto, é lógico deduzir que, para Lula, a opinião pública é a voz do povo, do qual ele se sente parte, (daí o ‘nós’) e não a voz de colunistas de jornais, com seus ternos impecáveis e parte da ‘elite branca’ do país.
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