
Homens estendem duas bandeiras incas em Machu Picchu. Foto: Raul García/EFE
As comemorações pelo centenário de Machu Picchu, cidadela nas proximidades de Cuzco e principal ponto histórico do Peru, ocuparam toda a quinta-feira (7) e foram até a madrugada de sexta-feira. Para honrar a formação étnica do povoado, nada mais adequado do que fazer uma cerimônia tipicamente inca. Representantes dos quatro territórios incas do Peru e o presidente Alan García estiveram em Machu Picchu para honrar os cem anos desde que o explorador americano Hiram Bingham fez registros da existência da cidade.
A cerimônia começou com o tradicional rito Tinkay, de que aproximadamente cem atores participaram. Eles representavam o povo, o imperador e o sacerdote que ficavam encarregados de dirigir o rito às montanhas da região, que para os incas, são divinas. O principal ponto da festa foi na caída da noite, quando um espetáculo relatou a história de Machu Picchu, com shows de luzes, música e videoprojeções. Cerca de 800 pessoas assistiram as apresentações até o fim, e um dos pontos altos durante o dia foi a banda Los Jaivas, que tocou em um bonito cenário entre as montanhas da cidadela inca.

Bailarinas mascaradas celebram o 7 de julho em Cuzco. Foto: Percy Hurtado/EFE

Nas ruas de Cuzco, o dia inteiro também foi de festa e comemorações. Foto: Percy Hurtado/EFE

Ritual inca abriu o dia de festejos em Machu Picchu. Foto: Alan García/EFE

Atores observam a cidadela de Machu Picchu durante a celebração inca. Foto: Raul García/EFE

Banda Los Jaivas contou com um belo cenário para a sua apresentação. Foto: Raul García/EFE

Moradores descansam entre as festividades do dia. Foto: Raul García/EFE

Ao cair da noite, as celebrações contando a história de Machu Picchu deram prosseguimento à festa. Foto: Karel Navarro/AP
A pedidos do leitor Fernando Navarro, selecionamos aqui algumas reportagens já publicadas no Viagem sobre o Peru. Para começar, embarque numa aventura inca – entre dunas, praias de ondas perfeitas e resquícios arqueológicos, costa sul peruana desafia a coragem do viajante. Sobre a prancha, de buggy ou em um monomotor:
* Quase uma miragem em meio ao deserto: Huacachina
* Heranças na terra em movimento
* Aranhas e baleias em um mesmo lugar. São as linhas de Nazca
* Belos balneários e ondas perfeitas para deslizar sobre o Pacífico
Para conhecer a ‘Cidade Perdida’ vale viagem de trem, caminhadas exaustivas e filas enormes. Conheça um pouco sobre Machu Picchu (e Cuzco) nas reportagens da nossa equipe:
* Uma inexplicável trama de ruelas de pedra
Boas novas para quem curte um charmoso passeio de trem. Três trechos que ficaram interditados – São Paulo-Paranapiacaba e Cosme Velho-Cristo Redentor, no Brasil, e Cuzco-Machu Picchu, no Peru, voltam a funcionar.
No caso de Paranapiacaba, o percurso ficou parado por mais de dez anos e só vivia na recordação de quem, como eu, já fez esse trajeto. Os saudosistas, no entanto, podem se animar. O trem voltará a circular, mas agora com nova proposta. O Projeto Expresso Turístico levará 174 passageiros em uma composição pequena da década de 60, uma locomotiva e dois vagões, que foi totalmente recuperada. E com apenas uma parada, em Santo André.
Ir à Paranapiacaba de trem tem outro gostinho. A composição desacelera lentamente ao chegar à estação. Da janelinha se vê, ao longe, a alta torre do relógio que dá as boas vindas. O estilo arquitetônico inglês das casinhas de madeira e a névoa que cobre a atmosfera nos transportam para uma cidadezinha no interior da Inglaterra. Mas a visão da mata atlântica fechada, com árvores imponentes, no alto da Serra do Mar, logo tira essa impressão. Sim, estamos na Vila de Paranapiacaba, que pertence ao município de Santo André, colado à capital.

O "Big Ben" da Vila de Paranapiacaba. Foto: Mônica Zarattini/AE
O Expresso Turístico sairá pela manhã da Estação da Luz, no centro da capital, e retornará no fim da tarde, em um percurso de uma hora e meia. O primeiro apito do trem vai soar no dia 18 de julho, durante o Festival de Inverno de Paranapiacaba. Um bom motivo para conhecer as atrações da charmosa vila e ainda curtir a programação do festival, totalmente gratuito, que inclui shows de Zeca Baleiro e Ana Cañas. No domingo seguinte, 25 de julho, o encerramento ficará por conta dos sambinhas de Maria Rita. Depois do evento, os passeios serão quinzenais, sempre aos domingos. A passagem de ida e volta custa R$ 28.
A Vila de Paranapiacaba foi implantada nos anos 1860 para funcionários da companhia inglesa de trens São Paulo Railway. A estrada de ferro transportava passageiros e cargas do interior paulista ao Porto de Santos. Engenheiros ingleses vieram para cá e deram uma cara totalmente britânica às construções. O grande relógio, o “Big Ben” da vila, foi fabricado pela Johnny Walker Benson, de Londres.
Trem do Corcovado
No Rio, o Trem do Corcovado, aos pés do Cristo Redentor, voltará a funcionar no dia 15 de julho. Interditado desde abril por causa das fortes chuvas na região, mais de R$ 4 milhões foram investidos para a volta das operações do trem, inaugurado em 1884 pelo imperador Dom Pedro II. A linha férrea ganhou melhorias e a estação conta agora com novos banheiros. O Hotel das Paineiras, no meio da Floresta da Tijuca, fechado há 26 anos, será revitalizado e deve reabrir em dois anos, a tempo da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. A ideia é que o hotel, com 126 anos, tenha instalações de luxo e um restaurante gourmet.

O centenário Trem do Corcovado volta no dia 15. Foto: Divulgação
Nos 20 minutos do trecho, o trem o trem atravessa a maior floresta urbana do mundo, o Parque Nacional da Tijuca. Lá do alto, a 710 metros de altura, se tem uma vista ampla da Cidade Maravilhosa. O passeio leva 120 passageiros a cada vez e a passagem custa R$ 36.
Peru
A maneira mais tradicional de chegar até Machu Picchu é pela via férrea que liga Cuzco até o antigo povoado inca. O trajeto ficou parcialmente interditado desde as fortes chuvas que atingiram o Peru em fevereiro e fizeram transbordar o Rio Vilcanota.
Nos últimos 3 meses, na fase de recuperação após os estragos do começo do ano, apenas o trecho entre Piscacucho, no quilômetro 82, e a Cidade Perdida, no 110, estava em funcionamento. O embarque, a partir de agora, pode ser feito em três estações: além de Cuzco, Poroy e Ollantaytambo. Por enquanto, o trem está circulando com velocidade reduzida.

O tradicional trajeto entre Cuzco e Machu Picchu foi reaberto. Foto: L.C.Leite/AE
O trajeto pelos trilhos leva cerca de 4 horas. Pela janelinha, a paisagem vai mudando: da planície do Vale Sagrado até a exuberância da floresta tropical. A viagem é bastante confortável, com bons assentos, diversas refeições e até apresentações de músicos locais. As passagens podem ser compradas pelo site: www.perurail.com.

Foto: Arquivo Pessoal
Em outubro de 2009, Ronaldo Gimenez encarou uma semana de viagem no ‘trem da morte’ para chegar a Machu Picchu, no Peru. “Nesta foto estou na montanha Wayna Picchu, com uma vista linda da Cidade Perdida. A energia do local é muito positiva.”
O dia 21 de junho marca o solstício – de inverno, no Hemisfério Sul, e de verão, no Hemisfério Norte. Marca a mudança de estação e, para diversos povos, um dia de celebração. Confira, abaixo, algumas maneiras de celebrar a data:
A principal celebração do solstício de inverno na Bolívia é realizada nas ruínas de Tiwanaku. Segundo historiadores, os incas seriam descendentes dos habitantes da antiga cidade, hoje em ruínas. Foto David Mercado/Reuters
Durante a cerimônia do solsticio, realizada no Templo do Sol, em Tiwanaku, sacerdotes aimaras realizam oferendas ao sol – entre elas, a folha de coca. Foto Juan Karita/AP
Em Machu Picchu, centenas de pessoas seguem para a cidadela para ver os primeiros raios de sol do solstício de inverno. A data marca o ano novo andino e é possível ver vários grupos realizando os mais diversos rituais. Foto Adriana Moreira/AE
Em Cuzco, as celebrações do Inti Raymi – a Festa do Sol – são realizadas no dia 24 de junho, quando também se comemora o aniversário da cidade. Diversos grupos folclóricos se apresentam no centro, enquanto uma cerimônia inca é realizada nas ruínas de Sacsayhuaman. Foto Adriana Moreira/AE
Já no Hemisfério Norte, diversas pessoas se reúnem todos os anos em Stonehenge, na Inglaterra, para observar o amanhecer no solstício do verão, o dia mais longo do ano. Foto Carl Court/AFP
Enquanto isso, em Nova York, milhares de pessoas celebram o solstício fazendo ginástica em plena Times Square. O evento ocorre há oito anos. Foto Mike Segar/Reuters
Para concluir com êxito os 40 quilômetros de caminhada da Trilha Inca, que leva até a Cidade Perdida de Machu Picchu, no Peru, certamente alguns cuidados são essenciais. Acredite, levar os equipamentos adequados podem fazer toda a diferença:
- Dê preferência para tênis outdoor ou botas. As de cano médio ou alto são ainda melhores, pois protegem os tornozelos contra torções. E tenha certeza que estão devidamente amaciadas
- Não economize em meias, que são as principais culpadas pelas bolhas. Se puder, leve as do tipo sintéticas
- Para relaxar os pés no final do dia, tenha uma papete de trilha com solado antiderrapante. Também servirá como calçado reserva em caso de emergência
- Calças e bermudas de tactel ou supplex são mais indicadas, secam rápido e têm fácil manutenção
- Prefira camisetas leves, com e sem mangas
- Tenha em mãos um casaco de Fleece, que por ser sintético retém o mínimo de umidade
- Mesmo para quem vai no verão, é importante levar uma capa de chuva ou anorack
- Se não está incluído no seu pacote, providencie um bom saco de dormir e um isolante térmico
- Cantis de policarbonato são mais resistentes e não retêm sabor
- Não podem faltar na mochila: protetor solar, protetor labial, hidratante, óculos escuros e repelente
- Leve sacos plásticos resistentes para embalar as roupas e armazenar o lixo gerado durante o percurso
Leia outras reportagens já publicadas no Viagem & Aventura sobre Machu Picchu:
* Uma inexplicável trama de ruelas de pedra
* Torne real o sonho de Machu Picchu
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