Bruna Tiussu
Onde há estrelas de Hollywood, elas reinam soberanas. Basta dirigir o olhar para o chão para constatar que as solas vermelhas dos sapatos assinados por Christian Louboutin são as mais cobiçadas. Preferência justificada pelo conjunto que representam: feminilidade, glamour, elegância e poder. Mesmo que sobrepostos em saltos vertiginosos que exigem doses extras de equilíbrio.
Considerado ícone quando o assunto são calçados femininos, o designer francês acaba de ganhar a primeira grande exposição de seu trabalho, inaugurada hoje no Design Museum de Londres. Centenas de pares que marcam a evolução e diversidade de suas criações estão expostas, representando seus 20 anos de carreira. Detalhe: Louboutin abriu sua primeira loja em Paris, tendo como primeira cliente a princesa Caroline de Mônaco.
Além da sola vermelha, os saltos altíssimos são a marca de Louboutin, que já ganhou manchetes ao declarar que “saltos altos são como prazer com doses de dor”. O que não significa que o mestre francês não se preocupa com conforto. A exibição revela como ele pensa um sapato, desde o desenho inicial, protótipo até a produção final, etapa por etapa, sempre acompanhada por uma viagem particular de estilo e elegância.
Para enriquecer a mostra, moldes viraram parte da instalação e a estrela Dita Von Teese, cliente fiel de Louboutin, virou peça central de uma performance holográfica tridimensional que representa a inspiração do criador francês. A exposição fica em cartaz até 9 de julho – a entrada custa 10 libras.
Foto: Arquivo Pessoal
Em um dia ensolarado de setembro, com o céu limpo, a leitora Tatiane Lima registrou esta bela imagem da capital inglesa. “Tomando sorvete às margens do Rio Tâmisa, com uma visão privilegiada do famoso Big Ben, cheguei a sentir inveja de mim mesma pela sorte de poder admirar esta paisagem londrina.”
Bruna Tiussu
Há dois quesitos indispensáveis quando avalio um hotel ou pousada: café da manhã e acesso à internet grátis. Para começar, vou falar neste post sobre o primeiro. Neste tema, o que me satisfaz não é escutar o mero “sim, o preço da diária inclui café”. Mas como o benefício efetivamente é apresentado.
Não busco números exagerados de quitutes, oito sabores de sucos ou dezessete tipos de queijos de primeira, não me entenda mal. Ingredientes frecos, aromas e temperos que automaticamente se identificam com o destino visitado – e que deram vida própria à expressão “café da manhã de hotel” – é que de fato me interessa.
Nos hotéis espalhados pelo Nordeste, por exemplo, uma tradicional tapioca feita na hora tem poderes quase sobrenaturais de animar a minha manhã. Em Minas, o cheirinho do legítimo pão de queijo (sim, o de lá é indiscutivelmente melhor) vai me buscar lá no quarto. E como não esperar um croissant deliciosamente crocante quando se acorda em Paris? Ou os pães pretos e cheios de cereais tão típicos na Alemanha?
Até mesmo as salsichas, bacon, tomates e ovos que compõem o desafiador English breakfast eu espero ver na mesa de café da manhã quando estou na capital inglesa. Meus olhos ainda mal se abriram, mas só de olhar aquele prato gordurosinho e bem montado ali, me recordo que estou em Londres e é uma felicidade só.

Não são todas as iguarias mundo afora que agradam o meu paladar matinal, isso é fato. Nem tenho disposição suficiente para me encher de bagels, peanut butter e muffins a cada café da manhã nos Estados Unidos. Ou de tortilhas e tacos picantes em uma visita ao México. Mas é certo que provo tudo isso. E fico bem contente quando o hotel escolhido consegue me proporcionar um contato inaugural com a cultura gastronômica do destino de minhas férias.
Amanhã faltará um ano para o início da Olimpíada de Londres. Mas muitas atrações relacionadas aos Jogos – na capital londrina e em cidades próximas – merecem ser conferidas desde já.

Trilha olímpica de Much Wenlock: cidade é considerada berço dos Jogos Olímpicos modernos. Fotos Adriana Moreira/AE

Centro da pequena Much Wenlock: médico da cidade inspirou-se nas Olimpíadas gregas para criar jogos estudantis no séc. 19

Colina de North Fort, em Portland: local ganhará arquibancada durante os Jogos Olímpicos para provas de iatismo e vela
Bruna Tiussu
Embora anual – o evento está na sua quarta edição -, o Open Weekend de Londres deste ano promete ser ainda mais especial. As festas ao ar livre e apresentações artísticas agendadas para este fim de semana (de 22 a 24 de julho) vão celebrar o marco de “um ano para os Jogos Olímpicos de 2012″.

Festa e atividades artísticas para celebrar o espírito olímpico. Foto: Divulgação
Haverá atrações por toda a capital e para todas as idades. O East London, por exemplo, se transformará em um playground gigante para a criançada se divertir, com direito a obstáculos e desafios do tipo caça ao tesouro. Ainda na mesma região da cidade, um barco convertido no The Floating Cinema navegará pelos canais do Parque Olímpico com uma seleção especial de comédias e produções nacionais.
Artistas e público em geral poderão colocar a criatividade em ação em uma enorme instalação montada em Canary Wharf, o famoso complexo de edifícios comerciais. Ou ainda poderão curtir música de qualidade sem ter que pagar nada por isso no Barbican: o gigantesco centro de artes, que é sede da Orquestra Sinfônica de Londres, estará com uma programação gratuita de concertos e shows.
Para ver toda a programação do Open Weekend, acesse os sites london2012.com e visitlondon.com.
Leitora assídua do Paladar, Margareth Magalhães aproveitou sua viagem a Londres no fim do ano passado para fazer uma seleção dos locais indicados pelo suplemento e conferir, in loco, os sabores tão bem falados no caderno.
“Esta é uma das lojas de queijos mais antigas e famosas da cidade, fica perto da Piccadilly Circus. Ela foi citada em uma das reportagens de 24 de junho de 2010. Na foto, eu e minha filha Mariana”, conta.
“Em Covent Garden fica a Hope and Greenwood, uma loja-fábrica que comercializa balas artesanais com receitas antigas e em embalgens retrô. Deliciosas!”
Os dinos começam a invadir Londres. As primeiras peças da exposição Age of the Dinosaur, que abre as portas em 22 de abril, já chegaram ao Museu de História Natural. A mostra interativa vai tentar reproduzir como era a vida na Terra há 65 milhões de ano, com suas plantas e animais hoje extintas do planeta.

Mostra terá réplicas em tamanho real e que se movimentam. Foto: Museu de História Natural/Divulgação
Três réplicas de dinossauros em tamanho real estarão expostas no museu. Construídas pela empresa japonesa Kokoro, as feras serão capazes de se mover e emitir sons ao melhor estilo Jurassic Park, transportando os visitantes de volta ao período cretáceo. Vai encarar?
Ingressos a 10 libras (R$ 26,50).
Desde que surgiu ao lado do príncipe William, todos os holofotes se viraram para Kate Middleton. Afinal, quem é a plebeia que conquistou o coração do herdeiro do trono real? Já com casamento marcado – a cerimônia será dia 29 de abril, na Abadia de Westminster, em Londres -, toda a curiosidade ao redor da jovem deu início ao que a mídia inglesa apelidou de Kate-mania.
Uma nova iniciativa desta ‘corrente’ acaba de surgiu na terra da rainha: a operadora Morton Travel criou um tour de ônibus por Bucklebury, a cidade natal de Kate. O pequeno vilarejo fica a 90 quilômetros da capital e tem uma população aproximada de 2 mil pessoas – que já estão sentindo algumas mudanças depois que o local caiu nas graças do noticiário.
Quem encara o passeio vai conhecer as casas onde Kate passou a infância com sua família, a igreja onde foi batizada e também o pub The Old Boot Inn, ainda frequentado pela família e onde ela já levou o príncipe William para tomar alguns drinques. A casa atual dos Middleton tem cinco quartos e fica na zona mais rural dali, cercada de árvores, o que pode dificultar um pouco a vista dos turistas.

Roteiro inclui visita ao pub The Old Boot Inn, que a família frequenta até hoje. Foto: Kieran Doherty/Reuters
Para restaurantes e bares do pequeno vilarejo, a visita de turistas é vista com bons olhos, uma forma de incentivar o comércio. Mas a insistência da imprensa tem causado algum transtorno na rotina tranquila de Bucklebury. O proprietário do The Old Boot Inn, por exemplo, proibiu entrevistas no local: gravador e câmera não são bem vindos ali. Tudo para garantir que os fregueses fiéis consigam comer em paz.
É durante o inverno que o norueguês Terje Isungset melhor expõe seu talento. Há dez anos, este excêntrico compositor começou a produzir música a partir de instrumentos feitos de gelo, como trompa, xilofone, harpa, guitarra e instrumentos de percussão, que ele só consegue tocar quando está frio.
Londrinos e turistas que estiverem na capital inglesa terão a chance de conferir o trabalho de Terje neste fim de semana (7 a 9 de janeiro), quando o artista subirá a um palco especial do Somerset House durante o evento Ice Music (veja os horários aqui). As apresentações serão realizadas dentro de uma espécie de ‘iglu urbano’, que exibirá vídeos e fotografias dos cantos nórdicos do mundo entre um show e outro.
Diante de toda esta organização e já contando com o corriqueiro friozinho da cidade, é bom reservar um casaco reforçado para o evento. E o público pode esperar um show interessantíssimo. Como cada vez a água congela de uma forma diferente, os instrumentos produzidos são únicos – e consequentemente, o som que produzem. Cada show dura 30 minutos e Terje será acompanhado pela cantora Lena Nymark, também norueguesa.
São Paulo inaugurou, semana passada, sua pista de patinação de gelo ao ar livre (e de graça) no Vale do Anhangabaú. O que é novidade por aqui já se transformou em tradição em diversas cidades do mundo. Em Nova York, por exemplo, a pista do Rockefeller Center há décadas vem entretendo as famílias desde os primeiros sinais do frio. Patinar ali custa a partir de US$ 10.
A cinco quarteirões dali, há uma opção menos disputada – e muito mais barata. Não se paga nada para deslizar sobre a pista do Citi Pond at Bryant Park – caso você não tenha patins, só pagará o aluguel, de US$ 13.
Outra pista famosa na cidade é a Wollman Ice Rink, no Central Park, que segue em funcionamento até 3 de abril. Custa US$ 10,25, mais o aluguel dos patins. O www.nycgo.com tem mais informações sobre as pistas em Nova York.
Londres também convida os corajosos a deslizarem sobre o gelo no Hyde Park, onde fica a maior e mais concorrida pista da cidade. No local há também um parque de diversões, para aqueles que quiserem sentir no rosto uma brisa gelada (e bota gelada nisso). A entrada no parque é gratuita – você paga apenas as atrações. No caso da pista de gelo, custa 7,50 libras (R$ 20), com o aluguel dos patins já incluído. Saiba mais: www.hydeparkwinterwonderland.com
E que tal patinar tendo como vista a London Eye? No inverno, a famosa roda-gigante ganha sua própria pista de gelo. Você pode comprar ingressos combinando a patinação com a entrada na atração que é um dos símbolos de Londres. Custa a partir de 28,45 libras (R$ 76) – há preços especiais para famílias. Mais informações: www.londoneye.com.
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