As palavras “senhor” e “presidente” foram as mais empregadas por Dilma Rousseff em seu discurso de despedida da Casa Civil da Presidência da República. Ambas foram usadas pela ex-ministra, na imensa maioria das vezes, como sinônimos formais de Luiz Inácio Lula da Silva. “Presidente” teve 34 citações, “senhor” teve 30 e Lula, 3. Foi um discurso de agradecimento, reconhecimento e reverência ao presidente e seu “governo” (14 citações).
Não podia ser diferente. Dilma deixa o governo para entrar na campanha, tendo como principal cabo-eleitoral o “senhor” “presidente” Lula. Ao citá-lo, explícita ou implicitamente, 67 vezes em seu discurso de despedida, Dilma estava também pagando uma dívida: o presidente citou centenas de vezes o nome da ex-ministra em discursos públicos nos últimos meses. E, como se pode ver aqui, depois de ela falar na cerimônia desta quarta, Lula ainda vez mais 21 citações a Dilma, em seu discurso final.
Além de reverenciar Lula, Dilma falou bastante do “povo” (19 citações), do Brasil (12) e do(s) brasileiro/a/s (10). Não por coincidência, “país” (17) e “todos” (16 vezes) acompanharam “Brasil” em número de citações. Essa repetição das palavras que compõem o slogan do governo Lula (“Brasil, um país de todos”) tem ocorrido com mais frequência na fala da candidata.
Ainda bem, senhor José Roberto Toledo, que o seu blog aceita críticas, não é que nem os de Reinaldo Azevedo (retrógrado e apaixonado por Serra, nem o do Agusto Nunes, que não tira o nome de lula da cabeça somente para desfazer do presidente). Pois bem, aqui, esse espaço é ameno, embora você também torce por Serra, tá na cara.
Analisando todas as matérias desta coluna, até os malabarismos feitos na análise das pesquisa, mostra-se um ferrenho defensor de Serra, embora não bata com tanta força em Dilma. Entretanto, quero dizer para o senhor jornalista deste blog que não é feio pronunciar as palavars “senhor” e “Lula”, não. Feio é roubar, matar, inaugura obras que estão ainda em maquetes… Numa oração, São Francisco pronunciou mais de 70 ves a palavra “Senhor”. Você vai dizer, mas aquele Semhor ao qual se referia o Frade era, nada mais nada menos do que Deus! É isso? Mas Dilma não considera Lula um Deus, embora vocês da imprensa hegemôniuca reacionária e conservadora considerem Lula um Demônio… Por isso, estimado bloguista, como você critica refinadamente de um jeito a maneira da futura presidente do Brasil, Dilma Russeff, se expressar como se fosse uma coisa ruim para o país e para o povo. Cada um tem seu estilo. O de Serra, por exemplo, é auto-elogiar-se, como se ele fosse capaz de salvar o mundo… Vocês da imprensa hegemônica, reacionária e conservadora, não criticam como fazem com Dilma. Pelo contrário, só porque ele cunhou uma frase que se esfarela no ar como “O Brasil pode mais”, acham que o negócio agora vai fazer Serra ganhar a eleição… Como o Brasil pode mais com privarização, concentração de renda, volta da inflação, do aumenbto da taxa selic, da reentrada do FMI para impor que fiquemos de joelhos diante dele? Não, amigo, o Brasil pôde menos no tempo do FHC, o povão não é besta não. Maneira que deixe esse negócio de dizer: Lula diz mil vezes Dilma; Dilma pronunciou cem vez “senhor”; ou não sei quantas vezes meu amigo Lula… Isso está ficando ridículo. Tenha certeza, os seus leitores não estão gostando… Agora, use a isonomia, a igualdade e a imparcialidade na crítica, mas em coisas sérias, não esse negócio de quem pronunciou mais o nome de quem ou não sei do quê…
O comentarista diz: feio é roubar, matar, inaugurar maquetes, etc. Qual é mesmo o lado dele? Até São Francisco entrou nessa… pobre santo, estão querendo levá-lo à lama. Ao contrário, exalto a imprensa, que deve ser livre, leve, solta, independente, crítica, solidária, ferrenha, contundente, suave, verdadeira e CORAJOSA!
responder este comentário denunciar abuso[...] Veja uma análise bem diferente sobre o discurso de Dilma. Clique aqui. [...]
Tolice, pura tolice… Nada mais do que tolice…
responder este comentário denunciar abusoQue fique bem claro, antes de mais nada, que não tenho predileção por nenhum dos dois candidatos “mais cotados”.
Em relação à análise do discurso da Dilma, caro Toledo, só digo uma coisa: lamentável! Às vezes algumas pessoas perdem preciosas oportunidades de não dizerem (ou escreverem) coisa alguma…
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