Institutos não chegam a acordo sobre ordem das perguntas em pesquisa eleitoral - José Roberto de Toledo - Estadao.com.br
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15.abril.2010 11:18:47

Institutos não chegam a acordo sobre ordem das perguntas em pesquisa eleitoral

Diretores dos quatro institutos que têm feito regularmente pesquisas nacionais de intenção de voto para divulgação se reuniram esta semana em São Paulo, na sede da Abep (Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa). O objetivo era aparar arestas surgidas após o congresso da associação, no mês passado, quando diferenças de opinião entre eles ficaram evidentes em um painel sobre pesquisas eleitorais, mas não chegaram a ser debatidas, por falta de tempo.

O novo encontro envolveu os mesmos diretores: Márcia Cavallari (Ibope), João Francisco Meira Filho (Vox Pupuli), Mauro Paulino (Datafolha) e Ricardo Guedes (Sensus). A discussão não diminuiu os atritos, ao contrário. Ficaram explícitas as divergências metodológicas entre dois pares de institutos, principalmente quanto à forma de montar os questionários das pesquisas de intenção de voto.

De um lado, Ibope e Datafolha. De outro, os mineiros, Vox Populi e Sensus. Meira e Guedes defenderam que incluir outras questões, como as de avaliação do governo, antes da bateria de perguntas sobre como o eleitor pretende votar não altera para mais ou para menos o percentual de intenção de voto dos candidatos. Cavallari e Paulino reafirmaram que a interferência influencia sim o resultado.

Os argumentos de lado a lado não foram suficientes para mudar as opiniões de um ou de outro. As diferenças metodológicas deverão continuar existindo. A julgar pelos resultados das rodadas mais recentes, isso significa que muito provavelmente o debate deve esquentar. O quanto, vai depender do resultado das próximas pesquisas Datafolha e Ibope, previstas para os próximos dias.

A disputa é potencializada na internet. A mesma polarização entre os institutos se verifica entre os militantes das campanhas de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Como os resultados de Sensus e Vox Populi têm sido mais favoráveis à petista, seus correligionários tendem a validar suas pesquisas e atacar Datafolha e Ibope. Enquanto os tucanos fazem o contrário.

Isso apaixona a discussão e afasta qualquer possibilidade de um debate que possa aclarar a questão. Saem de cena os argumentos técnicos e ganham força especulações sobre as supostas motivações de quem contratou as pesquisas.

Resta seguir procurando as tendências de longo prazo e calculando a média móvel das pesquisas mais recentes para aplainar as diferenças.

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Comentários (37) | comente

37 Comentários Comente também
  • 15/04/2010 - 11:29
    Enviado por: Luiz Valls

    Você acha que o presidente do IBOPE, Carlos Montenegro, declarar que “esta é a eleição do Serra”, antes de aplicar qualquer quesionário, influencia o resultado da pesquisa?

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  • 15/04/2010 - 11:41
    Enviado por: A.Carlos Vianna

    Acho essas pesquisas eleitorais umaenganação.
    Eu nunca fui pesquisado e duvido que haja alguém que já foi.
    Se elas existem realmente, não se pode dar crédito a uma enquete de mais ou menos duas mil pessoas (é em media o que êles declaram) para representar um universo de quase duzentos milhões de brasileiros, mesmo que nem todos sejam eleitores. É uma grande palhaçada.

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    • 15/04/2010 - 12:09
      Enviado por: william lopes guerra

      A. Carlos Vianna: as pesquisas existem, sim. Eu já fui pesquisado pelo IBOPE, Datafolha e Vox Populi. Não para essa eleição, é claro. Mas para essa eleição um primo meu, Amilcar, foi entrevistado por pesquisadores do Vox Populi. E a metodologia que usam, dependendo de cada Instituto, poucos entrevistados, indica a tendência do eleitorado, geralmente acertam. Uma pesquisa de intenção de voto, por um instituto desses, que trabalha com estatísticas as mais avançadas, merece crédito. Agora, claro: os candidatos também contratam pesquisas só para eles e poucos assessores. Chama-se “pesquisa para o consumo interno”, que deve trazer outros apontamentos que não interessariam ao adversário. Mas, ao publicar uma pesuisa, esses institutos, têm que primar pela lisura, senão perdem credibilidade e mercado, aqui e no exterior. Eu sou adepto do Vox Populi e do Sensus. Datafolha pertence ao jornal Folha de São Paulo (que combate abertamente a candidatura Dilma). E o IBOPE é exclusivo da Rede Globo (TV que vive de desqualificar Lula e Dilma). Esses: Ibope e Datafolha são menos confiáveis, para mim.

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    • 16/04/2010 - 00:55
      Enviado por: Pedro Silva

      Prezado Carlos!
      A amostragem estatística é cientifica.
      Para entendê-la basta uma comparação: numa panela de sopa vc coloca sal. Para saber se está a gosto não precisa tomar toda ela, basta uma amostra, aquela pontinha da colher que você coloca na palma da mão, a amostragem estatistica, pode se dizer.
      Não foi preciso tomar toda a sopa para saber a quantidade de sal, assim como não é preciso entrevistar todo o País para saber o que o brasileiro pensa.
      Para isso, no entanto, é necessário procedimentos técnicos fundamentais, dentre os quais cito apenas dois: um questionário estruturado, de maneira a não influir nas respostas dos entrevistados e a santa aleatoridade, ou seja, a mesma chance de um ser entrevistado ou outro tem que ter também.

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  • 15/04/2010 - 11:42
    Enviado por: Ricardo

    Mas se o argumento técnico é o que vale, fica claro que alguém está errado nesse caso. E – sendo eu mesmo pesquisador – é mais do que óbvio que o argumento dos institutos mineiros é falacioso e tecnicamente errado.

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  • 15/04/2010 - 11:50
    Enviado por: José Bonifácio

    O interessante é que DATAFOLHA e IBOPE são institutos ligados a´grande mídia e estão comprometidos até os fios do cabelo com a candidatura da oposição (penso que o TSE deveria considerar isso quando da liberação de pesquisa para esses institutos), haja vista a estratégia traçada pelos grandes grupos de comunicação (elaborada em recente seminário nacional amplamente divulgado) a qual estimula o ataque sistemático ao governo e a sua candidata. Na contramão dessa estratégia estão o Vox Populi e o Sensus que são institutos independentes e ao que parece estão fora desse esquema (por isso o esforço em tentar enquadrá-los), haja vista os resultados e a metodologia adotada. E depois falam que é o PT que ameaça as liberdades de imprensa e de expressão. Francamente!

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  • 15/04/2010 - 12:14
    Enviado por: Juliao seguro

    Colocar uma pergunta de avaliação do governo antes da pergunta sobre o candidato, e ainda por cima com o partido politico junto ao nome do candidato, induz a quem está respondendo a não se contradizer, assim, se a pessoa declarar que a avaliação do governo é positiva, tenderá a falar que votará em alguem do PT.
    Isto é tão básico e conhecido pelos pesquisadores que só pode ser explicado como manipulação grosseira do Sensus e VoxPopuli.

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  • 15/04/2010 - 12:58
    Enviado por: ivan Lima

    Apesar de o texto citar polarização entre dois pares de institutos, lembro que apenas o Datafolha registra crescimento recente de Serra e queda de Dilma. Ibope, Sensus e Vox Populi apontam crescimento da canditada do governo e estagnação do tucano.

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  • 15/04/2010 - 13:11
    Enviado por: Eder Luiz

    Eu ando pelas ruas e não sinto esse clima da pesquisa do Sensus! Pode ser que eu esteja enganado e que por debaixo do tapete tenham muitos votos pro dilma, mas vamos esperar as urnas falarem a verdade!

    O Vox Populi e o Sensus fazem pesquisas em currais eleitorais para que o resultado influencie o eleitor indeciso, mas isso pode ser um tiro no pe!

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  • 15/04/2010 - 13:24
    Enviado por: Alexandre Porto

    Acho interessante esse debate;

    Se influi ou não, não sei. No meu caso não influenciaria, mas eu não posso reproduzir o meu envolvimento político/eleitoral para todo o Brasil.

    Só entendo que quanto mais dados sobre os candidatos, o pesquisado tiver, mais próximo a pesquisa estará do dia da eleição. Sonegar informações ao pesquisado é apostar em um cenário que na prática não existe é apostar num cenário de desinformação que não se sustenta no médio prazo.

    Se temos a pesquisa espontânea, pq a estimulada tem que ser feita ‘no escuro’?

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    • 15/04/2010 - 13:27
      Enviado por: Alexandre Porto

      Para completar. Se o governo petista estivesse mal avaliado, eles estariam detonando a tese do Vox Populi e Sensus; e os tucanos comemorando.

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    • 15/04/2010 - 13:32
      Enviado por: Jose Roberto de Toledo

      A pesquisa mede a opinião do eleitor no instante em que é feita, e deve refletir o que a média do eleitorado pensa e sabe naquele momento. Se ela influir sobre esse conhecimento, associando A a um governante ou partido, deixará de refletir a opinião do eleitorado e passará a refletir a opinião do eleitorado já influenciado.

      Há outros meios mais adequados para medir o potencial de voto dos candidatos. Para saber o que acontece com a intenção de voto depois de o eleitor ficar sabendo isso e aquilo.

      O Ibope, por exemplo, já fez muitas pesquisas para candidatos em que pergunta a intenção de voto do eleitor antes de uma bateria de questões sobre aquele candidato, e repete a mesma pergunta de intenção de voto ao final do questionário. A diferença ente a primeira e a segunda varia entre 3 e 6 pontos percentuais a mais para o candidato mencionado. Mas o fato de o candidato aparecer melhor ao final não significa que ele vai ter aqueles votos a mais na urna. Isso depende de uma boa comunicação, de que o cenário não mude até a eleição, de uma série de fatores que são imprevisíveis.

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    • 15/04/2010 - 13:41
      Enviado por: Rerisson

      Você fala de “sonegar” informações ao eleitor, mas não é o instituto de pesquisa o responsável por distribuir informações sobre os candidatos. A responsabilidade é dos próprios candidatos, dos partidos e da propaganda eleitoral.

      A questão é: é o instituto de pesquisa que deve ESCOLHER que informações passar sobre cada candidato?

      Além do mais, Lula não é candidato. A pesquisa Sensus não fez uma bateria de perguntas sobre o passado de Dilma, Serra, Marina e Ciro.

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  • 15/04/2010 - 13:35
    Enviado por: Rerisson

    O mais importante é deixar os critérios explícitos. Pesquisa não é verdade absoluta, é uma estimativa.

    Se o PT quer encomendar uma pesquisa para saber em que a pessoa votaria depois de ser submetido a dez minutos de perguntas sobre quão maravilhoso é o governo Lula, tudo bem. É um direito do partido. Cabe a nós não exatamente questionar o resultado da pesquisa, mas explicitar (e até criticar) os seus métodos.

    Precisamos ter consciência de que é muito mais uma pesquisa sobre o potencial de influência da aceitação do presidente sobre a votação do que propriamente sobre a intenção de voto. Dito de outra forma, o resultado do Sensus é o que teríamos se a eleição fosse na semana passada, se o voto não fosse secreto e, antes de votar, o mesário passasse dez minutos perguntando ao eleitor quão maravilhoso é o governo Lula.

    A gente é que tem que parar de achar que pesquisa é experiência de física quântica, um dado objetivo sobre a realidade.

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    • 15/04/2010 - 15:27
      Enviado por: Alexandre Porto

      O meu ponto é que se a eleição fosse hoje, ninguém iria às urnas sem informação. Os jornais dessa última semana estariam lotados de notícias sobre eles, teríamos muito mais informações que as perguntas dos institutos projetam.

      O cenário de uma pesquisa (um pesquisador procurando um pesquisado) não existe, é totalmente artificial. Se as perguntas realmente induzem o pesquisado a pensar mais sobre as candidaturas, estariam fazendo um favor à realidade.

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  • 15/04/2010 - 13:36
    Enviado por: Samuel M Soares

    Como dizia Dante no Inferno, aqueles que querem prever o futuro ficam condenados a passar a eternidade com a cara voltada para traz, já que é impossível prever futuro.

    As pesquisas deveriam perguntar ao eleitor o que ele quer que o candidato
    faça se eleito. Se vai aumentar a bolsa família, se vai acabar com a roubalheira, se vai implementar o planejamento familiar, criar escolas, saneamento básico, segurança, etc.

    Samuel M Soares

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  • 15/04/2010 - 15:36
    Enviado por: Silvia Maria

    Porque não fazem uma Pesquisa e perguntem ao Elitor se ele quer um candidato com Ficha Limpa ?

    100% diria que sim…. tentem fazer isso, é o que vai acontecer em Outubro.

    Vamos votar em candidato com Ficha Limpa

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    • 15/04/2010 - 18:24
      Enviado por: Jaime Balbino

      No caso das eleições para presidente todos os candidatos parecem que tem ficha limpa. Serra e Dilma, por exemplo, foram anistiados próximo do fim da ditadura militar.

      Mas acho esse projeto muito equivocado, pois um candidato pode sofrer perseguição política (por exemplo, no Maranhão) e ficar impossibilitado de se candidatar. Enquanto outro pode ter proteção jurídica (por exemplo, no Maranhão, novamente) e se candidatar livremente.

      A deputada Luiza Erundina, por exemplo, que perdeu uma ação recentemente por não possui “os melhores” advogados e pagou todas as multas coms eu apartamento e doações. Ficaria inelegível, apesar de ser uma ótima pessoa e ótima parlamentar.

      A solução? A justiça fazer a sua parte e julgar mais rapidamente. Não faze sentido uma ação contra Paulo Maluff ficar 30 anos tramitando nos tribunais e só parar quando caduca ou o réu fica inimputável por conta da idade.

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    • 15/04/2010 - 18:30
      Enviado por: Renato

      Impossível votar em um candidato Ficha Limpa com nosso sistema partidário e com o voto proporcional. Ganha quem os partidos deixa se inscrever, e os puxadores de votos são os mais conhecidos, os de Folha Corrida mais extensa nas delegacias.

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  • 15/04/2010 - 15:51
    Enviado por: Carlos

    O sensus e o vox populi fizeram as últimas pesquisas nas mesmas cidades que eles tinham feito nas anteriores, dizendo ainda que estas cidades foram sorteadas. Isso é ou não é fraude? Quando os partidos ja sabem onde a sondagem será feita, eles tem a possibilidade de influenciar, via campanhas pontuais os resultados, tirando assim o efeito aleatório da pesquisa. Os Petistas estão desesperados, pois eles não tem nome, salvo o de lula. Estão querendo ganhar estas eleições no estilo sovietico, o seja, com manipulação de informações.

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  • 15/04/2010 - 15:57
    Enviado por: neyza furgler

    Por que os institutos nao fazem a pesquisa com 2 sub-amostras, cada um com seu respectivo questionário, colocando as perguntas em discussão ora na frente, ora depois? os resultados poderiam ser comparados e estatisticamente demonstrar se a ordem dessas questões específicas alteram ou nao os resultados. Sei que uma pesquisa, apenas, pode ser pouco para se chegar a uma conclusão, mas pode-se repetir o experimento diversas vezes até se comprovar – ou não – a hipótese.

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  • 15/04/2010 - 18:06
    Enviado por: Lago Gonçalves

    Depois de errar o nome de quem encomendou a pesquisa, também foram repetidas as mesmas cidades, ou seja, O SENSUS É SUSPEITO SIM.

    aLÉM DO MAIS, O SENSUS E O VOX POPULIS DAVAM VANTAGENS GIGANTESCAS A martaxa suplício, depois ela perdeu com uma diferença extraordinária para o Kassab.

    É evidente que o Data Folha e o Ibope tem uma formula que dá mais segurança, tanto que são referencias no assunto.

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  • 15/04/2010 - 18:31
    Enviado por: JRB

    A presença dos institutos de pesquisa como agenda-setters do processo eleitoral se delineia cada vez mais, substituindo a imprensa na funçao funçao esta exercida tradicionalmente por estes ultimos ao longo da Nova Republica. Quase todas as avaliaçoes que vejo deste papel são negativas, desabonadoras, para essas categorias. Não há diagnostico objetivo para esse que seria um elemento no minimo controverso da ação destes agentes no espaço público. Que o digam as críticas que incidem sobre a “profecia que se cumpre (nega) por si mesma” proferida por Carlos Augusto Montenegro
    De todo modo é a esta ultima, ao ser enunciada aberta e temeráriamente, que se deve atribuir a ascensão de Dilma nos prospectos eleitorais observados. Tivesse o presidente do IBOPE se calado, Lula não teria o “stake” que tem para investir em sua ministra contra o PSDB, mesmo sabendo que o cenario pós crise financeira é desfavorável a uma terceira gestão do PT ( ou de qualquer outro partido…), que a “marola” pode virar tsunami…

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  • 15/04/2010 - 19:44
    Enviado por: clara leonor vaz guimaraes

    As pesquisas verdadeiramente importantes são as feitas para uso interno do Partido. São elas que dão as diretrizes que serão adotadas na campanha e dita a forma como o candidato vai se comportar. Li varias vezes que o Serra estava sendo preciosionado para mudar a sua estrategia de assumir a sua candidatura, o proprio Partido não estava satisfeito e ele dizia que se baseava em pesqusas internas e no modo operandi do Partido adversario. Ele estava certo e o PT acionou as greves no Estado de São Paulo tão logo ele assumiu a candidatura.Provavelmente sua capacidade nasce da experiencia de ter ocupado muitos cargos legislativos e executivos.E infelizmente a atitude dos Institutos de pesquisa não esta contribuindo em nada para uma eleição mais limpa, madura, coerente, ética e honesta. O que é lamentavel O nivel da campanhas esta baixissimo e depoe contra o país.

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  • 15/04/2010 - 20:51
    Enviado por: Luciano Julusi

    Neyze fez a melhor comparação. Eu como especialista em pesquisas eleitorais não poderia me furtar de expressar minha opinião e nela, apoio o DataFolha e IBOPE quanto a influência na opção de voto.
    Lembram-se da história do Maranhão?
    1) Você votaria em uma mulher para presidente da república?
    2) Em quem você votaria se as eleições fossem hoje?

    Como diz José, o Simão, mais indireto impossível.

    Abraços,

    analistapolitico@hotmail.com

    Luciano Julusi

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  • 16/04/2010 - 06:17
    Enviado por: Fey

    Se fóssemos um povo que procura:

    1-Ser mais informado lendo jornais com mais freqüência…
    2-Ler pelo menos duas ou três fontes bem diverentes para balancear os argumentos e contra-argumentos…
    3-Saber mais sobre os candidatos tanto os favoritos como os adversários…
    4-Não se deixar levar pelas promessas milagrosas, mas procura enxergar oque é possível ser feito…
    5-Ter memória mais longa para lembrar oque cada candidato fez…
    6-Não ser egoísta pensando somente se teve lucro ou prejuízo pra sí mesmo…
    7-Exigir que o voto não seja obrigatório para dificultar currais eleitorais…

    …não precisaríamos ficar aqui discutindo sobre pesquisas, pois ninguém deixaria se levar pelos números. Quem decide o seu voto baseado em percentagens, é aquele que deixa os outros escolherem para sí, um autêntico GBO (grande bobo otário).

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  • 16/04/2010 - 11:16
    Enviado por: Hernan Leon

    Eu já fui entrevistado em pesquisas de intenção de votos, em 2006 para presidente e 2008 para prefeito. Quem duvida não entende de estatísticas por amostragem, somos quase 200 milhões, alguem dizer que nunca foi pesquisado é tolice. E mais, o Vox Populi e o Census existem ha algum tempo e deram conta do recado em várias eleições, por que nesta seria diferente. Os tucanos já compraram a mídia, agora querem calar as pesquisas desfavoráveis a eles.

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  • 16/04/2010 - 21:03
    Enviado por: Vladimir

    É claro que tem que perguntar sobre a aprovação do Lula antes. Afinal, no dia da eleição a gente vai ter de responder isso na maquinha antes de votar, não vamos? Não? Não mesmo? Puxa, podia jurar que o TSE ia perguntar isso para a gente…

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