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	<title>Vias Alterlatinas</title>
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	<description>Cultura e sustentabilidade na América do  Sul</description>
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		<title>O pirarucu fez a conexão Amazonas &#8211; São Paulo</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Apr 2012 17:09:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulina Chamorro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[#dressing #pirarucu #Amazonas]]></category>
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		<category><![CDATA[pirarucu]]></category>

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		<description><![CDATA[ O peixe, manejado de maneira sustentável, será vendido nas lojas do Pão de Açucar, como  o "bacalhau  da Amazonia".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_212" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/04/foto_degustacao.jpg"><img src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/04/foto_degustacao-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" class="size-medium wp-image-212" /></a><p class="wp-caption-text">Degustação de pirarucu, o novo bacalhau da Amazonia, em São Paulo.</p></div><br />
O piracuru é um peixe símbolo da Amazônia.<br />
Muito procurado pelos ribeirinhos, quase chegou a sua extinção nos anos 90, por conta da sobrepesca.<br />
Até que na Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá (grande projeto idealizado  pelo biólogo, especialista em primatas, Marcio  Ayres, falecido em 2003) começou um trabalho sério  de educação com os pescadores para explicar o  sistema de manejo.<br />
Um grande desafio, pois como conta Luiz Gonzaga, da Colônia de Pescadores, Z &#8211; 32, de Amanã, “não dá pra pensar no verde, quando se está no vermelho”.<br />
Mais de 10 anos depois, a criatividade se somou aos bons resultados do manejo deste peixe que pode chegar aos 2 metros. Foi inaugurada a primeira indústria de salga do pirarucu, a única deste tipo em toda a América do Sul, que vai fornecer o “bacalhau da Amazônia”.<br />
O projeto é resultado de uma parceria do Governo do Amazonas, da Secretaria de Estado  da Produção Rural  e o  Grupo Pão  de Açúcar, que vai vender em suas lojas, por enquanto  somente em São Paulo,  esta  produção. O projeto também tem apoio da Fundação Amazonas Sustentável.<br />
 O Grupo já comprou a primeira leva da produção: cinco toneladas de pirarucu salgado, que será vendido por enquanto apenas nas lojas em São Paulo.<br />
É uma conexão direta da Amazônia com a maior cidade do país, pólo gastronômico, com um mundo de opções pela frente.<br />
A primeira indústria de salga vai beneficiar diretamente 700 pescadores da Colônia de Amanã, que poderão continuar respeitando o manejo do pirarucu, tendo renda com sustentabilidade.<br />
 E o consumidor também uma opção de qualidade, com responsabilidade.<br />
 Provei algumas criações culinárias no restaurante Dressing, de João Paulo Diniz, numa degustação que reuniu todos os atores desta bela história.<br />
A empolgação dos representantes do governo era tamanha que o secretário de Estado da Produção Rural, Eron Bezerra, até brincou: “vamos vender agora o bacalhau da Amazônia para a Noruega”.<br />
A atriz Bruna Lombardi, também convidada para esta degustação, matou a charada: “este é o Brasil criativo, sustentável e que vale a pena se orgulhar.”</p>
<div id="attachment_213" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/04/foto_araquem_tefe_amazonas.jpg"><img src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/04/foto_araquem_tefe_amazonas-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" class="size-medium wp-image-213" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem do grande fotógrafo Araquem Alcântara, que tem um belo registro da pesca deste peixe.</p></div>
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		<title>A apaixonante ‘Trochita’, ou ‘Viejo Expreso Patagonico’</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Feb 2012 15:53:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulina Chamorro</dc:creator>
				<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Bariloche Aventura]]></category>
		<category><![CDATA[expresso patagonico]]></category>
		<category><![CDATA[La Trochita]]></category>
		<category><![CDATA[Patagonia Argentina]]></category>

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		<description><![CDATA[A história do Velho Expresso Patagonico]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_207" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/DSC_03273.jpg"><img src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/DSC_03273-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" class="size-medium wp-image-207" /></a><p class="wp-caption-text">O trem &#039;La Trochita&#039; em ação pelo estepe patagonico. foto: Sergio Franco</p></div><br />
Trens são apaixonantes por si só. A história de suas construções, seus trajetos e o desenvolvimento das cidades a margem de seus trilhos&#8230;<br />
Mas confesso que estou realmente apaixonada pela Trochita, ou o Velho Expresso Patagonico, na Argentina.<br />
Conheci apenas o trecho que recebe turistas em pleno verão, entre janeiro e março, que sai da estação El Maitén e faz o trajeto entre a província de Rio Negro e Chubut.<br />
O passeio foi por uma bela região de estepe com formações rochosas lindas.É o caso do grande maciço Piltriquitron, que em mapudungun (língua mapuche), quer dizer pendurado do céu. O trem vai cincundando esta maravilha.<br />
<div id="attachment_208" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/la-trochita-_-rio-chubut2.jpg"><img src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/la-trochita-_-rio-chubut2-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" class="size-medium wp-image-208" /></a><p class="wp-caption-text">La Trochita na sua parada estratégica sobre o Rio Chubut</p></div><br />
Na Estação de Chaiten há um museu com todos os artefatos usados desde 1922, quando começaram as atividades de La Trochita. Bilhetes, lampiões, roupas, baterias, utensílios de recuperação e iluminação&#8230; todo preservado com muito carinho, sentimento que os trens históricos despertan nas pessoas.</p>
<p>E há poesia no museu ferroviário também. Numa das paredes está bem grande:<br />
<em>“Las vias pasaron sobre los rios y atravesaron las entrañas del cerro.”</em><br />
No auge de sua atividade, lá pelos anos 50, o Velho Expresso Patagonico tinha 402 km de vias, mais de 600 curvas a 1200 metros acima do nível do mar.<br />
Realmente um espetáculo.<br />
E antes que me esqueça o significado do carinhoso apelido do trem é que trochas são os trilhos e neste caso, são muito estreitos. Por isso, La Trochita, ou, La Trochi, como os velhos maquinistas a chamavam.</p>
<div id="attachment_198" class="wp-caption aligncenter" style="width: 234px"><a href="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/trochita-na-estacao.jpg"><img class="size-medium wp-image-198" src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/trochita-na-estacao-224x300.jpg" alt="" width="224" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">O trem na Estação El Maitén</p></div>
<p>Pra saber mais: <em>www.latrochita.com.ar</em></p>
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		<title>Si, tenemos tradición en Parques!</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Feb 2012 23:20:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulina Chamorro</dc:creator>
				<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Parque Nacional Nahuel Huapi]]></category>
		<category><![CDATA[Patagonia Argentina; Parque Nacional Nahuel Huapi; Argentina; Perito Moreno]]></category>
		<category><![CDATA[Perito Moreno]]></category>

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		<description><![CDATA[O Parque Nahuel Huapi, na Patagônia Argentina, é o terceiro mais antigo das Américas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_181" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/Lago-Gutierres.jpg"><img src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/Lago-Gutierres-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" class="size-medium wp-image-181" /></a><p class="wp-caption-text">Lago Gutierrez, no Parque Nacional Huapi, na Patagonia Argentina</p></div><br />
Estou de volta a um dos territórios mais impressionantes do Planeta. A Patagônia.<br />
Desta vez do lado argentino.<br />
Vou começar contando uma história impressionante de áreas protegidas que conheci estes dias. Estou na área do Parque Nacional Nahuel Huapi, criado oficialmente em 1934. É o terceiro mais antigo das Américas.<br />
Toda a história começa com um personagem quase mítico no sul da Argentina, que inclusive agora dá nome a um dos principais atrativos: Perito Moreno.<br />
Francisco Pascácio Moreno foi naturalista, botânico, político e mais importante que tudo, um homem com um pensamento a frente de seu tempo.<br />
Após varias excursões, um pouco antes de 1900, ele se apaixonou pela região patagônica. Logo depois, ao trabalhar para o governo argentino como perito da comissão de limites entre argentina e Chile (naquela época não eram muito claras as divisas dos países neste extremo do continente), ele acaba conseguindo ampliar o espaço territorial argentino. Perito Moreno ganhou áreas do governo, mas preferiu em vez de deixá-las particulares, transformar numa das grandes maravilhas de visitação do sul do continente. Em 1903 doou, ou seja, devolveu ao governo uma área que ia de Neuquén a Rio Negro, com a condição de transforma-la em área protegida com visitação. Esta região, então passaria ser a do Parque Nacional Nahuel Huapi e a Argentina seria o terceiro país das Américas a ter um Parque Nacional.<br />
<div id="attachment_186" class="wp-caption aligncenter" style="width: 210px"><a href="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/200px-FranciscoMoreno.jpg"><img src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/200px-FranciscoMoreno.jpg" alt="" width="200" height="277" class="size-full wp-image-186" /></a><p class="wp-caption-text">Francisco Moreno, o famoso Perito Moreno</p></div><br />
Em 1939 – percebam que visão!- ele estrutura o Parque com mais de 1200 funcionários e guias bilíngues (tem algum parque brasileiro que tenha isso hoje?) e com criação do Hotel Llao LLao. Introduziu varias espécies de trutas como uma forma de atrair o turismo de pesca.<br />
Hoje, os brasileiros conhecem mais da província de Rio Negro a cidade de Bariloche, e especialmente no inverno.<br />
Em conversas com o ministro de turismo da província de Rio Negro, Angel Bosch, ele me relatou que existe um grande interesse em diversificar as opções de turismo em Bariloche, justamente promovendo outras atividades de aventura que existem dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi. Até o momento já fiz rafting nível 4 pelo Rio Manso, que nasce nas montanhas e desemboca no Oceano Atlântico. E também um trekking pelo Cerro Catedral, onde dá pra ter um visual de dois lagos imensos, o Nahuel Huapi e o Lago Gutiérrez, batizado assim pelo próprio Perito Moreno em homenagem a um mestre.</p>
<div id="attachment_182" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/IMG_2713.jpg"><img src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/IMG_2713-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" class="size-medium wp-image-182" /></a><p class="wp-caption-text">Visual do alto do Cerro Catedral. Lá embaixo Bariloche, Lago Gutiérrez e Lago Nahuel Huapi</p></div>
<p>Continuo acompanhando a Expedição Bariloche Aventura, e em breve trago mais informações a vocês.</p>
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		<title>Almodóvar por Garzón</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 18:42:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulina Chamorro</dc:creator>
				<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Almodovar]]></category>
		<category><![CDATA[Baltasar Garzón]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Paulina Chamorro]]></category>

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		<description><![CDATA[ O cineasta espanhol filma vídeo em defesa do juiz Baltasar Garzón, proibido de advogar por 11 anos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este é um espaço pra falar de meio ambiente e cultura na América do  Sul. Mas não poderia deixar de registrar o vídeo que está circulando no youtube produzido pelo cineasta espanhol Pedro Almodóvar, em defesa do juiz, também espanhol, Baltasar Garzón, ‘condenado’ no  dia 9  de fevereiro a não  atuar  como  juiz por 11 anos.</p>
<p>Garzón ficou muito conhecido pelos latino-americanos por tentar extraditar o ex-ditador chileno Augusto Pinochet pela morte e tortura de cidadãos espanhóis. E na Espanha por não deixar morrer as histórias obscuras do franquismo.<br />
O tribunal Superior da Espanha acusou o juiz de de ter realizado escutas telefônicas ilegais das conversas entre os suspeitos e seus advogados durante a investigação de um caso de corrupção.</p>
<p>O veredicto tem causado fortes reações, afinal Garzón movia processos internacionais com grande repercussão  e era considerado como uma especie de herói dos direitos humanos.</p>
<p>Almodóvar convocou alguns dos seus principais atores para gravar depoimentos como se fossem os próprios desaparecidos da ditadura franquista, como  apoio  à Baltasar Garzón. O próprio cineasta abre o vídeo.</p>
<p>Confira</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/tXEkB5xjlTQ" frameborder="0"></iframe></p>
<p>No dia do resultado do  julgamento, o juiz saiu do tribunal  muito  emocionado, chorando,e ouviu um pequeno  grupo que o  esperava na saída, com o coro: “Garzón, amigo, España está contigo”.</p>
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		<title>#Manguefazadiferença !</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 18:09:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulina Chamorro</dc:creator>
				<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[Mangues]]></category>
		<category><![CDATA[Paulina Chamorro]]></category>

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		<description><![CDATA[ A Campanha em defesa do litoral brasileiro continua crescendo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/Rio-de-Janeiro_da-Guanabara-a-Parati-247.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-152" src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/Rio-de-Janeiro_da-Guanabara-a-Parati-247-300x225.jpg" alt="" width="344" height="241" /></a></p>
<p>A Campanha segue com toda força pelo país. Neste último final de semana, os cariocas receberam o Movimento Mangue faz a Diferença.</p>
<p>Estive acompanhando as ações primeiro em Angra, litoral sul do Estado do Rio de Janeiro. Uma região que sofre principalmente pela ocupação  desordenada dos morros,  que  conseqüentemente viram áreas de risco. Também este litoral tem altos índices de  assoreamento  para  construção de condomínios de luxo e outras intervenções, digamos, pouco  fiscalizadas.</p>
<p>Foi neste ambiente, que acompanhei a Regata Ilhas de Caras e Revista Náutica, que teve a participação de mais de 100 embarcações (essencialmente de veleiros) e mais de 800 pessoas.  O espaço  ideal para saber o que o pessoal que ama o  mar pensa sobre a alteração do  Código  Florestal, que libera a intervenção  em mangues por todo  litoral, transformando  estas APPs – áreas de preservação  permanente- em espaços abertos prontos para o loteamento  privado.</p>
<p>Por lá conversei com o grande campeão olímpico brasileiro, e vencedor da Regata Volta ao Mundo, Torben Grael. Porque quem está no mar, sabe da importância do mangues, certo? </p>
<p>As palavras de Torben sobre o problema: “O mangue é um ecossistema importante, muito presente no nosso litoral. Mas tem sido  atacado  com muita freqüência. Estão presentes em varias baias do  nosso  litoral e a especulação  imobiliária acaba atuando e dizimando . Tem funções importantes de filtragem, de não  deixar assorear fundo de baia. E esta legislação que protege o mangue realmente manteve o pouco  que restou. Se  liberar a destruição  do que restou, nos vamos  ficar sem todo este ecossistema que tem uma importância muito  grande pra nossa natureza.”</p>
<p> <img class="aligncenter" src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/wp-content/blogs.dir/273/files/foto_5_.JPG" alt="foto_5_.JPG" width="202" height="260" border="0" /></p>
<p>Palavras de quem está a maior parte do tempo no mar.</p>
<p>E pra mostrara que o que o Torben disse está certo, vejam algumas imagens do mangue do  fundo  da poluidíssima  Baia de Guanabara. Aqui sobrou pouca coisa de um ecossistema lindo.</p>
<p>Estas são imagens da Ilha do  Governador, onde ainda valente pescadores esperam tirar alguma coisa que não  seja lixo.</p>
<p> <a href="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/Rio-de-Janeiro_da-Guanabara-a-Parati-105.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-156" src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/Rio-de-Janeiro_da-Guanabara-a-Parati-105-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a> <a href="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/Rio-de-Janeiro_da-Guanabara-a-Parati-104.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-157" src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/Rio-de-Janeiro_da-Guanabara-a-Parati-104-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p> E o que existe, está poluído. Antigamente, para os portugueses que se encantaram com o visual da Baía e seus Pães de açúcar, o cenário ainda era completado com  belos mangues na desembocadura dos rios na Baía de Guanabara.  Foram sendo aterrados e destruídos para construção de moradias e estradas.</p>
<p>No domingo, dia 12, a manifestação  chegou à Ipanema, no  conhecido  Posto  9. Por lá ouve remada de stand up, presença de surfistas, bloco de Carnaval e até celebridades aderindo a Campanha. Algumas pessoas que acompanham a Cmapnah pelo Facebook  também apareceram. No batida do Carnaval, sem perder o ritmo da votação do Código  Florestal marcada para março.</p>
<p> <a href="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/foto4.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-159" src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/foto4-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a> </p>
<p> <a href="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/foto32.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-164" src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/foto32-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a></p>
<p> A Campanha ganhou um site: <a href="http://www.manguefazadiferenca.org.br/">www.manguefazadiferenca.org.br</a>. Por lá  você confere as fotos e a agenda das ações pelo  Brasil.</p>
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		<title>Se fué `el flaco´ iluminado</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/se-fue-el-flaco%c2%b4-iluminado/</link>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 14:17:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulina Chamorro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[No mesmo  dia do  cantor Wando, outra voz popular partiu: Luis Alberto Spinetta, ícone latinoamericano por suas letras e referência do rock argentino.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/luisalbertospinetta.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-141" src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/luisalbertospinetta-252x300.jpg" alt="" width="252" height="300" /></a></p>
<p>Luis Alberto Spinetta, compositor, guitarrista, cantor e um dos músicos mais influentes do rock argentino, faleceu em Buenos Aires, nesta quarta, dia 8, mesmo dia do cantor brasileiro Wando.</p>
<p>Decorrente de um câncer de pulmão, El Flaco, “o magro”, como também era carinhosamente conhecido, partiu deixando um buraco na America do Sul, apasionada por buenas letras y musica.</p>
<p>Alguém tuitou ontem: o rock argentino perdeu beleza e profundidade.</p>
<p>E é verdade. Ao lado de Charly Gracia, Spinetta era inspiração e referencia desde o final dos anos 60, quando começou a produzir e criar bandas incessantemente.  (Charly também não  escapou. Gravaram disco juntos  também). Só na ordem cronológica de formação temos os grupos Almendra, Pescado Rabioso, Invisible, Spinetta Jade&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_144" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/spinetta-y-garcia1.jpg"><img class="size-medium wp-image-144" src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/spinetta-y-garcia1-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Spinetta e Charly Garcia em foto de 2009</p></div>
<p>De 1969 até 2010 foram cerca de 40 discos lançados, que definiram o tom  do rock argentino.Generoso, El Flaco estava sempre antenado. Gravou com músicos mais jovens e acompanhou várias regravações de suas potentes composições.</p>
<p>Assim como a morte de Wando provocou reações  nas redes sociais, pela America do  Sur  foram inúmeras também ao sair a noticias da morte de Luis Alberto  Spinetta:</p>
<p>O compositor uruguaio Jorge  Drexler : “Hoy quedamos un poco más solos, nuestro admirado maestro Spinetta fue a mojarse los pies a la luna.Gracias Flaco por tantas y tantas cosas.”</p>
<p>O ator mexicano Gael García Bernal : “Me voy a dormir en Madrid con el corazón al arrullo del polen resplandeciente de los acordes de Spinetta. Gracias Flaco!”</p>
<p>O  músico brasileiro  Ed Motta, que até  deu uma entrevista à Radio  Nacional de Argentina,  acordou no  seu twitte nesta quinta com o lamento: “Não tenho vontade de fazer nada&#8230; A morte do Spinetta me deixou em tristeza profunda, a identificação com ele é grande mesmo. Depressão&#8230;”</p>
<p> E a organização  do  Grammy Latino, que acontece por sinal neste domingo, dia 12 de fevereiro, também registrou: “Lamentamos mucho la partida de Luis Alberto Spinetta un gran ICONO del Rock en Español. Lo oiremos siempre en nuestros corazones!!”</p>
<p>Separei  do disco  “El Jardin de los presentes”, do tempo  da banda Invisible,  1976, a música &#8216;Los Libros de la buena memória&#8217;. Aqui numa apresentação para a TV, quando já era Spinetta Jade com outro ícone argentino, Pedro Aznar.</p>
<p>Era o no un gran poeta?</p>
<p>El vino entibia sueños al jadear<br />
Desde su boca de verdeado dulzor<br />
Y entre los libros de la buena memoria<br />
Se queda oyendo como un ciego frente al mar. </p>
<p>Mi voz le llegará<br />
Mi boca también<br />
Tal vez le confiare<br />
Que eras el vestigio del futuro. </p>
<p>Rojas y verdes luces del amor<br />
Prestidigitan bajo un halo de rush<br />
Que sombra extraña te oculto de mi guiño<br />
Que nunca oiste la hojarasca crepitar?</p>
<p>Pues yo te escribiré<br />
Yo te hare llorar<br />
Mi boca besará<br />
Toda la ternura de tu acuario. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/Y1z5tWzTeJA" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>Que frases de composições te marcaram de Spinetta?</p>
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		<title>A beleza dos mangues</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 21:04:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulina Chamorro</dc:creator>
				<category><![CDATA[América do Sul]]></category>

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		<description><![CDATA[Já comentei neste espaço da Campanha Mangue faz a diferença, que está ganhando a cada dia mais adesões em todos os estados litorâneos brasileiros. No post anterior comentei da ação no dia de Iemanjá, na emblemática praia do Rio Vermelho, em Salvador, Bahia. Imagens e a agenda completa do movimento está na página www.facebook.com/manguefazadiferenca . [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/etapa8-Bahia-072.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-127" src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/etapa8-Bahia-072-300x225.jpg" alt="" width="334" height="236" /></a></p>
<p>Já comentei neste espaço da Campanha Mangue faz a diferença, que está ganhando a cada dia mais adesões em todos os estados litorâneos brasileiros.</p>
<p>No post anterior comentei da ação no dia de Iemanjá, na emblemática praia do Rio Vermelho, em Salvador, Bahia. Imagens e a agenda completa do movimento está na página <a href="http://www.facebook.com/manguefazadiferenca">www.facebook.com/manguefazadiferenca</a> . É interessante acompanhar a crescente preocupação da sociedade civil, manifestada nas redes sociais. Compartilham fotos, vídeos e exemplos de áreas de manguezais preservadas.</p>
<p>O objetivo do Movimento é chamar a atenção para os impactos que a zona costeira do  Brasil pode ter, se passar a proposta  do  Código  Florestal. Esta semana, a repórter Karina Ninni, escreveu uma bela matéria sobre isso. Confira aqui!  <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,codigo-florestal-ameaca-mangues,831562,0.htm">O Código Florestal ameaça mangues</a>.  </p>
<p>E da minha parte queria registrar uma área específica, que conheci em 2006, durante o projeto Mar sem Fim, no sul da Bahia, chamada Canavieiras. Na época a pequena cidade passava pelo processo de ver virar sua extensa área de manguezal uma Reserva Extrativista. Muitos moradores vivem exclusivamente da coleta de caranguejos na região. E reparem na antiga reportagem, que mesmo na época prevalecendo as APPs, empreendimentos particulares já ameaçavam o ecossistema.</p>
<p>Selecionei algumas fotos da área para vocês ficarem com água na boca. E a reportagem que escrevi em 2006, segue abaixo.  </p>
<p> <a href="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/etapa8-Bahia-051.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-129" src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/etapa8-Bahia-051-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a> <a href="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/etapa8-Bahia-055.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-130" src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/etapa8-Bahia-055-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a> <a href="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/etapa8-Bahia-061.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-131" src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/etapa8-Bahia-061-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a> <a href="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/etapa8-Bahia-068.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-132" src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/etapa8-Bahia-068-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a> <a href="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/etapa8-Bahia-071.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-133" src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/etapa8-Bahia-071-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a> <a href="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/etapa8-Bahia-074.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-134" src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/etapa8-Bahia-074-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>E não podia  deixar de indicar um som. &#8216;Saudade&#8217; tem toda a levada do mangue, até por ter sido feito por um pernambucano fincado nas raízes do manguebeat, o Otto. Tem a participação da mexicana, Julieta Venegas, e está na trilha do filme ‘Solo Dios Sabe’, de Carlos Bolado e é claro, no último disco do Otto, “Esta noite acordei de sonhos intranqüilos”.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/Gu93aMixGAo" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>Extrativismo no sul da Bahia<br />
Por Paulina Chamorro</p>
<p>No dia mundial do meio ambiente, cinco de junho, o Diário Oficial da União publicou o decreto de criação da Reserva Extrativista de Canavieiras, no litoral sul da Bahia, uma área que abrange os municípios de Canavieiras, Belmonte e Una, na foz do Rio Jequitinhonha. No total são 100.645 hectaresde área protegida.<br />
O modelo de Unidade de Conservação formulado pelo governo é importante para a manutenção dessa região, composta por extensos manguezais, apicuns e diversas comunidades extrativistas.</p>
<p> A equipe do Projeto Mar Sem Fim percorreu Canavieiras e Belmonte, duas cidades que ficam próximas à foz. O veleiro adentrou pela barra do Rio Pardo para conhecer Canavieiras, um lugar que com muito charme ainda conserva algum casario mais preservado da umidade e do  tempo.<br />
A cidade, assim como as comunidades espalhadas no seu entorno, é povoada essencialmente por pescadores e catadores de caranguejo fazendo do Rio Pardo a única via de acesso ao mar. A cada momento se cruza com uma pequena canoa ou  barcos artesanais de pesca por ali.</p>
<p>Os produtos tirados da lama dos mangues são dos mais diversos: mariscos, guaiamun, e o mais procurado, o caranguejo-uçá. Para garantir a longevidade destes recursos e das comunidades existem as novas regras de proteção da Reserva Extrativista. Entretanto, a recém-criada área de conservação já sofre com algumas ações de impacto à manutenção da população de caranguejo.<br />
Em Canavieiras a coleta dos caranguejos é feito pelo método tradicional, na mão. Mas observa-se alguns trechos do mangue o uso constante da “redinha”, um nylon trançado que é colocado na saída da toca do caranguejo, impedindo que ele ande.<br />
Outra prática predatória que poderá ser controlada é na época da andada, quando os caranguejos saem de suas tocas para acasalar. Nesse momento são pegos de forma indiscriminada, sem fiscalização. Consequentemente não há reprodução e os animais vão rareando.<br />
Na região de Canavieiras, navegando pelo Rio Pardo, passa-se por duas atividades que também estavam na lista negra dos defensores da criação da Reserva Extrativista: a carcinicultura e os resorts.</p>
<p> No trajeto por um dos braços do Rio há uma fazenda de criação de camarões em cativeiro que despeja seus resíduos diretamente na água.  Uma grande área de manguezal, que é APP, portanto área pública, também foi desmatada para dar lugar à carcinicultura privada.<br />
Na praia do Atalaia, uma fina ilhota de areia, já existem hotéis instalados. Os biólogos do Instituto Ecotuba, que trabalham há anos na região com o mapeamento  da produção dos crustáceos em Canavieiras, explicam que a especulação imobiliária  foi uma das principais responsáveis pela demora e o repúdio de pessoas das comunidades com relação à criação da Reserva.<br />
Antes do decreto, época que a reportagem esteve em Canavieiras, era comum ouvir dos nativos que “não queremos Reserva porque o governo irá tirar a gente da nossa terra”. De acordo com Anders Schmidt, do Ecotuba, “essa informação cruzada é passada por especuladores e políticos interessados em  usar a área como  pólo de turismo de massa”.<br />
O desconhecimento das populações tradicionais dos mecanismos federais de proteção, especialmente as Unidades de Conservação,  é um problema comum na costa brasileira (Veja trechos do decreto de criação da RESEX e do  Sistema Nacional de Unidades de Conservação &#8211; SNUC abaixo). Até mesmo nas consultas públicas, obrigatórias antes de instalar uma Unidade de Conservação, se sabe que há jogos políticos e a clara intenção de confundir as populações tradicionais para que não aceitem  uma nova forma de proteção de sua região.<br />
No caso de Canavieiras a insistência veio bem a calhar antes que os frutos do mangue e do mar estejam exauridos. Com a Reserva funcionando corretamente (leia-se com fiscalização e o poder público presente) as comunidades terão a oportunidade de manejar seu futuro de forma mais sustentável e menos imediatista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p> <br />
Publicado no site&nbsp;<a href="http://www.marsemfim.com" title="http://www.marsemfim. " target="_blank">www.marsemfim.com</a>.br (2006)</p>
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		<title>Mangue, Manguezal, Manguezinho</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 00:31:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulina Chamorro</dc:creator>
				<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[#manguefazadiferenca]]></category>
		<category><![CDATA[2 de fevereiro]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Dia de iemanjá]]></category>
		<category><![CDATA[Paulina Chamorro]]></category>
		<category><![CDATA[Vias alterlatinas]]></category>

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		<description><![CDATA[Começa uma Campanha em defesa do litoral brasileiro. E Iemanjá, no dia dela, foi convidada a participar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/rio-vermelho.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-123" src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/02/rio-vermelho-224x300.jpg" alt="" width="224" height="300" /></a></p>
<p>O visual ai de cima é da Praia do Rio Vermelho, em Salvador, Bahia. É neste local que há mais de 200 anos, pescadores devotos fazem as oferendas e soltam ao mar, para a Rainha do Mar, Iemanjá.</p>
<p>Tradição de espalhou por todo o país, e hoje , em varias praias do litoral  brasileiro muitas pessoas estão  fazendo  seus pedidos, agradecendo, ou simplesmente exaltando esta figura tão querida por varias religiões. Ou até por quem não tem.O bairro do Rio Vermelho, também abriga outro grande diferencial: foi aqui que moraram os escritores Jorge Amado e Zélia Gattai.</p>
<p>Mas hoje vou contar que o Rio Vermelho será o cenário para o começo de uma campanha em defesa do litoral brasileiro, que se estenderá para outras praias:  o movimento  Mangue faz a diferença.</p>
<p>E eu pretendo acompanhar algumas ações, para mostrar como uma pequena manobra para incluir um texto durante a votação do  Código Florestal no  Senado, pode mexer com a vida de muita gente e com toda a biodiversidade marinha.</p>
<p>A começar aqui em Salvador, estive com Claudio Mascarenhas, coordenador da ONG baiana GERMEN, uma das articuladoras locais do Movimento.</p>
<p>É importante mostrar aos leitores do Vias Alterlatinas, que assim como  na religião, na cultura brasileira existem varias camadas e detalhes que fazem toda a diferença. Na Bahia, a começar pelo termo MANGUE. Claudio me explica que por aqui é assimilado com bagunça, baderna, algo mal feito. Portanto, melhor me referir aos manguezais baianos.</p>
<p>Já estive neste litoral algumas vezes. E algumas pressões no seu litoral são visíveis.</p>
<p>Claudio Mascarenhas começa relatando o impacto industrial e de petróleo que existem na Baía de todos s Santos. O lugar que emoldurou a primeira capital brasileira, sofre com a intervenção humana. Hoje os manguezais da Baía estão contaminados.</p>
<p>Também temos o problema de introdução de espécies exóticas, criadas em cativeiro, em áreas de manguezal. E é claro, a ocupação irregular e a carcinicultura.</p>
<p>Somado a todas as pessoas que dependem deste ecossistema, dá pra imaginara como será o estrago se passar esta proposta em março no Congresso. Só por cima posso citar: pescadores tradicionais, coletores de siri, extrativistas&#8230;.</p>
<p>Conheça mais detalhes do  movimento  e do manifesto pelo litoral no&nbsp;<a href="http://facebook.com" title="http://facebook. " target="_blank">facebook.com</a></p>
<p>E conto com os relatos de vocês sobre o que estão vendo  no litoral brasileiro. E prometo fotos da festa de Iemanjá, combinado?</p>
<p>Outra ONG pra você acompanhar os trabalhos aqui na Bahia é o GAMBA: <a href="http://www.gamba.org.br/">WWW.gamba.org.br</a></p>
<p>E aqui um artigo muito interessante, publicado no Estadão, sobre a situação dos mangues no Brasil: <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-codigo-florestal--e-os-amigos-do-rei-,812119,0.htm">O Código Florestal e os amigos do Rei</a></p>
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		<title>Sensação do rap chileno faz show em SP</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/sensacao-do-rap-chileno-faz-show-em-sp/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 18:46:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulina Chamorro</dc:creator>
				<category><![CDATA[América do Sul]]></category>

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		<description><![CDATA[Ana Tijoux irá mostrar faixas do recém-lançado 'La Bala', que tem a participação de Curumin.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div>Ana Tijoux irá mostrar faixas do recém-lançado &#8216;La Bala&#8217;, que tem a participação de Curumin</div>
</div>
<p>Por Emanuel Bomfim e Paulina Chamorro<br />
publicado  em <a href="http://www.territorioeldorado.com.br/">www.territorioeldorado.com.br</a></p>
<p>Na última passagem de Ana Tijoux por São Paulo, em setembro de 2011, a rapper chilena demonstrava uma empolgação que estava além da experiência de palco. Não era para menos. A cantora estava finalizando seu novo disco de inéditas. Falou um bocado dele, mas não pôde mostrá-lo ao vivo, tampouco as gravações.</p>
<p>Neste domingo, 29, a história será diferente. Não há mais o que guardar. Quem comparecer ao Centro Cultural da Juventude (CCJ), na zona norte de SP, poderá ouvir as faixas do recém-lançado <em>La Bala</em>. O álbum, sucesso total em seu país, vem ganhando projeção no mercado norte-americano. É um dos mais baixados no iTunes entre os artistas latinos.</p>
<p>Inquieta, a MC queria buscar uma sonoridade diferente do rap do aclamado 1977, de rimas politizadas e batidas poderosas. “É complicado quando se tem um disco que foi bem recebido pela crítica, eu não queria repetir a fórmula, senão acaba sendo música para publicidade”, diz em entrevista à reportagem da <strong>Eldorado</strong>.</p>
<p>A saída, além de se cercar de múltiplas parcerias, foi investir em arranjos mais delicados, de formação camerística. “Em <em>La Bala</em> busquei um diálogo com um som clássico. Tinha uma vontade muito grande de trabalhar com violinistas”, explica a chilena.</p>
<p>O elenco de vozes dá uma ideia do quão versátil está Tijoux: Jorge Drexler, a cantora de soul Monica Blaire, o grupo de rap cubano Aldeanos e o baterista brasileiro Curumin, que aparece na faixa <em>El Rey Solo</em>.</p>
<p><em>La Bala</em>, faixa-título do disco, ela construiu contando a trajetória de uma bala, por etapas. “É quase um épico. Fiz a letra pensando em todas as fases do clipe. Tenho hoje uma visão mais fotográfica”. O som é quase sempre soturno, de groove esparso e canto melódico. Ana Tijoux fez seu melhor disco, não há dúvida.</p>
<p>Pra os leitores do  Vias Alterlatinas, separei uma imagem de um show do uruguaio Jorge Drexler, no  Chile ( já publiquei o grande sucesso  dela na atualidade, Schock&#8230; Veja em post anteriores). Aqui, Jorge Drexler e Ana Tijoux interpretam  &#8216;Sacar la Voz&#8217;, que está no  novo  disco  da chilena.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;<br />
<iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/K4l_4KRo47g" frameborder="0"></iframe></p>
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		<title>O incendio na Patagonia chilena</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 19:31:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulina Chamorro</dc:creator>
				<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[ecoturismo]]></category>
		<category><![CDATA[incendio]]></category>
		<category><![CDATA[Parque Torres del Paine]]></category>
		<category><![CDATA[patagônia chilena]]></category>
		<category><![CDATA[Ptagonia]]></category>

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		<description><![CDATA[ Fogo consome um Patrimonio da Humanidade na Patagonia chilena.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/01/torresdelpaine_reuters.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-115" src="http://blogs.estadao.com.br/vias-alterlatinas/files/2012/01/torresdelpaine_reuters-300x180.jpg" alt="" width="417" height="237" /></a><em>Reuters</em></p>
<p>Como tudo pode mudar tão  rápido? Vejam apenas um post abaixo o relato  da viagem ao Parque Nacional  Torres del Piane que fiz em novembro. E agora vejam a foto  da Reuters sobre o  incendio que consome esta beleza natural selvagem e extrema. Até o  momento apenas um turista, um israelense de 23 anos, é acusado de ter causado  o incendio. Ele teria se descuidado na hora de colocar fogo no papel higiênico&#8230;</p>
<p>Por aqui, vou relatando  as informações que estou recebendo, principalmente das pessoas que trabalham com turismo na Patagônia.</p>
<p>O presidente chileno Sebastián Piñera  afirmou  nesta segunda –feira que quatro dos seis focos que arrasaram até o momento quase 13 mil hectares do Parque Nacional  Torres del Paine, estão controlados. O que não  significa que estejam apagados.</p>
<p>O fogo, que começou no  dia 27 de dezembro, se espalhou rapidmente devido  ao clima seco com fortes ventos, carateristicos da região. De dezembro a fevereiro é a alta temporada de visitação na Patagônia e  o Parque, que tambem é um patrimonio  da Humanidade, teve que ser fechado por conta da tragédia ambiental.</p>
<p>Outro  comunicado  da presidência da república informa que  pode ser reaberta a parte norte do  Torres del Paine, no  dia 4,  quarta. Quase 800 brigadistas e voluntários  trabalham na tentativa de apagar o fogo.</p>
<p>Os empresários do ramo  de ecoturismo estão  preocupados, mas um pouco mais aliviados com a possibilidade de abertura parcial do  Parque Nacional  Torres del  Paine.</p>
<p>Veja abaixo  o  mapa com as áreas  que não  foram afetadas pelo  fogo, produzida pelo Hotel  Las Torres, que como  contei anteriormente, fica bem no  centro  do Parque e portanto estão acompanhando de perto, e ajudando  com suprimentos e voluntários. Vejam a nota no blog do Hotel com mais  informações, <a href="http://www.lastorres.com/pt/torres-del-paine-national-park-opens-on-wednesday-january-4-2011/">aqui</a></p>
<p><img src="http://www.lastorres.com/wp-content/uploads/2012/01/Áreas-NO-afectadas-por-el-incendio-en-Torres-del-Paine-NOT-affected-by-the-fire.jpg" alt="Áreas NO afectadas por el incendio en Torres del Paine - NOT affected by the fire" width="567" height="425" /></p>
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