Prefere não pensar em nada e trocar a viagem independente de carro por uma excursão? Veja opções. Os preços são mínimos por pessoa em quarto duplo, com aéreo.
US$ 1.630: 4 noites em Carcassonne, com café da manha. Americanas Viagens
US$ 1.970: 4 noites em Albi, com aéreo e café da manhã. Submarino Viagens
US$ 2.352: 6 noites em Toulouse, com café. Friends in the World
US$ 3.974: 8 noites entre Montpellier, Carcassonne e Toulouse, com café da manhã e passeios. Biarritz
US$ 5.360: 9 noites entre Barcelona, Figueres, Collioure, Sigean, Carcassonne, Castelnaudary, Albi, Cordes Sur Ciel, Gaillac, Toulouse, Millau, Roquefort e Perpignan, com carro alugado incluído. Tereza Ferrari
US$ 6.559: 12 noites entre Paris, Tours, Toulouse e Bordeaux, com passeios a Albi, Cordes, Gaillac e Carcassonne. Bon Voyage
US$ 8.962: 18 noites entre 21 destinos na França e no Principado de Mônaco, inclusive Toulouse e Carcassonne. Abreu
US$ 12.623: 7 noites entre Paris, Bordeaux, St. Emilion, Monestier, Bergerac, Sarlat, Cahors, Bruniquel, Cordes, Gaillac, Albi e Toulouse. Inclui passagens de trem e degustações de vinhos. Soft Travel
Mônica Nóbrega
LOS ANGELES
Se está nos planos visitar a Califórnia no verão (do Hemisfério Norte) que se aproxima, anote desde já o dress code da temporada: calça, camisa, camiseta, shortinho, legging ou seja lá qual peça for, desde que informal, em cores escandalosamente acesas ou cítricas. Para eles e elas. As vitrines só falam nisso: roupas cor “de sorvete” ou “de chiclete”. É como a tendência está conhecida por aqui.
Pelo que se vê nas lojas, jeans coloridos são a principal aposta para o guarda-roupa feminino. Calças bem ajustadas no tornozelo e em comprimento de cigarrete desfilam nas vitrines de Santa Monica, Los Angeles e Hollywood em azul-turquesa, rosa, verde, amarelo, laranja e vermelho. Para os homens, as camisetas vêm nos mesmos tons, as camisas, um pouco (mas bem pouco) mais claras, em nuances quase pastel.
As marcas estão decididas a nos convencer a comprar. A Victoria Secret ajustou as cores das calcinhas e sutiãs, assim como fez a Guess com quase todas as suas peças; a Gap espalhou cores-chiclete até pela seção infantil. E na rainha dos básicos American Apparel está quase difícil encontrar uma simples legging preta ou cinza.
Nas ruas, a tendência engatinha. Uma adolescente de jeans verde aqui, um tênis de corrida ali, pouca coisa mais. Mas não deve demorar para os californianos virarem uma multidão colorida a se deslocar pelas ruas. Porque, ao menos nos próximos meses, parece que não haverá muita coisa diferente para comprar.
Elas não foram colocadas lado a lado, mas já se encontram no mesmo local: a Monalisa espanhola, irmã gêmea da original cuja formidável qualidade foi divulgada há cerca de dois meses por especialistas do Museu do Prado, chegou ontem ao parisiense Louvre, casa oficial da obra-prima de Leonardo da Vinci.
Instalada no Hall Napoleon, a versão espanhola – que acredita-se ter sido pintada por um dos dois discípulos favoritos de Da Vinci, Salaï (1480-1524) ou Francesco Melzi (1493-1572/73) – estará exposta ao público a partir de amanhã, 29. Enquanto isso, a original permanece na sua habitual sala do 1.º andar, por motivos de segurança e conservação, como explicou o curador Vincent Delieuvin.
Monalisa espanhola, temporariamente em exposição no Museu do Louvre. Foto: Charles Platiau/Reuters
A visita da pintura espanhola faz parte da exposição Santa Ana: a última obra-prima de Leonardo da Vinci, que traz como grande destaque a exibição desta que foi a última pintura do artista – Da Vinci trabalhou nela por duas décadas, até sua morte, em 1519. Um complexo processo de estudo e restauração possibilita agora uma redescoberta da obra, mais luminosa e enigmática, que permaneceu escondida atrás das camadas de verniz durante anos.
Para Delieuvin, o pintura é muito mais complexa e ambiciosa que Monalisa.”Trata-se de um quadro que não parou de ser aperfeiçoado ao longo de quase 20 anos, célebre desde suas primeiras versões e que acabou transformando o curso da história da arte”, explicou.
Apesar de centralizada em Santa Ana, a mostra é ampla: outras obras do pintor e de seus alunos estarão reunidas pela primeira vez, além de contar com trabalhos de artistas como Miguel Ángel, Degas, Delacroix, Odilon Redon e Max Ernst que se inspiraram nas criações de Da Vinci. A exposição fica em cartaz até 25 de junho.
Mônica Nóbrega
De maquiagem carregada, as meninas de minissaia e vestidinho até parecem um pouco mais velhas. Garotos exibem o tanquinho em agarradas camisetas Abercrombie & Fitch. E todos, todos bebem, dançam, bebem, gritam, riem, bebem e pagam micos memoráveis (ou esquecíveis, dependendo do teor alcoólico), como se não houvesse amanhã.
Ah, o spring break em Cancún… Todo mês de março, quando a imprensa (e o Twitter, e o Facebook, e agora o Pinterest) começa a circular fotos da festa adolescente mais aguardada pelos americanos, lembro que estive por lá em um mês de março desses últimos, e vi.
O que foi que vi? Primeiro e muito importante, vi que quem já passou da idade, ou nunca considerou que sua paciência pode ser esvaziada em baladas sem hora para acabar e bebedeiras homéricas não precisa ter medo. Não precisa desistir de Cancún, se a data possível para as férias é essa mesmo e fazer o quê. A turma da “semana do saco cheio” que compõe a horda de teens – ok, universitários – no balneário mexicano nem de longe fica quieta no seu canto. Mas tem endereços específicos.
De forma que tomar o cuidado de escolher um hotel fora do radar da moçada reduz muito a chance de esbarrar em algum grupo involuntariamente. Em outras palavras: fique longe dos all-inclusive (veja a lista completa aqui e, claro, pergunte ao hotel antes de fechar a reserva) e seu pedaço de praia será relativamente calmo. E as pool parties ocorrerão a distâncias seguras da sua piscina.
Restaurantes também são territórios da calmaria. O foco da moçada é beber, não comer. Shoppings: sinal amarelo. Tendendo ao verde (pode tentar, por sua conta e risco) no bacanudo Luxury Avenue e ao vermelho (melhor evitar) no mais descontraído La Isla.
Mas, bem, você é curioso o suficiente para querer dar uma olhada no que um garoto de saco cheio faz para esvaziá-lo. Pois bem: hora de caminhar na praia. Pequenas multidões de meninos e meninas estão sempre ao alcance. Entre o mar e as espreguiçadeiras na areia, estarão fazendo coisas impressionantes para promover contato físico entre eles e entornar bebida de todas as formas possíveis. São verdadeiros acrobatas.
A disposição para acrobacias e para o absurdo não passa despercebida aos entertainers das casas noturnas. Na Coco Bongo, que enche suas noitadas de covers de pop stars de ontem e de hoje como Beyoncé, Madonna, Freddie Mercury e Michael Jackson, e de performances à la Cirque du Soleil executadas por personagens do cinema, garçons têm o cuidado de entornar vodca à vontade na garganta das meninas. Encharcadas, elas sobem no balcão para dançar e topam embarcar em um voo sobre o público no colo do Máscara ou do Homem Aranha. Lembra a minissaia e o vestidinho? Pois então, não há nada por baixo.
No Señor Frog’s, o mestre de cerimônias convida os rapazes a tirar a camisa no palco – trata-se de um concurso de abdomes, sendo o melhor escolhido pelo público, via palmas. Em outro momento da gincana, vai quem quer até um tobogã que lança os participantes diretamente nas águas da Lagoa Nichupté, ao lado de uma escadinha que, escalada, leva o baladeiro ensopado de volta ao salão. Ninguém parece se importar com a circulação dos seres desfigurados e molhados. Certamente porque estão todos ocupadíssimos em esvaziar copos plásticos em formato de ampulheta com capacidade para 1 litro de cerveja, antes que o líquido esquente.
No meio disso tudo, promotores agarram os desavisados para uma sessão de vodca em spray e chacoalhões na cabeça, da qual você sai sem saber direito quem é. Hora de entrar no primeiro táxi de volta ao hotel. Você não é mais adolescente, lembra?
Quer tentar a sorte grande na capital dos cassinos? Para começar a programar uma viagem a Vegas, confira abaixo alguns pacotes que levam até lá. Os preços são por pessoa, com acomodação em quarto duplo e com aéreo:
US$ 1.058: 5 noites com hospedagem no Circus Circus, com traslados. Na ADVtour
US$ 1.136: 4 noites no Caesars Palace. Na Canaus
US$ 1.137: 6 noites. Na Giampá
US$ 1.215: 8 noites. Na Submarino Viagens
US$ 1.299: 5 noites no hotel Flamingo. Na New Line
US$ 1.398: 4 noites no Circus Circus, com traslados. Na Visual
US$ 1.514: 6 noites no Stratosphere, com traslado e city tour noturno. Na Marsans
US$ 1.563: 5 noites, hospedagem no hotel Luxor. Na Top Brasil
US$ 1.567: 4 noites no hotel Planet Hollywood. Na Tia Augusta
US$ 1.568: 4 noites no hotel Harrah’s. Na Beeline
US$ 1.591: 4 noites no hotel Circus Circus. Na Sem Fronteiras
US$ 1.645: 5 noites, hospedagem no Excalibur. Com traslados e city tour. Na Abreu
US$ 1.707: 3 noites no hotel MGM Grand, com traslados. Na Raidho
US$ 1.968: 5 noites no Circus Circus, com locação de carro. Na Taks Tour
US$ 1.974: 5 noites no hotel Excalibur ou similar, com ingresso para o espetáculo Kà e transfers. Na Monark
US$ 2.108: 5 noites no hotel Flamingo, com city tour à noite. Na CVC
US$ 2.164: 4 noites, com traslados, tour pela cidade e Grand Canyon com guia em espanhol. Na Flot
US$ 2.169: 7 noites, com transfers, passeio no Grand Canyon, ingresso para Mystère do Cirque du Soleil e tour de compras. Na CI
US$ 2.641: 4 noites no Bellagio. Na TAM Viagens
Bruna Tiussu
Dedicado à criação de formas arquitetônicas inovadoras – seja em edifícios, mobílias ou meios de transporte -, que convivam harmoniosamente com o meio ambiente, o designer francês Jean-Marie Massaud vem trabalhando em seu projeto mais lúdico, dessa vez na área turística. Desde 2005, em parceria com o Centro de Pesquisas da Agência Espacial Francesa (Onera), começou a dar vida ao Manned Cloud, uma espécie de eco-hotel voador.
Baleia voadora não emitirá poluentes e nem produzirá ruídos. Foto: Divulgação
Instalado em um balão dirigível, mais parece uma uma gigante baleia branca que flutuará no céu, proporcionando uma maneira diferente de viajar. Diferente pois o Manned será capaz de alcançar locais inóspitos pelo alto, navegando em uma velocidade de até 170 km/h, sem causar danos à natureza – não emitirá gases poluentes e nem ruídos desagradáveis – e oferecendo todo o conforto aos passageiros. Contará com 20 cabines para acomodar até 40 hóspedes – além de 15 pessoas da tripulação -, um restaurante cinco-estrelas, biblioteca, academia de ginástica, spa e um terraço panorâmico lá no topo.
Estima-se que o preço a pagar pela experiência única e toda mordomia será por volta dos US$ 20 mil. Uma pechincha perto do valor de custo de todo o projeto: US$ 15 bilhões. O Manned Cloud deve ficar pronto em 2020.
Por Bruna Tiussu
Aconteceu comigo no ano passado. Com os planos de fazer a Trilha Inca se desmoronando – todas as agências peruanas estavam lotadas para a época desejada – e as férias logo ali, decidi assim, como num ato de desespero para fazer as malas, visitar grandes amigos que estão longe: Paris e Berlim.
Aí veio a constatação: coincidentemente, aquela seria minha 4.ª visita a cada uma das capitais europeias. Depois a inquietação: poderia não gastar todo o tempo nelas e investir em cidades vizinhas ainda desconhecidas. Ideia esta que virou fumacinha logo no primeiro destino, Paris.
Caminhando sem pressa pelas ruelas já conhecidas de Montparnasse, fechei o mapa, quis me perder. Foi andando meio sem rumo que descobri vielas, prédios charmosos escadas acima, ilustrações com a cara de França escadas abaixo, sentindo o prazer de não ter pretensões turísticas. Como foi bom virar a esquina e encontrar uma inesperada, porém legítima, casa de queijos. Melhor ainda foi poder entrar e provar vários deles, sem ter que olhar no relógio e me apressar para uma atração pré-agendada.
Em Montparnasse, a inesperada casa de queijos e sticker na parede. Fotos: Bruna Tiussu/AE
Um outro dia, comprei uma baguete e almocei no gramado do Jardim de Luxemburgo. Bem do lado de uma francesinha que brincava com duas crianças, perto de um senhor que gastava energias com as técnicas do tai chi chuan. Depois, abri mão de museus que nunca fui para voltar ao meu favorito, o Centre Pompidou. Explorei cada canto ao meu tempo, me impressionei como da primeira vez que estive lá, sorri quando reconheci alguns souvenirs na lojinha. E, na saída, me esparramei no calçadão da frente com um café e uma revista na mão. Como faziam todos aqueles jovens.
Quando cheguei em Berlim, a ideia de visitar Potsdam, distante 25 quilômetros, já não existia mais. Me deliciei curtindo esta que é uma das mais incríveis cidades europeias por oito longos dias, sem roteiro algum. Voltei aos parques que moravam na minha memória, passei horas e horas estirada na grama lendo um livro – ok, tirando um cochilo também -, explorei a capital de bicicleta, ora sabendo onde estava, ora só com a ilusão de que sabia.
De bicicleta, meio que sem rumo, com direito a paradas em parques
Andava para lá e para cá reparando em detalhes, fuçando em lojinhas, aceitando o primeiro indício de um bate-papo com quem quer que fosse. Passei horas em cafés com amigos, quis voltar ao mesmo vinerei (casa de vinho) que tanto tinha gostado na outra visita e tive almoços longuíssimos, simplesmente aproveitando o momento como as pessoas ao redor faziam. Só vi o Bundestag por acaso, lá de longe. Tampouco voltei com fotos do Portão de Brandemburgo. Mas vivi a pretensiosa sensação de me sentir quase local, uma das mais incríveis a ser experimentada.

Em Berlim, detalhes inusitados: bonequinhos feitos com rolha em algumas placas de rua
Depois da abertura debaixo de chuva torrencial, na sexta-feira, o sábado foi bem mais seco para a multidão que compareceu ao Marco Zero, no carnaval do Recife. Orquestra Contemporânea de Olinda, Lulu Santos e, encerrando, Lenine, Pedro Luís e a Parede seguraram a animação dos foliões até depois das 3h da manhã.
A chuva voltou a aparecer no show de Lulu Santos, mas numa versão bem mais branda que no dia anterior. Nem assim a plateia desanimou, e o que se viu do alto foi um festival de sombrinhas coloridas decorando o cenário.
Hoje, o Marco Zero receberá os bambas do samba, com Bete Carvalho e Fundo de Quintal.
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