A Campanha segue com toda força pelo país. Neste último final de semana, os cariocas receberam o Movimento Mangue faz a Diferença.
Estive acompanhando as ações primeiro em Angra, litoral sul do Estado do Rio de Janeiro. Uma região que sofre principalmente pela ocupação desordenada dos morros, que conseqüentemente viram áreas de risco. Também este litoral tem altos índices de assoreamento para construção de condomínios de luxo e outras intervenções, digamos, pouco fiscalizadas.
Foi neste ambiente, que acompanhei a Regata Ilhas de Caras e Revista Náutica, que teve a participação de mais de 100 embarcações (essencialmente de veleiros) e mais de 800 pessoas. O espaço ideal para saber o que o pessoal que ama o mar pensa sobre a alteração do Código Florestal, que libera a intervenção em mangues por todo litoral, transformando estas APPs – áreas de preservação permanente- em espaços abertos prontos para o loteamento privado.
Por lá conversei com o grande campeão olímpico brasileiro, e vencedor da Regata Volta ao Mundo, Torben Grael. Porque quem está no mar, sabe da importância do mangues, certo?
As palavras de Torben sobre o problema: “O mangue é um ecossistema importante, muito presente no nosso litoral. Mas tem sido atacado com muita freqüência. Estão presentes em varias baias do nosso litoral e a especulação imobiliária acaba atuando e dizimando . Tem funções importantes de filtragem, de não deixar assorear fundo de baia. E esta legislação que protege o mangue realmente manteve o pouco que restou. Se liberar a destruição do que restou, nos vamos ficar sem todo este ecossistema que tem uma importância muito grande pra nossa natureza.”
Palavras de quem está a maior parte do tempo no mar.
E pra mostrara que o que o Torben disse está certo, vejam algumas imagens do mangue do fundo da poluidíssima Baia de Guanabara. Aqui sobrou pouca coisa de um ecossistema lindo.
Estas são imagens da Ilha do Governador, onde ainda valente pescadores esperam tirar alguma coisa que não seja lixo.
E o que existe, está poluído. Antigamente, para os portugueses que se encantaram com o visual da Baía e seus Pães de açúcar, o cenário ainda era completado com belos mangues na desembocadura dos rios na Baía de Guanabara. Foram sendo aterrados e destruídos para construção de moradias e estradas.
No domingo, dia 12, a manifestação chegou à Ipanema, no conhecido Posto 9. Por lá ouve remada de stand up, presença de surfistas, bloco de Carnaval e até celebridades aderindo a Campanha. Algumas pessoas que acompanham a Cmapnah pelo Facebook também apareceram. No batida do Carnaval, sem perder o ritmo da votação do Código Florestal marcada para março.
A Campanha ganhou um site: www.manguefazadiferenca.org.br. Por lá você confere as fotos e a agenda das ações pelo Brasil.
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