Adriana Moreira
O ponto alto do clássico Tarde Demais para Esquecer (1957) se dá quando Nickie Ferrante (Cary Grant) e Terry McKay (Debora Kerr) marcam um encontro no alto do Empire State Building. Ela, contudo, não consegue comparecer, deixando o amado ressentido e desapontado. Como seria se o casal tivesse combinado esse encontro em 2011? Pensamos em algumas possibilidades divertidas, abaixo. E você, tem alguma sugestão?
- Nickie Ferrante chega ao Empire State Building, compra o ingresso, vê o tamanho da fila para subir ao observatório e desiste. Manda um SMS para Terry dizendo que a espera no Starbucks da Rua 34.
- Para evitar filas, Ferrante entra no site do Empire State Building (esbnyc.com) e compra o passe expresso (US$ 41,33), com o qual é possível ir direto ao elevador para o observatório do 86.º andar. Ela também faz a compra pela internet, mas adquire a entrada simples (US$ 20,21), acreditando que o mais importante é se livrar da fila da bilheteria. O que Terry não sabe é que todos compram o ingresso antecipado e não há fila na bilheteria – mas a do elevador pode demorar mais de 1 hora. Depois de esperar e esperar, Nickie se convence de que Terry não virá e decide partir, enquanto ela ainda aguarda na fila do elevador.
- Nickie Ferrante e Terry McKay combinam que, quem chegasse primeiro ao observatório do 86º andar, telefonaria para o outro. Nickie chega primeiro mas, como não há sinal de celular no alto do edifício, não consegue ligar para Terry. Ela, por sua vez, imagina que o amado não compareceu ao encontro e não chega nem a subir.
- Nickie Ferrante e Terry McKay sobem ao alto do edifício, mas há uma multidão no observatório. Se acotovelando entre uma profusão de câmeras fotográficas, pais com crianças sobre os ombros e pessoas tentando um lugar à beira do parapeito, eles caminham por todo o andar, sem conseguir se encontrar. Nickie tenta subir na plataforma elevada (que dá acesso à parte interna) para tentar localizar a amada de uma perspectiva mais alta, mas é impedido pelo guarda, que exige: “Keep moving”. Terry, que já fora repreendida pelo mesmo vigilante, tenta esperar por Nickie encostada na parede. Mas outro segurança avisa que ali também não é permitido ficar parada. Ambos desistem e, finalmente, se encontram na fila do elevador, para descer.
- Nickie e Terry ficam mais de 1 hora na fila, chegam ao 82º andar, desistem de pegar a fila do elevador para o 86º e sobem os quatro andares restantes de escada. Chegam esbaforidos, suados e cansados ao observatório. Mas se esquecem de todas as agruras e perrengues quando seus olhos se encontram. Atravessam a profusão de câmeras fotográficas, se esquivam dos pais com crianças nos ombros, escapam das cotoveladas da multidão ávida por um lugar no parapeito e trocam um beijo apaixonado, tendo como cenário de fundo o skyline nova-iorquino.
THE END
O Museu da Imagem em Movimento de Nova York reabriu suas portas depois da reforma de US$ 67 milhões que durou seis meses, ampliou seu espaço e modernizou as salas de projeções e exposições.
No antigo edifício da Paramount Pictures, no Queens, onde funcionou um centro de produção cinematográfica nos anos 1920, o espaço agora conta com três novos andares e exibe mais mostras interativas – em uma delas, os visitantes podem criar vídeos de animação e depois os enviar por e-mail. Já a famosa exposição Behind the Screen, sobre a produção, promoção e exibição do cinema e da televisão pelo mundo, foi reinstalada.
Durante este mês, o museu tem programação especial para comemorar a reabertura, com atividades que incluem, por exemplo, a projeções de filmes clássicos e contemporâneos, apresentações musicais e a exibição Real Virtuality, sobre arte e tecnologia.
O ingresso custa US$ 10. Mais informações: movingimage.us.
São Paulo inaugurou, semana passada, sua pista de patinação de gelo ao ar livre (e de graça) no Vale do Anhangabaú. O que é novidade por aqui já se transformou em tradição em diversas cidades do mundo. Em Nova York, por exemplo, a pista do Rockefeller Center há décadas vem entretendo as famílias desde os primeiros sinais do frio. Patinar ali custa a partir de US$ 10.
A cinco quarteirões dali, há uma opção menos disputada – e muito mais barata. Não se paga nada para deslizar sobre a pista do Citi Pond at Bryant Park – caso você não tenha patins, só pagará o aluguel, de US$ 13.
Outra pista famosa na cidade é a Wollman Ice Rink, no Central Park, que segue em funcionamento até 3 de abril. Custa US$ 10,25, mais o aluguel dos patins. O www.nycgo.com tem mais informações sobre as pistas em Nova York.
Londres também convida os corajosos a deslizarem sobre o gelo no Hyde Park, onde fica a maior e mais concorrida pista da cidade. No local há também um parque de diversões, para aqueles que quiserem sentir no rosto uma brisa gelada (e bota gelada nisso). A entrada no parque é gratuita – você paga apenas as atrações. No caso da pista de gelo, custa 7,50 libras (R$ 20), com o aluguel dos patins já incluído. Saiba mais: www.hydeparkwinterwonderland.com
E que tal patinar tendo como vista a London Eye? No inverno, a famosa roda-gigante ganha sua própria pista de gelo. Você pode comprar ingressos combinando a patinação com a entrada na atração que é um dos símbolos de Londres. Custa a partir de 28,45 libras (R$ 76) – há preços especiais para famílias. Mais informações: www.londoneye.com.
A Estátua da Liberade, uma das principais atrações de Nova York, ficará fechada para melhorias em seus sistemas de segurança durante cerca de um ano. A proibição temporária das visitas turísticas entrará em vigor em 12 de outubro do ano que vem. Base, pedestal e coroa ficarão interditados. Durante o período de reforma, os turistas serão autorizados a visitar apenas o parque que cerca a estátua.

Ainda dá tempo de ir: monumento será interditado em outubro de 2011. Foto Lucas Jackson/REUTERS
O projeto de US$ 26 milhões inclui instalação de escadas à prova de incêndio, elevadores e saídas de emergência, segundo o superintendente do Monumento Nacional Estátua da Liberdade, David Luchsinger. Atualmente, a única saída a partir do topo é uma escada estreita.
Mais de 5 milhões de pessoas visitam a Estátua da Liberdade a cada ano – no verão, são cerca de 20 mil pessoas por dia. O monumento foi completamente interditado após o 11 de Setembro. Em 2004, a base e o pedestal foram reabertos. Mas a coroa só voltou a receber visitantes no ano passado, com reserva.
Com Reuters
Eles têm apenas três meses de calor – e esperam ansiosamente a chegada do verão para se verem livres dos sobretudos e cachecóis. Mas o calor deste ano veio forte, batendo recordes. E está fazendo com que moradores e turistas do hemisfério norte disputem qualquer ponto que proporcione uma sensação refrescante.
Dias ensolarados inesquecíveis têm marcado o início de julho em Nova York. Na terça-feira, os termômetros marcaram 103 graus Fahrenheit (39,4º Celsius) no Central Park, às 15:10 horas, quebrando o recorde de 1999, de 101 graus Fahrenheit.

Hidrantes se transformam em fonte refrescante. Foto: Shannon Stapleton/Reuters
Em Washington D.C. o mês de junho já ficou marcado na história como um dos mais quentes e secos que se têm notícia. E aí começou julho, com as mesmas características.

Na terça-feira, calor de 102 graus Fahrenheit em Washington. Foto: Hyungwon Kang/Reuters
A fonte do Museu do Louvre ou qualquer outra espalhadas pelos parques de Paris. Qualquer ponto de água da capital francesa vale para espantar o calorão dessa semana – que chegou aos 40º Celsius ontem.

Buscando algum alívio nas águas em frente ao Museu do Louvre. Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters

Há quem prefira simplesmente se estirar em uma cadeira de sol. Foto: Philipe Wojazer/Reuters
Até mesmo os termômetros chineses estão marcando números pra lá de altos. No norte do país, principalmente, o calor tem sido exagerado, com média regional de 38º Celsius na terça-feira. Em Pequim, a temperatura chegou aos 40º Celsius – e a população espera ansiosamente a chuva que está prevista para cair amanhã na capital.

Em Pequim, suor e sensação térmica lá em cima. Foto: Bobby Yip/Reuters

Para amenizar o calor, só mesmo caindo na água. Foto: Bobby Yip/Reuters
O dia 21 de junho marca o solstício – de inverno, no Hemisfério Sul, e de verão, no Hemisfério Norte. Marca a mudança de estação e, para diversos povos, um dia de celebração. Confira, abaixo, algumas maneiras de celebrar a data:
A principal celebração do solstício de inverno na Bolívia é realizada nas ruínas de Tiwanaku. Segundo historiadores, os incas seriam descendentes dos habitantes da antiga cidade, hoje em ruínas. Foto David Mercado/Reuters
Durante a cerimônia do solsticio, realizada no Templo do Sol, em Tiwanaku, sacerdotes aimaras realizam oferendas ao sol – entre elas, a folha de coca. Foto Juan Karita/AP
Em Machu Picchu, centenas de pessoas seguem para a cidadela para ver os primeiros raios de sol do solstício de inverno. A data marca o ano novo andino e é possível ver vários grupos realizando os mais diversos rituais. Foto Adriana Moreira/AE
Em Cuzco, as celebrações do Inti Raymi – a Festa do Sol – são realizadas no dia 24 de junho, quando também se comemora o aniversário da cidade. Diversos grupos folclóricos se apresentam no centro, enquanto uma cerimônia inca é realizada nas ruínas de Sacsayhuaman. Foto Adriana Moreira/AE
Já no Hemisfério Norte, diversas pessoas se reúnem todos os anos em Stonehenge, na Inglaterra, para observar o amanhecer no solstício do verão, o dia mais longo do ano. Foto Carl Court/AFP
Enquanto isso, em Nova York, milhares de pessoas celebram o solstício fazendo ginástica em plena Times Square. O evento ocorre há oito anos. Foto Mike Segar/Reuters

Foto: Arquivo Pessoal
Em março, Duca Mendes visitou Nova York pela primeira vez e foi contagiada pelo agito local. “Da Times Square a um bar clandestino dos anos 1920, a cidade me apresentou um mundo que só parecia existir em filmes e nos meus sonhos mais loucos.”
Uma frase muito conhecida do líder pacifista indiano Mahatma Gandhi diz “seja você a mudança que você quer ver no mundo”. Essa é a inspiração para os vários ecoeventos que pipocam por Nova York para comemorar o Dia da Terra, em 22 de abril. Sim, porque a maior megalópole do mundo também pode ser um tantinho mais verde.
Para os pequenos, oficinas de arte sobre a importância de manter a água limpa, amanhã, no Museu South Street Seaport (www.southstreetseaportmuseum.org). No próximo fim de semana, o Brooklyn Children’s Museum (www.brooklynkids.org) organiza workshops de pintura com materiais recicláveis.
Dois museus novaiorquinos, o MoMA e o P.S.1 Contemporary Art Center, propuseram a cinco urbanistas o desafio de solucionar o aumento do nível do mar no porto da cidade. Com soluções inovadoras, como um tipo de asfalto capaz de absorver melhor a água das chuvas, as propostas estão na mostra Projetos do Litoral de Nova York, até 11 de outubro no MoMA (www.moma.org).

FOTO: BOBBY YIP/REUTERS
Também é possível fazer compras sem sentir peso na consciência. A ExpoEcoLux, no Grand Central Terminal (www.grandcentralterminal.com), é uma feira com cosméticos cruelty-free, que não fazem experimentos com animais, e com roupas cujas matérias-primas são sustentáveis. Nas colunas do belíssimo edifício Grand Central Terminal serão projetadas imagens gigantes da Terra.
No domingo, 18, pela manhã, uma caminhada ecológica vai percorrer o maior parque da cidade, o Pelham Bay Park, no Bronx. Já para os baladeiros, a Fundação Surfrider, formada por surfistas, realiza uma festa regada, é claro, a muita surf music. No dia 22, no Bar Fontana’s (www.fontanasnyc.com/). E há também uma espécie de Virada Cultural ecológica, com dois dias de shows, peças e performance. Se a fome bater, corra até uma das diversas barraquinhas de comida orgânica.
Agora se você quer colocar a mão na massa, no dia 24, a partir das 10 horas, um grupo de voluntários promove o mutirão de limpeza e replantio no Parque Jamaica Bay Wildlife Refuge, no Queens. E ter a companhia das centenas de aves que migram nesta época do ano, vindas do hemisfério sul.
Toda a programação do evento está no site http://earthdayny.ning.com/
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