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Viagem

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

Wilza Aurora Matos Teixeira foi a Madri em setembro. Visitou o Museo del Prado e o Palácio Imperial e se apaixonou pelas áreas verdes da cidade. “O que mais me surpreendeu foi ver que as praças são locais de lazer, descanso e encontro.”

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Você tem ideia do montante de lixo que é jogado nas praias anualmente? Consegue imaginar no que poderiam ser transformados todos estes resíduos que poluem a paisagem? Ambientalistas europeus da organização Save the Beach aceitaram o desafio e, com doze toneladas de lixo recolhido das areias da Espanha, Itália, Bélgica e França construíram nada menos que um… hotel!

Felizardos sorteados na internet vão passar a noite no hotel. Foto: Andrea Comas/REUTERS

Depois Lisboa, a curiosa construção chegou à Plaza de Callao, em Madri, na quarta-feira. Durante o dia, o hotel permanece aberto à visitação e, à noite, retoma sua atividade primordial: receber hóspedes – as diárias foram sorteadas na internet. Com apenas cinco quartos, pode acomodar até dez pessoas por noite.

Lixo como matéria-prima deu aspecto interessante ao espaço. Foto: Andrea Comas/REUTERS

Apesar de feito de lixo, tem um aspecto interessantíssimo: é todo colorido, moderno e sem nenhum resquício de cheio desagradável. O local foi projetado pelo artista alemão HA Schult, comprometido com a questão sócio-ambiental: “Este hotel mostra os danos que estamos causando o mar e a costa, reflete como as coisas podem terminar se não cuidarmos do planeta. Vivemos em uma época de lixo e corremos o risco de nos convertermos nele. Realmente queremos tal mundo?”

O hotel permanecerá exposto em Madri até domingo, dia 23.

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Avenida mais emblemática de Madri, a Gran Vía comemora neste ano o seu centenário. Mas o presente quem ganha são os visitantes. O órgão oficial de turismo da cidade lançou dois roteiros temáticos que percorrem a história, o comércio, a arquitetura e as atrações locais.

No Gran Vía, 100 anos de história, um guia mostra as transformações pelas quais a avenida passou ao longo dos anos. Dos edifícios às instituições culturais, dos moradores aos personagens que a fizeram famosa.
O tour é realizado em um ônibus panorâmico, aos domingos, ao meio-dia. Saída da Calle de Alcalá, 43 (Igreja de San José). Custa 3,90 euros.

Já o Gran Vía Centenario é uma visita teatralizada, com anedotas e música. Ocorre aos sábados e domingos, das 18 horas às 20h30 (até 7 de novembro). Saídas a cada meia hora da Calle Antonio Maura, esquina com a Plaza de la Lealtad. Também por 3,90 euros. Informações: www.esmadrid.com/descubremadrid.

As comemorações ainda incluem exposições fotográficas, concertos e debates. Confira a programação no site http://granvia.esmadrid.com, que também traz um mapa interativo com todas as atrações da avenida.

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Detalhe de uma das novas galerias. J.J. Guillén/EFE

Detalhe de uma das novas galerias. J.J. Guillén/EFE

Obras do Romantismo e do Renascimento na Espanha estão de casa nova no Museo del Prado, de Madri. Afrescos, retábulos e pinturas feitas entre os séculos 12 e 16 ganham hoje sete galerias específicas. Os espaços serão totalmente abertos ao público a partir de amanhã.

E mais: para a inauguração, algumas obras passaram por processo de restauro e agora estão em sua melhor forma. A recuperação mais ambiciosa foi a dos afrescos da capela românica de Maderuelo, realizada em colaboração com o Instituto del Patrimonio Cultural de España (IPCE).

O ingresso do museu custa 8 euros, mas quem quiser economizar pode deixar a visita para o fim do dia. A entrada é gratuita de terça-feira a sábado, das 18 às 20 horas, e aos domingos, das 17 às 20 horas.

 

EFE

EFE

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É provável que o pintor norte-americano John Singer Sargent (1856-1925) jamais tenha sonhado com tamanha deferência. De amanhã até meados de maio, seu quadro mais importante, As Filhas de Edward Darley Boit (1882) ficará exposto no Museu do Prado, em Madri, ao lado de sua fonte de inspiração, a obra-prima As Meninas (1656) do espanhol Diego Velázquez (1599-1660).
Quadro de Velásquez (à esq.) ganha companhia do de Singer Sargent. Fotos Ballesteros/EFE

Quadro de Velásquez (à esq.) ganha companhia do de Singer Sargent. Fotos Ballesteros/EFE

A tela do pintor americano, um óleo sobre linho, pertence ao Museu de Belas Artes de Boston. Foi pintada mais de dois séculos depois do quadro que a inspirou e exigiu de seu criador árduos estudos para reproduzir o rigor técnico das características mais marcantes de As Meninas: luz, disposição espacial e o jogo de olhares das personagens para o observador. Como estudo, Singer Sargent chegou a fazer uma reprodução do quadro de Velásquez, em tamanho reduzido, três anos antes de retratar as irmãs Boit.

O Prado tem ainda outra novidade: o museu acaba de lançar audioguias especiais para crianças menores de 12 anos, que podem ser retirados gratuitamente mediante o aluguel de um audioguia para adultos (entre 3,50 e 5 euros). O ingresso custa 8 euros.

Lado a lado, os pintores americano (à esq.) e espanhol

Lado a lado, as telas dos pintores americano (à esq.) e espanhol

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Quem nunca foi à praia e trouxe uma conchinha do mar como lembrança? Pois o poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973) tinha uma imensa coleção, com centenas e centenas delas.

São peças de tamanhos variados e de diversas partes do mundo. Como todo bom colecionador, seus amigos sempre viajavam e traziam uma conchinha. Na concha da foto abaixo, é possível ver escrito à caneta, “presente dado por Rafael – 12 de julho de 1939″. Ao completar meio século de vida, ele decidiu doar toda a coleção à Universidade do Chile, em 1954.

Pela primeira vez, cerca de 400 peças da sua coleção são expostas com seus poemas no Instituto Cervantes, em Madri. A exposição ajuda a entender porque o prêmio Nobel de Literatura era conhecido como “o poeta do mar”.

Com oficinas de contos e de origamis, as crianças podem entrar em contato com a obra de Neruda. Já os adultos podem participar mesas redondas com estudiosos e escritores.

“Caracola”

La caracola espera el viento
acostada en la luz del mar:
quiere una voz de color negro
que llene todas las distancias
como el piano del poderío,
como la bocina de Dios
para los textos escolares:
quiere que soplen su silencio:
hasta que el mar inmovilice
su amarga insistencia de plomo.

Fernando Alvarado/EFE

Fernando Alvarado/EFE

Serviço:
Exposição “Amor al mar. Las caracolas de Neruda”
Instituto Cervantes – Sala de Exposições
Alcalá, 49 – Madrid
Até 24 de janeiro
www.cervantes.es

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