E há poesia no museu ferroviário também. Numa das paredes está bem grande:
“Las vias pasaron sobre los rios y atravesaron las entrañas del cerro.”
No auge de sua atividade, lá pelos anos 50, o Velho Expresso Patagonico tinha 402 km de vias, mais de 600 curvas a 1200 metros acima do nível do mar.
Realmente um espetáculo.
E antes que me esqueça o significado do carinhoso apelido do trem é que trochas são os trilhos e neste caso, são muito estreitos. Por isso, La Trochita, ou, La Trochi, como os velhos maquinistas a chamavam.
Pra saber mais: www.latrochita.com.ar
Continuo acompanhando a Expedição Bariloche Aventura, e em breve trago mais informações a vocês.
Este é um espaço pra falar de meio ambiente e cultura na América do Sul. Mas não poderia deixar de registrar o vídeo que está circulando no youtube produzido pelo cineasta espanhol Pedro Almodóvar, em defesa do juiz, também espanhol, Baltasar Garzón, ‘condenado’ no dia 9 de fevereiro a não atuar como juiz por 11 anos.
Garzón ficou muito conhecido pelos latino-americanos por tentar extraditar o ex-ditador chileno Augusto Pinochet pela morte e tortura de cidadãos espanhóis. E na Espanha por não deixar morrer as histórias obscuras do franquismo.
O tribunal Superior da Espanha acusou o juiz de de ter realizado escutas telefônicas ilegais das conversas entre os suspeitos e seus advogados durante a investigação de um caso de corrupção.
O veredicto tem causado fortes reações, afinal Garzón movia processos internacionais com grande repercussão e era considerado como uma especie de herói dos direitos humanos.
Almodóvar convocou alguns dos seus principais atores para gravar depoimentos como se fossem os próprios desaparecidos da ditadura franquista, como apoio à Baltasar Garzón. O próprio cineasta abre o vídeo.
Confira
No dia do resultado do julgamento, o juiz saiu do tribunal muito emocionado, chorando,e ouviu um pequeno grupo que o esperava na saída, com o coro: “Garzón, amigo, España está contigo”.
A Campanha segue com toda força pelo país. Neste último final de semana, os cariocas receberam o Movimento Mangue faz a Diferença.
Estive acompanhando as ações primeiro em Angra, litoral sul do Estado do Rio de Janeiro. Uma região que sofre principalmente pela ocupação desordenada dos morros, que conseqüentemente viram áreas de risco. Também este litoral tem altos índices de assoreamento para construção de condomínios de luxo e outras intervenções, digamos, pouco fiscalizadas.
Foi neste ambiente, que acompanhei a Regata Ilhas de Caras e Revista Náutica, que teve a participação de mais de 100 embarcações (essencialmente de veleiros) e mais de 800 pessoas. O espaço ideal para saber o que o pessoal que ama o mar pensa sobre a alteração do Código Florestal, que libera a intervenção em mangues por todo litoral, transformando estas APPs – áreas de preservação permanente- em espaços abertos prontos para o loteamento privado.
Por lá conversei com o grande campeão olímpico brasileiro, e vencedor da Regata Volta ao Mundo, Torben Grael. Porque quem está no mar, sabe da importância do mangues, certo?
As palavras de Torben sobre o problema: “O mangue é um ecossistema importante, muito presente no nosso litoral. Mas tem sido atacado com muita freqüência. Estão presentes em varias baias do nosso litoral e a especulação imobiliária acaba atuando e dizimando . Tem funções importantes de filtragem, de não deixar assorear fundo de baia. E esta legislação que protege o mangue realmente manteve o pouco que restou. Se liberar a destruição do que restou, nos vamos ficar sem todo este ecossistema que tem uma importância muito grande pra nossa natureza.”
Palavras de quem está a maior parte do tempo no mar.
E pra mostrara que o que o Torben disse está certo, vejam algumas imagens do mangue do fundo da poluidíssima Baia de Guanabara. Aqui sobrou pouca coisa de um ecossistema lindo.
Estas são imagens da Ilha do Governador, onde ainda valente pescadores esperam tirar alguma coisa que não seja lixo.
E o que existe, está poluído. Antigamente, para os portugueses que se encantaram com o visual da Baía e seus Pães de açúcar, o cenário ainda era completado com belos mangues na desembocadura dos rios na Baía de Guanabara. Foram sendo aterrados e destruídos para construção de moradias e estradas.
No domingo, dia 12, a manifestação chegou à Ipanema, no conhecido Posto 9. Por lá ouve remada de stand up, presença de surfistas, bloco de Carnaval e até celebridades aderindo a Campanha. Algumas pessoas que acompanham a Cmapnah pelo Facebook também apareceram. No batida do Carnaval, sem perder o ritmo da votação do Código Florestal marcada para março.
A Campanha ganhou um site: www.manguefazadiferenca.org.br. Por lá você confere as fotos e a agenda das ações pelo Brasil.
Luis Alberto Spinetta, compositor, guitarrista, cantor e um dos músicos mais influentes do rock argentino, faleceu em Buenos Aires, nesta quarta, dia 8, mesmo dia do cantor brasileiro Wando.
Decorrente de um câncer de pulmão, El Flaco, “o magro”, como também era carinhosamente conhecido, partiu deixando um buraco na America do Sul, apasionada por buenas letras y musica.
Alguém tuitou ontem: o rock argentino perdeu beleza e profundidade.
E é verdade. Ao lado de Charly Gracia, Spinetta era inspiração e referencia desde o final dos anos 60, quando começou a produzir e criar bandas incessantemente. (Charly também não escapou. Gravaram disco juntos também). Só na ordem cronológica de formação temos os grupos Almendra, Pescado Rabioso, Invisible, Spinetta Jade…
De 1969 até 2010 foram cerca de 40 discos lançados, que definiram o tom do rock argentino.Generoso, El Flaco estava sempre antenado. Gravou com músicos mais jovens e acompanhou várias regravações de suas potentes composições.
Assim como a morte de Wando provocou reações nas redes sociais, pela America do Sur foram inúmeras também ao sair a noticias da morte de Luis Alberto Spinetta:
O compositor uruguaio Jorge Drexler : “Hoy quedamos un poco más solos, nuestro admirado maestro Spinetta fue a mojarse los pies a la luna.Gracias Flaco por tantas y tantas cosas.”
O ator mexicano Gael García Bernal : “Me voy a dormir en Madrid con el corazón al arrullo del polen resplandeciente de los acordes de Spinetta. Gracias Flaco!”
O músico brasileiro Ed Motta, que até deu uma entrevista à Radio Nacional de Argentina, acordou no seu twitte nesta quinta com o lamento: “Não tenho vontade de fazer nada… A morte do Spinetta me deixou em tristeza profunda, a identificação com ele é grande mesmo. Depressão…”
E a organização do Grammy Latino, que acontece por sinal neste domingo, dia 12 de fevereiro, também registrou: “Lamentamos mucho la partida de Luis Alberto Spinetta un gran ICONO del Rock en Español. Lo oiremos siempre en nuestros corazones!!”
Separei do disco “El Jardin de los presentes”, do tempo da banda Invisible, 1976, a música ‘Los Libros de la buena memória’. Aqui numa apresentação para a TV, quando já era Spinetta Jade com outro ícone argentino, Pedro Aznar.
Era o no un gran poeta?
El vino entibia sueños al jadear
Desde su boca de verdeado dulzor
Y entre los libros de la buena memoria
Se queda oyendo como un ciego frente al mar.
Mi voz le llegará
Mi boca también
Tal vez le confiare
Que eras el vestigio del futuro.
Rojas y verdes luces del amor
Prestidigitan bajo un halo de rush
Que sombra extraña te oculto de mi guiño
Que nunca oiste la hojarasca crepitar?
Pues yo te escribiré
Yo te hare llorar
Mi boca besará
Toda la ternura de tu acuario.
Que frases de composições te marcaram de Spinetta?
Já comentei neste espaço da Campanha Mangue faz a diferença, que está ganhando a cada dia mais adesões em todos os estados litorâneos brasileiros.
No post anterior comentei da ação no dia de Iemanjá, na emblemática praia do Rio Vermelho, em Salvador, Bahia. Imagens e a agenda completa do movimento está na página www.facebook.com/manguefazadiferenca . É interessante acompanhar a crescente preocupação da sociedade civil, manifestada nas redes sociais. Compartilham fotos, vídeos e exemplos de áreas de manguezais preservadas.
O objetivo do Movimento é chamar a atenção para os impactos que a zona costeira do Brasil pode ter, se passar a proposta do Código Florestal. Esta semana, a repórter Karina Ninni, escreveu uma bela matéria sobre isso. Confira aqui! O Código Florestal ameaça mangues.
E da minha parte queria registrar uma área específica, que conheci em 2006, durante o projeto Mar sem Fim, no sul da Bahia, chamada Canavieiras. Na época a pequena cidade passava pelo processo de ver virar sua extensa área de manguezal uma Reserva Extrativista. Muitos moradores vivem exclusivamente da coleta de caranguejos na região. E reparem na antiga reportagem, que mesmo na época prevalecendo as APPs, empreendimentos particulares já ameaçavam o ecossistema.
Selecionei algumas fotos da área para vocês ficarem com água na boca. E a reportagem que escrevi em 2006, segue abaixo.
E não podia deixar de indicar um som. ‘Saudade’ tem toda a levada do mangue, até por ter sido feito por um pernambucano fincado nas raízes do manguebeat, o Otto. Tem a participação da mexicana, Julieta Venegas, e está na trilha do filme ‘Solo Dios Sabe’, de Carlos Bolado e é claro, no último disco do Otto, “Esta noite acordei de sonhos intranqüilos”.
Extrativismo no sul da Bahia
Por Paulina Chamorro
No dia mundial do meio ambiente, cinco de junho, o Diário Oficial da União publicou o decreto de criação da Reserva Extrativista de Canavieiras, no litoral sul da Bahia, uma área que abrange os municípios de Canavieiras, Belmonte e Una, na foz do Rio Jequitinhonha. No total são 100.645 hectaresde área protegida.
O modelo de Unidade de Conservação formulado pelo governo é importante para a manutenção dessa região, composta por extensos manguezais, apicuns e diversas comunidades extrativistas.
A equipe do Projeto Mar Sem Fim percorreu Canavieiras e Belmonte, duas cidades que ficam próximas à foz. O veleiro adentrou pela barra do Rio Pardo para conhecer Canavieiras, um lugar que com muito charme ainda conserva algum casario mais preservado da umidade e do tempo.
A cidade, assim como as comunidades espalhadas no seu entorno, é povoada essencialmente por pescadores e catadores de caranguejo fazendo do Rio Pardo a única via de acesso ao mar. A cada momento se cruza com uma pequena canoa ou barcos artesanais de pesca por ali.
Os produtos tirados da lama dos mangues são dos mais diversos: mariscos, guaiamun, e o mais procurado, o caranguejo-uçá. Para garantir a longevidade destes recursos e das comunidades existem as novas regras de proteção da Reserva Extrativista. Entretanto, a recém-criada área de conservação já sofre com algumas ações de impacto à manutenção da população de caranguejo.
Em Canavieiras a coleta dos caranguejos é feito pelo método tradicional, na mão. Mas observa-se alguns trechos do mangue o uso constante da “redinha”, um nylon trançado que é colocado na saída da toca do caranguejo, impedindo que ele ande.
Outra prática predatória que poderá ser controlada é na época da andada, quando os caranguejos saem de suas tocas para acasalar. Nesse momento são pegos de forma indiscriminada, sem fiscalização. Consequentemente não há reprodução e os animais vão rareando.
Na região de Canavieiras, navegando pelo Rio Pardo, passa-se por duas atividades que também estavam na lista negra dos defensores da criação da Reserva Extrativista: a carcinicultura e os resorts.
No trajeto por um dos braços do Rio há uma fazenda de criação de camarões em cativeiro que despeja seus resíduos diretamente na água. Uma grande área de manguezal, que é APP, portanto área pública, também foi desmatada para dar lugar à carcinicultura privada.
Na praia do Atalaia, uma fina ilhota de areia, já existem hotéis instalados. Os biólogos do Instituto Ecotuba, que trabalham há anos na região com o mapeamento da produção dos crustáceos em Canavieiras, explicam que a especulação imobiliária foi uma das principais responsáveis pela demora e o repúdio de pessoas das comunidades com relação à criação da Reserva.
Antes do decreto, época que a reportagem esteve em Canavieiras, era comum ouvir dos nativos que “não queremos Reserva porque o governo irá tirar a gente da nossa terra”. De acordo com Anders Schmidt, do Ecotuba, “essa informação cruzada é passada por especuladores e políticos interessados em usar a área como pólo de turismo de massa”.
O desconhecimento das populações tradicionais dos mecanismos federais de proteção, especialmente as Unidades de Conservação, é um problema comum na costa brasileira (Veja trechos do decreto de criação da RESEX e do Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC abaixo). Até mesmo nas consultas públicas, obrigatórias antes de instalar uma Unidade de Conservação, se sabe que há jogos políticos e a clara intenção de confundir as populações tradicionais para que não aceitem uma nova forma de proteção de sua região.
No caso de Canavieiras a insistência veio bem a calhar antes que os frutos do mangue e do mar estejam exauridos. Com a Reserva funcionando corretamente (leia-se com fiscalização e o poder público presente) as comunidades terão a oportunidade de manejar seu futuro de forma mais sustentável e menos imediatista.
Publicado no site www.marsemfim.com.br (2006)
O visual ai de cima é da Praia do Rio Vermelho, em Salvador, Bahia. É neste local que há mais de 200 anos, pescadores devotos fazem as oferendas e soltam ao mar, para a Rainha do Mar, Iemanjá.
Tradição de espalhou por todo o país, e hoje , em varias praias do litoral brasileiro muitas pessoas estão fazendo seus pedidos, agradecendo, ou simplesmente exaltando esta figura tão querida por varias religiões. Ou até por quem não tem.O bairro do Rio Vermelho, também abriga outro grande diferencial: foi aqui que moraram os escritores Jorge Amado e Zélia Gattai.
Mas hoje vou contar que o Rio Vermelho será o cenário para o começo de uma campanha em defesa do litoral brasileiro, que se estenderá para outras praias: o movimento Mangue faz a diferença.
E eu pretendo acompanhar algumas ações, para mostrar como uma pequena manobra para incluir um texto durante a votação do Código Florestal no Senado, pode mexer com a vida de muita gente e com toda a biodiversidade marinha.
A começar aqui em Salvador, estive com Claudio Mascarenhas, coordenador da ONG baiana GERMEN, uma das articuladoras locais do Movimento.
É importante mostrar aos leitores do Vias Alterlatinas, que assim como na religião, na cultura brasileira existem varias camadas e detalhes que fazem toda a diferença. Na Bahia, a começar pelo termo MANGUE. Claudio me explica que por aqui é assimilado com bagunça, baderna, algo mal feito. Portanto, melhor me referir aos manguezais baianos.
Já estive neste litoral algumas vezes. E algumas pressões no seu litoral são visíveis.
Claudio Mascarenhas começa relatando o impacto industrial e de petróleo que existem na Baía de todos s Santos. O lugar que emoldurou a primeira capital brasileira, sofre com a intervenção humana. Hoje os manguezais da Baía estão contaminados.
Também temos o problema de introdução de espécies exóticas, criadas em cativeiro, em áreas de manguezal. E é claro, a ocupação irregular e a carcinicultura.
Somado a todas as pessoas que dependem deste ecossistema, dá pra imaginara como será o estrago se passar esta proposta em março no Congresso. Só por cima posso citar: pescadores tradicionais, coletores de siri, extrativistas….
Conheça mais detalhes do movimento e do manifesto pelo litoral no facebook.com
E conto com os relatos de vocês sobre o que estão vendo no litoral brasileiro. E prometo fotos da festa de Iemanjá, combinado?
Outra ONG pra você acompanhar os trabalhos aqui na Bahia é o GAMBA: WWW.gamba.org.br
E aqui um artigo muito interessante, publicado no Estadão, sobre a situação dos mangues no Brasil: O Código Florestal e os amigos do Rei
Por Emanuel Bomfim e Paulina Chamorro
publicado em www.territorioeldorado.com.br
Na última passagem de Ana Tijoux por São Paulo, em setembro de 2011, a rapper chilena demonstrava uma empolgação que estava além da experiência de palco. Não era para menos. A cantora estava finalizando seu novo disco de inéditas. Falou um bocado dele, mas não pôde mostrá-lo ao vivo, tampouco as gravações.
Neste domingo, 29, a história será diferente. Não há mais o que guardar. Quem comparecer ao Centro Cultural da Juventude (CCJ), na zona norte de SP, poderá ouvir as faixas do recém-lançado La Bala. O álbum, sucesso total em seu país, vem ganhando projeção no mercado norte-americano. É um dos mais baixados no iTunes entre os artistas latinos.
Inquieta, a MC queria buscar uma sonoridade diferente do rap do aclamado 1977, de rimas politizadas e batidas poderosas. “É complicado quando se tem um disco que foi bem recebido pela crítica, eu não queria repetir a fórmula, senão acaba sendo música para publicidade”, diz em entrevista à reportagem da Eldorado.
A saída, além de se cercar de múltiplas parcerias, foi investir em arranjos mais delicados, de formação camerística. “Em La Bala busquei um diálogo com um som clássico. Tinha uma vontade muito grande de trabalhar com violinistas”, explica a chilena.
O elenco de vozes dá uma ideia do quão versátil está Tijoux: Jorge Drexler, a cantora de soul Monica Blaire, o grupo de rap cubano Aldeanos e o baterista brasileiro Curumin, que aparece na faixa El Rey Solo.
La Bala, faixa-título do disco, ela construiu contando a trajetória de uma bala, por etapas. “É quase um épico. Fiz a letra pensando em todas as fases do clipe. Tenho hoje uma visão mais fotográfica”. O som é quase sempre soturno, de groove esparso e canto melódico. Ana Tijoux fez seu melhor disco, não há dúvida.
Pra os leitores do Vias Alterlatinas, separei uma imagem de um show do uruguaio Jorge Drexler, no Chile ( já publiquei o grande sucesso dela na atualidade, Schock… Veja em post anteriores). Aqui, Jorge Drexler e Ana Tijoux interpretam ‘Sacar la Voz’, que está no novo disco da chilena.
Como tudo pode mudar tão rápido? Vejam apenas um post abaixo o relato da viagem ao Parque Nacional Torres del Piane que fiz em novembro. E agora vejam a foto da Reuters sobre o incendio que consome esta beleza natural selvagem e extrema. Até o momento apenas um turista, um israelense de 23 anos, é acusado de ter causado o incendio. Ele teria se descuidado na hora de colocar fogo no papel higiênico…
Por aqui, vou relatando as informações que estou recebendo, principalmente das pessoas que trabalham com turismo na Patagônia.
O presidente chileno Sebastián Piñera afirmou nesta segunda –feira que quatro dos seis focos que arrasaram até o momento quase 13 mil hectares do Parque Nacional Torres del Paine, estão controlados. O que não significa que estejam apagados.
O fogo, que começou no dia 27 de dezembro, se espalhou rapidmente devido ao clima seco com fortes ventos, carateristicos da região. De dezembro a fevereiro é a alta temporada de visitação na Patagônia e o Parque, que tambem é um patrimonio da Humanidade, teve que ser fechado por conta da tragédia ambiental.
Outro comunicado da presidência da república informa que pode ser reaberta a parte norte do Torres del Paine, no dia 4, quarta. Quase 800 brigadistas e voluntários trabalham na tentativa de apagar o fogo.
Os empresários do ramo de ecoturismo estão preocupados, mas um pouco mais aliviados com a possibilidade de abertura parcial do Parque Nacional Torres del Paine.
Veja abaixo o mapa com as áreas que não foram afetadas pelo fogo, produzida pelo Hotel Las Torres, que como contei anteriormente, fica bem no centro do Parque e portanto estão acompanhando de perto, e ajudando com suprimentos e voluntários. Vejam a nota no blog do Hotel com mais informações, aqui

2012
2011