José Roberto de Toledo - Estadao.com.br
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Foram quatro pesquisas presidenciais concluídas esta semana: duas do Datafolha, uma do Ibope e outra do Sensus. A média das quatro aponta Dilma Rousseff (PT) com 53% dos votos válidos. Descontada a margem de erro, de 2 pontos porcentuais, a petista chegaria no mínimo a 51%, o que lhe daria a vitória no primeiro turno.

Embora essa seja a maior probabilidade, não se pode afastar totalmente a chance de um segundo turno. A curva dos votos válidos da petista mostra uma tendência de queda, que parece ter parado, segundo Ibope e Datafolha. Mas uma gafe de Dilma no debate desta noite na TV Globo poderia retomar essa tendência.

Por outro lado, a média é uma composição de duas pesquisas que deram 55% de válidos para Dilma (Ibope e Sensus), com as duas do Datafolha que deram percentuais mais baixos: 51% e 52%. E a mais recente do Datafolha dá mais votos à petista do que a anterior.

Se incluíssemos, a título de exercício, o resultado mais recente do tracking do Vox Populi no cálculo (esse tipo de pesquisa já é, em si, uma média móvel, por isso fica de fora), a média, agora com cinco sondagens, levaria Dilma a 54% dos votos válidos, aumentando sua chance de vitória no primeiro turno.

As margens, todavia, são apertadas. Um pequeno incidente nesta reta final -como chuva no dia da eleição (aumenta a abstenção) ou um índice de erro do eleitor na hora de votar maior do que o habitual- pode influenciar o resultado e fazer a diferença entre uma definição já ou a necessidade de segundo turno.

Segundo o Sensus, um percentual maior de eleitores de Dilma (4,5%) diz que não vai comparecer para votar em 3 de outubro do que de José Serra (1,5%), por exemplo. Todos esses fatores não são computados nas pesquisas. Juntos, criam uma zona de confusão em torno da linha de 50% dos votos válidos que aumenta o grau de incerteza sobre a eleição.

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A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira mostra estabilidade de Dilma Rousseff (PT). Em relação à sondagem de segunda-feira do mesmo instituto, a petista oscilou um ponto para cima e chegou a 47% do total de votos (o que equivale a 52% dos votos válidos). Isso mostra que não há tendência de queda contínua da candidata de Lula, como a pesquisa anterior do Datafolha parecia sugerir.

Estabilidade foi também o que mostrou a pesquisa Ibope/CNI divulgada na quarta-feira. A diferença é que o Ibope confere a Dilma 50% do total de votos (ou 55% dos votos válidos). No Ibope, a petista não oscilou nenhum ponto vis-a-vis a sondagem anterior, concluída na sexta-feira.

Ainda comparando os dois institutos, o Ibope dá José Serra (PSDB) com 27% do total de votos, contra 28% no Datafolha. Marina Silva (PV) chega a 14% no Datafolha, contra 13% no Ibope. E os candidatos dos pequenos partidos somam 2% no Datafolha, contra 1% no Ibope. As diferenças estão todas dentro da margem de erro, mas, em conjunto, sinalizam cenários distintos.

De acordo com o Ibope, mantido o quadro atual, Dilma seria eleita no primeiro turno. Já os números do Datafolha desenham um quadro mais indefinido: considerada a margem de erro, Dilma teria, no mínimo, 50% dos votos válidos, que é o limite da maioria absoluta necessária para garantir a vitória em turno único.

A pesquisa Sensus ficou no meio do caminho entre Ibope e Datafolha. No total de votos, deu 48% a Dilma, 26% a Serra, 12% a Marina e 2% aos nanicos. Em votos válidos, porém, o resultado ficou igual ao do Ibope: 55% para Dilma.

O tracking diário (pesquisa cuja amostra é uma média móvel que renova 25% das entrevistas por dia) do Vox Populi vem, lentamente, se aproximando do resultado dos outros institutos. Nesta quarta-feira, fechou, no total de votos, com 49% para Dilma, 26% para Serra e 12% para Marina. Nos votos válidos, iguala Ibope e Sensus: 55% para Dilma.

Com maior ou menor margem, as pesquisas indicam uma probabilidade maior de definição da eleição já no primeiro turno, mas há o debate entre os presidenciáveis na noite desta quinta-feira na TV Globo, e isso pode provocar alterações nesses percentuais. Por menores que sejam, podem ser suficientes para levar a balança a pender de um lado para o outro.

Por isso, ao contrário do que imaginava duas semanas atrás, é impossível prever o resultado final da eleição com segurança antes da rodada final de pesquisas. Três sondagens devem ser divulgadas na véspera da eleição: do Ibope, Datafolha e Vox Populi. Talvez essas permitam um prognóstico. Mas dificilmente uma certeza.

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Três pesquisas sobre a corrida presidencial foram concluídas nesta segunda-feira, com resultados sensivelmente diferentes. Na média das três, Dilma Rousseff (PT) tem 54% dos votos válidos, o que indica vitória ainda no primeiro turno. O cálculo leva em contas as pesquisas Ibope e Sensus (ambas deram 55% dos válidos para a petista) e a Datafolha divulgada ontem (outra será divulgada esta noite), que deu 51% dos válidos para Dilma.

Na média dos três institutos, Dilma tem 48% do total de votos, José Serra (PSDB) tem 27% e Marina Silva (PV) chega a 13%. A soma dos candidatos dos pequenos partidos dá 1%. Excluídos os votos nulos e brancos e os eleitores indecisos, Dilma tem, na média, 54% dos votos válidos, contra 30% de Serra, 14% de Marina e 1% dos nanicos.

Considerada a margem de erro de dois pontos porcentuais, Dilma teria, no mínimo, 52% e no máximo 56%, considerando-se a média das três pesquisas. Isso deveria ser suficiente para definir a eleição no primeiro turno, mas há outros fatores, que não são captados pelos institutos de pesquisa, que podem tornar a eleição mais apertada do que parece. É o chamado erro não-amostral.

Tradicionalmente, o candidato que lidera as pesquisas é mais penalizado pela abstenção e pelo erro do eleitor na hora de votar. Nesta eleição soma-se um terceiro fator, que, por inédito, ninguém sabe avaliar qual impacto terá: a necessidade de o eleitor apresentar dois documentos oficiais, o título de eleitor e outro documento com foto, para poder ir à urna. Esses três fatores juntos criam o que se poderia chamar de “zona de confusão”, que se soma à margem de erro.

No primeiro caso, parte de eleitorado do líder nas pesquisas considera seu candidato praticamente eleito e tem menos disposição de sair de casa para votar, o que aumenta mais a abstenção dos eleitores do favorito do que dos adversários. Esse fenômeno se intensifica quando o candidato tem mais votos entre idosos e analfabetos, que não estão obrigados a votar. Se chover, pior ainda.

O erro na hora de votar é mais comum para eleitores de baixa escolaridade, que podem se confundir com a esdrúxula ordem de votação (primeiro para deputado estadual, depois para federa, senador 1, senador 2, governador e presidente) ou por ignorar o número do candidato de sua preferência. Para ser líder, o candidato tem que ter necessariamente mais votos entre os menos escolarizados, daí correr mais risco de perder votos por erro do eleitor.

O terceiro fator que pode aumentar o erro não-amostral, a necessidade de dois documentos para o eleitor votar, dá um poder inédito para os mesários, que serão os responsáveis pela decisão de aceitar ou não os documentos apresentados pelo eleitor.

Um mesário com preferência partidária, pode, em tese, barrar eleitores que identifica como de oposição a seu candidato com base em discrepância nas assinaturas ou na foto (em caso de o documento ser velho). Mas esse é um fator inédito, que não se sabe se pode prejudicar um candidato mais do que outro.

Juntando-se todos os potenciais erros não-amostrais, pode-se, com base em eleições anteriores, projetar de um a dois pontos de incerteza além dos dois pontos da margem de erro. Na prática, um candidato com, por hipótese, 53% dos votos válidos, já estaria dentro dessa zona de confusão. Sua probabilidade maior é vencer no primeiro turno, mas não há certeza de vitória.

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Pesquisa Ibope/CNI concluída na segunda não confirma tendência de queda de Dilma Rousseff (PT) e mostra a petista com 55% dos votos válidos, o que lhe daria a vitória ainda no primeiro turno. Segundo o instituto, desde o final da semana passada, Dilma permaneceu com 50% do total de votos, José Serra (PSDB) oscilou de 28% para 27%, e Marina Silva (PV) manteve a tendência de crescimento e foi de 12% para 13%.

O resultado contrasta com a queda de Dilma apontada pelo Datafolha na sua pesquisa feita integralmente na segunda-feira. Essa é uma das diferenças entre as duas sondagens: a coleta do Ibope foi dividida em três dias, de sábado a segunda (cerca de mil entrevistas foram feitas no último dia), enquanto no Datafolha toda a pesquisa de campo foi realizada na própria segunda.

Outra diferença é a metodologia: como a maioria dos institutos, o Ibope entrevista os eleitores em casa, enquanto o Datafolha faz as abordagens na rua. Isso pode produzir diferenças na amostra, pelo tipo de eleitor que cada um capta: um mais “rueiro” no Datafolha, e um mais “caseiro” no caso do Ibope. Eles podem ter comportamentos eleitorais diferentes.

Se, como aponta o Datafolha, houvesse uma tendência de queda, tanto a data de campo quanto o método de coleta poderiam, em tese, fazer alguma diferença. Os dados do Ibope, que apenas indicam que Marina segue crescendo, mostram consistência quando analisados pelas diferentes faixas de renda e escolaridade do eleitorado.

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José Roberto de Toledo e Daniel Bramatti

O Ibope mostra que o refluxo da “onda vermelha” ocorreu apenas em áreas mais ricas do Sudeste e Sul do país: um corredor que começa em Porto Alegre, segue pelas serras gaúcha e catarinense, corta o Paraná de norte a sul, entra pelo interior paulista, passa pelos bairros ricos da capital, e chega ao vale do Paraíba.

No mapa nacional de intenção de voto do Ibope, Dilma Rousseff (PT) ganha, agora, em 82% das 255 áreas. Na consolidação anterior, a petista vencia em 86%. Aumentaram o número de empates técnicos (de 15 para 22) e as áreas onde José Serra (PSDB) é o mais votado: de 20 para 23.

O Ibope reúne nessas áreas municípios próximos ou, no caso das metrópoles, faz divisões internas, juntando bairros com perfil socioeconômico semelhante. O mapa é uma consolidação de 27 pesquisas estaduais do instituto feitas ao longo de setembro, principalmente nos últimos 10 dias.

Em comparação ao mapa anterior, entraram nesta edição novas sondagens feitas em Estados de várias regiões do país, como São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Distrito Federal, entre outros.

A porção pintada de vermelho do mapa representa as áreas onde a intenção de voto em Dilma é no mínimo 5 pontos porcentuais maior do que a de Serra. Nas áreas azuis, ocorre o oposto. As partes cinzas indicam empate técnico entre os dois candidatos.


Tão importante quanto o número de áreas em que cada candidato vence, é o tamanho da vantagem. Sob esse aspecto, a preferência pela petista manteve praticamente o mesmo nível de intensidade nos dois levantamentos.

Dilma tem mais de 50 pontos porcentuais de vantagem sobre Serra em 25% das áreas (todas elas localizadas no Nordeste ou no Amazonas). No mapa anterior, esse porcentual chegava a 27%. Entre as regiões dessa faixa estão áreas de Salvador (BA), Manaus (AM) e Sobral (CE), por exemplo.

As maiores vantagens proporcionais de Dilma estão no sertão e agreste pernambucanos, na regiões de Salgueiro e Garanhuns (terra de Lula), e no interior do Ceará e do Piauí.

A petista tem entre um terço e metade a mais de eleitores do que o tucano em 18% das áreas do Ibope, contra 16% na vez anterior. Agora, ela tem vantagem de 5 a 35 pontos sobre Serra em 39% as áreas, contra 43% no mapa da semana passada.

Há empate técnico de Dilma e o tucano nos bairros centrais e de classe média de várias capitais do país. Isso acontece nas algumas das áreas mais abastadas de Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e até de Natal (RN).

Os dois líderes da corrida presidencial também estão tecnicamente empatados em regiões afluentes do interior do país, como em Blumenau (em Santa Catarina), em Piracicaba (São Paulo) ou Telêmaco Borba (Paraná).

Serra se destaca nas áreas mais ricas de algumas capitais do Sul e Sudeste: Curitiba, de São Paulo, Belo Horizonte e Florianópolis. Bate ainda a petista em regiões do interior do Paraná, como Irati e Ivaiporã, no interior de São Paulo (Sorocaba e Mogi-Mirim), e no interior gaúcho (Vacaria).

Além das áreas mais ricas do Sul e do Sudeste, o tucano leva vantagem sobre Dilma em algumas regiões do Acre. É porque lá, no seu Estado de origem, Marina Silva tem maiores taxas de intenção de voto e divide a disputa com os outros dois rivais.

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O Datafolha publicou o relatório da pesquisa feita nesta segunda-feira. Eis as mudanças mais interessantes:

1) Marina Silva (PV) cresceu 6 pontos no eleitorado de nível superior e empatou com Dilma Rousseff (PT), que caiu 7. Tecnicamente, os três estão empatados: José Serra (PSDB) tem 34%, Marina chegou a 30% e Dilma caiu para 28%.

2) A queda de Dilma ocorreu em todos os segmentos de escolaridade e renda, o que indica um refluxo da onda vermelha. Uma variação negativa de 2 pontos no eleitorado que estudou até o ensino fundamental tem um peso maior do que de 7 no nível superior. Está dentro da margem de erro, mas a consistência do movimento em todos os estratos sugere uma queda de fato.

3) Serra caiu 4 pontos no segmento que ganha de 5 a 10 salários mínimos (SM), e está tecnicamente empatado com Marina nesse eleitorado: Dilma tem 36%, Serra tem 30% e Marina tem 26%. Como o tucano ganhou 2 pontos no segmento anterior (renda de 2 a 5 SM) e 3 pontos no seguinte (+ de 10 SM), ficou estável na média geral.

4) As mulheres foram as principais responsáveis pela queda de Dilma no Datafolha: menos 5 pontos. Se Dilma não se eleger no primeiro turno, será por causa do voto feminino. Ela tem 51% entre os homens (55% dos votos válidos masculinos) e 42% entre as mulheres (48% dos válidos femininos).

5) Debate da Record foi visto, ao menos em parte, por 22% dos eleitores; a audiência foi maior entre quem vota em Marina do que entre quem vota em Serra ou em Dilma.

Será interessante comparar esses resultados com os dos demais institutos, que fazem pesquisa domiciliar, e checar se as tendências (senão os números) se confirmam.

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Pesquisa Datafolha feita nesta segunda-feira aponta queda de Dilma Rousseff (PT) e real possibilidade de haver segundo turno na corrida presidencial. Segundo o instituto, ela perdeu 3 pontos entre quinta-feira e ontem. Mantido esse ritmo de queda, haveria segundo turno, uma vez que a petista, nos números do Datafolha, já entrou na margem de erro de uma vitória em turno único.

Na média das quatro sondagens mais recentes, porém, Dilma ainda ganharia no primeiro turno, com 55% dos votos válidos. Entraram no cálculo da média duas pesquisas feitas pelo Datafolha, uma do Ibope e outra do Vox Populi, todas concluídas nos últimos quatro dias. A média tem a vantagem de diluir eventuais pontos fora da curva em uma sequência de pesquisas, mas é mais lenta para detectar mudanças bruscas de tendência do eleitorado.

Na sondagem feita nesta segunda, o Datafolha aponta uma queda das intenções de voto de Dilma para 46% do total de votos, ou 51% dos válidos. Segundo o instituto, o desgaste da petista, antes limitado aos segmentos mais rico e escolarizado, alcançou o eleitorado que ganha de 2 a 5 salários mínimos. É a primeira vez nesta eleição que uma pesquisa indica uma mudança de voto que desce a pirâmide social. Até então havia sido no sentido contrário.

Em comparação ao levantamento anterior do mesmo instituto, aumentaram os eleitores sem candidato (indecisos e quem pretende votar branco ou nulo), de 8% para 11%. É como se uma parte do eleitorado de Dilma, diante das denúncias e das críticas de Lula à imprensa nas últimas semanas, tivesse ficado em dúvida e estivesse repensando seu voto.

Isso porque, entre os adversários, apenas Marina Silva (PV) se beneficiou da queda de Dilma no Datafolha. Ela foi a 14% no total de votos, ou 16% dos válidos. José Serra (PSDB) continua com 28% no total, e chegou a 32% nos válidos, nas contas do instituto. Os demais candidatos não somaram 1%, mas o instituto não informou se, juntos, atingem esse percentual (PS: o relatório, que só foi publicado no site do Datafolha há pouco, indica que a soma dos nanicos dá 1%).

A pesquisa Datafolha contrasta com o tracking diário do Vox Populi (uma média móvel de quatro dias, com amostras diárias de 500 entrevistas). O percentual de Dilma ontem, no tracking, continuava sendo de 49%, como na véspera. Serra seguia com 24%, enquanto Marina mantinha a tendência de crescimento e chegava a 13%.

O Datafolha é o único dos institutos que divulgam pesquisas sobre a eleição presidencial que faz as entrevistas em pontos de fluxo, e não na casa dos eleitores. Por conta disso, o perfil de sua amostra tende a ser um pouco diferente dos demais: capta a opinião de mais pessoas ativas, que saem à rua com frequência.

Teoricamente, esses eleitores são uma espécie de vanguarda das mudança de humor do eleitorado, que demorariam a atingir os mais caseiros. Mas essa é uma hipótese ainda a ser provada.

O movimento que poderia levar a eleição para o segundo turno poderá ser confirmado ou não nos próximos dias. Há três novas pesquisas a serem divulgadas entre hoje e quinta-feira: do Ibope (na quarta), do Sensus e outra do próprio Datafolha (quarta).

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Na média das pesquisas, Dilma Rousseff (PT) tem 50% do total de votos, contra 27% de José Serra (PSDB), 12% de Marina Silva (PV) e 1% da soma dos candidatos dos pequenos partidos. Apesar da pequena recuperação dos adversários, a petista ainda seria eleita no primeiro turno, com 56% dos votos válidos (os votos dados a candidatos).

A média móvel inclui os resultados das três mais recentes pesquisas divulgadas, do Datafolha, Vox Populi e Ibope, todos no final da semana passada.

Projetando-se a velocidade de queda de Dilma e de crescimento de seus adversários, a eleição tende a ser definida em um turno só em favor da petista. Para que isso não aconteça seria necessário uma mudança de comportamento do eleitorado que acelerasse o processo.

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Há três tipos de voto para o Senado: o válido, o branco/nulo e o soma-zero. Das cinco eleições do próximo domingo, a escolha das duas vagas de senador é a única em que o eleitor pode cair na armadilha de um voto, na prática, neutralizar o outro.

É uma probabilidade real para no mínimo 15% dos eleitores paulistas. São aqueles que declaram sua preferência por um candidato a senador e dão seu segundo voto a um adversário que está na frente dele, ocupando o primeiro ou o segundo lugar nas pesquisas.

Pode ser uma expressão das contradições ideológicas do eleitorado, um protesto silencioso contra o rol de candidatos disponíveis, ou apenas um desafio à matemática.

Os dois votos para o Senado não são iguais. Em geral, o eleitor tem um candidato de preferência, seu primeiro voto, e uma segunda opção menos convicta. Tanto é assim que muitos ainda não sabem qual será seu segundo voto.

(clique na imagem para ampliar)

Segundo o Ibope, 13% dos eleitores cujo primeiro voto é para Aloysio Nunes (PSDB) pretendem votar também em Netinho de Paula (PC do B) e outros 9%, em Marta Suplicy (PT). Total: 22%. Como o tucano é o terceiro colocado, 1 em cada 5 dos seus votos contará para ele e para um dos rivais à sua frente. Não tira diferença. Soma zero.

Se serve de consolo ao candidato do PSDB, 11% dos eleitores que optam primeiro por Netinho e 7% dos que têm em Marta sua opção principal dizem que darão seu segundo voto a Aloysio. Fica, então, elas por elas?

Não exatamente. Aloysio perde 10% mais votos do que ganha nesse toma-lá-dá-cá. Ou seja, se nenhum de seus eleitores digitasse o segundo voto para Marta ou Netinho e vice-versa, ainda assim o tucano estaria mais perto de eleger-se do que com o voto soma-zero.

Aloysio não é o único que perde nesse jogo. Além dos problemas de saúde, Romeu Tuma (PTB) tem dificuldade para reeleger-se senador por São Paulo porque mais da metade dos que dão seu primeiro voto ao petebista votam também nos adversários que estão à sua frente.

Falta a Aloysio uma dobradinha formal. Com a saída de Orestes Quércia (PMDB) da disputa, muitos que votavam no tucano e no peemedebista migraram esse segundo voto para Marta e Netinho.

Nessa dobradinha de PT e PC do B, a petista é a campeã do primeiro voto, mas é seu companheiro de chapa quem tem mais a ganhar. Marta é a principal opção ao Senado de 27% dos paulistas. E o segundo voto de outros 11%, num total de 38%.

Netinho está tecnicamente empatado com ela no total (tem 37%), mas deve isso principalmente ao segundo voto de 20% dos eleitores, principalmente dos que votam primeiro em Marta.

Em uma eleição dupla para o Senado, é necessário eleger um adversário principal para evitar o voto soma-zero. E deixar claro para o eleitor que não adianta ele votar nos dois. Aloysio ensaiou fazer isso com Netinho, mas parou no meio do caminho.

Em Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT) sofre com o mesmo problema de Aloysio.

No Rio de Janeiro, a vítima é Cesar Maia (DEM). O ex-prefeito depende muito do primeiro voto dos eleitores (14 pontos dos seus 23%) e não tem uma dobradinha forte. Como resultado, 26% desses seus eleitores votam em Lindberg Farias (PT) e outros 25% em Marcelo Crivella (PRB), dois candidatos que estão à sua frente. No jogo de soma-zero, metade dos primeiros votos de Maia acabam neutralizados.

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Os debates presidenciais sempre produzem pelo menos uma frase inesquecível. A desta noite foi dita por Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), aos 44 minutos do segundo tempo. Dirigindo-se ao eleitor, do alto dos seus 80 anos, tascou: “Não vote em mim por causa do meu passado; vote pelo meu futuro”.

A despeito das blagues e escorregões do candidato do PSOL, quem pode ter o que comemorar do debate da Record ocorrido nesta noite de domingo é Marina Silva. A candidata do PV teve sua melhor atuação em toda a campanha e foi firme ao cutucar tanto Dilma Rousseff (PT) quanto José Serra (PSDB). Sua participação pode ser resumida na frase que deixou o tucano sem reação: “Serra e Dilma são muito parecidos”.

Para quem vem subindo (lentamente) nas pesquisas, o bom desempenho no debate serve de combustível para sustentar a tendência. Talvez lhe renda mais alguns pontos nesta reta final. Uma parte desses eleitores deve vir de Dilma, e outra, eventualmente, de Serra. E esse é também o seu problema: quando tira votos do tucano, o jogo é de soma zero no que se refere às chances de levar a eleição para o segundo turno.

Nem Serra nem Dilma conseguiram melhorar seus desempenhos em debates. Ela, por falar como o motor de um carro a gasolina que foi abastecido com etanol. Ele, por não despertar a empatia do público. Não que ambos não tenham se esforçado. Serra não confrontou Dilma sobre os escândalos recentes, porque, como disse ao final do encontro, “quando tem muita pauleira, o espectador presta menos atenção no debate”.

É fato, mas mesmo sem pauleira, a audiência do programa, que começou com 13 pontos no Ibope, acabou com menos da metade, em quarto lugar no horário.

Mesmo sem ir bem, Dilma não perdeu. Ela jogou na retranca, tentando evitar tomar gols, sem procurar o ataque. E, principalmente, não perder a cabeça e tomar cartão vermelho -na metáfora de Lula. Conseguiu. Só no finalzinho, ante uma pergunta mais inconveniente, perdeu a paciência.

Mas a pista está ficando curta para novas decolagens de candidaturas adversárias. Nas contas de Dilma, só faltam um debate, o da TV Globo (o mais importante, pela audiência maior), e dois programas de TV dos rivais. Logo, as chances de aparecer uma nova bala de prata capaz de abatê-la está diminuindo.

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Na disputa pelas duas vagas mineiras no Senado, a dobradinha de Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PPS) segue isolada na frente, segundo o Ibope. Na pesquisa concluída sábado, Fernando Pimentel (PT) parou de crescer e oscilou de 30% para 29%. Itamar segue com 44% e Aécio foi de 67% para 69% do total de votos.

Ainda há 26% de eleitores indecisos e 19% que só citaram o nome de um candidato a senador. Isso dá esperança para o petista, mas a diminuição de seu ritmo de crescimento nos últimos dias não é sinal de virada, especialmente porque o voto de Itamar está muito casado com o de Aécio: 56% dos eleitores que dão seu primeiro voto para o ex-governador, votam no ex-presidente.

Na maneira como o TSE divulgará os resultados, ou seja, apenas contando os votos válidos e totalizando 100% para as duas votações, Aécio fica com 46%, Itamar tem 30% e Pimentel, 19%.

O Ibope entrevistou 2.002 eleitores em 113 municípios mineiros entre 23 e 25 de setembro. A margem de erro máxima estimada é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. Foi registrada no TSE com o protocolo 31796/2010.

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Pesquisa Ibope/Estado/TV Globo concluída no sábado aponta eleição de Antonio Anastasia (PSDB) ainda no primeiro turno, com 57% dos votos válidos. Mais do que a diferença que o separa de Hélio Costa (PMDB), que chega a 40% dos válidos, é a curva de ambos que indica eleição em um turno só.

O governador tucano, que assumiu o cargo quando Aécio Neves (PSDB) renunciou para disputar o Senado, está em ascensão no Ibope, enquanto seu principal adversário estacionou no atual patamar há um mês. Até antes do início do horário eleitoral, o ex-ministro das Comunicações de Lula liderava a corrida.

Depois que a propaganda eletrônica deixou claro para a maioria dos mineiros que Anastasia é o candidato de Aécio, o tucano subiu e o peemedebista caiu. No gráfico, fizeram um “X” que apenas uma surpresa de última hora poderia desfazer. No total de votos, Anastasia subiu de 42% para 46% nos últimos três dias, enquanto Costa oscilou de 34% para 33%.

O Ibope entrevistou 2.002 eleitores em 113 municípios mineiros entre 23 e 25 de setembro. A margem de erro máxima estimada é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. Foi registrada no TSE com o protocolo 31796/2010.

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Esta semana terá mais pesquisas sobre a corrida presidencial do que qualquer outra até agora. Além do tracking diário do Vox Populi, haverá pelo menos 6 sondagens, das quais 5 já foram registradas no TSE. As entrevistas da primeira, do Datafolha, serão feitas todas nesta segunda. O resultado deve ser divulgado na edição da Folha de S.Paulo de terça-feira.

Na quarta, véspera do debate dos presidenciáveis na TV Globo, devem ser divulgadas duas sondagens: Ibope/CNI e Datafolha/Globo. A coleta dos dados do Ibope termina nesta terça, e a do Datafolha, na própria quarta.

Na quinta, deve ser divulgada pesquisa CNT/Sensus, cuja coleta está prevista para terminar na terça-feira. Talvez a divulgação seja antecipada em um dia.

O Ibope já registrou pesquisa para ser divulgada na véspera da eleição. O campo deverá ser feito na sexta e no sábado, depois do debate dos presidenciáveis na TV Globo.

O Datafolha ainda não registrou a sua, mas certamente o fará, para divulgar também na véspera da eleição.

A única dúvida é se o Vox Populi registrará também pesquisa de véspera do pleito. O mais provável é que sim.

Além das presidenciais, estão previstas novas rodadas de pesquisas sobre sucessão estadual em quase todas as unidades da Federação, por Ibope, Datafolha e outros institutos.

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Na disputa pelas duas vagas para o Senado por São Paulo, Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PC do B) seguem isolados na frente e seriam eleitos se a eleição fosse hoje. Em votos válidos, a petista tem 27% e o colega de chapa tem 26%.

Em terceiro lugar, empatados tecnicamente, aparecem Aloysio Nunes (PSDB), com 18%, e Romeu Tuma (PTB), com 14% dos votos válidos. É assim que o TSE divulgará o resultado no dia 3 de outubro: considerando a totalização dos dois votos para senador como 100%.

No total de votos, somam-se os sufrágios de cada eleitor para os dois candidatos. Esse total dá 200%, e inclui eleitores indecisos, e votos brancos e nulos. Nessa conta, Marta oscilou de 36% para 38% ao longo da semana passada, Netinho foi de 34% para 37%, Aloysio foi de 22% para 25% e Tuma foi de 18% para 20%.

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Desde o começo de setembro os votos válidos de Geraldo Alckmin (PSDB) na disputa pelo governo paulista caíram sete pontos porcentuais. Ele começou o mês com 62%, foi a 56% na semana passada e chegou agora a 55%. Para ganhar no primeiro turno, o candidato precisa no mínimo de metade mais um dos votos válidos (aquele dados apenas a candidatos).

Ao longo de setembro, Aloizio Mercadante (PT) somou cinco pontos porcentuais aos 25% de votos válidos (excluídos os brancos/nulos/indecisos) que tinha no começo do mês. Desde a semana passada, o petista oscilou positivamente dois pontos: tinha 28% e chegou agora a 30%.

Em 2006, Mercadante teve 31,7% dos votos válidos, mas não houve segundo turno. José Serra (PSDB) foi eleito governador com 57,9% dos válidos. A diferença em relação a esta eleição é que os outros candidatos estão mais fortes do que os adversários que petistas e tucanos enfrentaram há quatro anos.

Ao longo da última, Paulo Skaf (PSB) foi de 3% para 4% dos válidos, Celso Russomanno (PP) foi de 10% para 9%. Tanto Fabio Feldmann (PV) quanto Paulo Bufalo (PSOL) continuam com 1% de votos válidos cada um.

Ao tornar públicos os resultados da votação, a Justiça eleitoral prioriza a divulgação dos votos válidos. Portanto, são os percentuais acima que devem ser comparados às urnas.

No total de votos, Alckmin permanece com os mesmos 48% da semana passada, enquanto Mercadante foi de 24% para 26%. Como a soma de votos dos adversários cresceu, o percentual de válidos do tucano oscilou um ponto para baixo.

Mesmo assim, o favoritismo de Alckmin se mantém intacto: 62% dos paulistas acreditam que ele será o próximo governador do Estado.

A pesquisa foi feita pelo Ibope entre 21 e 23 de setembro. Foram 2002 entrevistas, em 98 municípios paulistas. A margem de erro máxima estimada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. Seu registro no TSE é de número 31.800/2010. A pesquisa foi contratada pelo Estado e pela TV Globo.

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As oscilações registradas pela pesquisa Ibope se devem principalmente à conversão dos indecisos. Eles caíram de 8% para 5% em uma semana e beneficiaram os candidatos de oposição. Com isso, a soma de brancos, nulos e indecisos chegou a 10%. Está muito próxima do que foram os brancos e nulos na eleição de 2006: 8,4%.

Logo, a fonte de votos dos indecisos está se esgotando como fator de crescimento dos oposicionistas. Na semana que falta até a eleição, José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) precisarão, necessariamente, “roubar” eleitores de Dilma Rousseff (PT) para conseguir levar a eleição para o segundo turno.

Não é uma tarefa fácil. Dilma tem cerca de 10 milhões de votos a mais do que a soma dos adversários. Se cooptarem metade, ou seja, 5 milhões de eleitores, haveria uma boa chance de segundo turno. Isso equivale a virar 625 mil votos por dia, de hoje (sábado) até a eleição.

Para isso ocorrer, é necessário um fato novo. As denúncias apresentadas até aqui contra a candidatura da petista parecem estar perto do limite de seu impacto eleitoral.

A queda da ministra Erenice Guerra da Casa Civil teve um efeito limitado sobre a eleição. Apenas 27% dos eleitores souberam da demissão, tomaram conhecimento que a causa foi a acusação de que filhos da ministra intermediaram negócios com o governo e acham que isso é verdadeiro em algum grau. Mas 1 em cada 3 desses ainda vota em Dilma.

O caso dividiu os eleitores. A metade que tomou conhecimento da demissão e de suas causas se reparte, em iguais proporções, entre quem acha que é totalmente verdadeira (22%) e entre quem acha que houve exagero sobre um fundo de verdade (21%). Apenas 6% dizem que é tudo falso.

Na prática, apenas 9% dos eleitores admitem que o caso influenciou ou pode influenciá-los: 4% dizem que já mudaram de candidato e 5% afirmam que estão repensando seu voto. Porém, os percentuais são iguais para os eleitores de Dilma e de Serra. Logo, eventuais mudanças podem anular umas às outras.

A exigência de dois documentos para poder votar (título de eleitor e um documento com foto) não parece ser um fator decisivo no resultado da eleição. Nada menos do que 95% sabem da exigência e estão preparados para levá-los à urna. Não há diferença nisso entre os eleitores de Dilma e de seus adversários.

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A renúncia de Joaquim Roriz (PRTB) à disputa do governo do Distrito Federal em favor de sua mulher é, obviamente, uma não-renúncia. O nome e a foto do ex-governador continuarão na urna eletrônica, embora a propaganda possa sugerir que sua cônjuge é, formalmente, a candidata. A Justiça eleitoral e os ministros do STF que julgam a Lei da Ficha Limpa estão compelidos a julgar a formalidade da manobra, um triplo carpado hermenêutico (apud Ayres Brito). Fora eles, só crê na renúncia de Roriz quem acredita em aerotrem.

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No Paraná, as campanhas de Beto Richa, candidato a governador pelo PSDB, e de outros candidatos conseguiram suspender a publicação das mais recentes pesquisas eleitorais de três institutos: Datafolha, Ibope e Vox Populi. É inédito nesta eleição. E inusitado: obviamente, não se sabe o que apontariam as três sondagens, mas, e se elas mostrassem o oposto do que imaginam o ex-prefeito de Curitiba e seus auxiliares? Mantida a censura, eles nunca saberão. Nem os paranaenses.

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