Quer tentar a sorte grande na capital dos cassinos? Para começar a programar uma viagem a Vegas, confira abaixo alguns pacotes que levam até lá. Os preços são por pessoa, com acomodação em quarto duplo e com aéreo:
US$ 1.058: 5 noites com hospedagem no Circus Circus, com traslados. Na ADVtour
US$ 1.136: 4 noites no Caesars Palace. Na Canaus
US$ 1.137: 6 noites. Na Giampá
US$ 1.215: 8 noites. Na Submarino Viagens
US$ 1.299: 5 noites no hotel Flamingo. Na New Line
US$ 1.398: 4 noites no Circus Circus, com traslados. Na Visual
US$ 1.514: 6 noites no Stratosphere, com traslado e city tour noturno. Na Marsans
US$ 1.563: 5 noites, hospedagem no hotel Luxor. Na Top Brasil
US$ 1.567: 4 noites no hotel Planet Hollywood. Na Tia Augusta
US$ 1.568: 4 noites no hotel Harrah’s. Na Beeline
US$ 1.591: 4 noites no hotel Circus Circus. Na Sem Fronteiras
US$ 1.645: 5 noites, hospedagem no Excalibur. Com traslados e city tour. Na Abreu
US$ 1.707: 3 noites no hotel MGM Grand, com traslados. Na Raidho
US$ 1.968: 5 noites no Circus Circus, com locação de carro. Na Taks Tour
US$ 1.974: 5 noites no hotel Excalibur ou similar, com ingresso para o espetáculo Kà e transfers. Na Monark
US$ 2.108: 5 noites no hotel Flamingo, com city tour à noite. Na CVC
US$ 2.164: 4 noites, com traslados, tour pela cidade e Grand Canyon com guia em espanhol. Na Flot
US$ 2.169: 7 noites, com transfers, passeio no Grand Canyon, ingresso para Mystère do Cirque du Soleil e tour de compras. Na CI
US$ 2.641: 4 noites no Bellagio. Na TAM Viagens
Bruna Tiussu
Dedicado à criação de formas arquitetônicas inovadoras – seja em edifícios, mobílias ou meios de transporte -, que convivam harmoniosamente com o meio ambiente, o designer francês Jean-Marie Massaud vem trabalhando em seu projeto mais lúdico, dessa vez na área turística. Desde 2005, em parceria com o Centro de Pesquisas da Agência Espacial Francesa (Onera), começou a dar vida ao Manned Cloud, uma espécie de eco-hotel voador.
Baleia voadora não emitirá poluentes e nem produzirá ruídos. Foto: Divulgação
Instalado em um balão dirigível, mais parece uma uma gigante baleia branca que flutuará no céu, proporcionando uma maneira diferente de viajar. Diferente pois o Manned será capaz de alcançar locais inóspitos pelo alto, navegando em uma velocidade de até 170 km/h, sem causar danos à natureza – não emitirá gases poluentes e nem ruídos desagradáveis – e oferecendo todo o conforto aos passageiros. Contará com 20 cabines para acomodar até 40 hóspedes – além de 15 pessoas da tripulação -, um restaurante cinco-estrelas, biblioteca, academia de ginástica, spa e um terraço panorâmico lá no topo.
Estima-se que o preço a pagar pela experiência única e toda mordomia será por volta dos US$ 20 mil. Uma pechincha perto do valor de custo de todo o projeto: US$ 15 bilhões. O Manned Cloud deve ficar pronto em 2020.
Por Bruna Tiussu
Aconteceu comigo no ano passado. Com os planos de fazer a Trilha Inca se desmoronando – todas as agências peruanas estavam lotadas para a época desejada – e as férias logo ali, decidi assim, como num ato de desespero para fazer as malas, visitar grandes amigos que estão longe: Paris e Berlim.
Aí veio a constatação: coincidentemente, aquela seria minha 4.ª visita a cada uma das capitais europeias. Depois a inquietação: poderia não gastar todo o tempo nelas e investir em cidades vizinhas ainda desconhecidas. Ideia esta que virou fumacinha logo no primeiro destino, Paris.
Caminhando sem pressa pelas ruelas já conhecidas de Montparnasse, fechei o mapa, quis me perder. Foi andando meio sem rumo que descobri vielas, prédios charmosos escadas acima, ilustrações com a cara de França escadas abaixo, sentindo o prazer de não ter pretensões turísticas. Como foi bom virar a esquina e encontrar uma inesperada, porém legítima, casa de queijos. Melhor ainda foi poder entrar e provar vários deles, sem ter que olhar no relógio e me apressar para uma atração pré-agendada.
Em Montparnasse, a inesperada casa de queijos e sticker na parede. Fotos: Bruna Tiussu/AE
Um outro dia, comprei uma baguete e almocei no gramado do Jardim de Luxemburgo. Bem do lado de uma francesinha que brincava com duas crianças, perto de um senhor que gastava energias com as técnicas do tai chi chuan. Depois, abri mão de museus que nunca fui para voltar ao meu favorito, o Centre Pompidou. Explorei cada canto ao meu tempo, me impressionei como da primeira vez que estive lá, sorri quando reconheci alguns souvenirs na lojinha. E, na saída, me esparramei no calçadão da frente com um café e uma revista na mão. Como faziam todos aqueles jovens.
Quando cheguei em Berlim, a ideia de visitar Potsdam, distante 25 quilômetros, já não existia mais. Me deliciei curtindo esta que é uma das mais incríveis cidades europeias por oito longos dias, sem roteiro algum. Voltei aos parques que moravam na minha memória, passei horas e horas estirada na grama lendo um livro – ok, tirando um cochilo também -, explorei a capital de bicicleta, ora sabendo onde estava, ora só com a ilusão de que sabia.
De bicicleta, meio que sem rumo, com direito a paradas em parques
Andava para lá e para cá reparando em detalhes, fuçando em lojinhas, aceitando o primeiro indício de um bate-papo com quem quer que fosse. Passei horas em cafés com amigos, quis voltar ao mesmo vinerei (casa de vinho) que tanto tinha gostado na outra visita e tive almoços longuíssimos, simplesmente aproveitando o momento como as pessoas ao redor faziam. Só vi o Bundestag por acaso, lá de longe. Tampouco voltei com fotos do Portão de Brandemburgo. Mas vivi a pretensiosa sensação de me sentir quase local, uma das mais incríveis a ser experimentada.

Em Berlim, detalhes inusitados: bonequinhos feitos com rolha em algumas placas de rua
Depois da abertura debaixo de chuva torrencial, na sexta-feira, o sábado foi bem mais seco para a multidão que compareceu ao Marco Zero, no carnaval do Recife. Orquestra Contemporânea de Olinda, Lulu Santos e, encerrando, Lenine, Pedro Luís e a Parede seguraram a animação dos foliões até depois das 3h da manhã.
A chuva voltou a aparecer no show de Lulu Santos, mas numa versão bem mais branda que no dia anterior. Nem assim a plateia desanimou, e o que se viu do alto foi um festival de sombrinhas coloridas decorando o cenário.
Hoje, o Marco Zero receberá os bambas do samba, com Bete Carvalho e Fundo de Quintal.
Foto: Arquivo Pessoal
Depois de ler sobre Espelette no caderno Paladar, Maria Isabel Camargo incluiu a cidade francesa no seu roteiro de férias, em setembro do ano passado. “É um lugar muito bonito, pouco explorado mas já conhecido como a cidade das pimentas. E elas realmente estão por todos os lados”, conta.
Foto: Arquivo Pessoal
A pequena Aiuruoca, no sul de Minas Gerais, caiu nas graças do leitor Eduardo Andreassi. “A terra da atriz Ísis Valverde ainda é pouco explorada, mas com bons roteiros de cicloturismo e trekking. Clima saudável e ar puro são os grandes prêmios da pacata cidade.”
Bruna Tiussu
Há o Sony Center em toda sua altura e imensidão, os cinemas disputados, restaurantes ao redor, os resquícios ainda conservados do Muro de Berlim. É tanta informação e movimento nos arredores da Potsdamer Platz, em Berlim, que não me surpreende que um turista passe por lá sem notar uma de suas recentes conquistas, o Boulevard das Estrelas.
Inaugurado em fevereiro no ano passado, o passeio fica neste burburinho todo porque foi parte das comemorações da 60.ª edição do Berlinale, o Festival Internacional de Cinema da cidade, que é realizado justamente ali – e, na sua frente, não por acaso, está o Museu de Cinema e Televisão.
Fotos: Bruna Tiussu/AE
A iniciativa é uma despretensiosa versão da original de Hollywood que traz inovações engraçadinhas, meio que para entreter o visitante. Foi montado sobre um asfalto vermelho – alusão óbvia ao red carpet – por onde as estrelas se espalham. Hoje, já são 40 homenageados: atores, diretores, roteiristas, apresentadores e outros profissionais que tenham marcado ou ainda marcam a história do cinema e TV alemães. A ideia é que, a cada ano, 10 novas sejam adicionadas ali.
Quem inaugurou o espaço foi a estrela da atriz e cantora Marlene Dietrich, celebridade máxima no país. E o barato é que, se aproximando do poste instalado ali ao lado, uma imagem meio fantasmagórica da diva é refletida perfeitamente em cima da estrela. Dá até para posicionar a câmera na lente e registrar uma foto de alguma amiga “abraçando” a artista.
Quem gostar da brincadeira – ou simplesmente tiver curiosidade de conhecer a feição dos astros -, pode repeti-la com cada um dos demais estrelados. Pertinho de Marlene Dietrich estão, por exemplo, o diretor Josef von Sternberg e o cineasta Fritz Lang. Cada um com o seu respectivo poste refletindo as projeções-fantasmas.
Bruna Tiussu
Difícil será algum outro museu desbancar o Centro Pompidou do topo da minha lista dos melhores de Paris. Em um passeio margeando o Sena, é sempre na Pont des Arts que gasto mais tempo, entre os músicos e os milhares de cadeados que enfeitam a via. Um panini saboreado com as pernas esticadas no gramado de um parque, refeição obrigatória quando estou por lá. E, apesar de convicta do charme incomparável da língua francesa, não tem jeito. Após idas e vindas, meu cantinho mais aconchegante na Cidade Luz segue sendo inglês.
É como se um universo paralelo se abrisse entre as prateleiras abarrotadas de livros da Shakespeare & Company. Um mundo simples, com ordem própria, sofisticação mínima, conforto básico. E ainda assim absurdamente convidativo. Muito pela liberdade que se sente: puxe o livro que quiser, observe a capa, leia a orelha. Suba as escadas, repare nas ilustrações de autores famosos, no cantinho infantil (e sua parede repleta de mensagens, bilhetes, desenhos), nos acervos doados por outros amantes dos livros. Há obras centenárias, clássicos em suas primeiras edições, novos, usados… e sofás e cadeiras para que você sinta-se, no mínimo, como em uma biblioteca pública. Quer mais? Arrisque algumas notas no piano da última sala.
Fundado pelo visionário americano George Whitman em 1951, este reduto da literatura inglesa fica em pleno Latin Quarter, “olhando” para a Catedral de Notre-Dame logo ali do outro lado do rio. Mais que livraria, é vista como uma instituição desde seu início, por seus objetivos tão utópicos quanto sinceros de mudar o mundo. Whitman, hoje aposentado, não apenas vendia livros. Sustentando o lema “não seja rude com estranhos, pois podem ser anjos disfarçados”, abria as portas da Shakespeare & Co para todo e qualquer escritor que precisasse de um lar e um incentivo para trabalhar em Paris. Assim seguiu durante anos, abrigando centenas de autores vindos do mundo todo.
Fotos: Bruna Tiussu/AE
Muito do charme e autenticididade daquele cenário vem destas histórias vividas entre aquelas paredes – que você pode procurar saber mais entre um café e outro. Muito da vontade de ali ficar um dia inteirinho vem da programação de eventos, com autores indo falar de seus novos livros e noites de música. E muito da graça de comprar na livraria é passar a ter, na sua própria estante, um exemplar com o carimbo clássico da lendária Shakespeare & Company.
Adriana Moreira
Há mais ou menos cinco anos estive em Ushuaia, no extremo sul da Argentina. É dali que saem os cruzeiros que exploram a Patagônia (motivo pelo qual a visitei na época) e a Antártida (motivo pelo qual estou aqui agora). E fiquei impressionada de como ela se transformou nesse tempo.
Da primeira vez que visitei a cidadezinha o aeroporto era mínimo. Não havia fingers – todos desciam na pista, diretamente para a saída de bagagens. Antes, um clique na clássica placa “Binvenidos a Ushuaia”. Charmoso.
O aeroporto cresceu, está mais organizado e não é preciso colocar, antes de descer do avião, os casacões contra o frio que nunca deixa a cidade – mesmo no verão, os termômetros dificilmente ficam acima dos 10 graus. Agora, você desembarca pelos fingers e desce a escada até a única esteira de bagagens. Sem dúvida ficou mais organizado. Mas também está mais impessoal. Pelo menos a vista das montanhas, recepcionando os visitantes com seus picos gelados, continua a mesma.
No táxi, rumo ao hotel, pergunto ao taxista sobre o crescimento da cidade. Ele me conta que novos hotéis chegaram, e que o número de turistas aumentou. Está satisfeito. Percebo que a orla também está diferente – ele diz que ali é tudo novo, “tem no máximo dois anos”. Agora, há uma calçadinha e bancos para aproveitar os raios de sol enquanto se vê a paisagem. Mas senti falta da placa “Ushuaia, Fin Del Mundo” que havia por ali. O cavalete permanece, e me pergunto se ela não estará em manutenção. Por enquanto, pelo menos, não consegui descobrir.
Timidamente, o comércio começa a sair da Calle San Martín e entra nas transversais. Mas tudo está absurdamente mais caro. Mesmo os souvenirs que deveriam ser baratos, do tipo ‘made in China’, têm preços altos pela qualidade do material. Camisetas de tecido ruim com pinguinzinhos chegam a custar R$ 50 – lembro que comprei uma simples, mas de algodão, por uma média de R$ 20 (valores já convertidos do peso argentino).
A boa notícia, contudo, é que agora, perto do porto, há uma feirinha de artesanato. Artesanato mesmo, de coisas criativas e com a cara da Patagônia. Não, não é barato. Mas por um preço similar aos dos souvenirs informais e de má qualidade é possível comprar artigos autênticos, como os caderninhos de viagem feitos à mão, com capa que reproduz a primeira edição do Livro das Espécies, de Charles Darwin (preço médio de R$ 35).
Fiquei feliz com o crescimento de Ushuaia. Espero apenas que isso não lhe tire a identidade.
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