William Shakespeare. Reprodução
Ser ou não ser? Se depender dos organizadores do World Shakespeare Festival – evento que celebra a importância do lendário dramaturgo inglês – a resposta para uma das mais famosas perguntas da História é ‘sim’. Ou melhor, ‘sim, com certeza’. Além do otimismo de reunir mais de 1 milhão de pessoas até novembro, o evento – que começa hoje em todo o Reino Unido – quer trazer Shakespeare para um público mais jovem e ser, sim, um catalizador de performance ao vivo, educação, exposições e projetos digitais.
Trata-se de uma grande colaboração artística reunindo mais de 7.200 atores de 260 grupos de diversos países, como Iraque, Rússia, Índia e Tunísia. E é claro que o Brasil tem seu representante neste evento que faz parte da programação cultural dos Jogos Olímpicos.
Direto do Rio de Janeiro, a Companhia Bufomecânica apresenta a peça Penso Ver o Que Escuto, com direção de Cláudio Baltar e Fábio Ferreira, entre os dias 7 e 12 de maio no Courtyard Thatre, em Stratford-upon-Avon, terra natal de Shakespeare.

Cena da peça A Tender Thing, dirigida por Helena Kaut-Howson, da Royal Shakespeare Company. Foto: Divulgação WSF
Ao longo dos próximos meses serão mais de 70 produções e mais de 1 milhão de ingressos à venda. O festival ficará em cartaz em nove salas pelo país, e o principal teatro dedicado ao autor, o Shakespeare Globe, em Londres, não ficará de fora – estão previstas ali mais de 20 peças diferentes.
Muitas das comissões criadas para o festival terão vida futura e a ideia é começar uma discussão global sobre Shakespeare, criando uma compreensão sobre qual é o lugar do autor no século 21. Maiores informações sobre ingressos e a programação no site do festival.
Foto: Arquivo Pessoal
Em um dia ensolarado de setembro, com o céu limpo, a leitora Tatiane Lima registrou esta bela imagem da capital inglesa. “Tomando sorvete às margens do Rio Tâmisa, com uma visão privilegiada do famoso Big Ben, cheguei a sentir inveja de mim mesma pela sorte de poder admirar esta paisagem londrina.”
Amanhã faltará um ano para o início da Olimpíada de Londres. Mas muitas atrações relacionadas aos Jogos – na capital londrina e em cidades próximas – merecem ser conferidas desde já.

Trilha olímpica de Much Wenlock: cidade é considerada berço dos Jogos Olímpicos modernos. Fotos Adriana Moreira/AE

Centro da pequena Much Wenlock: médico da cidade inspirou-se nas Olimpíadas gregas para criar jogos estudantis no séc. 19

Colina de North Fort, em Portland: local ganhará arquibancada durante os Jogos Olímpicos para provas de iatismo e vela
Bruna Tiussu
Embora anual – o evento está na sua quarta edição -, o Open Weekend de Londres deste ano promete ser ainda mais especial. As festas ao ar livre e apresentações artísticas agendadas para este fim de semana (de 22 a 24 de julho) vão celebrar o marco de “um ano para os Jogos Olímpicos de 2012″.

Festa e atividades artísticas para celebrar o espírito olímpico. Foto: Divulgação
Haverá atrações por toda a capital e para todas as idades. O East London, por exemplo, se transformará em um playground gigante para a criançada se divertir, com direito a obstáculos e desafios do tipo caça ao tesouro. Ainda na mesma região da cidade, um barco convertido no The Floating Cinema navegará pelos canais do Parque Olímpico com uma seleção especial de comédias e produções nacionais.
Artistas e público em geral poderão colocar a criatividade em ação em uma enorme instalação montada em Canary Wharf, o famoso complexo de edifícios comerciais. Ou ainda poderão curtir música de qualidade sem ter que pagar nada por isso no Barbican: o gigantesco centro de artes, que é sede da Orquestra Sinfônica de Londres, estará com uma programação gratuita de concertos e shows.
Para ver toda a programação do Open Weekend, acesse os sites london2012.com e visitlondon.com.
O casamento do príncipe William com Kate Middleton inspirou espaços pelo mundo todo a criarem exposições sobre a família real britânica.
Um shopping em Kwun Tong, Kowloon, na área continental de Hong Kong (antiga colônia inglesa), gastou cerca de US$ 20 mil numa exposição com direito até a uma sósia (de olhos puxados) de Kate Middleton. Além de ver, quem visitar o local até o dia 5 de maio também poderá comprar os souvenirs oficiais do casamento mais badalado dos últimos tempos.
Outra ex-colônia, a Índia também foi palco de uma exposição na cidade de Chennai, onde a biblioteca do British Council reuniu pratos, xícaras e outros objetos decorados com a foto do mais novo casal da realeza britânica.
Os Estados Unidos também não ficaram de fora. A exposição Diana - A Celebration (www.dianaexhibition.com), traz a Kansas City objetos que pertenceram à princesa, como joias, roupas e até o vestido usado por ela no casamento com o príncipe Charles. A exposição permanece na cidade até dezembro.
Já em Tóquio, um shopping abusou da criatividade e trouxe malas criadas especialmente para a realeza na exposição Globe-Trotter – incluindo a usada pela rainha Elizabeth em sua lua de mel.
Desde que surgiu ao lado do príncipe William, todos os holofotes se viraram para Kate Middleton. Afinal, quem é a plebeia que conquistou o coração do herdeiro do trono real? Já com casamento marcado – a cerimônia será dia 29 de abril, na Abadia de Westminster, em Londres -, toda a curiosidade ao redor da jovem deu início ao que a mídia inglesa apelidou de Kate-mania.
Uma nova iniciativa desta ‘corrente’ acaba de surgiu na terra da rainha: a operadora Morton Travel criou um tour de ônibus por Bucklebury, a cidade natal de Kate. O pequeno vilarejo fica a 90 quilômetros da capital e tem uma população aproximada de 2 mil pessoas – que já estão sentindo algumas mudanças depois que o local caiu nas graças do noticiário.
Quem encara o passeio vai conhecer as casas onde Kate passou a infância com sua família, a igreja onde foi batizada e também o pub The Old Boot Inn, ainda frequentado pela família e onde ela já levou o príncipe William para tomar alguns drinques. A casa atual dos Middleton tem cinco quartos e fica na zona mais rural dali, cercada de árvores, o que pode dificultar um pouco a vista dos turistas.

Roteiro inclui visita ao pub The Old Boot Inn, que a família frequenta até hoje. Foto: Kieran Doherty/Reuters
Para restaurantes e bares do pequeno vilarejo, a visita de turistas é vista com bons olhos, uma forma de incentivar o comércio. Mas a insistência da imprensa tem causado algum transtorno na rotina tranquila de Bucklebury. O proprietário do The Old Boot Inn, por exemplo, proibiu entrevistas no local: gravador e câmera não são bem vindos ali. Tudo para garantir que os fregueses fiéis consigam comer em paz.
O dia 21 de junho marca o solstício – de inverno, no Hemisfério Sul, e de verão, no Hemisfério Norte. Marca a mudança de estação e, para diversos povos, um dia de celebração. Confira, abaixo, algumas maneiras de celebrar a data:
A principal celebração do solstício de inverno na Bolívia é realizada nas ruínas de Tiwanaku. Segundo historiadores, os incas seriam descendentes dos habitantes da antiga cidade, hoje em ruínas. Foto David Mercado/Reuters
Durante a cerimônia do solsticio, realizada no Templo do Sol, em Tiwanaku, sacerdotes aimaras realizam oferendas ao sol – entre elas, a folha de coca. Foto Juan Karita/AP
Em Machu Picchu, centenas de pessoas seguem para a cidadela para ver os primeiros raios de sol do solstício de inverno. A data marca o ano novo andino e é possível ver vários grupos realizando os mais diversos rituais. Foto Adriana Moreira/AE
Em Cuzco, as celebrações do Inti Raymi – a Festa do Sol – são realizadas no dia 24 de junho, quando também se comemora o aniversário da cidade. Diversos grupos folclóricos se apresentam no centro, enquanto uma cerimônia inca é realizada nas ruínas de Sacsayhuaman. Foto Adriana Moreira/AE
Já no Hemisfério Norte, diversas pessoas se reúnem todos os anos em Stonehenge, na Inglaterra, para observar o amanhecer no solstício do verão, o dia mais longo do ano. Foto Carl Court/AFP
Enquanto isso, em Nova York, milhares de pessoas celebram o solstício fazendo ginástica em plena Times Square. O evento ocorre há oito anos. Foto Mike Segar/Reuters
Sexta-feira, 26 de fevereiro, será um dia de festa na Canarby Street. A moderna e superfashion rua londrina, localizada bem no centro do Soho, vai comemorar seus 50 anos.

Lendária rua festejará seus 50 anos Foto: Bruna Tiussu/AE
Para marcar a data, uma exposição com fotografias, vídeos e discos vai relembrar a origem do local, que surgiu na efervescência dos anos 60 e logo se tornou um dos grandes símbolos do chamado Swinging sixties. Uma retrospectiva em 3D mostrará a evolução do local, eventos que ocorreram ali e as personalidades que marcaram sua história. Caracterizada desde o início pela atmosfera que mescla moda e música, não faltam na mostra os grandes ícones da época como os Beatles, Rolling Stones, Jimi Hendrix e Sex Pistols.
O livro Carnaby Street 1960-2010 também será lançado no evento. Ele traz fotos históricas da região e entrevistas com pessoas que ali viveram ou trabalharam (como Pete Townsend da banda The Who). As imagens da década de 60 são do aclamado fotógrafo Philip Townsend.
Cinquenta anos depois, Carnaby St. se mantém como símbolo fashion, mesclando a tendência alternativa com o que há de mais consagrado no mundo da moda. São mais de 150 estabelecimentos – entre lojas, restaurantes e cafés – e cerca de 65% deles integram o grupo das marcas independentes.
Kingly court
Os sortudos que estiverem em Londres durante a exposição, podem aproveitar para descansar as pernas e matar a fome em um dos restaurantes do aconchegante Kingly Court. Eles ficam no térreo e, como o espaço é aberto, melhor ainda se não estiver chovendo. Ou, quem preferir pode começar ali mesmo as compras: nos 1º e 2º andares há inúmeras lojas independentes com vitrines bem atrativas.

Charme ao ar livre no Kingly Court Foto: Bruna Tiussu/AE
A mostra Carnaby St. 1960-2010 é gratuita e vai até 10 de abril.
É na 83-97 Regent Street que os aventureiros se sentem em casa. Entre as butiques mais pomposas da famosa rua de compras de Londres está a loja da National Geographic – e todos os produtos que parecem ter o poder de tornar melhorar qualquer viagem.
Brincando você passa uma tarde toda “explorando” os dois andares da megastore. Uma parte dela parece simular a savana africana: as roupas estão dispostas em prateleiras de bambu, entre diferentes espécies de plantas, e as paredes são decoradas com as mais inusitadas fotos de expedições.

Bambus, árvores e pedras compõem a decoração. FOTO: Bruna Tiussu/AE
Gostou daquela grande canoa de madeira onde as mochilas de trekking estão expostas? Ou uma daquelas mesas rústicas onde estão as agendas e bloquinhos de viagens ficaria ótima na sua casa? Pode levar! Lá, tudo está à venda.
E para não achar que está levando gato por lebre, teste as roupas térmicas típicas de expedições pelos polos antes de passar o cartão. No andar de baixo da loja há uma câmara que simula as temperaturas do Ártico. Vista uma das jaquetas, entre lá e confira pessoalmente sua eficiência.

Câmara fria simula o frio do Ártico. FOTO: Bruna Tiussu/AE
Passou um pouco de frio? Peça uma bebida quentinha no café da loja e relaxe lendo as últimas edições da National. E antes de sair, dê uma passadinha na banca e morra de vontade de comprar todos aqueles livros com fotos belíssimas e os guias que são sempre bem vindos na nossa mala.

Loja tem sua própria banca de jornal. FOTO: Bruna Tiussu/AE
Inaugurada em novembro de 2008, a de Londres foi a primeira megastore da marca. A pouco tempo foi a vez de Cingapura ganhar sua filial e a promessa é espalhar o conceito mundo afora. Sorte nossa!
Se em Paris eu encarei (e gostei muito, vale repetir) o passeio de barco pelo Sena, em Londres não tive dúvidas em dar uma volta na London Eye (R$ 49,60). A roda-gigante tem 135 metros e é a quarta estrutura mais alta da cidade – informação suficiente para começar a imaginar como é a vista que se tem lá de cima.

Ela é o ponto turístico mais visitado do país. Foto Bruna Tiussu/AE
Os 32 bondinhos representam cada bairro londrino. E não param nunca. Você entra em um deles assim mesmo, em movimento, e se prepara para curtir 30 minutos de vista panorâmica.
Dizem que você consegue avistar até 40 quilômetros em qualquer direção. Bem parece que é verdade. De um lado, o rio Tâmisa (com os simpáticos barquinhos que de lá de cima mais parecem miniaturas), suas pontes seculares e a Catedral St. Paul.

Vista privilegiada da cidade, do rio e as belas pontes. Foto Bruna Tiussu/AE
Do outro, ainda o Tâmisa, o grandioso Parlamento e o símbolo máximo da cidade, o Big Ben. Repare também nos típicos ônibus vermelhinhos de dois andares que vão e voltam pelas pontes. O passeio pode ser feito de dia ou à noite. Mas se der sorte de estar lá num dia, você vai ter a certeza de que esta é uma das mais belas cidades do mundo, pode acreditar.

O imponente Parlamento visto de lá de cima. Foto Bruna Tiussu/AE
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